domingo, 16 de janeiro de 2011

Novos “paquitos”?

A direção da Polícia Civil do Acre precisa dar uma resposta urgente à população de Xapuri quanto a um episódio ocorrido no começo da noite desse sábado (15), na casa de festas conhecida como Bar do Damião, localizada na entrada da cidade, que poderia ter resultado em consequências trágicas.

Segundo testemunhas, um policial civil que bebia no local, Franciberto José Carneiro de Lima, lotado no município de Capixaba, se desentendeu com outro frequentador do ambiente, Manoel Nogueira do Nascimento, mais conhecido como “Má do Peroba”.

De acordo com o relato de várias testemunhas, o agente civil se descontrolou, sacou uma pistola e correu por vários metros com a arma apontada para o desafeto, que numa tentiva desesperada pela vida chegou a cair no asfalto, sofrendo lesões nas pernas.

A atitude do funcionário público responsável por garantir a segurança dos cidadãos causou pânico e revolta nas pessoas que se divertiam no local, um dos mais frequentados da cidade nos finais de semana.

Com a chegada da Polícia Militar, o policial civil ainda causou tumulto, segundo relato da própria PM. Recusou ser conduzido à delegacia e desacatou o sargento Marcos, sendo colocado à força em uma das viaturas.

Na delegacia, os dois envolvidos na confusão aguardaram por algum tempo a chegada do delegado, e como isso não aconteceu, assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), sendo liberados em seguida.

Num Estado onde segurança pública ainda é um dos maiores problemas, não se pode tolerar que agentes da lei ajam desta maneira. A sociedade deve exigir que, tanto na esfera judicial quanto na administrativa, atitudes dessa natureza sejam duramente repelidas.

“Paquitos” era como se autodenominavam membros de um grupo de policiais civis do Acre na década de 90. Eles costumavam agir com muita violência e frequentemente eram destaque na imprensa local. Muitos foram levados ao banco dos réus por crimes consumados ou tentados contra a vida.

3 comentários:

Igor Diore disse...

Não é fácil encontrar uma boa saída para essas situações desagradáveis. No máximo, aparecerá uma outra versão desconstruindo o relatado e a vida continuará seu curso, para muitos, normal. É melhor torcer pela domesticação do referido servido público.

José Porfirco
Twitter: @jporfiro

franciberto disse...

Porque vc não ouve as duas partes antes de colocar qualquer materia que denigre a imagens dos outros, vc sabia que o policial havia dado voz de prisão ao cidadão que, além de lesiona - lo com estilhaços de copos não obedeceu a ordem e saiu correndo, vc ache que se a intenção fosse vitímar alguém o policial não teria atirado, espero que vc responda pelas acusão que vc está fazendo, é algo muito sério chamar uma pessoal de criminoso, sem ter provas, paquitos eram cirminosos, e esse policial vc o conhece trabalhou muito tempo aí em Xapuri, todos sabem de sua indole, talvés vc não saiba mais o cidadão que se diz vítima acredita que o policial, tenha um relacionamento com sua esposa que diga - se de passagem, o mesmo nem a conhece, responsabilidade antes de postar certas reportagem é o minimo

Raimari Cardoso disse...

E vc? Do que sabe? Estavas lá? O post está baseado em depoimentos de testumunhas presentes no local dos fatos, como também de policiais militares que atenderam a ocorrência. Passe bem.