domingo, 15 de novembro de 2009

Triste e lamentável

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Mais uma vez, Xapuri é abalada pela morte de uma pessoa bem conhecida na comunidade, vítima de horroroso acidente de moto. Adauto Castro do Nascimento, 40 anos, ourives, morreu na noite desse sábado, por volta das 23 horas, depois de colidir sua motocicleta, uma Honda Twister, com um veículo Wolksvagen Gol, que era dirigido pelo oficial de justiça Valério Peres da Silva, 47, que até a manhã deste domingo estava foragido.  

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O acidente aconteceu na rua Cel. Brandão à altura do autoposto Português. O choque foi violentíssimo e Adauto morreu na hora. Ele acabara de sair de um bar no centro da cidade. Informaçõe de pessoas que estiveram em sua companhia minutos antes do acidente dão conta de que estava alcoolizado. Deixa uma filha, Yasmin, de 10 anos, e uma legião de amigos feitos desde que veio morar em Xapuri há cerca de 12 anos.

Já escrevi sobre o assunto aqui no blog. Os acidentes de trânsito em Xapuri envolvendo motocicletas são comuns e merecem uma atenção especial por parte das autoridades responsáveis pela segurança no trânsito. É fato que a maioria dos registros não são tão graves, mas um bom número de pessoas - condutores, pedestres e ciclistas - dão entrada todos os meses no sistema público de saúde com fraturas decorrentes deste tipo de ocorrência.

Talvez uma campanha educativa mais intensa do que as simples "blitzes" que são realizadas eventualmente e um maior rigor na aplicação do Código Nacional de Trânsito contribuam com a diminuição dos acidentes. Não é nenhuma novidade que condutores de motocicletas usuam e abusam do costume de pilotar alcoolizados e em alta velocidade cidade afora, principalmente nos finais de semana.

O resultado da combinação de álcool e direção é reconhecidamente mortal. Esse foi o quinto acidente fatal nas ruas de Xapuri neste ano envolvendo motos. O último deles – nesfata coincidência – abreviou a vida do comerciante Eliomar Olegário de Melo, 36 anos, primo legítimo de Adauto. Para uma cidade que só tem duas ruas e algumas travessas, o número é assustador.

Novamente, lembro-me de uma música do cantor Benito di Paula, que diz: "Pra quê tanto aviso 'não corra, não mate, não morra', pra quê? Se quando o mal acontece, ninguém sabe dizer por que". Chama-se: "Pare, olhe e viva" e tem uma mensagem que se fosse mais ouvida certamente menos mães chorariam a perda de filhos na cruenta violência do trânsito.

Abaixo, imagem feita por um telefone celular registra o momento em que outra vítima de acidente de trânsito era atendida também na noite desse sábado. Nas proximidades do prédio da Rádio Educadora de Xapuri, uma motocicleta pilotada por Erivan Silva de Souza colidiu com uma bicicleta conduzida por Leudo Pereira Menezes. Nada grave dessa vez, mas como mostra o primeiro caso, o desfecho de um acidente de trânsito é sempre triste e lamentável.

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Na foto, Leudo Pereira Menezes sendo atendido pelo Samu.

2 comentários:

xapuriense disse...

É uma pena o acontecido Raimari.

As ruas de Xapuri estão cada vez mais perigosas. Por incrivel que pareça.

Eu fico sempre preocupado, e atento, quando estou ai com meus filhos.

A rua 24 de janeiro, onde corria à vontade em minha infância soltando "papagaio", é uma das mais perigosas. As motos e carros trafegam em alta velocidade. Durante qualquer hora do dia.

Dias desses, um motorista bebado em plena manhã de sadado, com um carro caindo aos pedaços, quase atropela o meu carro, parado com a seta ligada, aguardando para entrar na carragem do Jeferson Matos. Tive que fazer uma manobra perigossisima para sair da frente do maluco. O pior que estava com minhas crianças.

O que está faltando? mais rigor? Educação?

Carlos

Edson disse...

Está faltando repressão, companheiro, quando chegamos a esse nível, tem que haver tolerância zero, seja em Rio Branco ou Xapuri. O joio tem que ser extirpado agora, já. Embora o índice de bebedisse seja tolerado por todos quando é o principal ingrediente das mortes no trânsito. Lamentável... tantas mortes, enquanto os matadores ficam soltos, e ainda encontrando argumentos para sua insensatez.