quinta-feira, 31 de março de 2011

Águas de fim de março

Fortes chuvas desta quinta-feira prejudicaram o tráfego na BR-317. A foto do jornalista Altino Machado mostra como ficou um trecho entre Capixaba e Xapuri. Veja mais imagens no jornal online O Alto Acre.

Mansonelose

Érica Silva do Nascimento, bióloga e pesquisadora da Fundação Osvaldo Cruz, está em Xapuri realizando levantamento sobre a ocorrência da mais nova doença identificada no Brasil, a mansonelose. 

A doença é causada por dois vermes, o Mansonella perstans e o Mansonella ozzardi, que também já foram detectados na Venezuela e na Colômbia e são originários, respectivamente, da África e das Américas Central e do Sul.

Os parasitas atacam o sistema linfático e a cavidade abdominal, instalando-se em membranas pericárdicas (do coração) e no sistema nervoso central. Os sintomas são frieza nas pernas, febre intermitente, dores de cabeça, coceira por todo o corpo e dores nas articulações.

A doença é transmitida pela picada de alguns mosquitos como, no caso do Brasil, o borrachudo (Simulium). A população ribeirinha amazônica é, segundo os estudos realizados até o momento, muito atingida pela mansonelose.

As pessoas que quiserem se submeter ao exame deve se dirigir ao centro de saúde Félix Bestene Neto de hoje até sexta-feira. No final de semana o atendimento ocorrerá em localidades da zona rural.

Informe-se mais sobre a doença no blog InovaBrasil.

Samba, não!

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Do jornalista Leonildo Rosas, da coluna Poronga e do Blog do Léo:

“Segunda-feira, o Alto Acre Esporte Clube mereceu reportagem especial no quadro Brasil Fora de Série, exibido no programa Sportv News. A reportagem destacou, além do time, os xapurienses Armando Nogueira e Chico Mendes. O ex-jogador de futebol e atual secretário de Esportes de Xapuri, Julinho Figueiredo, foi entrevistado por duas vezes.

Julinho Figueiredo só não pode ficar empolgado e compor um samba-enredo para os repórteres esportivos. Por mais que as letras de suas músicas, via de regra, busquem enaltecer os personagens distinguidos, os versos do bom xapuriense não trazem boa sorte aos homenageados. O colunista sabe, ao menos, o nome de três temas de carnaval que partiram para o andar de cima antes de a escola debutar na avenida”.

Cursos da Ufac

O município de Xapuri deverá ter três novos cursos da Universidade Federal do Acre a partir do segundo semestre. A informação está no blog Xapuri em Destaque, assinado por Haroldo Sarkis, diretor de Divulgação Social da prefeitura.

Na imagem, o prefeito Bira Vasconcelos e a promotora de justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel em reunião reitora da Universidade Federal do Acre Professora Olinda Batista. Os cursos de Pedagogia, Letras e Biologia serão oficializados em abril.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Combate à dengue em Xapuri

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Comentário enviado por Joaquim Vidal ao post “Dengue”:

Prezado Raimari,

Não é só transporte que falta no Setor de Endemias de Xapuri. O quadro de pessoal é insuficiente para desenvolver as atividades de campo. O nosso trabalho não é apenas o combate e controle da dengue.

O município tem outros agravos que são de responsabilidade do setor de endemias controlar. Vigilância epidemiológica em áreas com prevalência de malária e combate ao transmissor da leishmaniose, através de borrifação intradomiciliar, entrega e supervisão de mosqueteiros impregnados.

O RH do setor consta de 12 funcionários do quadro Ministério da Saúde, (a maioria doentes devido à exposição aos produtos químicos utilizados em seu labor), e 5 servidores do quadro do município. Não temos como atender a população de todas as localidades endêmicas com esse efetivo.

É difícil trabalhar tendo que aguardar a liberação deste ou daquele veículo da Secretaria Municipal de Saúde que não tenha outros afazeres, para podermos assim desempenhar nosso dever.

Quero ressaltar que todas as necessidades do órgão já foram comunicadas aos gestores do município, para que resolvam esta situação.

 Joaquim Vidal é técnico em entomologia e gerente de endemias em Xapuri.

Camisinhas e dengue

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A estatal Agência de Notícias do Acre noticia que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu ao governador Tião Viana, em audiência na capital federal, a liberação de R$ 10 milhões para duplicar a produção de preservativos da fábrica de Xapuri, a Natex, que passará de 100 milhões para 200 milhões de unidades por ano. Na audiência, o ministro da Saúde também garantiu novo repasse de recursos para o governo prosseguir na sua “luta vitoriosa” de combate à dengue no Estado.

Leia aqui a reportagem de Romerito Aquino.

José Alencar (1931–2011)

"Se Deus quiser que eu morra, ele não precisa de câncer para isso. Se ele não quiser que eu vá agora, não há câncer que me leve".

Morre em São Paulo no Sírio Libanês o ex-presidente José Alencar

José Alencar Gomes da Silva, ou simplesmente José Alencar, morreu nesta terça-feira (29/03) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O ex-vice-presidente da República, que com seus 79 anos deu o exemplo de luta e fé durante mais de uma década de batalha contra o câncer, tinha sido internado na tarde de segunda-feira às pressas, com o quadro de obstrução intestinal.

Nascido em Muriaé, na Zona da Mata mineira, em 17 de outubro de 1931, Alencar foi um dos empresários e políticos brasileiros de maior expressão nos últimos anos. Foi senador pelo estado de Minas Gerais e vice-presidente do Brasil de 1 de janeiro de 2003 a 1 de janeiro de 2011.

José Alencar foi um dos maiores empresários do estado de Minas Gerais, construiu um império no ramo têxtil, sendo a Coteminas sua principal empresa. Elegeu-se vice-presidente da República do Brasil na chapa do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, conseguindo a reeleição em 2006, assegurando, portanto, a permanência no cargo até o final de 2010

Leia mais aqui.

terça-feira, 29 de março de 2011

Dengue

Xapuri tem o primeiro caso suspeito de dengue hemorrágica no ano, segundo informação do gerente de Endemias Joaquim Vidal. A vítima, uma criança moradora do bairro do Pantanal, de acordo com Vidal, já estaria bem, depois de ter sido atendida com rapidez.

O gerente de Endemias de Xapuri explica que o setor tem feito o possível para controlar os índices de infestação predial no município, mas que a falta de veículos para a realização dos trabalhos tem sido a principal dificuldade.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, movimento mundial organizado pela rede WWF desde 2007, causou confusão na cabeça de muita gente na terra de Chico Mendes, no último sábado, data do evento. Traumatizadas pela tortura imposta pela Eletrobrás, várias pessoas acordaram cedo para ligar bombas d’água acreditando que faltaria energia durante todo o dia. 

A Hora do Planeta incentiva cidadãos, empresas e governos a apagarem as luzes por uma hora mostrando assim o seu apoio à luta contra as alterações climáticas. Na imagem, captada no blog Xapuri em Destaque, o prefeito Bira Vasconcelos apaga a luz na Casa de Chico Mendes.

O blogueiro Maxsuel Maia  se manifestou de forma contrária ao movimento (veja) e manteve as luzes de sua casa acesas durante a Hora do Planeta. “Não vi motivos para aderir ao movimento da Hora do Planeta apagando minhas luzes em um Estado onde falta energia quase todos os dias”, disse ele.

Concordo com a opinião de Maxsuel, mas assustado com os valores absurdos que tenho pagado pela porcaria de energia que chega até minha casa, optei por manter as lâmpadas bem apagadas. Não somente na tal Hora do Planeta, mas todos os dias, sob pena de trabalhar somente para sustentar o apetite daqueles que nos vendem a energia mas entregam o produto com qualidade.

Brasil Fora de Série



A equipe do programa Brasil Fora de Série, do canal por assinatura Sportv, esteve no Acre neste final semana para acompanhar a partida entre Rio Branco e Alto Acre, pelo campeonato acreano de futebol, realizada em Epitaciolândia e vencida pelo Estrelão pelo placar de 2 a 0.

Pela manhã, a equipe fez filmagens e entrevistas em Xapuri para compor a reportagem que vai ao ar na noite desta segunda-feira. O repórter Caetano Manenti conversou com pessoas como a professora Euri Figueiredo e João Garrinha, entre outras, sobre assuntos rerlacionados à história da cidade.

Depois de contato com este blogueiro, a equipe foi recebida pelo presidente da Fundação de Cultura e Desportos de Xapuri, Julinho Figueiredo, que guiou os jornalistas em visitas ao Centro de Memórias de Chico Mendes e a casa onde nasceu o jornalista Armando Nogueira.

sábado, 26 de março de 2011

Zangief Kid

Vítima de bullying na escola se torna sucesso na internet.

Hino de Xapuri

Sobre o Hino de Xapuri a leitora que assina como Acreana informa que o autor da letra, Fernando de Castela Barroso de Almeida, é cearense de Fortaleza, nascido em 2 de fevereiro de 1921, e radicado no Acre em 1943. Já o autor da música, o mestre  Sargento José Lázaro Monteiro Nunes, faleceu na cidade de Rio Branco, em 7 de setembro de 1988, aos 59 anos de idade.

Comentário do músico Antônio Magão:

“Sou suspeito em falar, mas o Hino de Xapuri é o mais bem escrito com sua melodia e a harmonia rica em sonoridade. É verdadeiramente um hino, maravilhoso de se executar e toda vez é uma emoção a mais no sentimento de xapuriense. Parabéns ao compositor e ao letrista dessa obra prima de nossa querida terra”.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Cadeia da borracha ganha financiamento

Cultura da seringueira ganha linha do Banco do Brasil de R$ 30 milhões

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Marcos Giesteira, do Ministério da Agricultura

O setor seringueiro conta desde o último dia 24 de março com uma opção de financiamento exclusiva do Banco do Brasil. O anúncio foi feito durante a 17ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural, em Brasília. A linha prevê R$ 30 milhões para financiamentos, com carência de oito anos, prazo para pagamento de 14 anos e juros de 6,75% ao ano.

“É um pleito antigo, pois desde as décadas de 1970 e 80 não tínhamos uma linha direcionada exclusivamente para o setor. Temos o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora), mas ele é apenas relativamente adequado ao segmento”, afirma o presidente da Câmara, Marcelo Tournillon Ramos.

Os recursos permitirão fomentar a cadeia e reverter o quadro de déficit na balança comercial que existe no segmento. Hoje, cerca de 70% da borracha seca consumida no país é exportada. Essa situação gerou um déficit comercial de US$ 800 milhões em 2010, com previsão de US$ 1,3 bilhão neste ano. “O Brasil produz cerca de 120 mil toneladas do produto por ano e consome 360 mil toneladas”, diz Ramos.

Propflora

Criado em 2002 e voltado especificamente ao financiamento da implantação e manutenção de florestas para fins econômicos, o Propflora já beneficiou a cadeia produtiva da cultua da borracha. O chefe da Divisão de Florestas Plantadas e Culturas Permanentes do Ministério da Agricultura, Gustavo Firmo, explica que, nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 44 milhões em crédito para investimento em seringais.
A iniciativa também tem como foco a recomposição e manutenção de áreas de preservação permanente e reserva florestal legal. O limite de financiamento do Propflora aumentou de R$ 200 mil por produtor, na safra passada, para R$ 300 mil, nesta safra, com taxa de juros de 6,75% ao ano.

Saiba mais

O látex ou borracha natural é uma substância extraída da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia. O líquido de aparência leitosa é utilizado na fabricação de muitos produtos, mas os mais conhecidos são os pneus.

Até a década de 1950, o Brasil era o principal produtor do mundo. Hoje, quase todo látex vem da Tailândia, Indonésia e Malásia, que juntas detém 95% da produção mundial (cerca de 5,7 milhões de toneladas). A produção da América Latina, incluindo o Brasil, corresponde a apenas 1,2%.

Antes, a substância era retirada das árvores na floresta nativa. Hoje, a maior parte vem de plantações de seringueiras. O estado de São Paulo sozinho é responsável por 75% da produção brasileira.

quinta-feira, 24 de março de 2011

“Sujeito normal”

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Há alguns dias, recebi aqui no blog comentário elogioso do professor da Universidade Federal do Acre Sérgio Roberto, ex-secretário estadual de Saúde durante a gestão do governador Binho Marques e vascaíno inveterado.

No comentário, Sérgio Roberto diz: “Agora vivendo a vida de um ‘sujeito normal’, tenho visitado seu blog e gostaria de parabenizá-lo pela qualidade da escrita e a forma ética com que postas as notícias”.

É claro que tanto eu quanto ele somos suspeitos de fazer elogios um ao outro. Mas devo dizer que enquanto fez parte do governo, Sérgio Roberto jamais foi um sujeito normal, realmente.

Um dos homens mais confiáveis de Binho Marques, se tornou uma das pessoas mais detestadas da cena pública acreana em decorrência de sua atuação marcante, muitas vezes dura e antipática, mas sempre positiva.

Três meses após deixar o governo, Sérgio descobre que não é tão fácil assim voltar à  “normalidade” e retorna à cena para dar Nome aos Bois na Boiada dos Farsantes, esclarecendo fatos até então envoltos em penumbra sobre responsáveis por  roubalheira ocorrida na Sesacre.

Preparando-se para o doutorar na USP, meu conterrâneo e amigo sabe que só será verdadeiramente normal quando estiver em Xapuri cantando um samba e agitando um pandeiro no “Ninho do Urubu”, rodeado de pessoas que, apesar de maior ou menor grau de chatice etílica, só fazem mal ao feijão que comem todos os dias.

Um abraço fraterno ao Sérgio.

Sobre guerreiros e ratos

Aval do futuro chefe (Celso Pupo / Agência Estado)

Rica Perrone

Guerreiros são aqueles que lutam até o fim. São pessoas que defendem um ideal, ou uma camisa, sem medo de cara feia ou de uma situação desfavorável. Guerreiros não correm da luta.

Time grande não joga no “erro” do adversário. Joga no seu acerto, no seu mérito de ser melhor. Campeões não devem conviver com ratos. Nem nos vestiários, nem no banco.

Este Fluzão que luta, que arrisca, que tenta, que apanha, que vira e que vence é diferente do que disputou os 3 primeiros jogos. Não é tático, nem técnico. É meramente uma questão de filosofia.

Mata-mata, torneio de macho, se joga com o coração. Treinador que é contra motivação não ganha mata-mata. E o Flu de ontem entrava em todos os jogos igual.

Hoje não. Entrou pra decidir, e decidiu.

O time de guerreiros está completo. Com Fred, Deco, Conca, Emerson, Mariano e Diguinho. Os ratos correram, ficaram os guerreiros.

Por uma torcida traída, um clube exposto ao ridículo e por guerreiros de fato, tens minha torcida até a decisão.

Rica Perrone é jornalista esportivo.

Ovelhas

Críticas da oposição sobre produção no Acre são baseadas na falta de informação, diz Manoel Moraes

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O presidente da Comissão de Legislação Agrária, Fomento e Agropecuária, deputado Manoel Moraes (PSB) usou a tribuna na manhã de ontem na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para dizer que as críticas contra a criação de ovelhas e contra outros projetos do Governo são baseadas na falta de informação.

O líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na casa fez duras críticas ao posicionamento de alguns deputados do bloco de oposição que, segundo ele, fazem acusações a esmo, sem responsabilidade e sem checar as informações de forma correta. “O deputado Gilberto Diniz (PT do B) fala da falta de investimento e de resultados na produção sem ter nenhuma base sobre isso. Isso é falta de informação”, declarou.

Como exemplo de projetos que estão dando certo no Estado, o deputado socialista citou o a fábrica de camisinha Natex, situada no município de Xapuri. “Não há no Brasil um exemplo de uma outra fábrica nesses moldes em que use tecnologia de ponta adicionada ao trabalho do homem da floresta, gerando renda imediata para quem vive lá”.

Com relação à criação de ovelhas, que também foi criticada pelo deputado oposicionista Gilberto Diniz, Moraes manteve posição firme e defendeu que o projeto seja levado adiante. “Não podemos depender apenas de uma cultura de subsistência. Temos indicativos e exemplos de outros Estados onde a ovinocultura pode gerar excelentes resultados. Não podemos comprometer o desenvolvimento do nosso Estado pela temeridade da oposição”.

Vale lembrar que no inicio desta semana o Governo do Estado do Acre recebeu o primeiro lote de ovelhas, vindas do sertão da Bahia para o Programa de Formação da Cadeia Produtiva da Ovinocultura. De acordo com estudos feitos a opção é rentável para pequenas produtores rurais e para as unidades de produção familiar.

O lado bom e ruim do Twitter

Divulgação rápida e abrangente bate de frente com os boatos e pegadinhas do canal. É preciso cuidado e atenção, aconselha especialista.

Desde sua criação em 2006 por Jack Dorsey, o Twitter ganhou extensa notabilidade e popularidade por todo mundo. E isso não causa estranheza quando se trata de uma excelente ferramenta de informação, que tem o poder de interagir com diversas redes sociais, entre elas o Facebook.

O Twitter, que acabou de completar cinco anos, tem sido constantemente utilizado por grandes empresas para a divulgação de suas marcas, através de constantes atualizações, sempre ligando o consumidor a uma página onde possa encontrar mais informações sobre o serviço ou produto oferecido, além de aproximá-los e fidelizá-los.

Para entender essa rede social, Lívia Lampert, vice-presidente da Associação Brasileira das Agências Digitais - RS (Abradi-RS) e diretora da Línea Comunicação fala sobre a melhor forma de utilizá-la e, com isso, evitar excessos, problemas e até mesmo invasões desnecessárias.

Lívia começa explicando a importância em separar assuntos no perfil. Ou seja, ela alerta que não é recomendável misturar assuntos pessoais com profissionais e ressalta a relevância de ter um propósito ao fazer o perfil. “No Twitter, esse propósito pode ser pessoal ou profissional, servindo o canal como fonte de obtenção e/ou propagação de informações. Sendo assim, segundo a empresária, é possível buscar as pessoas certas a seguir, dentro do seu foco, atrair mais seguidores e trocas informações mais ricas sobre o que interessa’, diz.

A capacidade de expandir, divulgar e repassar notícias em alta velocidade é surpreendente na rede. Além disso, empresas estão se reerguendo com essa oportunidade. Não somente repassam informações, mas respondem velozmente aos clientes insatisfeitos e analisam a concorrência.

Mas não só de benefícios vive a rede social, alguns perigos podem prejudicar as pessoas ou suas empresas rapidamente. “É comum a disseminação de boatos no canal, ou mesmo “trollagens” (pegadinhas)”, conta. A saída para não cair nestas armadilhas, segundo Lívia é ter cuidado antes de "retuitar" algo. “Nunca devemos deixar de certificar a credibilidade da informação veiculada”, aconselha.

Outra dica é ter atenção também ao número de pessoas que estão na sua lista de seguidos. “Este número deve ser minimamente proporcional a sua capacidade de acompanhar o canal e no quesito "following" (quem seguir), opte por perfis que agreguem algo efetivamente para você. Mais qualidade, menos quantidade”,revela.

Porém, nem tudo está perdido, existem boas práticas para utilizar o twitter, entre elas Lívia recomenda a publicação de informações relevantes, e não simplesmente o que você comeu no almoço, ou onde você está. “Usar scripts automáticos para adicionar pessoas ou disseminar mensagens também não é considerada uma boa prática, pessoal ou profissionalmente”, complementa.

E para evitar a invasão na vida particular do usuário, ela aposta no bom senso como opção. “Para assuntos privados ou assuntos que somente interessam a um outro perfil em específico, devemos optar pelas “DM”s (Direct Messages), essas você manda para um único perfil, e somente este pode visualizá-las”, explica.

Às empresas em especial, ela recomenda que não devem se omitir ao canal, mas precisam de cautela, estar atentas a sua reputação, e principalmente, começarem a partir da determinação de uma estratégia para o canal, de maneira organizada. “Uma empresa pode ser favorecida pelo Twitter no monitoramento do que está sendo dito sobre ela na rede, ou mesmo pesquisar por oportunidades, demandas latentes, análise de tendências, e do comportamento do seu consumidor”, reflete.

Por outro lado, Lívia alerta que pode ser prejudicial se não atender a interações geradas por consumidores, responder a perguntas ou queixas direcionadas. “Uma política de uso do Twitter entre os profissionais da empresa é recomendável, tanto para falar na rede em nome desta, quanto, inclusive, nos seus perfis pessoais”, diz.

“Temos casos conhecidos de vazamento de informações, publicação de críticas ou posicionamento inadequado em perfis pessoais, porém de profissionais influentes em determinadas corporações, que acabaram por refletir na reputação da própria empresa”, lembra. Portanto, ela insiste: “cautela, estratégia e monitoramento são as práticas fundamentais para empresas na rede”, conta.

Sobre a dimensão da rede, Lívia acredita que a mídia é ótima para divulgação em massa e aposta no seu crescimento. “Para compreender o atual volume do Twitter: em setembro de 2010, o canal divulgou em seu próprio site o número total de 175 milhões de usuários registrados. O volume médio de "tweets" por semana já está na casa de 1 bilhão e isso é realmente fantástico, finaliza”.

Há quem diga que não há limite para a criatividade e a tecnologia. Talvez não haja limite, mas todo cuidado é pouco. Se as redes sociais estão aí para aproximar pessoas de pessoas e clientes de empresas, o negócio é participar. Mas tudo, claro, de olhos bem abertos.

Enviado por Juliana Farias, da Insider 2.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Queijo coalho

Guinaldo, o filho mais novo do fazendeiro Darly Alves com dona Natalina, deixou aqui em casa uma das delícias que ele prepara na fazenda Paraná, na BR-317. Provei do queijo quando, junto com o jornalista Altino Machado, em 2008, fomos a casa dos Alves para entrevistar Darly.

Cada um de nós trouxe da fazenda dois queijos, mas os meus foram esquecidos no carro de Altino, que certamente fez deles muito bom proveito. É tão bom que não tive tempo de fotografá-lo. O da foto acima, visualmente muito parecido com o da fazenda Paraná, captei aqui, só para ilustrar.

terça-feira, 22 de março de 2011

“Terra formosa, terra gentil”

Catedral de Xapuri

Página viva da história acreana, como diz  o seu hino, Xapuri completa hoje 106 anos de fundação. A cidade mais famosa do Acre comemora a data com uma programação modesta, envolvendo escolas e população. O blog homenageia essa boa terra com a bela imagem acima, do repórter fotográfico Sérgio Vale, e com a letra do hino, de autoria de Fernando de Castela. A música foi composta por José Lázaro Monteiro Nunes.

Página viva da história acreana
Recebe o nosso afeto e gratidão
Reverente o teu povo se irmana
Neste hino que é hino e oração

Terra formosa, terra gentil
És Princesa do Acre
Glória dos acreanos (refrão)
Orgulho do Brasil

Teus bravos filhos, afoitos e pioneiros
Deste amado e glorioso rincão
Xapuris que se armaram guerreiros
Neste berço da Revolução

Que o exemplo de tanta afoiteza
De indomável coragem e ardor
Seja aos novos lição de grandeza
E esperança de paz e de amor

Xapuri nosso berço e agasalho
Nós herdeiros de herança viril
No teu chão plantaremos trabalho
Para a glória do nosso Brasil.

Infelizmente não possuo registros sobre os autores do hino xapuriense. Se alguém, por ventura, os tiver, que disponha do blog para torná-los públicos.

ICMBio em Xapuri

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Parece que finalmente o IMCBio  - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – terá um escritório em Xapuri. Na semana passada, o prefeito Bira Vasconcelos se reuniu com representantes da autarquia federal para discutir o assunto.

Na reunião, segundo o blog Xapuri em Destaque, a instalação do escritório ficou definida através de parceria na qual a prefeitura vai oferecer o espaço físico e a manutenção para que a representação do ICMBio funcione em Xapuri, pertencente ao Ibama

O que eu não consigo entender é que seja mais fácil o município patrocinar a instalação do IMCBio em Xapuri, com os parcos recursos que possui, do que o próprio governo federal recuperar o prédio acima, pertencente ao Ibama, órgão do qual o Instituto Chico Mendes se desmembrou em 2007.

Fechado no município há mais de 10 anos, o Ibama largou o prédio ao abandono, como mostra a imagem que ilustra o post. Em 2008, o então superintendente do órgão no Acre, Anselmo Forneck, anunciou que o núcleo do recém-criado ICMBio seria instalado e inaugurado em Xapuri até o final daquele ano, ocupando a antiga estrutura já existente, que passaria por adequações para tal.

- Chico Mendes foi o grande idealizador da reserva que levou seu nome. A inauguração da sede do ICMBio em Xapuri reforça a lembrança dos 20 anos sem ele, disse, à época, o superintendente.

O tempo passou e nada do anunciado aconteceu. O velho prédio continua lá. Abandonado, depredado, em meio a um imenso matagal, que vez por outra é limpo, e servindo de esconderijo para toda a sorte de insetos e malfeitores. E assim, infelizmente, deverá continuar por muito tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Strip-tease na escola

Vídeo de uma garota, supostamente menor de 18 anos de idade, fazendo strip-tease no banheiro de uma escola pública de Xapuri se tornou o assunto mais comentado da cidade na semana que passou. A gravação, feita pela câmera de um telefone celular, se espalhou rapidamente aparelho a aparelho através da tecnologia conhecida como Bluetooth.

No vídeo, a garota dança e rebola para, pelo menos, mais duas pessoas, que aparecem nas sombras da gravação. Desinibida, ela tira a blusa, o sutiã e a calça jeans até os joelhos, ficando só de calcinha. O caso pode se tornar alvo de investigação do Ministério Público, principalmente se as imagens forem publicadas na internet, o que parece não ter ocorrido, ainda.

domingo, 20 de março de 2011

Calote da Ufac

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Nota publicada pelo jornal O Rio Branco:

“As palavras do discurso do deputado Manoel Moraes do (PSB) considerando que a decisão da Ufac em não realizar vestibular exclusivo para os 207 alunos que foram impedidos de realizar as provas desrespeita acordo com o Ministério Público proposto em reunião com a Aleac, continuam a ecoar pelo Estado.

“O Conselho Universitário da Ufac é conservador, retrógrado e injusto. Ousa desrespeitar a vontade do povo do Acre. Nos faz de palhaços depois de acordo firmado”.

Essas declarações em pronunciamento na Aleac demonstraram a insatisfação dos parlamentares junto à Ufac.

De acordo com Moraes, é por atitudes como essa da Ufac que as universidades particulares estão ampliando seu número de alunos e de cursos e o Ifac está formando os jovens do Acre.

A direção da Ufac não rebateu as duras críticas feitas pelo parlamentar acreano em relação a decisão da entidade em não cumprir o acordo firmado com os deputados e MPF”.

Rio Branco: a capital sem vida

Sérgio Torres dos Santos

Ao retornar de uma noite de trabalho no carnaval 2011, ao passar exatamente pelo centro da cidade, fui surpreendido por dois fortes sentimentos: nostalgia e revolta. De acordo com o dicionário Houaiss 2011, nostalgia é um substantivo feminino, cujos significados são melancolia profunda causada pelo afastamento da terra natal, distúrbios comportamentais ou sintomas somáticos provocados pelo afastamento da terra natal, do seio da família e pelo anseio extremo de a eles retornar e saudade de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter, desejo de se voltar ao passado.

Considero pertinente para essa reflexão a última definição dada ao termo nostalgia, a saber, saudade de algo.

Quando tinha 16 anos, trabalhava pelo centro da cidade vendendo charutos e refrescos com duas finalidades: conseguir o dinheiro da entrada do Cine Rio Branco (contava as horas para assistir aos filmes dos Trapalhões e de Artes Marciais, principalmente com Bruce Lee) e comprar o ingresso para a Danceteria Rio Branco, que ficava ao lado do cinema. Na festa, dançava ao som de Madonna, o amigo leitor mais maduro deve lembrar-se da inesquecível canção Papa Don’t Preach e Holiday de Madonna e do intervalo em que tocavam as inesquecíveis músicas românticas, grande Jimmy Clyf e sua memorável música Now End Forever. Ao fim da festa, íamos para a praça defronte ao quartel da PM e lá ficávamos até altas horas conversando e namorando. Lembro-me de que na maioria das vezes retornava para casa a pé, pois como disse o dinheiro que ganhava com as minhas vendas dava mal para as entradas, raríssimos sacos de pipoca e poucas latas de refrigerantes (nunca fui fã de bebida alcóolica).

O centro da cidade tinha vida: havia vendedores ambulantes, pessoas nas paradas de ônibus, jogos de futebol no velho Estádio José de Melo, bailes no Esborba, Danceteria no Vasco da Gama, pais passeando e tirando fotos com seus filhos, pessoas saindo da Catedral, em fim, Rio Branco era uma cidade que acontecia nas noites de domingo.

E antes que alguém me questione sobre a violência na época, a quantidade de gangues que vinham dos bairros periféricos, as brigas dentro dos clubes e a depredação do patrimônio público, devo lembrar ao leitor mais desatento que ela sempre existiu e continuará existindo. Naquele tempo, alguém era furado porque insultava um membro de uma gangue rival. Hoje, uma mãe de família é assassinada pela filha só porque esta ficou estressada.

Passo a falar do segundo sentimento, a revolta, que prefiro não apresentar o seu significado de dicionário, uma vez que esse qualquer cidadão escolarizado ou não compreende muito bem.

Era mais ou menos três horas da manhã quando passei próximo à antiga danceteria Rio Branco. Parei e estacionei o meu veículo, fiquei olhando para o local e lembrando os momentos felizes de minha adolescência.

Por que este clube está fechado em pleno domingo de carnaval? Havia a pouco tempo bailes de carnaval para crianças e adultos. Era uma grande alegria. Os clubes completamente ornamentados, o mercado aquecido, fantasias e máscaras dos mais variados tipos eram vendidas.

O que aconteceu? O povo deixou de gostar de carnaval? Os empresários faliram? Os clubes quebraram? Os tempos são outros, as crianças modernas já não são tão crianças assim que não precisam de um espaço só para elas?

A grande questão, e grave, é que nos últimos anos, o centro da cidade de Rio Branco passou a não pertencer às pessoas, ao cidadão que trabalha a semana inteira e paga seus impostos, mas aos governantes que, temerosos por danos causados ao patrimônio que eles utilizam para enaltecer seus egos como a Praça Plácido de Castro, a Biblioteca Pública, o Palácio Rio Branco, o Museu dos Autonomistas, a Estátua de Chico Mendes e sobre a diabólica alegação de que esses bens públicos seriam destruídos caso houvesse atividades de grande concentração popular, as pessoas mais humildes são desterradas para os mais longínquos lugares e se quiserem participar de festas como o carnaval deverão esperar horas a fio os péssimos ônibus que circulam na cidade ou mesmo caminharem quilômetros para chegarem ao local da festa.

É hora de se questionar de quem é a palavra final: da população com o seu direito de e ir e vir, com o seu direito de ter opções variadas para que possa fazer as melhores escolhas ou de uma visão estatal monocrática que decide tudo sem consultar ninguém?

O centro de Rio Branco aos domingos à noite deve voltar a ser o que era no passado: um local com festas, cinemas, teatros, apresentações culturais e outras opções de lazer.

Se, no futuro, houver depredações do patrimônio público, não é porque voltamos aos tempos das danceterias e das gangues, e sim porque a educação dada em algumas famílias e nas escolas acreanas (sic) é falida, incapaz de ensinar valores mais elementares como respeito e cidadania, que dirá ensinar a ler e não decifrar letras, ensinar a analisar o mundo, compreendê-lo e modificá-lo.

Sérgio Torres dos Santos é ex-vendedor de refrescos e charutos, especialista em Educação pela Universidade Católica de Goiás e bacharelando em Direito pela Faculdade Barão do Rio Branco – UNINORTE.

sábado, 19 de março de 2011

Sábado

“Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado”.

Trecho da poesia O Dia da Criação, de Vinícius de Moraes.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Manoel Moraes cobra debates sobre Código Florestal

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O deputado estadual Manoel Moraes cobrou, na última sessão da Assembleia Legislativa, mais empenho dos parlamentares acreanos no debate sobre o Código Florestal. “Esse projeto vai ser votado e não podemos deixar de  discuti-lo porque o Estado é voltado para a agricultura e precisamos proteger nossos agricultores. Tudo que afeta o Acre é do nosso interesse”, disse.

O Parlamentar defendeu que o assunto seja melhor debatido e conhecido pela população acreana. “Não é porque o assunto é votado em esfera nacional que não podemos debatê-lo. É necessário que nossa bancada federal esteja com um pensamento coeso conosco, deputados estaduais.

Moraes, que também é presidente da Comissão de Legislação Agrária, Fomento e Agropecuária da Aleac, diz que é preciso ter uma legislação que proteja as florestas, mas que também ampare o produtor rural. “Muitos pontos atuais dessa lei vigente inviabiliza a sobrevivência do homem do campo, já que ele paga multas altíssimas”, afirmou.

O deputado, que é morador do município de Xapuri, afirmou também que conhece muitos moradores da zona rural que por terem recebidos multas altas tiveram que empenhar as próprias casas. “É preciso fazer uma reforma que permita que a sobrevivência do homem da floresta seja autossustentável . Precisamos melhorar o que já temos do atual código, porque ele está ultrapassado em muitos aspectos”, concluiu.

Vale lembrar que o atual código é de 1964. Espera-se que até o final de abril seja votado na Câmara Federal um novo texto para a lei, mas o assunto tem causado polêmica nas chamadas bancadas ambientais e ruralistas.

Com informações da assessoria do deputado.

quinta-feira, 17 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Saúde Masculina

Movimento pela Saúde Masculina chega à cidade Rio Branco no dia 22 de março

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Carreta adaptada em consultório ficará na Praça Eurico Dutra até 26 de março para dar orientação médica urológica gratuita sobre doenças masculinas

O Movimento pela Saúde Masculina, campanha idealizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e patrocinada pela indústria farmacêutica Eli Lilly, chega à cidade Rio Branco, no Acre, no próximo dia 22 de março.

Durante cinco dias, médicos urologistas darão orientação médica gratuita a homens a partir dos 18 anos, em uma carreta adaptada em consultório que ficará na Praça Eurico Dutra (Avenida Getúlio Vargas, s/n), das 9 às 17 horas.

Serão distribuídas 120 senhas por dia, a partir das 9 horas, por ordem de chegada. O objetivo desta campanha que inicia a etapa 2011 no Estado do Acre é conscientizar a população masculina sobre a importância da realização de exames preventivos para o combate e diagnóstico precoce de doenças relacionadas à próstata, disfunção erétil, câncer de pênis e outras queixas.

A campanha teve início em 2010 e já atendeu 10 mil homens, de 22 cidades brasileiras.

Enquanto isso, na ecológica Xapuri…

Arraia morta por pescadores é exposta a curiosos na praça São Sebastião, centro de Xapuri, cidade tida como berço de suposto movimento ecológico. De acordo com o blog Xapuri em Destaque, o animal tinha cerca de 15 filhotes em seu interior.

terça-feira, 15 de março de 2011

Bonde do Mengão

Blog do Amarildo.

Piadas com a desgraça alheia

Além de dublar desenhos, o ator já participou de alguns filmes como

O humorista Gilbert Gottfried, conhecido por dublar vários personagens de desenhos animados nos Estados Unidos, foi demitido após fazer piadas sobre os terremotos e tsunamis no Japão através do Twitter, a exemplo do que fez o presidente da OAB-Acre, Florindo Poersch. Em uma das piadas, Gottfried escreveu: "O Japão é realmente avançado. Eles não vão à praia. A praia vem a eles".

No caso de Florindo Poersch, apesar de o Código de Ética da OAB punir esse tipo de atitude, a instituição, que eu saiba, não se manifestou sobre as piadas de mau gosto do presidente da seccional Acre. Em seu art. 33, o regimento da OAB diz que os advogados devem se abster de abordar tema de modo a comprometer a dignidade da profissão e da instituição que o congrega.

O todo poderoso

Rica Perrone

O que faz Muricy Ramalho neste episódio da saída do Fluzão é, de longe, a mais lamentável de suas estratégias. E convenhamos, quase todas elas um tanto quanto covardes, dentro e fora do campo.

Não, eu não tenho medo do Muricy. Isso me torna praticamente ateu.

Como pode alguém não temer os incríveis poderes do senhor da ética e do trabalho? Como um ser humano ligado a futebol pode ousar não concordar com o único sujeito que sabe tudo sobre futebol no mundo?

Pode? Não pode. Mas deveria.

Muricy saiu do Fluminense porque quis. Invente a desculpa que quiser, é tão fato que saiu deixando o clube na mão quanto ele tornou fato ter ficado por “ética”, quando na verdade ele ficou porque o Flu NÃO DEIXOU ele ir e ele não sabia quanto ganharia na seleção.

Digo, repito, e desta vez não haverá chilique tricolor: Ele ACEITOU a seleção. O exemplo pros filhos quem deu foi o Fluminense, não ele.

Agora ele chega em casa e um dos seus pergunta: “Papai, pode deixar o time numa situação dessas na Libertadores depois de tudo que seu amigão da Unimed investiu?”

- Pode, filho. Papai pode tudo. Papai é malandro. Papai é amigo dos jornalistas de estúdio e bate nos de campo.
- Porque, papai?
- Porque quem opina e manda são os do estúdio.
- Benção, pai.
- Benção, filho. A você e a humanidade que eu criei.

E assim segue a lenda. Muricy repete tanto que é trabalhador que nunca será preguiçoso, nem se aposentar.

Repete tanto que é ético, que mesmo quando pisa na bola é vítima.

E quando, covarde, deixa o clube na mão, vai na tv dizer  que é preciso “coragem” pra fazer o que fez.

Quer sair de corajoso, e pior, consegue.

O resumo da ópera é tosco.

Muricy insinua que DEU 3 brasileiros ao SPFC. Insinua que foi impedido de ser tetra no Palmeiras, como garante ter sido proibido de vencer no Inter, quando todos lembram de um pênalti no Tinga e esquecem das derrotas para Coxa e Paraná, onde o Inter de fato perdeu o título.

No Flu, não fosse o mesmo entrega-entrega, atestado pela CBF nesta segunda quando fez o calendário 2011, ele não teria vencido. Mas venceu, porque quem joga pra não perder se dá bem em torneio de pontos corridos.

É um técnico competente. Sabe fazer pontos, mas não sabe fazer futebol.

E não vou discutir isso pela milésima vez. Muricy é o filhote do Parreira, e isso já explica tudo que penso.

Me irrita, porém, o desrespeito com o Fluminense.

Muricy saiu do SPFC dizendo que revela jogador. Mentira! A base do São Paulo foi ABANDONADA pelo técnico por 4 anos. Hoje sim é usada.

Saiu como se ELE fosse o responsável pelos títulos. E o Ceni? E a diretoria? E os jogadores? Parece que sem a benção do Muricy nada acontece.

Ele se acha mais que o Luxemburgo, mas como a imprensa não gosta do Luxa… o Muricy é “engraçado”.

Engraçado é ser campeão num clube podre, como ele insinua ser o Flu hoje. Algo que o Andrade encarou também no Flamengo, que não tem estrutura. Assim como muitos no Corinthians até outro dia, sem CT, e tantos outros em tantos clubes brasileiros.

Muricy quer sombra, agua fresca e a confirmação do óbvio.

Me dê estrutura, um timaço, salário em dia, uma puta comissão técnica, camisa forte que eu ganho.

Você e qualquer pasteleiro, Muricy.

Fala, agora, de um jeito como se fosse um ser superior que foi doar um título ao Flu. Lamentavelmente muitos acreditam e colocam o sujeito acima do clube, como se ele fosse algo além de um técnico de futebol.

O correto, o ético, o perfeito.

O técnico que fez o Conca jogar, que inventou o Breno, que deu valor ao Emerson.

O cara que valorizou a base do São Paulo.

O marketeiro. E o maior marketing que existe é dizer que não faz marketing.

Muricy está detonando o Flu aos 4 cantos, covardemente.

Porque quer o melhor pro clube? Não. Se quisesse, ficaria.

Ele quer é dizer, de novo, que só ganharam o caneco por causa DELE!

E é mentira. Eu diria que ganharam o caneco também com ele, ou, apesar dele.

Renato foi a final da Libertadores, Cuca a final da Sulamericana. O Fluminense ganhou a Copa do Brasil e tem feito alguns campeonatos brasileiros em bom nível nos últimos anos.

Assim como no São Paulo, caro Muricy, você chegou com o processo todo realizado. Aliás, pra que não digam que acho isso agora, tem um post meu na era Cuca dizendo que o Flu construía um grande título ha pelo menos 4 anos. E ele chegou.

Não quero, jamais, tirar os méritos do Muricy em transformar cruzamentos em títulos. Ele tem, é a filosofia dele, e eu detesto, mas respeito.

O que não quero, de forma alguma, é aceitar que este mérito seja tirado do Fluminense e colocado na conta do Muricy.

O campeão é o Flu.

E agora, quase eliminado do mata-mata, torneio de time grande, que pra ele é sorte, ele corre da raia e mete a mala em cima do clube que, sem estrutura, encheu o bolsinho dele até ontem.

A bola pune. Não se esqueça disso.

Rica Perrone é jornalista esportivo e escreve aqui.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Lembram-se dele?

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Clique aqui para ver mais uma das peripécias do famoso Cangati, um dos elementos que mais deram dor de cabeça para a polícia de Xapuri nos anos de 1990. Num dos casos de maior repercussão em sua folha corrida, que o levou para a prisão, invadiu a casa do médico Wágner Bacelar e tentou atacar a esposa do cirurgião. Pau que nasce torto…

domingo, 13 de março de 2011

Catástrofe

No Japão:

No Acre:

Leia, no Blog do Altino, o pedido de desculpas do presidente da OAB-AC, Florindo Poersch, depois de fazer, no Twitter, brincadeira de mau gosto com tragédia japonesa.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Eletrocaos

A Eletrobrás Distribuição Acre se superou na noite desta sexta-feira. Foram nada menos que 6 quedas de energia registradas em Xapuri em um curto período de 10 minutos, por volta das 21h40 no horário do Acre. Terá fim essa tortura?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Árabes no Acre

O site Genealogia Brasileira reúne informações sobre famílias de origem árabe que se radicaram no Acre no decorrer do século passado. Zaine, Kalume e Jatene são algumas das famílias que se tornaram parte da construção de Xapuri. 

Na foto, Antônio Zaine e sua velha máquina registradora, na antiga Casa Kalume, hoje transformada em museu informal. Em Xapuri desde o ano de 1954, o “prezado” se tornou um dos símbolos da cidade.

quarta-feira, 9 de março de 2011

“Fraternidade e a Vida no Planeta”

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente nesta quarta-feira de cinzas a Campanha da Fraternidade 2011, que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22).

O ato de lançamento nacional da CF 2011, aberto à imprensa, acontece no auditório Dom Helder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, às 14h30 (horário de Brasília), e será presidido pelo secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Dimas Lara Barbosa.

Esta é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964. A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da CF.

Leia mais no site da CNBB.

terça-feira, 8 de março de 2011

De Olho na Bolívia

Desfile do bloco vencedor do carnaval em Xapuri na terceira noite. Leia mais no blog Xapuri em Destaque, de Haroldo Sarkis.

As Rolinhas do Coronel

Confira as imagens do tradicional bloco do carnaval de Brasiléia no jornal O Alto Acre.

Blog do Amarildo

Vale a pena visitar o Blog do Amarildo.

Mulheres de ontem, de hoje e do amanhã

Guilherme Maluf

Dia 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres. Uma data comemorativa que carrega todo o simbolismo e história de luta de séculos pelos direitos das mulheres. Nesse dia, no ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve para reivindicar a redução de um horário de mais de 16 horas diárias de trabalho, para 10 horas. Recebiam apenas um terço do salário que era pago pelo mesmo serviço aos homens. Resistiram até o fim trágico. 130 mulheres morreram queimadas em um incêndio duvidoso. A garra dessas mulheres prevalece até hoje no espírito de luta das nossas mulheres.

Não existe mais espaço para aqueles que ainda insistem em questionar a fundamental importância delas em todos os segmentos, e isso é fruto de todo um processo de conquista que começou lá atrás. Aqui em Mato Grosso, não posso deixar de citar mulheres exemplos como Lígia Borges. Nasceu em Bauxí, modesto Distrito de Rosário Oeste, e se tornou a primeira prefeita eleita de Mato Grosso. Governou Rosário de 1947 até 1949. E como não falar de Serys Marly, senadora por Mato Grosso que foi a primeira mulher a assumir a presidência do Senado, mesmo que interinamente. Cada uma em sua época, essas duas mulheres mostraram que até mesmo na política, o caminho estava aberto para ser conquistado.

Realizarei, com a vênia de meus pares, dia 17 próximo, a Sessão Solene em homenagem às Mulheres. Acredito ser importante que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso dê voz para que, além das homenagens, as mulheres possam refletir sobre suas conquistas, seus avanços e retrocessos nos mais diversos nuances da existência. E ir além. Construir mecanismos para que a conquista dos direitos seja alcançada.

Tramita na Assembleia projeto de minha autoria que reserva às mulheres 50% das liberações de financiamento das instituições de crédito do Governo do Estado. Ainda está em análise da Casa, mas ilustro como um exemplo de que nós, parlamentares, podemos agir para acelerar a igualdade de direitos. O contexto do sistema ainda resiste em vários pontos sobre esse processo, porém, como homens públicos, temos que atuar mais incisivamente, propondo leis que garantam a igualdade.

Precisamos ir além do glamour, da pompa e do viés romântico, nada contra os mesmos; porém, é preciso que discutamos, por exemplo, a representatividade feminina no parlamento; o aleitamento materno no trabalho (como médico, entendo que quanto mais tempo a mãe amamenta, mais sadia é a criança), renda e escolarização, violência doméstica, sexualidade, entidades de defesa dos direitos femininos, empregabilidade, assédio sexual e moral, ampliação da assistência médica e laboratorial (a lei garante exames como mamografia, senografia, mastografia e preventivos ginecológicos, mas na prática isso acontece?), políticas públicas de inclusão que privilegiem o gênero, garantias de acesso a bens culturais etc.

Dói mais saber que, por vezes, as mulheres não exigem seus direitos por desconhecê-los ou ignorar as lutas para conquistá-los. Se, na atualidade, ainda persistem as discriminações, as múltiplas formas de violência e a intolerância; já foi muito pior. Então é preciso que se saiba do passado para que construamos um presente e um futuro mais justos socialmente.

Vejamos alguns fatos:

Apenas em 1827 as mulheres brasileiras puderam ir às escolas de ensino elementares. Em 1879, as mulheres brasileiras puderam fazer um curso superior (as que se aventuravam eram discriminadas pela sociedade). 1885, Chiquinha Gonzaga, compositora, estreia como maestrina (aliás, já que estamos em pleno reinado de Momo, foi ela quem escreveu o primeiro samba carnavalesco do país "Oh abre alas").

Só em 1887, formou-se nossa primeira médica, Rita Lobato Velho. Em 1927, a professora Deolina Daltro inicia a campanha pelo direito ao voto e em 1927, no Rio Grande do Norte, 15 (isso mesmo, quinze) mulheres votam; depois seus votos foram anulados; contudo, Alzira Soriano de Souza é eleita prefeita de Lages. Em 1932, na Era Vargas, as mulheres conquistam o direito de votar, no mesmo ano a nadadora Maria Lenk torna-se a primeira brasileira a participar de uma olimpíada. Em 1933, elegeu-se a assembleia nacional constituinte, dos 214 deputados, apenas uma mulher: Carlota Pereira de Queiroz. Como é difícil decidir o que não dizer. O que silenciar diante da limitação do espaço gráfico.

Mas como não dizer que, em 1948, Simone de Beauvoir publica o livro "O Segundo Sexo". Ou que, em 1951, a OIT aprova a mesma remuneração para homens e mulheres que exercessem a mesma função. Como não dizer que o nosso maior tenista é, na verdade, nossa maior tenista: Maria Esther Bueno que, em 1960, foi campeã do Grand Slam, nas simples e nas duplas, além de ter conquistado 589 títulos internacionais. Em 1990, Júnia Marize é eleita senadora. Em 1998, Roseana Sarney elege-se governadora e, para não me alongar mais, o Brasil é presidido por uma mulher. Ficaram muitas lacunas históricas, foi impossível...

Mulheres cuiabanas e mato-grossenses, percebam quanta diferença e como vocês, ao longo da história, lutaram para que o universo feminino fosse melhor ou, ao menos, aceitável. Da condição grega de "res" (coisa) ao comando de nações. Das fogueiras medievais às universidades do mundo; da morte na concepção ao parto sem dor... mulher, como é bela a tua caminhada por a forjaste na luta, assim, em teu dia digo: - hoje é teu dia, amanhã, também e todos os outros dias, até o fim dos tempos.

GUILHERME MALUF é médico, filho, pai, esposo e deputado estadual pelo PSDB (MT).

domingo, 6 de março de 2011

Acre cara de pau

carnavalxapuricapa

O site de notícias acredigital.net, a quem pertencem as imagens acima, entra na folia fazendo feio. Ao noticiar o início do carnaval em Xapuri, o repórter Átila Ferreira faz “recortagem” cujo primeiro parágrafo foi descaradamente surrupiado deste singelo blog (clique aqui para ler e depois aqui para comparar).

Quem ler o texto dele e depois o deste blogueiro, naturalmente vai imaginar que o plagiador é o segundo. O mal estar seria evitado se o bom Átila tomasse a simples medida de citar o autor do parágrafo e mencionar a fonte da informação. Ficaria bonito e evitaria ser chamado de cara de pau.

Bicicletas e Humanismo

João Baptista Herkenhoff

Andar de bicicleta lembra-me a infância em Cachoeiro de Itapemirim, a terra de Rubem Braga e Roberto Carlos. Ruas com calçamento de paralelepípedos, poucos carros, nenhum motorista correndo. Trânsito realmente humano, quase diria trânsito fraterno. A convivência entre carros e bicicletas era absolutamente tranquila. Não me recordo de um único atropelamento de ciclista, por carro, ou de pedestre, por ciclista.

A bicicleta é um transporte alternativo que deve ser valorizado, se pensamos em políticas públicas centradas em referenciais de humanismo.

Andar de bicicleta faz bem à saúde. A bicicleta reclama do ciclista postura correta, participação das pernas na pedalagem e dos braços no manejo do volante, além de respiração correta e atenção. O ciclismo oxigena o cérebro, constitui passatempo para o espírito, desenvolve a inteligência.

Em países adiantados e cultos, como a França, o ciclismo é um esporte que desfruta da adesão de altíssimo percentual da população. No Brasil, temos também cidades de ciclistas, como Joinville, em Santa Catarina.

Se praticado em grupo o ciclismo é, no caso dos jovens, um valioso instrumento de socialização e, no caso dos idosos, um remédio contra a solidão.

Embora tenha seu maior contingente de adeptos no seio da juventude, o ciclismo é largamente praticado por adultos. Pessoas mais velhas podem ter no ciclismo eficiente prevenção de doenças cerebrais e do coração.

O ciclismo não distingue sexos, seja entre os jovens – rapazes e moças, seja entre os mais velhos – senhoras e senhores.

Além dos benefícios que proporciona à saúde, a bicicleta é um transporte baratíssimo, pois não consome combustível.

Devido ao grande aumento do número de carros, a bicicleta exige hoje, nas cidades médias e grandes e também nas estradas, a construção de ciclovias. Elas garantem a segurança do ciclista evitando acidentes.

Temos de resistir ao modelo social que elege as metas simplesmente econômicas como as essenciais, fazendo do ser humano mero instrumento e produto da Economia.

A essa visão equivocada, que se funda numa deformação ética inaceitável, temos de opor a ideia de que o homem é o arquiteto e o destinatário da História.

Dentro dessa concepção, a construção de ciclovias acompanhará, necessariamente, a construção de rodovias e avenidas.

João Baptista Herkenhoff, magistrado aposentado, 74 anos, é professor pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES). Autor do livro Mulheres no banco dos réus – o universo feminino sob o olhar de um juiz (Editora Forense, Rio, 2009).

Mata Bruta

José Cláudio Mota Porfiro

Brecht, o pensador, diz que as margens são mais violentas porque oprimem o rio. Talvez. Pode até ser. Mas vejo que tal assertiva pode tornar-se verdadeira se a região for montanhosa. No caso, este é o Acre. Aqui, ao contrário, talvez pelo fato de vivermos na planície, na subida para a grande cordilheira, o rio se comporta de duas maneiras.

No verão o rio é calmo, lento, silencioso e constante. É como se fluísse em compasso de valsa ou a contar uma história bem longa e sonolenta. Surge tranquilo lá na volta do Cumaru de Ferro, quase sem vontade de contornar o sacado. Uma preguiça só, em vista do sol que se faz escaldante, quem sabe, daí a modorra. Passa pela praia redonda sem importunar sequer os tetéus e maçaricos. Nem olha para as bananeiras bravas de caule roxo e não importuna a vastidão dos verdejantes pés de canarana a perder de vista. Aqui e acolá, os tracajás lhe tiram um pouquinho do sossego, posto que os jacarés, tanto na entrada como na saída da água, são extremamente leves, como que para não desassossegar a mansidão do caudal.

E então, do fim de março para o começo de abril, as águas começaram a baixar, bem devagarzinho, deixando uma lama muito viscosa na beirada d’água. Em maio, apontou uma ponta de praia por mim visitada logo que surgiu. No início de junho, à época da morte do rezador Chico Trindade, bateu uma friagem de sacolejar os ossos; é tanto que o véi se foi dessa para melhor ou para pior. Em doze dias de chumbo ninguém viu a cor do olho do sol, coisa que jamais esperei um dia vivenciar. Veio, então, a tal friagem seca. O céu ficou azulzinho, por uns cinco dias, findos os quais se descortinou uma praia de uns vinte metros de largura por uns mil de comprimento, isto, lá na volta do sacado; segundo apura a vista a partir do barracão, rente ao pé de Cumaru de Ferro, uma árvore enorme, alta e de galhos muito grossos espalhados, parece desenhada, quase uma instituição, ou uma igreja, de tão formosa e altaneira.

No fim do sacado, no começo da volta no rumo de cima, trepadas em barrancos altos, de um lado e do outro do rio, postam-se mais duas instituições da natureza. Cá mais pra perto está uma castanheira altíssima, de uns cinquenta metros, dizem. É ela que segura o barranco contra a teimosia do rio. É uma árvore muito bonita, mas malvada, conforme o povo de cá. Em outubro do ano passado  -  segundo o meu pajem Sororoca  -  na época da queda dos ouriços, um tal João Doido, arigó recém chegado do Ceará, apesar dos conselhos dos mais experientes, foi apanhar  castanha para fazer um mingau de massa puba (de macaxeira azeda). Lá chegando, um vento balançou os galhos lá em cima e lhe rebolou um ouriço mesmo na cabeça. Foi só uma. Ele ficou com os miolos espatifados de uma forma tal que o enterraram lá mesmo, arrastando os restos mortais do cabra com uma enxada para dentro do buraco raso. A natureza deu uma ordem e ele a desobedeceu. Época de apanhar castanha é depois que os ouriços caem todos. E só.

Lá mais longe, do outro lado do rio, também no início do sacado, um pouco recuada em relação à margem, está a árvore mais bonita que os meus olhos já viram. É uma Samaúma nascida há uns duzentos anos à beira de um pequeno córrego que desagua no Rio Acre. É outra instituição na paisagem natural. Ela, à tarde, já a partir das três, joga sombra do outro lado do rio. Lá, olhando para o alto, vê-se um gigante de uns quarenta metros de altura dotado de dois galhos hercúleos à semelhança de braços humanos musculosos em posição do fisiculturista que se exibe para retrato. Dentre todos os espetáculos da terra amazônica, talvez nenhum tenha tanta pujança, tanta beleza, tamanho encantamento. Coisa de Deus.

Amanhã, então, a partir das oito, tomarei parte de um evento esportivo muito especial. Disse-me o Zé Raimundo que uma parte desta peleja é jogada dentro do rio, mas eu não entrarei na água e talvez participe como alguma espécie de árbitro ou juiz da dita contenda.

É novembro e, na parte do campo em frente ao armazém e ao barracão dos patrões, já estão umas três mil pelas de borracha pesadas e anotadas nas cadernetas de cada seringueiro. De Xapuri, vieram oito homens numa lancha de nome Douro, de propriedade dA Limitada. Sororoca, Zé Raimundo e os comboieiros, ficarão na parte de cima do barranco. Os embarcadiços ficarão dentro do rio...

E é dado o começo a contenda. O pessoal de cima joga as pelas de barranco abaixo e elas saem pulando, saltitando, no rumo do rio onde, na chegada, dão um salto de final de exibição e fazem um rebojo bonito. O pessoal de baixo, então, incumbe-se de, a nado, ir apanhando as pelas que boiam no rio. O processo se finda quando, enfim, elas se unem por uma corda e são formadas as enfieiras que, juntas, comporão as balsas de borracha que descerão o rio até Boca do Acre, no Amazonas, onde o transporte em navio maior se faz mais barato para o seringalista. À tarde, começou o segundo tempo e o espetáculo terminou aí pelas três e meia. Aqui, para tudo é preciso um especialista em Amazônia. 

Agora, é outubro. No rio, é época em que abundam as arraias chocas. No lago, há piranhas que aparecem não se sabe de onde. A experiência adquirida não permite que ninguém se torne vítima desses bichos da água. Ao contrário. As primeiras são fisgadas em anzol e se tornam isca para a pescaria de peixes de primeira categoria, como o filhote de piraíba, o dourado, o surubim, o pirarucu, o fidalgo, o barba chata, dentre outros. As demais, também pescadas em anzol, são transformadas em uma caldeirada de gosto pra lá de bom. Segundo garantem, o cabra que toma caldo de piranha uma vez por ano nunca vai negar fogo na abertura de perna de mulher nenhuma.

O inverno é rigoroso, severo, parece castigo lá de cima. A água cai a cântaros. São dois, três, quatro dias de chuva quase ininterrupta. No auge da força, os pingos são tão grossos que chegam a assustar aqueles inexperientes e desavisados que, como eu, nunca viu tanta fartura e tantos córregos e igarapés que se formam de uma hora para a outra.

Aí, a chuva fica mansinha e as pessoas se aventuram na busca por coisas imprescindíveis que a torrente as impediu de apanhar. É um pilão que ficou no paiol. É um caco de torrar café que está fazendo falta. É uma galinha que está engurujada e pode morrer de frio se não for socorrida. É a lenha que deve ser partida no seco, na casa de farinha, e assim por diante. Dá-se sempre um jeito.

- É essa a chuva de molhar besta. O sujeito se confia e vai sem um saco que lhe ampare dos pingos e, quando dá fé, já está todo molhado... Por que não se cobriu? De besta! – São estas as sábias explicações da patroa sempre vasta em sabedoria regional.

Findo o almoço, ato mais uma vez a rede cearense avarandada. Toco o pé na parede e passo a me balançar. Que bom! Não há mosquito de nenhuma espécie, mas há carapanãs de monte a partir da tardinha. Penso com os meus botões. É este o inverno amazônico. É um colosso. Começo a ter medo de haver chegada a hora da ira de Deus a nos enviar um segundo dilúvio e rezo para que Noé me salve. É água pra todo lado e ainda é dezembro. Isto aqui é realmente terra para aventureiros, como nós nordestinos. Em uma síntese rápida e rasteira, se correr o bicho pega se ficar a sucuri come, isso, sem falar no risco que é o contato com o próprio bicho homem sempre prestas a comer o irmão na bala ou na faca.

Agora, o comportamento do rio é completamente outro. Já não há preguiça ou lassidão. Ele se faz duro, pesado, violento e, como um animal pré-histórico gigantesco, corrói impiedosamente as margens que se veem diminuídas no seu papel de conter os ímpetos do caudal que se avoluma e avança mata adentro.

As imbaúbas da beira d’água tentam impedir, mas sucumbem e são forçosamente levadas pela correnteza bravia. Não há jeito que dê jeito. Árvores de maior envergadura também são transformadas em balseiros e levadas rio abaixo. A invasão vai mata adentro e transforma varadouros em canais e pântanos onde passam a habitar o tambaqui, a matrinchã, a curimatã, o tucunaré e outros escamosos menores que se alimentam de sementes de árvores como a seringueira, o jitó, o manitê. O grande lago é invadido e liga-se ao caudal que mais parece um mar de água doce. Como é belo e perigoso. Um sem número de brabos já se arvorou a muito macho e foi tragado pelas águas deste Rio Acre de muita história, de tanto sacrifício e de glórias tão sobejamente cantadas em prosa e verso pelos poetas de cá e de lá do sertão nordestino que por aqui aportaram. Eles vieram, viram, mas não venceram... Por pouco.

A vitória ocorreu, sim, mas apenas para um pequeno grupo de afortunados que houveram por bem chegar por aqui primeiro, ainda no século dezenove, ou para uma boa parte formada por aqueles que, usando de muita sagacidade, esperteza e desonestidade, as três juntas, foram invadindo terras que não eram suas e se apropriaram de extensões territoriais imensas. E o que fizeram eles?

Tendo em vista a pouca densidade na formação do caráter desses homens rudes do sertão nordestino, em aqui chegando, passaram a maltratar os muitos que por aqui aportaram para o trabalho mais pesado nos seringais.

Ora, esses mais pobres vinham para viver ou para morrer e não se importavam com as condições adversas que lhes eram impostas pelos patrões também nordestinos  -  das mesmas origens  -  mas tornados ricos pela arrogância recentemente cultivada, pela truculência e trambiques próprios dos seus métodos sempre cheios de maldade, com raras exceções.

Em uma das poucas viagens que fiz a Xapuri, tive uma visão do fim do mundo, dantesca, apocalíptica. Em frente ao quartel de polícia e delegacia pública, havia um mourão de uns três metros de altura, grosso e roliço, cheio de marcas escuras que me chamaram a atenção. Sem muito o que fazer, perguntei, então, ao pároco da cidade, o Padre Felipe Galeranni, e este me disse que era prática de alguns patrões seringalistas mandarem açoitar seringueiros relapsos que se comportavam contrariamente ao que lhes era imposto. Os endinheirados delatam os coitados à polícia e esta se incumbe de dar os corretivos que giram em torno dos mesmos métodos, sempre.

- Eles apanham de couro de umbigo de boi. É o chefe da polícia que, de madrugada, amarra os coitados neste tronco e lhes dá surras de fazer cortar o coração das pessoas da cidade. Mas ninguém diz nada porque os que mandam que tais atrocidades sejam cometidas são exatamente os que têm mais dinheiro e dão as ordens mais autoritárias também em toda a região do Alto Acre. É uma pena. – Foi o que me disse o padre.

- São exatamente os mesmos que patrocinam a construção da igreja, com certeza. – Pensei apenas com os meus botões, para não arreliar o religioso tido e havido na comunidade como um homem de suor e trabalho, dentro e fora da paróquia.

Neste mesmo dia, encontrei com um seringueiro de nome Francisco Besouro e com ele entabulei diálogo rápido, uma vez que o homem expelia medo por todos os poros.

- Seu Chico Besouro, o senhor é do Seringal Rubicón, não é?
- Sou sim, senhor!
- Aquele mourão em frente à delegacia de polícia tem algum significado para vosmecê?
- Não, de jeito nenhum. Nem sei do que o senhor tá falando.
- É verdade que os seringueiros que não obedecem aos patrões são surrados naquele tronco de madrugada até o dia amanhecer?
- Olhe, deixe eu ir... Eu vou ainda à Casa Farizaire fazer umas comprinhas, mas pergunte à Dona Anita, mulher do seu Humberto Albuquerque. Ela tinha um primo que apanhou tanto, um dia, e depois desapareceu e ninguém mais o viu. Acham que ele foi jogado no rio e comido pelos peixes. – Dito o que o homem sumiu.

De certa feita, o Professor Góis e Castro, do Liceu Cearense, falava sobre o jovem filósofo francês Ettiénne de La Boètie e a sua obra prima A servidão voluntária. A síntese do velho mestre foi anotada por mim e guardada entre as páginas de um velho dicionário. Segundo apurei das palavras graves do meu quase tutor, a tirania não é menos arriscada para o opressor, do que penosa para o oprimido. Em outras palavras, o mundo dá muitas voltas e já temos visto alguns dos antigos sicários donos de seringais, hoje, pedindo esmolas em praças como as de Rio Branco e de outras cidades maiores do Acre. A desgraça que foi imposta às suas vítimas é a mesma que se abateu sobre eles quando chegou a época da necessidade, o ocaso da vida que pensavam ser sempre de muita fartura e orgias indizíveis com as tapuias inocentes e as viúvas desafortunadas.

O INVERNO DOS ANJOS DO SOL POENTE, CAPÍTULO XXXI. Leia mais no blog do autor.

sábado, 5 de março de 2011

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Na vizinhança da área onde se realiza o carnaval popular de Xapuri se localizam duas igrejas: a Católica e a do Evangelho Quadrangular. A segunda pôs na rua campanha contra a festa organizada pela prefeitura, que banca, com o dinheiro dos que gostam e dos que não gostam de carnaval, uma festa anual organizada pelas igrejas protestantes denominada Semana Evangélica.

Mais do que fazer propaganda contra o carnaval da  prefeitura, a faixa acima agride o direito de escolha do cidadão. Segundo a concepção maniqueísta da igreja Quadrangular, quem optar por brincar o carnaval estará dizendo não a Jesus, como se ela, a igreja, fosse dotada de autorização divina para tal. Ora bolas, poupem-nos desta petulância e hipocrisia sem sentido.

Carnaval é uma festa como qualquer uma outra. Carnaval não têm nada de diabólico. A maldade está dentro da cabeça das pessoas. Das supersticiosas, principalmente. Não nego que eventos como esse levam as pessoas a exagerar no consumo do álcool e cometer excessos, mas isso é problema da polícia e da justiça, que estarão lá para conter e punir os exageros.

O sofrido povo brasileiro tem todo o direito de aproveitar o momento de festa para extravasar a felicidade. É remédio contra o estresse da batalha cotidiana. Depois, na quarta-feira, deve ir à igreja receber as cinzas na cabeça. Quanto aos evangélicos, que se recolham aos seus retiros ou façam o que achar conveniente para si, mas respeitando o direito de escolha dos outros, que gostam de carnaval, e que por isso não se tornam menos filhos de Deus.

O manto do campeão

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O Fluminense já tem em seu uniforme o símbolo do título brasileiro do ano passado. A camisa com o escudo da CBF será estreada neste sábado de carnaval, contra o Resende, às 18h30m, no horário de Brasília, em São Januário. A camisa já está à venda na Fluboutique. O uniforme, porém, ainda não é o modelo que vem sendo desenhado pelo fornecedor de material esportivo para esta temporada. O manto sagrado tricolor versão 2011 só será lançado em maio. É melhor esperar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

“Abobrão”

Para não dizerem que só posto abobrinhas

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O exemplar acima faz parte da produção do sargento reformado Joel Vidal, que me presenteou, dias atrás, com uma dessas maravilhas. Vai bem de várias maneiras. Eu, particularmente, aprecio no feijão e ao leite da castanha.

Carnaval Ecológico em Xapuri

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O Carnaval 2011 em Xapuri promete ser um dos mais animados dos últimos anos. Quatro bandas animarão a quadra momesca na princesinha: Frutos da Terra, Sorriso Moleque, Banda Agytus e Banda Levado do Gueto. Para as crianças serão três dias de bailes infantis, e, a partir do domingo, haverá roda de samba às 16 horas até o último dia de folia. Abaixo, a programação:

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Clique nas imagens para ampliar.

Obs.: Neste ano, o Carnaval de Xapuri tem uma novidade à parte da festa popular promovida pela prefeitura: a tentativa de resgate dos saudosos bailes carnavalescos do Clube Municipal, que hoje pertence à Associação dos Servidores Municipais de Xapuri – Assemux.

quinta-feira, 3 de março de 2011

“Dicas de gestão”

Os presidentes das câmaras de vereadores de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, e de Epitaciolândia, Raimundo Gondim, visitaram a câmara  de Xapuri no último dia 1º de março. A visita teve o objetivo de “discutir assuntos pertinentes aos três municípios, como a adequação dos regimentos internos e da lei orgânica das câmaras, que precisam ser atualizados”, segundo noticia o site acnoticia.com.

No caso da Câmara de Xapuri, muito bom seria se apenas o regimento interno da Casa carecesse de atualização. E melhor ainda se o modelo de gestão que rendeu dicas aos vizinhos da fronteira refletisse na avaliação que a população local faz, na atualidade, do trabalho e da importância do parlamento xapuriense para o bem do município. Clique aqui para ler a nota na íntegra.

quarta-feira, 2 de março de 2011

40 anos depois

María Antonieta de las Nieves (a Chiquinha), e Edgar Vivar (esq.), o Seu Barriga, da série Chaves. Do lado direito abaixo, cena de Chaves

Quarenta anos após a estreia de "Chaves" na televisão do México, a BBC Mundo entrevistou os atores principais da série para descobrir o paradeiro de Chiquinha, Quico, Seu Madruga e companhia.

O sucesso da série acabou transformando Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, em um símbolo da TV mexicana. Aos 82 anos, ele continua trabalhando, escrevendo artigos e adaptando roteiros, goza de boa saúde apesar de ter uma certa dificuldade para caminhar, segundo seu filho, Roberto Gómez Fernández.

Bolaños vive na Cidade do México com sua esposa, Florinda Meza – a Dona Florinda, também personagem da famosa série.

A reportagem é da BBC Brasil (clique aqui para ver em texto e vídeo).

terça-feira, 1 de março de 2011

Espetáculo

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Estarei em Rio Branco nesta terça-feira. Exames médicos me esperam. Deixo o espetáculo de imagem acima, do repórter fotográfico Gleilson Miranda. Até a volta.