sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Esclarecimentos

Clênio Jorge

A campanha eleitoral nem começou, e tão pouco a Elenira confirmou se realmente é candidata ou não, e já os boateiros de plantão começam a mostrar suas garras, mostrar não, por que não tem coragem de assinar as postagens, daí se escondem no anonimato para fazer suas infelizes declarações.

Vou então de forma independente fazer alguns esclarecimentos:

1º - Elenira Mendes é presidente do Instituto Chico Mendes, que é uma entidade idealizada por ela e criada em 2006 para dar continuidade aos ideais de Chico Mendes, portanto o Instituto Chico Mendes (e não Fundação) está passando por um processo de organização e logo se tornará uma Oscip, onde com a participação de pesquisadores, advogados, economistas, biólogos e pessoas da comunidade tanto de Xapuri quanto de Rio Branco pretende-se fazer um trabalho realmente sério na busca de melhoramentos na vida do homem da floresta e das cidades acreanas.

2º - O estatuto do Instituto Chico Mendes, entidade presidida por Elenira Mendes, prevê um mandato inicial de (05)anos para o presidente, e de (02) anos para os proximos presidentes, então nada tem haver com essa inverdade absurda de presidência vitalícia.

3º - O instituto Chico Mendes apenas administra os bens e acervo museológico, que pertencem a Fundação Chico Mendes, entidade presidida por Ilzamar Mendes; Portanto Instituto Chico Mendes e a Fundação Chico Mendes são entidades distintas.

4º - A Fundação nasceu para manter viva a memória de Chico Mendes, e tem identidade juridica e estatudos próprio. Já o Instituto Chico Mendes criado por Elenira veio para, além de manter a memória de Chico viva, elaborar e desenvolver projetos de cunho social, educacional, ambiental e cultural, além de apoiar politicas públicas que beneficiem toda comunidade xapuriense. O Instituto Chico Mendes tem identidade própria, personalidade juridica e estatutos próprio.

5º - Essas tentativas de antecipar o debate eleitoral, ou a politicagem eleitoral, talvés (sic) não desperte nas pessoas o bom senso de verificar as informações antes de sair falando asneiras.

Clênio Jorge é funcionário do Instituto Chico Mendes, instituição presidida por Elenira.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

3ª via

O site Ac24horas.com noticia a intenção de mais um partido da Frente Popular do Acre em lançar candidatura à prefeitura de Xapuri nas próximas eleições. Elenira Mendes, filha de Chico Mendes e presidente da fundação que leva o nome do líder sindical, seria o nome do Partido Verde, que no ano passado recebeu reforços no seu quadro de filiados, como a própria Elenira e alguns dissidentes do PT.

"Fontes dentro do PV em Xapuri dão como certa a intenção do partido em lançar a presidente da Fundação Chico Mendes, Elenira Mendes, filha do líder sindical que dá nome à instituição, nas eleições de outubro. Segundo essas fontes, a candidatura de Elenira já teria o endosso das executivas nacional e estadual do partido. As informações não são confirmadas oficialmente, mas também não são negadas por Elenira, que já teria afirmado em reunião a sua candidatura", diz o jornal.

Clique aqui e leia.

Campanha da Fraternidade 2008

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou ontem a Campanha da Fraternidade 2008, que é contra a legalização do aborto, a prática da eutanásia, o uso de células-tronco e as práticas de reprodução assistida, entre outros. O tema da campanha é "Fraternidade e Defesa da Vida".

Igreja e governo evitaram polemizar ontem, embora tenham posições antagônicas em relação aos temas, principalmente à descriminalização do aborto. "Vamos chorar por qualquer mulher que morra de um aborto clandestino, mas isso não faz com que seja um problema de saúde pública", disse dom Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da conferência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou como representante seu chefe-de-gabinete, Gilberto Carvalho. Petista e teólogo, ele afirmou que a questão do aborto não é um assunto do governo. "É um tema da sociedade. Quanto mais informação, mais educação, melhor. É por isso que o governo apóia abertamente essa campanha."

A igreja planeja uma campanha para "desenvolver nas pessoas a consciência crítica" e "propor e apoiar políticas públicas que garantam a promoção e defesa da vida".

A CNBB também fará lobby público contra a aprovação de projetos de lei que ampliem as possibilidades legais de aborto -hoje só permitido em casos de estupro ou quando a gestante corre risco de morrer.

As opiniões da igreja chocam-se diretamente com a avaliação do ministro José Gomes Temporão (Saúde). Ele considera a prática clandestina de aborto -cerca de 1,1 milhão por ano, nas contas do governo - um problema de saúde pública.

O texto da CNBB diz que não há "fundamento ético" para essa freqüência de abortos e que as estimativas são "difíceis de serem comprovadas". A assessoria de Temporão afirmou que ele não daria entrevista, mas ressaltou que qualquer proposta de debate é extremamente saudável. Na campanha, a CNBB não propôs debate público, mas disseminação de seu ponto de vista. "A defesa da vida é inegociável", diz d. Dimas.

A CNBB condenou o que seriam "resultados ainda muito preliminares" do uso de células-tronco -cuja pesquisa será julgada pelo STF neste ano.

Iuri Dantas, Folha de São Paulo.

Badaró na TV Gazeta

O jornalista Leônidas Badaró é o mais novo reforço da Tv Gazeta. Ele passou o carnaval negociando com o diretor Raimundo Martins e acertou detalhes salariais e data de início de sua estréia, que deve acontecer dia 21 deste mês, uma quinta-feira.

Badaró, que teve as suas férias antecipadas pela direção da TV 5 em virtude do sumiço de umas fitas de vídeos que foram parar na Rede Globo, disse que se sentiu desrespeitado pelo diretor Pedro Neves ao ter seu nome mencionado como suposto fornecedor do material que foi parar na emissora concorrente.

Na verdade, os jornalistas Leônidas Badaró e Beto Oliveira não tiveram apenas as suas férias antecipadas. O departamento jurídico da emissora confirmou que ambos foram demitidos, pois uma sindicância interna apontou que recaem sobre ambos as suspeitas do sumiço das fitas.

O jornalista não confirma, mas há quem diga que ele prepara uma ação por danos morais contra a TV5.

“Não aventei essa possibilidade porque ainda aguardo uma conversa com a direção da TV5. Eu quero meus direitos, o resto a gente conversa”, disse ele.

Badaró embarca esta noite para o Rio de Janeiro acompanhado da família e retorna no dia 12. Disse que vai participar de um curso de aperfeiçoamento jornalístico e pretende passar pelo menos um dia no departamento de jornalismo da Rede Record.

As informações são do portal Ac24horas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Reforma agrária

Ritmo da desapropriação de terra aumentou

Em ano de campanha eleitoral no país, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acelerou o ritmo das desapropriações de terra para a reforma agrária. Em janeiro e fevereiro, a área total desapropriada foi de 107.000 hectares -- mais da metade do total desapropriado no ano passado, 207.000 hectares. Cerca de 8.000 famílias poderão ser beneficiadas pelo decreto do presidente. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, a tendência de aumento nas desapropriações deve ser mantida.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo, Cassel afirma que o salto neste começo de ano se deve ao atraso provocado em 2007 pela greve de servidores do Incra. O reforço na reforma agrária coincide, porém, com uma onda de críticas mais duras do MST contra o governo, além da proximidade da campanha eleitoral. Enquanto o governo beneficia os sem-terra, o MST segue promovendo invasões: depois de ocupar mais 14 propriedades em São Paulo no chamado "carnaval vermelho", o grupo promete mais seis invasões ainda nesta semana.

Veja Online

Radiola Rouxinol















xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxJosé Carlos dos Reis Meirelles

Era o toca disco mais cobiçado nos seringais. Branca e cinza com auto-falante separado por fio, embutido na tampa. Alimentado por oito pilhas “radiovaque”, comia uma ou duas caixas delas por noite, dependendo se a festa fosse até o raiar do dia. Quando o dono da “Roxinó” chegava com pilha boa da festa é que tinha havido briga, de faca ou tiro, dependendo da ocasião e precisão.

Mas a do Chico Celestino, naquela madrugada, tinha ficado na colocação da Lua. O toca disco com um rasgo no prato de se ver os fios do mecanismo, o braço e agulha quebrados e o alto-falante com três furadas de peixeira doze polegadas, largado às pressas em cima da tábua do pote da água de beber que sempre é tirado do canto pra dar lugar à radiola, que mesa em sala de festa num tem. Só tem banco ao redor da sala, no fim da paxiúba batida, nos três cantos da sala que dão pro terreiro. Dois ou três rolos de paco-paco com dois ripões de paxiubão em cima. Quem não dança e senta, fica com o queixo escorado no joelho.

Chico Celestino era das matas do alto rio Iaco. Filho de pai cearense e mãe índia, porte médio, bigode de paca e cabelo preto-azulado de índio. Criado desde cedo no cabo da faca de seringa, se formou seringueiro nas colocações de fim de linha, boas de leite e fartas de caça. Bom caçador, marupiara, arrumou logo mulher e um bocado de meninos.

Naquele final de ano, depois da pesagem da borracha, o Chico foi o tuxaua do seringal. 1580 quilos de borracha! Primeiro lugar. E ganhou do Canízio Brasil, patrão do seringal Petrópolis, como de costume, uma “Roxinó”, estalando de nova, na caixa, como prêmio.

Fez logo um débito danado em pilha e disco de forró! Maior que o valor do prêmio que acabara de ganhar, mas ele não sabia disso. Se soubesse perderia a graça e não haveria festas no centro, movidas a som do melhor, de disco “sem furo, que num fica gaguejando musga”.

A vida do Chico mudou! Nos fins de semana que eram dedicados a rastejar um veado, anta ou bando de porcos, pro rancho da semana que vem, lá ia o Chico, varadouro a fora, estopa novinha e lavada às costas com a Roxinó dentro e os discos. Tudo num saco encauchado, pra não molhar de suor ou chuva. Na mão direita a calibre 16, ponto branco, americana. Cano comprido, juntadeira de chumbo que só. Afamada no seringal por não usar palanqueta, nem pra anta e de não dar dois tiros em caça nenhuma. Tiradeira de macaco preto em olho de pau crescido em lombo de terra. No cinturão de couro de veado, apertando a velha bermuda, que as “carça e a bruza ia dobrada drento da estopa, que ninguém é besta de suá ropa de festa”, curtido com casca de mogno, a boroca de seringa, impermeável com 10 cartuchos de metal dentro, carregados no capricho, “meieiro de porva alefante, socado com bucha de murmurú e tapado com cera de urucu”.

Todo sábado era uma festa. Com uma, duas, seis ou oito horas de viagem. Mas o Chico sempre ia. Não havia como recusar um convite de mensageiro da família que ia dar a festa, chegado na quinta, de dormida, pra de noite, depois da janta, se desincumbir da embaixada de responsabilidade que era portador.

Num fevereiro, sábado de carnaval tinha um festão na colocação do Buraco. Matança de capado, almoço, janta e festança a noite toda. O Chico foi. Três horas de viagem, caminho bom, apesar da lama criada pelo pisotear das tropas de burro, levando mercadoria e trazendo borracha. Logo na saída do caminho no varadouro:

- Txicuammm! A cantiga daquele passarinho do peito amarelo, que não é bem-te-vi, é agourento! O lado índio do Chico voltaria pra casa, se pudesse, pois índio não é nem besta de não dar ouvidos a agouro de pajé. Mas o lado seringueiro foi teimoso e arrastou a banda índia no rumo da festa. Isso sem falar que a 16 malhou um cartucho num porco choco de manso na beira do caminho e o dedão do pé esquerdo recebeu um espinho de taboca que varou o sapato de seringa e entrou, o tanto que um espinho entra, debaixo da unha, na subida de uma terra, justo quando enterrava o dedão nela pra não escorregar.

Chegou no buraco pelas cinco da tarde, manquitolando um pouco, porque espinho de taboca é reimoso que só. O campo do Buraco tinha uns 150 metros até o aceiro da mata. Era lugar de descanso de tropa e tinha dois ou três hectares de capim nativo. Entre a boca do caminho e a casa, uma moita de banana roxa, feito quinta feira no meio da semana, nascida sem consentimento a uns 20 metros da casa, tapava a visão de quem ia ou vinha. Antes de se desviar, o Chico deixou escondida a 20 e a boroca de cartucho.

A função do capado já tava no apuro do torresmo. Os boas de praxe, um copo de água do pote e uma talagada de cachaça, com tira gosto de torresmo quentinho é tudo que o viajante pode querer.

Um banho no igarapé de água fria, mudada a roupa, o Chico ta pronto pra janta, servida por turnos, pois já tem muita gente chegada, de todo centro e margem do seringal. Até Severino e Antonio, da família dos Praxedes da colocação Três de Paus. Gente valente, acabadeira de festa a custa de ponta de faca. E já corria o boato que eles tinham vindo pra acabar com a festa! Mas como na mata ninguém corre antes de ver o bicho, fica o dito pelo não dito, grita o bode, berra o cabrito.

Salão limpo a custa de vassoura de cipó titica, que é só quem tira caroço de farinha de fresta de paxiúba batida, radiola assentada na tábua do pote coberta por um pano alvinho de saco de açúcar, de barra costurada à mão, Chico, todo pigôito, a postos começa a festa. Seringal de muita dama, que a macharada era abatida por mordida de cobra, queda de pé de burro de 15 dentes, de seringueira maltratada e outras armadilhas, que Deus permite e o diabo arma na mata. Quem escapa, de uma hora pra outra morre na peixeira ou no chumbo, nestas festas de fim de semana. Ainda mais nessa, de feriado grande.

Os irmãos Praxedes, cada qual com uma dama dançam, já meio tocados da cachaça ao som de Luis Gonzaga:

- Luuuiz, respeita Januáaariu, respeite os oito baixu du teu paaai.

Acabou a parte e Severino falou alto, pra todo mundo escutar:

- Chico Celestino, coloca de novo essa parte.

Chico, com cuidado coloca a agulha do braço da radiola naquela linhazinha preta que separa a penúltima da última faixa do LP 33 rotações do Gonzagão. A música enche a sala e o pessoal dança. E de novo ao final da parte, Severino, falando cada vez mais alto, pede bis. É atendido. E de novo, ao final pede bis, aos gritos!

-Severino, já ta bom, vou mudar de disco!

Pra que! Severino empurra a dama que se estabaca no piso de paxiúba, ao lado de seu irmão Antonio, que nestas alturas não dança mais, a mão das costas da dama segura uma peixeira doze polegadas, e sem vê nem praquê, fura o disco e o prato da Roxinó do Chico. O irmão lasca o auto-falante do mesmo modo.

- A radiola já foi, agora é tu Chico!

A cachaça dos irmãos deu uma ajuda ao Chico, que ligeiro como só gato salta no terreiro, por cima dos bancos da beira da sala e vai direto à moita de banana roxa. Num instante a 20, com cartucho na broca, está na posição de tiro.

Os irmãos Praxedes, confiados, acharam de descer pela escada de três degraus, escorada no assoalho. Cada qual com uma peixeira maior, desfolhada, na mão. Quando Severino botou o pé direito no terreiro, Antonio tava no segundo degrau.

Chico fez ponto da cabeça de Severino, meio de banda e arrochou o dedo. Tiro seco, de cartucho bem carregado. Metade dos 25 caroços de chumbo 3T arrancaram uma banda da cara de Severino, que caiu morto. A outra metade dos caroços entraram no peito de Antonio e saíram nas costas, que caiu morto em cima do irmão. A valença é que nenhum caroço varado encontrou ninguém. A sala já estava vazia e a parede de paxiúba que dividia a sala da cozinha segurou os caroços, cansados de varar gente.

Chico foi ter mão em casa e noutro dia no barracão do seringal, aonde estas notícias chegam mais rápido que um raio. Foi levado até Sena Madureira, mas bom seringueiro, de morte justificada, não fica preso. Voltou ao seringal Petrópolis.

Na última vez que o vi, há muitos anos, ouvi dele esta história, que já sabia, por boca de outros, na noite que dormi em sua colocação, varando do Seringal Petrópolis para a Vila Assis Brasil, que neste tempo era vila. Perguntei a ele, antes de dormir, se ele ainda ia a festas.

- Nunca mais fui a nenhuma! Até o rádio vendi. De instrumento cantadô só possuo a muié. Assim mermo só na lavagem de ropa no garapé. Cantano baxo e sem repiti parte.

Publicado no blog do Altino, no dia 2 de fevereiro.

Amazônia vive seu novo ciclo econômico sustentável – Parte II

A extração de borracha é um dos usos múltiplos sustentáveis da floresta

Independência quase completa dos produtos de fora

Texto e fotos: Romerito Aquino
Colaborou: Tião Maia

O quarto ciclo econômico da Amazônia em que vivem os moradores do Cachoeira se completa com a quase total independência que os seringueiros têm em relação aos produtos que consomem hoje para viver. Duda Mendes, por exemplo, diz que só tem precisado comprar fora do seringal, nas cidades vizinhas, o açúcar, o sal, o sabão e a pólvora.

“Aqui eu produzo o arroz, o feijão, a mandioca e o milho, e crio diversos animais domésticos. Vez por outra, mato um para comer ou compro a carne do boi que alguém da comunidade matou e vende a todos. Amanhã mesmo vão matar um boi ali e já mandaram recado para eu ir lá comprar cinco ou dez quilos de carne”, diz Duda, proprietário ainda de mais de três dezenas de cabeças de gado. Ele diz que “corre léguas” de quem lhe sugere voltar a morar na cidade.

Leia a reportagem completa na Agência de Notícias Kaxiana.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Como lidar com os comentários anônimos

A Constituição Brasileira garante o direito à livre expressão, mas veda o anonimato. Blogs que não mediam comentários podem ter aborrecimentos.

Por Cristiana Soares

Você leva um soco nas costas, olha para trás e não vê ninguém. Foi desta forma que meu amigo Sidney Garambone definiu o anonimato na internet. Apesar de se sentir duramente atingido em seu blog, o Garamblog, ele dá um show de intenção democrática, recusando-se a mediar seus comentários, que já chegaram em torno de 600 em apenas um dia. Garamba me pergunta: “o que você acha do anonimato na internet?” Fiquei sem resposta.

Anonimato na internet pode ser compreendido em duas instâncias: identidade anônima, que já gerou muita polêmica, em 2006, quando veio à baila o projeto de lei que preconiza o registro de usuários nos provedores de acesso; e o comentário anônimo.

A Constituição do Brasil deixa patente: “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato.”

Porém, a internet não tem limites territoriais. Ela não é brasileira. Ela não é de ninguém. Como fica, então?

Patricia Peck, especialista em Direito Digital, em seu artigo Identidade digital obrigatória?, defende mudanças nas leis de acordo com os novos tempos.

Ela questiona: “Deve a internet permanecer anônima, que é o que vem desenhando sua natureza de liberdade até então? Ou o anonimato, como já se demonstrou em outros momentos de nossa evolução como civilização humana, é prejudicial e deve estar dosado e limitado, a exceções como denúncia, ou proteção de fonte de imprensa…?”

O professor Ethan Zuckerman, da Escola de Direito de Harvard, com o propósito de defender aqueles que queiram denunciar casos de corrupção e manter em sigilo sua identidade, publicou um guia, A Technical Guide to Anonymous Blogging, no site Techsoup.

Mudando o jogo

Hoje é possível rastrear uma conexão e chegar até o endereço de IP (Internet Protocol) do computador usado pelo anônimo. Mas impossível saber quem é o indivíduo, se o computador for compartilhado com outros usuários.

Por isso, cibercafés e lan houses são lugares visados. No Estado de São Paulo, desde o início do ano passado, entrou em vigor uma lei que obriga esses espaços a registrar e identificar seus clientes.

Para ludibriar os IPs e manter o anonimato na rede, um grupo de gurus da segurança criou o Torpark, que hoje atende pelo nome de Xerobank Browser. É um navegador que não deixa rastros de navegação. Ele é capaz de modificar o IP da máquina do usuário num vapt-vupt.

Descobrir uma identidade na internet pode não ser tão simples. E, segundo o blogueiro Carlos Cardoso, do Contraditorium, descobrir o autor de um comentário anônimo, nem se fala. Em um de seus posts, ele afirma: “tirando episódios de CSI e Lei e Ordem, na vida real é MUITO difícil traçar a origem de um comentário em um blog.”

Voltando ao meu amigo Garambone, sugeri a ele que, mesmo permitindo a participação de anônimos, criasse regras e as deixassem bem visíveis em seu blog, valendo-se do direito de mediar.

Acredito que isso não seja censura nem uma atitude antidemocrática, uma vez que as regras de participação estão explícitas. Esse procedimento já é corriqueiro em vários blogs e sites. Não sei se Garamba me ouviu…

Cardoso pontua em suas regras: “anonimato não é um direito, é um privilégio. Use-o bem ou perca-o.”, deixando claro que se o anônimo abusar não terá seu comentário publicado.

No blog da Trip, aparece, em destaque, na caixa de comentários: “A Trip reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação de seu autor (nome completo e endereço válido de e-mail) também poderão ser excluídos.”

E a editora complementa, comunicando que não é responsável pelas opiniões dos comentaristas, já que alguns blogueiros foram processados, anteriormente, por abrigarem em seu conteúdo opiniões de usuários consideradas abusivas.

O Blônicas, blog de crônicas, assim como o meu amigo Garambone, também libera geral. Já constatei lá a publicação de comentários anônimos constrangedores e até virulentos, com xingamentos e ofensas a granel. Democracia? Anarquia? Bundalelê? Casa da mãe Joana?

Sou completamente a favor da privacidade e da liberdade de expressão, mas estabelecer regras básicas, através da auto-regulamentação, não faz mal a ninguém. Ou faz? [Webinsider]

Sobre o autor

Cristiana Soares é publicitária e escreve no Blog Talk.

Dengue hemorrágica

Os casos de dengue hemorrágica, ou Febre Hemorrágica de Dengue (FHD), nunca foram tão letais como no ano passado. Em 2007, 158 mortes foram registradas no país. Isso é mais do que o dobro de 2006, ano em que 76 óbitos foram confirmados. O número supera também o recorde anterior de 2002, quando 150 pessoas morreram em conseqüência da doença. O vírus da dengue tem quatro subtipos. A pessoa que se infecta pela primeira vez adquire a dengue clássica. Curada, fica imune contra esse subtipo específico, mas não contra os outros três. Quando ocorre uma segunda infecção, a doença se manifesta de maneira mais violenta e pode matar.

De acordo com o boletim sobre a situação da dengue no País, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, 559.954 casos foram registrados em 2007, 1.541 de dengue hemorrágica. Procurado pela reportagem, o secretário adjunto de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Fernando Pimenta, não foi encontrado. Em 2007, 86% dos casos de dengue hemorrágica foram concentrados nos Estados do Ceará, Rio, Maranhão, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Piauí, Goiás, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em relação aos óbitos, 64% ocorreram nesses mesmos Estados.

São Paulo registrou o maior número de casos (82.912), enquanto o Rio liderou o ranking das mortes (29). A região Centro-Oeste, no entanto, teve a maior taxa de incidência do País (827 casos por 100 mil habitantes), sendo classificada como de alta incidência de dengue. Em 2007, foram notificados no Centro-Oeste 111.757 casos de dengue e confirmados 192 de hemorrágica, o que causou a morte de 35 pessoas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os velhos não têm mais jeito

Três acidentes de trânsito em um mesmo dia numa cidade como Xapuri é fato bastante incomum. Aconteceu nesta segunda-feira de Carnaval. Felizmente, ninguém saiu gravemente ferido das ocorrências atendidas pela Polícia Militar.

Alguns fatores são determinantes para episódios como esses, principalmente em épocas festivas como é o caso neste momento: imprudência de condutores de veículos automotores e bicicletas, velocidade acima do normal e excesso de álcool na cabeça de todos.

Ocorre o fato de, vez por outra, alguns dos fatores não estarem relacionados a acidentes, mas nunca todos os fatores juntos podem ser excluídos das causas. A falta de atenção e de respeito ao próximo sempre são determinantes para os sinistros.

Um policial militar me afirmou, hoje pela manhã, que os problemas no trânsito, mesmo em uma cidadezinha como a nossa, tendem a aumentar. Frota de veículos crescente, ruas estreitas, falta de sinalização, de calçadas e, principalmente, de conscientização.

Segundo esse policial, somente a introdução das regras de trânsito no currículo escolar pode mudar alguma coisa no futuro. "Temos que educar as criancinhas, pois os velhos não têm mais jeito de aprender", disse ele.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Carnaval, chuva e descaso

A desorganização que antecedeu o carnaval deste ano em Xapuri e a chuva afastaram os foliões da festa, que teve pouca participação do público na segunda noite e alguns acontecimentos nunca antes registrados na história de outros carnavais. Em um exemplo disso, na semana que antecedeu o carnaval, a Fundação Municipal de Cultura não sabia informar que bandas animariam a folia.

A falta de divulgação antecipada da programação provocou alguns episódios “carnavalescos”. Primeiro, o tradicional “rancho”, que antecede a eleição do Rei Momo e da Rainha do Carnaval, na última sexta-feira, se transformou em um grande fiasco, com a banda de música tocando pelas ruas sem a presença de nenhum folião. Em seguida, na eleição do Rei Momo e Rainha do Carnaval, nenhum candidato se apresentou para a disputa, apesar da prefeitura anunciar premiação em dinheiro.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

TCE reprova contas de Xapuri

"Um caso de desequilíbrio fiscal como há muito tempo não aparecia, pois o TCE realizou um trabalho com os prefeitos, mostrando as formas corretas de proceder".

A afirmação acima é do presidente do Tribunal de Contas do Estado, Antônio Jorge Malheiros, após o TCE constatar irregularidades escabrosas nas contas do prefeito de Xapuri, Vanderley Viana de Lima.

De acordo com o relator do processo, Valmir Gomes Ribeiro, entre as irregularidades estão as dívidas de 2007, deixadas para o ano seguinte, que ultrapassam os R$ 785 mil, balanço patrimonial inconsistente, além da falta de documentos que comprovem os valores dos salários pagos aos secretários, vice-prefeito e ao próprio prefeito.

Vanderley Viana foi condenado pelo Tribunal a devolver mais de R$ 335 mil reais aos cofres públicos, aplicaram-lhe multa de 30% do valor anual de sua remuneração como prefeito,a lém de um processo separado de multa no valor de R$ 714.

No voto, os conselheiros decidiram pelo envio dos documentos à Câmara de Xapuri, onde os vereadores poderão confirmar a condenação. De acordo com matéria publicada no jornal A Tribuna, nesta sexta-feira, o TCE ofereceu direito de defesa ao prefeito de Xapuri, que preferiu não se manifestar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Quem escreve

Luciano Pires

Todo escritor vive com um frio no estômago. Nestes tempos internéticos, o frio aparece no momento em que apertamos a tecla “enter” e lançamos nossos escritos ao mundo. Em segundos milhares de pessoas estarão lendo o que escrevemos. Nossas idéias serão apreciadas, desprezadas, amadas, odiadas, encaminhadas. Seremos julgados. Pessoas tirarão conclusões sobre nossos valores e convicções com base no que entenderem de nossos textos. E nunca sabemos por antecipação como nossos escritos serão entendidos.

Como a internet é a grande revolução das comunicações, em minutos começamos a receber os comentários dos leitores. Mas é difícil, viu? Tem que ter os pés no chão e uma imensa auto-estima. Quer um exemplo? Veja o e-mail que recebi esta semana, de um sujeito que não conheço: “Boa noite Luciano Pires...! O que penso do que escreves... Eu acho você um babaca atrasado e vive num mundo irreal, inesistente na tua fantasia... Segundo a tua própria visão... Eu não gasto tempo escrevendo babaquisses. Gastei agora. Luzardo”.

Como você reagiria? Imediatamente preparei-me para redigir um e-mail dizendo que um analfabeto funcional que escreve “inesistente” e “babaquisses” não pode mesmo gostar de meus textos. Mas lembrei-me de um ensinamento budista: devemos tratar elogios e críticas como presentes. Se você recebe um presente, mas decide não aceitá-lo, o que acontece? A pessoa que o entregou leva de volta...

Escolhi não aceitar o “presente” do tal Luzardo. A energia que eu gastaria para contestar o sujeito é a mesma (ou até maior) que gasto agora, ao escrever para vocês. Escolhi o mais produtivo. Deletei o e-mail e segui meu dia. Em seguida recebi outro e-mail, dessa vez era um ex-colega de trabalho: “Luciano, que saudades de quando trabalhávamos juntos. Aprendi muito com você, obrigado. Abraço. Edney”. Esse e-mail eu aceitei como um presente que me energizou, motivou e iluminou. Até mesmo para escrever este texto.

Lembrei-me então de uma amiga contando que recebeu chamadas de um número desconhecido no celular. Ligou de volta, uma senhora atendeu e afirmou que deveria ser engano. No momento de desligar a senhora disse para minha amiga: “Espera! Você é muito simpática e preciso te dizer algumas coisas”. E começou a dizer que minha amiga – a quem ela não conhecia – era uma pessoa boa, veria seus sonhos seriam realizados, teria um ano especialmente bom, que tudo daria certo para ela e para sua família. A mulher desligou e minha amiga disse tudo: “Foi tão legal!” Ela ficou com uma sensação agradável ao receber tantas mensagens positivas de alguém que ela não conhece. Fiquei curiosíssimo. Quem seria aquela estranha que liga para números que não conhece e de graça, sem pedir nada em troca, sem nenhum interesse, diz coisas boas? É uma espécie de teleanjo interessado em surpreender com o bem numa sociedade onde a regra é surpreender com o mal.

Aquela mulher, como os leitores da internet, tem o poder de conectar-se com outras pessoas e oferecer-lhes um presente. Entre o elogio e a crítica, ela escolheu o elogio. E mudou o dia de minha amiga...A interação proporcionada pela internet está criando um novo tipo de escritor, exposto – sem intermediários, filtros ou proteções – aos comentários dos leitores. E isso é muito novo. Como outros escritores, também estou aprendendo a escrever nesse novo ambiente. E questiono: será que os leitores também estão aprendendo? Têm consciência de seu poder? Sabem o que é e para que serve um crítico?

Ezra Pound, poeta, músico e crítico estadunidense pré-internético é quem melhor definiu essa questão, ao dizer uma daquelas frases definitivas:“O mau crítico se identifica facilmente quando começa por discutir o poeta e não o poema.”

Muito bem. Deixa eu escolher pra quem vou mandar um presente.

Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista. Faça parte do Movimento pela Despocotização do Brasil, acesse www.lucianopires.com.br.

Bira é o pré-candidato do PT

Francisco Ubiracy é o pré-candidato do PT, que deverá ter o nome ratificado na convenção municipal, em junho, para disputar a prefeitura de Xapuri nas próximas eleições municipais.

A decisão saiu no encontro realizado nesta quinta-feira (31), no auditório da escola Anthero Soares Bezerra com a participação de cerca de duzentos filiados e simpatizantes.

A expectativa é era de que a definição do nome único a ser levado à convenção saísse através do voto. Essa possibilidade começou a ser descartada quando, em nome da unidade e de um partido forte na disputa, o suplente de vereador José Selmo abriu mão de sua candidatura.

O visível apoio da maioria dos filiados a Ubiracy tirou também o gerente da Seaprof em Xapuri, José Nilberto Menezes, da disputa. Leia mais no Ac24horas.

Diálogo geográfico

A geógrafa da Universidade do Rio Grande do Sul, Carla Hirt, que esteve em Xapuri no mês de janeiro, junto com dois colegas, realizando pesquisa de campo de um projeto que estuda a experiência de autogestão de áreas protegidas pelas comunidades que ali vivem (em Xapuri a área escolhida foi a Resex-Chico Mendes) responde à preocupação do também geógrafo Antônio Maria Alves que postou no artigo "Geógrafos gaúchos em Xapuri" o seguinte comentário:

"Meu caro Raimari,
Legal, a atitude de receber os pesquisadores de uma Universidade, seja esta, Federal ou não. Acontece que estes estudos que há algum tempo já vem sendo feito por importantes instituições de pesquisas, inclusive internacionais, se quer deixam ou mandam cópias (um exemplar) do trabalho concluido, para que sirva de subsidios para construção de políticas públicas de interesse local. As informações são repassadas de maneira cristalina e com a maior legitimidade possível, sem maldade alguma. Ocorre que ninguém sabe ao certo o fim a que se destina principalmente as pesquisas feitas por instituições/universidades internacionais.Um grande abraço!!!".
A resposta da geógrafa:
"Prezado Antonio,
Compartilhamos de sua preocupação. Muitos estudos têm sido feitos com o discurso de cooperação entre a os saberes ditos científicos e o saberes tradicionais - mas percebemos que muitas vezes o que ocorre é a "apropriação" destes saberes tradicionais sem o devido retorno para estas populações.
O trabalho de campo que realizamos no mês de janeiro em Xapuri foi, na verdade, um trabalho inicial com vistas a ter maiores informações para organizar as próximas idas à campo. Nosso objetivo é realizar uma pesquisa que, além de gerar produtos que possam servir de embasamento para políticas públicas, gerar ferramentas que possam servir para os próprios seringueiros e populações que participam do planejamento e gestão da RESEX.
Gostaria de aproveitar o espaço para agradecer a hospitalidade das pessoas com quem tivemos contato em Xapuri, em especial ao senhor Raimundão. Esperamos poder responder às expectativas.
Atenciosamente,
Carla Hirt".
Carla Hirt ,Tomás Rech da Silva e Dilermando Cattaneo devem retornar a Xapuri em setembro para dar continuidade aos estudos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Maromba

Com relação à postagem "Prefeitura dá calote em empresa catarinense", publicada aqui no último dia 29, algumas correções devem ser feitas, a bem da verdade.

A máquina chamada "maromba" não foi comprada diretamente da empresa catarinense pela prefeitura, como informou ao blog o seu representante, José Nestor Constantino.

Na verdade, a máquina foi adquirida pela empresa Silva e Sales Ltda. e revendida à prefeitura. O prefeito Vanderley Viana aparece como avalista na compra destinada à Cerâmica Municipal de Xapuri.

Veja as informações do processo aqui.

Joscíres demissionário

Fontes informam que o professor Joscíres Ângelo, mais importante assessor e secretário do prefeito Vanderley Viana, está demissionário. As informações dão conta de que um grande arranca-rabo perpetrou-se na sede da prefeitura hoje pela manhã, com o prefeito submetendo seus subordinados ao costumeiro e deplorável espetáculo de gritos e berros ensurdecedores.

Como ainda não foi inventada boa vontade que consiga aturar Vanderley indefinidamente, presumo o que possa ter acontecido. Joscíres cansou-se de dar murros em ponta de faca. Temperamental que também é, mas equilibrado, é certo, o chefe de gabinete não aceitou o assédio moral e entregou ao prefeito seu pedido de exoneração.

Uma testemunha afirmou ter ouvido Vanderley dizer que dali em diante nenhum secretário teria mais autonomia para assinar nenhum documento ou tomar decisões sem o seu aval. O prefeito teria dito ainda que Joscíres a partir daquele momento só responderia pelo cargo de chefe de gabinete (ele é também secretário de finanças, programas e projetos).

Outra pessoa, próxima ao assessor, afirma que Joscíres já teria proposta de trabalho em Rio Branco, mas que permanecerá no cargo ainda por 15 dias, enquanto Vanderley Viana nomeia o seu sucessor.

Caso a proposta não se confirme o professor Joscíres, de reconhecida qualidade, deverá voltar à sala de aula, lugar onde terá, certamente, mais condições de contribuir com o progresso da cidade que ao lado da trupe desvairada do prefeito.

TCE orienta prefeitos

Renata Brasileiro (Página 20).

Prefeitos e representantes das prefeituras dos municípios acreanos estiveram presentes ontem no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC) para um encontro que teve a finalidade de discutir os procedimentos a serem adotados para a prestação de contas de cada gestor, referente às despesas públicas realizadas no ano de 2007.

O encontro acontece anualmente sempre esclarecendo itens importantes, bem como prazos a serem cumpridos e o que deve ser feito para garantir a transparência dos gastos públicos.
Segundo o presidente do órgão, conselheiro Antônio Jorge Malheiro, a medida educativa evita erros por parte dos prestadores de conta, e consequentemente, punições.

“Falar sobre prestação de contas nunca é desnecessário. Este é um assunto que precisa sempre ser reforçado, pois, até um erro de envio de prestação, por exemplo, pode causar problemas à prefeitura. Portanto, a informação é importante e o Tribunal de Contas estará sempre interessado em transmiti-la”, completou o presidente.

O presidente reforçou que são poucas as mudanças no processo de prestação para este ano. Um dos incentivos que o órgão vem fazendo desde o ano passado é para que os prefeitos realizem a prestação de contas por meio eletrônico, fazendo com que tanto o Tribunal quanto as prefeituras ganhem tempo e comodidade. As prestações, segundo ele, devem ser feitas até o dia 31 de março.

“Eu vejo essa iniciativa do Tribunal de Contas do nosso Estado como exemplar. Há poucos dias estive no Rio de Janeiro e vi em noticiários que 17 municípios daquele Estado estão irregulares com as prestações de contas. Aqui no Acre todos os municípios estão em dia com esta obrigação e tenho certeza que o Tribunal de Contas contribui para que isto aconteça, através deste processo educativo”, destacou o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim.

Como 2008 é um ano eleitoral, o TCE fez uma dupla recomendação aos gestores. É que este é o último ano de mandato, o que significa que as despesas públicas devem ser comprovadas nesta prestação, sem que haja dívida para o próximo gestor que irá assumir a prefeitura. Tudo deve ser feito dentro da legalidade para evitar, ainda, que o atual gestor tenha problemas caso deseje se recandidatar.

Pensando nestas questões, o TCE entregou para os participantes do encontro uma cartilha especial de último ano de mandato, na qual contem desde as dúvidas mais simples às mais complexas.

A cartilha explica o que é Responsabilidade Fiscal, como deve ser planejada a despesa pública, quando fazer reajuste de salário mínimo, que tipo de vedações contém a Lei Eleitoral, o que diz a resolução do TCE, entre outras informações.

Xapuri espera tempos melhores

Estamos quase chegando ao final do primeiro mês do ano de 2008, um ano decisivo, do ponto de vista político-eleitoral, para todos os municípios brasileiros, mas para Xapuri de uma forma bastante especial.

Xapuri, berço da Revolução Acreana e de tantas figuras ilustres e importantes no cenário nacional, com destaque nos diversos campos da atuação humana, nunca viveu um momento tão avesso à história de glórias que possui e aos valores intelectuais e humanos que formou ao longo dos seus mais de 100 anos.

De cidade onde o Acre brasileiro deu os primeiros passos, próspera durante os últimos anos do ciclo da borracha, Xapuri passou a condição de umas das mais atrasadas entre as antigas cidades acreanas, entregue ao marasmo político e à estagnação econômica desde meados da segunda metade do século XX.

A seqüência de governos ditados pelo regime militar minou a vocação antes progressista do município e produziu crias que mais tarde chegariam ao poder para dar seqüência ao modelo arcaico e ultrapassado de administrar, eivado pela tendência natural ao autoritarismo, prepotência e amoralidade.

Nos dias atuais, até as cidades isoladas do vale do Juruá prosperam mais que Xapuri. E não me venham com a “vitrola furada” do prefeito de que o governo do estado virou as costas para cá. Essa cantilena não se sustenta, por mais que devamos admitir que mais poderia estar sendo feito pelo governo em prol da cidade, no âmbito da administração municipal.

A população de Xapuri é hoje desafiada diariamente a enfrentar as conseqüências da decisão tomada há mais de três anos, quando elegeu a atual administração. Lixo nas ruas, cães vadios em quantidade absurda, acidentando pessoas e ameaçando a saúde pública, caos administrativo, ineficiência no atendimento à população, entre outras dezenas de queixas menos ou mais graves.

O grande desafio, agora, para o povo que vive em Xapuri é enxergar além de onde a vista alcança. Não se pode mais cair em armadilhas fajutas e enganações baratas que começam a surgir. Logo, logo o lobo estará travestido em cordeiro para mais uma vez ludibriar a todos e prorrogar por mais quatro anos o tormento que a cidade vive na atualidade.

Após três anos de total inércia e desordem generalizada, começa-se a falar em revitalização da cidade, como se alguns quilômetros de asfalto jogado por cima das ruas esburacadas, às pressas, sem planejamento algum, fossem suficientes para apagar da lembrança das pessoas os absurdos que vêm ocorrendo nos últimos anos.

O momento atual não é de se colocar à mesa as diferenças ideológicas tão comuns e tão necessárias, mas sim de se pactuar uma atitude para com o futuro da nossa cidade. Independentemente dos candidatos e partidos que se oferecerão à disputa, o povo há que encontrar uma forma de separar o joio do trigo e avistar aquilo que realmente é confiável para se apostar as fichas. E isso se faz participando.

Certamente, não surgirá uma fórmula mágica para resolver os problemas do dia para a noite, mas pelo menos que se ofereçam à população opções consistentes e com o mínimo de ética, capacidade técnica, compromisso e responsabilidade para exercer algo que se assemelhe com uma administração de verdade.

Xapuri espera e merece tempos melhores.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

PT vai bater o martelo

O Partido dos Trabalhadores parte, enfim, para uma atitude efetiva quanto à definição do nome que disputará a eleição para prefeito de Xapuri no próximo mês de outubro. O partido realiza nesta quinta-feira, dia 31, um encontro que tem como principal objetivo acabar com a disputa interna pela indicação à condição de candidato oficial.

Os nomes que estarão em apreciação pela militância petista são três: José Selmo Dantas, suplente de vereador e secretário da agremiação, José Nilberto Menezes, gerente da Seaprof em Xapuri, e Francisco Ubiracy Machado de Vasconcelos, engenheiro agrônomo e diretor de assistência técnica e extensão rural da Seaprof.

O grande resultado do encontro, que será realizado no auditório da escola Anthero Soares Bezerra, deve ser a unificação do partido em torno do nome daquele que for definido como candidato. Deixada de lado nos últimos pleitos, a unidade partidária é tida pela maioria dos petistas como uma das principais forças para a eleição deste ano.

Essa consulta às bases e a alguns segmentos da população é considerada por alguns como uma ruptura ou reação às indicações “de cima para baixo”, como observado no passado, e que não surtiram o efeito desejado, culminando com a derrota nas últimas eleições municipais, que levaram de volta ao poder o sinistro prefeito Vanderley Viana de Lima.

Além de definir o seu candidato, o partido pretende também avaliar a conjuntura política do município e discutir, de forma aberta, propostas de mudanças no modo de ver a administração pública em um suposto futuro mandato. Pelo menos é isso o que se pode sentir ao conversar com alguns dos postulantes a disputar o cargo mais importante da municipalidade.

Para Francisco Ubiracy, é necessário que a definição do candidato seja seguida da união em torno do objetivo de retomar as rédeas do poder municipal. Selmo Dantas acredita na valorização da opinião popular e na pluralidade de pensamentos como fatores importantes para a escolha do nome que deve representar o partido nas eleições.

Não tive a oportunidade de conversar com José Nilberto, mas penso eu que corre por fora e coloca seu nome como opção, sem grandes pretensões ou ambição pela disputa. Em minha opinião, Ubiracy é o favorito, sem querer influenciar a decisão, é claro. Mas Selmo Dantas é determinado e não está fora da briga, no bom sentido. É esperar pra ver.

Prefeitura dá calote em empresa catarinense

Empresa solicita devolução de máquina de fazer tijolos, conhecida como "maromba", adquirida pela prefeitura de Xapuri.

De acordo com informações fornecidas pelo representante da Indústria de Máquinas para Cerâmica Ltda., de Santa Catarina, Nestor Constantino, a prefeitura de Xapuri adquiriu, em 2006, uma máquina para fabricação de tijolos, conhecida popularmente como “maromba” no valor de 55 mil reais. A empresa informa que a prefeitura pagou de entrada vinte mil reais e negociou o restante em quatro parcelas mensais de 7 mil e 500 reais. Destas apenas uma foi paga até o momento.

Diante do impasse, a empresa catarinense entrou com uma ação na justiça contra a prefeitura cobrando o pagamento ou a devolução do bem. O advogado da indústria no Acre informou por telefone que a juíza da comarca de Xapuri, Zenair Ferreira Bueno Vasquez Arantes, já deu parecer favorável à empresa e a máquina poderá ser apreendida pela justiça caso a prefeitura não recorra da decisão.

A prefeitura não se pronunciou sobre o assunto.

Saúde no carnaval

A Secretaria Municipal de Saúde vai colocar uma equipe composta por um médico, um auxiliar de enfermagem e um enfermeiro para atender os foliões com serviços de emergência durante quatro noites de carnaval em Xapuri.

Os trabalhos vão começar na próxima sexta feira e além da equipe médica, outros profissionais de saúde vão fazer a distribuição do material educativo e de aproximadamente oito mil preservativos.

Os preservativos masculinos chegaram a Xapuri na tarde desta segunda-feira e foram encaminhados pelo Ministério da Saúde que desenvolve as campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e Aids em todos os carnavais.

O Acre recebeu no último sábado, 1 milhão e 300 mil preservativos para serem distribuídos durante o carnaval. A Coordenação Estadual do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids já começou a distribuir materiais informativos, cartazes e camisetas no estado.

Para 2008, o slogan da campanha do Ministério da Saúde de combate à Aids o carnaval é: “Bom de cama é quem usa camisinha”.

Fernanda Gomes
Agência de Notícias do Acre.

Ibama apreende pássaros em Xapuri

Fernanda Gomes

A equipe fiscalização do Ibama no Alto Acre está realizando nesta semana um trabalho de fiscalização contra a prática de criação ilegal de pássaros nos municípios da regional.

Em xapuri, o Ibama apreendeu no último final de semana sete pássaros da espécie curió. Os pássaros não estavam cadastrados no sistema de licença de criador de passeriformes, o SISPASS.

A medida faz parte das ações do NEA - Núcleo de Educação Ambiental do Ibama - e visa desenvolver um trabalho de orientação às pessoas que criam ou querem criar pássaros em cativeiro de forma legal. O trabalho está sendo desenvolvido em todos os municípios do Alto Acre.

De acordo com o Ibama, para iniciar a criação de pássaros silvestres de formar legal é preciso adquirir a ave de um criador que já esteja cadastrado no sistema.

Conforme a portaria normativa nº 51, de 13 de novembro de 2007, foi prorrogada a suspensão do cadastro de novos criadores amadoristas de passeriformes até 31 de julho de 2008.

O Ibama não permite a captura de animais da natureza, somente os criados em cativeiro e de acordo com as normas de proteção à fauna.

Carnaval em Xapuri

O carnaval de xapuri será aberto oficialmente pelo prefeito Vanderley Viana às 19h da próxima sexta-feira, dia 1º de fevereiro, no Centro Cultural Caleb do Nascimento Mota.

Antes da abertura oficial, que irá escolher o rei e a rainha do carnaval 2008, será realizado o tradicional rancho pelas principais ruas da cidade.

O rancho reúne tradicionalmente vários foliões que acompanham a banda de música Dona Júlia Gonçalves Passarinho, que relembra as grandes marchinhas que fizeram história nos antigos carnavais.

A Fundação Municipal de Cultura e Desportos divulgou hoje a programação para o restante da quina carnavalesca com a participação de três bandas de Rio Branco, ainda a serem confirmadas.

O ponto alto da festa é a participação dos tradicionais blocos: a Turma da Pitu, Os Virgens e As Beijoqueiras, que todos os anos brigam ponto a ponto pelo título de melhor bloco do carnaval.

Campeãs do carnaval no ano passado, as beijoqueiras prometem entrar na avenida com a participação de mais de cento e cinqüenta mulheres.

Os virgens que ficaram com o vice no ano passado, prometem muito mais disposição e organização para levar o título este ano.

Já a Turma da Pitu, terceira colocada no ano passado, entrará na avenida com uniforme e hino novos. A turma também promete uma surpresa que irá agradar todos os foliões.

Joseni Oliveira
Agência de Notícias do Acre.

Armando Nogueira recebe Medalha da Ordem do Mérito das Comunicações

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, vai homenagear o jornalista Armando Nogueira com a Medalha da Ordem do Mérito das Comunicações, no Grau de Grã-Cruz, a mais alta condecoração. A cerimônia será realizada nesta terça-feira (29/01), no Rio de Janeiro, e contará com a participação do governador Sérgio Cabral.

A medalha, criada em 15 de março de 1982, é conferida a personalidades nacionais e estrangeiras que se destacam pelos serviços prestados às comunicações.

Armando Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre, em 1927. Aos 17 anos, foi para o Rio de Janeiro. Lá, formou-se na Faculdade de Direito, mas acabou se destacando como jornalista. Sua carreira começou em 1950, no Diário Carioca, passando pelas revistas Manchete, O Cruzeiro e no Jornal do Brasil. Em 1959, trabalhou na antiga TV Rio e depois assumiu a direção da Central Globo de Jornalismo.

O jornalista destaca-se por sua dedicação ao esporte brasileiro, com participação em várias Copas do Mundo. Com mais de dez livros publicados sobre o tema, atualmente participa do programa “Redação SporTV”, no canal de mesmo nome, e do CBN Brasil.

Serviço:

Entrega da Medalha da Ordem do Mérito das Comunicações a Armando Nogueira
Data: 29/01/08
Horário: 11h
Local: Palácio das Laranjeiras – Rio de Janeiro

Extraído do jornal Página 20.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Desabafos de um bom marido

Luís Fernando Veríssimo

Minha esposa e eu temos o segredo pra fazer um casamento durar: duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida, e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras, e eu às quintas.

Nós também dormimos em camas separadas. A dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo. Eu levo minha esposa a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento. 'Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!' ela disse. Então eu sugeri a cozinha.

Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras. Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'. Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.

Lembrem-se, o casamento é a causa número um para o divórcio. Estatisticamente, 100% dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'.

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'.

No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.

'Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes: o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.

Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.

Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei.- Quando você terminar de cortar a grama, eu disse, 'você pode também varrer a calçada.

'Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida. 'O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...'

Colhido no blog do Pitter Lucena.

Novo ciclo econômico e sustentável – Parte I

Seringueiros do Cachoeira, em Xapuri (AC), ganham independência e vivem na modernidade manejando as riquezas da floresta
Romerito Aquino
Assim como foram pioneiros em promover uma Revolução Armada no início do século passado e frear o avanço da pecuária sobre a floresta a partir da década de 70, os seringueiros acreanos revolucionam novamente a história da Amazônia promovendo, segundo historiadores, o quarto ciclo econômico da região.
De caráter absolutamente sustentável, o novo ciclo econômico começa em Xapuri, no Vale do Acre, com o uso múltiplo de algumas riquezas da floresta, como borracha, castanha, madeira, açaí e ecoturismo, que estão gerando muita renda para os seringueiros do Projeto de Assentamento Agroextrativista Chico Mendes, mais conhecido como seringal Cachoeira.
Leia a reportagem completa na Agência de Notícias Kaxiana.

Ultraje, fúria e recalque

Meu comentário sobre a "Carta aberta aos Romeiros", distribuída pelo prefeito de Xapuri durante a última procissão de São Sebastião, foi interpretada pelo professor Joscíres Ângelo como um ultraje, resultado de fúria e recalque contra a administração que ele assessora.

Sendo o significado do termo ultraje igual a ofensa, insulto ou difamação, de acordo com alguns dicionários da língua portuguesa, não entendo o porquê de tal manifestação, uma vez que o que fiz foi apenas discordar da maneira demagógica e populista com que o prefeito se dirigiu ao público.

Reconheço que ironizei sim a martirização política de Vanderley. É de causar frouxos de risos, como diz uma personagem do programa humorístico Zorra Total, da Rede Globo. No entanto, jamais tive a intenção de difamar ou ofender a ilustre pessoa do prefeito.

Ataques de ódio e ululação contra adversários não compõem o meu perfil. Muito menos guardo rancor de quem quer que seja. Se assim fosse, já teria seguido os passos daqueles que vivem a pleitear indenizações na justiça pelas muitas calúnias e ofensas já recebidas do prefeito via canal de TV.

Com o professor Joscires, a quem guardo imenso respeito, as farpas não são pessoais e espero que não as tome desta forma. São apenas resultado do embate de idéias, fator tão salutar ao fortalecimento do processo democrático, mas que infelizmente ainda não é bem compreendido por muita gente.

Paciência, que um dia chegaremos lá.

Boa semana a todos.

domingo, 27 de janeiro de 2008

O progresso

Roberto Carlos - Erasmo Carlos

Eu queria poder afagar uma fera terrível
Eu queria poder transformar tanta coisa impossível
Eu queria dizer tanta coisa
Que pudesse fazer eu ficar bem comigo
Eu queria poder abraçar meu maior inimigo

Eu queria não ver tantas nuvens escuras nos ares
Navegar sem achar tantas manchas de óleo nos mares
E as baleias desaparecendo
Por falta de escrúpulos comerciais
Eu queria ser civilizado como os animais

Eu queria ser civilizado como os animais

Eu queria não ver todo o verde da terra morrendo
E das águas dos rios os peixes desaparecendo
Eu queria gritar que esse tal de ouro negro
Não passa de um negro veneno
E sabemos que por tudo isso vivemos bem menos

Eu não posso aceitar certas coisas que eu não entendo
O comércio das armas de guerra da morte vivendo
Eu queria falar de alegria
Ao invés de tristeza mas não sou capaz

Eu queria ser civilizado como os animais
Eu queria ser civilizado como os animais
Eu queria ser civilizado como os animais

Não sou contra o progresso
Mas apelo pro bom senso
Um erro não conserta o outro
Isso é o que eu penso

Eu não sou contra o progresso
Mas apelo pro bom senso
Um erro não conserta o outro
Isso é o que eu penso

Clique aqui para ver clip.

Quando for até o meio-fio, olhe para o céu

A recessão não é a única ameaça que os EUA impõem ao mundo. Descobriu-se que um satélite espião norte-americano perdeu a energia que o mantinha boiando no espaço. Contém material danoso à saúde. E ruma, desgovernado, em direção à Terra.

Estima-se que a encrenca cairá sobre o planeta entre fevereiro e março. Onde? Autoridades do governo Bush dizem que não é possível prever. "As agências apropriadas estão monitorando a situação", limitaram-se a informar.

Assim, quando acionar a descarga e ouvir um estrondo, olhe à sua volta. Se estiver vivo, corra até o vizinho, para verificar o estrago. De resto, convém não aventurar-se além da calçada sem dar uma boa olhada para o céu. Boa sorte!

Escrito por Josias de Souza às 19h02 deste domingo na coluna Blog do Josias (Folha Online).