quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Acordo de cavalheiros

Predominou o bom senso na audiência de conciliação realizada na manhã dessa quarta-feira (28), no Juizado Especial Criminal da Comarca De Xapuri, relacionada à reclamação ali oferecida contra este blogueiro e Deusamar Gadelha Bezerra Mendes por Jonas Augusto Costa dos Santos, vice-presidente do Instituto Chico Mendes, e Clênio Jorge Rodrigues Monteiro, funcionário da mesma instituição até o mês de setembro deste ano.

Depois de serem colocadas à mesa as queixas e suas justificativas, audiência progrediu para o acordo, saída sensata para um caso que causou muitos aborrecimentos e que, certamente, viria a causar muitos outros caso ganhasse o caminho da mesa de um juiz togado. Mas isso não aconteceu sem que alguns pontos ficassem devidamente explicados e outros fossem combinados para que os alegados prejuízos fossem, dentro do possível, minimizados.

Os fatos que deram origem a querela já são bastante conhecidos dos leitores do blog. As declarações feitas por Deusamar Mendes, afirmando que Jonas Augusto e Clênio Jorge eram conhecedores das irregularidades no Instituto Chico Mendes denunciadas à justiça pelo Ministério Público, foram interpretadas por eles como insinuações de que ambos eram cúmplices dos acusados ou coniventes com os fatos denunciados à promotoria de Xapuri.

Os dois reclamantes alegaram que o motivo de terem oferecido reclamação também contra mim, além de Deusamar, foi o fato de eu não os haver procurado antes de publicar o texto, mesmo tendo eu explicado exaustivamente que fiz várias tentativas de contatá-los e de haver colocado o veículo à disposição dos mesmos. No entanto, o propósito deste post não é discutir o mérito da questão e sim corrigir algumas imprecisões e jogar luz sobre alguns pontos que podem ter dado margem para interpretações equivocadas da informação, conforme ficou estabelecido em acordo selado entre as partes.

No texto publicado aqui no blog, Deusamar afirmava que Davi Cunha, marido de Elenira, acusado na ação do MP de falsificar assinaturas em recibos de pagamento, era apoiado por outras pessoas no Instituto Chico Mendes. No mesmo parágrafo, o texto dizia que Jonas Augusto e Clênio Jorge eram conhecedores das práticas ocorridas na instituição. A relação entre as afirmações levou os reclamantes a considerar, com razão, que o resultado das sentenças fez com que os leitores entendessem que eles seriam cúmplices de Davi.

Diante do exposto, passo a cumprir com minha parte no acordo. Deixo claro que em nenhum momento acreditei, insinuei ou tentei levar alguém a crer que o possível fato de Jonas Augusto e Clênio Jorge serem conhecedores de algumas supostas irregularidades ocorridas na instituição onde trabalham ou trabalaharam tivesse relação direta ou obrigatória com participação, conivência ou cumplicidade. Considero que uma coisa, não tem, necessariamente, relação com a outra.

Por outro lado, retiro a afirmação que fiz no mesmo texto, de que Clênio Jorge seria uma "espécie de assessor" de Davi Cunha, uma mera dedução minha, que tinha como base apenas as atividades desempenhadas por Clênio no ICM, a quem por várias vezes Davi me autorizou a procurar para me informar melhor sobre assuntos relacionados ao ICM, com fins de divulgação de ações da referida entidade, e não no sentido ou com o objetivo de atar as duas pessoas com laços de cumplicidade ou conluio.

Deusamar, por sua vez, confirmou minhas afirmações e afirmou que em suas declarações não teve o objetivo de acusar Jonas e Clênio de participação ou de serem apoiadores das irregularidades denunciadas na ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público contra Elenira, Davi e Ilzamar. Ela ratificou que eles eram simplesmente conhecedores de algumas irregularidades que ocorriam, assim como todos os demais funcionários do Instituto Chico Mendes.

Satisfeito com o acordo de cavalheiros que colocou fim à pendência, espero, volto a colocar o blog à inteira disposição dos reclamantes, assim como fiz quando da publicação da postagem. A página estará sempre aberta também àqueles que se sintam atingidos pelas opiniões ou informações aqui propagadas. Ou também àqueles que simplesmente não gostem do que aqui publico. Eu mesmo, vez por outra, também me emputeço com as baboseiras que aqui escrevo.

Um comentário:

Edson disse...

Concordo em se transigir Raimari, tendo em vista o tamanho da nossa querida Xapuri, no entanto se houve desvio de verbas, a apuração deve continuar e doa a quem doer, seja aplicada a pena. Porque senão é muito bom, desvia pra cá, desvia pra lá, e fica tudo na mesma? Agora quando eles quizerem repercussão em suas declarações manda assinarem um termo, para depois não virem com "tertúlias flácidas para adormecer vacum" - conversa mole pra boi dormir, segundo o saudoso Professor Vegeta do Colégio Acreano na decáda de 1950. Abraços Edson