sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A imprudência persiste

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A definição da imagem feita na manhã desta sexta-feira, 20, não é tão boa, mas permite observar que passados quase três anos do fatídico naufrágio de uma catraia, que resultou na morte de 3 pessoas na travessia do rio Acre entre o centro de Xapuri e o bairro Sibéria, a imprudência e o descaso com normas básicas de segurança continuam a ser regra. 

Contando com o catraieiro, a pequena embarcação transportava 11 pessoas, sem que ninguém fizesse o uso de colete salva-vidas, uma obrigatoriedade no tráfego fluvial. Naquele momento, chovia fino e o rio, com nível próximo dos 11 metros, carregava bastante balseiros, que representam um grande perigo à navegação.

Relembro que após a tragédia de 2012, o acidente foi atribuído à falta de uma ponte entre as duas partes da cidade. Considero-me um dos entusiastas da construção da tão sonhada ponte sobre o rio Acre em Xapuri, mas penso que a falta dela nada teve a ver com aquela tragédia e nem terá com outras que, infelizmente, não estão livres do risco de acontecer. O que motivou a tragédia foi a imprudência pura e simples.

Todos os dias, um sem número de embarcações transportam milhares de pessoas, rios abaixo, rios acima em toda a Amazônia. O transporte fluvial é uma necessidade e sempre existirá. O problema está na resistência à adoção das medidas de seguranças, que já são obrigatórias, mas que devem ser observadas por todos e fiscalizadas pelas autoridades.

Um comentário:

João Pereira disse...

Todos os dias eu tenho que fazer essa a travessia, para ir trabalhar, e sempre quando chove Os responsáveis das catraias não deixa as pessoas usarem coletes pois ele falam que vai molhar, eu sei bem dos perigos que corremos todos os dias nessas a travessias!