sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A lição de Archibaldo

Comentário postado aqui pelo jornalista Archibaldo Antunes deu-me mais uma lição de vida entre as muitas que tenho aprendido nos últimos anos, algumas das quais, confesso, ensinadas pelo próprio Antunes nas muitas altercações que tivemos desde quando ele passou a acompanhar o trabalho que teimo em fazer neste modesto blog, escrito desde o ano de 2007.

Antes de prosseguir, porém, leiamos a mensagem:

"Caro Raimari,

Receba meu apoio sincero neste momento em que os Torquemadas querem mandá-lo à fogueira. Não obstante nossos muitos embates (todos enriquecedores para mim), e do fato de ter discordado de você na maioria de seus textos, engrosso o coro dos que abominam a mordaça que pretende calar os que, briosamente e com talento, como você, se encarregam de dar publicidade a ações que atentam contra as leis e o bom senso. Torço para que se desfaça o mais rápido possível esse círculo em que o querem encerrar.

Abraços,

Archibaldo Antunes".

Crítico ranheta dos textos mal escritos que começava a rabiscar nesta página, Archibaldo fazia-me oscilar entre a irritação com suas provocações e reprimendas e a satisfação de saber que meus escritos, independentemente da qualidade da forma ou do conteúdo, também provocavam nele reações controversas. Foram muitos embates com poucas tréguas, por razões quase sempre inexistentes.

A lição aprendida está no fato de Archibaldo ser a última pessoa de quem esperava uma mensagem de apoio mesmo que lacônica, no momento em que os inquisidores do Instituto Chico Mendes - pessoas do meu convívio social há muitos anos - querem ver minhas cinzas secarem ao sol. Aprendi que nem sempre os que comigo rivalizam são os que me querem mal. Esses últimos, às vezes, são aqueles que estão aqui, ao lado, a me fazer elogios, fingindo verdadeira amizade. 

2 comentários:

samurai disse...

De fato, meu amigo, nunca quis o seu mal, muito pelo contrário. De resto, só tenho a agradecer por post tão lisonjeiro.

samurai disse...

De fato, meu amigo, nunca quis o seu mal, muito pelo contrário. De resto, só tenho a agradecer por post tão lisonjeiro.