quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sonho distante

Boa a crônica do blogueiro Maxsuel Maia sobre os bons tempos em que, mesmo sem ter iluminação no estádio, Xapuri possuía grandes espetáculos de futebol. Segue, na íntegra:

Derbys Xapurienses

Maxsuel Maia

O mundo do futebol viverá dias especiais ao longo desta semana. Vários clássicos vão ser disputados no Brasil e no mundo, o que certamente mexerá com os corações dos apaixonados por este esporte fantástico.

No Brasil tem clássico pra todos os gostos, Flamengo X Vasco no Rio, São Paulo X Santos e Corinthians X Palmeiras em São Paulo, jogos de muita rivalidade que decidem os dois maiores campeonatos do país. Além disso, teremos a oportunidade de acompanhar um dos maiores clássicos do planeta, o jogo entre Real Madrid X Barcelona válido pela liga dos campeões da Europa, ocasião em que estarão em campo craques como Cristiano Ronaldo, Kaká e Casilas, pelo lado do Real e Messi, Daniel Alves e Xavi, pelo lado do Barça.

Ao pensar na realização desses jogos comecei a puxar na memória os derbys que aconteciam em nossa querida Xapuri. No início, pra quem nunca viu um, pode até parecer engraçado, mas quem já assistiu aos bons duelos que eram realizados há anos atrás, sabe que de engraçado eles não tinham nada, pelo contrário, o que reinava era adrenalina e muita emoção.

Os clássicos xapurienses aconteciam tanto no Futebol quanto no Futsal. No futebol, os principais da minha época eram Limoeiro X América e Arauto X Flamenguinho, com destaque para o primeiro. Quando Limoeiro e América se enfrentavam, principalmente nas decisões de campeonato xapuriense, era garantia de jogo duro, rivalidade e muitas emoções. O limoeiro era liderado por craques do nosso futebol como Badaró, que também jogou no América, Jean, Ademir, Raimundinho Castelo e ainda traziam o Anjo, jogador de Brasiléia, para comandar o meio-campo. No América a coisa não era diferente, craques como Mar (pezão), Eriberto e Paulo (mocotó) lideravam o time, além do Raider, jogador de Brasiléia, que comandava o ataque dos vermelhos.

Quando a bola rolava, com arbitragem de Wanderlei Viana, Ormindo e Trajano, os dois times mostravam que realmente eram os maiores da cidade, tendo também as maiores torcidas. A do Limoeiro se instalava nas arquibancadas, já a do América, liderada pelas mulheres da família Mota, ficava bem no portão de entrada atrás do gol e era bem mais barulhenta e corneteira. Como o América era um time historicamente montado por jogadores da família Mota, a vitória para eles era questão de honra, o que não quer dizer que a vitória era menos significante para jogadores e torcida do "Limão".

Os clássicos do Futsal também eram sensacionais, lembro especialmente de dois: Casa Rural X Polícia Militar e Ponte Preta X Os Delegas. Quem viu esses confrontos certamente irá lembrar desses jogos épicos. O último clássico que eu tive o prazer de assistir entre Ponte Preta X Os Delegas foi simplesmente inesquecível. A Ponte era o time a ser batido, tendo em quadra craques como Neurandir, Chiquinho (olhão), Elielson, Elenilson, Maicon e o talismã Raimilson. Nos Delegas a muralha Badaró, Rafael, Kebim, Esquerda e o técnico Fabiano (bebé) buscavam vencer a favorita Ponte Preta. O jogo foi eletrizante, Os Delegas surpreenderam utilizando Kebim como goleiro-linha, a muralha Badaró entrava nos momentos mais críticos do jogo e dava seu show particular como nos tiros livres batidos por Elielson e defendidos por ele, a Ponte Preta vendeu caro o título, mas ao final Os Delegas foram campeões daquele ano.

Que saudade do futebol xapuriense e seus clássicos eletrizantes. Ah, antes que alguém pergunte, meus times de coração na cidade sempre foram o Limoeiro e Os Delegas.

A foto acima é meramente ilustrativa, nos tempos em que Limoeiro e América desfilavam talento no estádio de Xapuri a iluminação era apenas um sonho distante.

Acompanhe aqui o blog do autor.

2 comentários:

Acea disse...

Não nego que sofro de um sério problema de nostalgia de vez em quando. E nada me provoca mais saudades do que o futebol, com suas emoções e os eternos amigos que ele proporciona. Em algumas situações na vida é uma pena saber que o tempo não volta. Obrigado ao Maxsuel por me fazer rememorar tão boas lembranças.

Leônidas Badaró.

Rivan disse...

pow vei tuh esqueçeu dos caras que jogava mais no america como toreba,zeca o zil curica esse sim davam show no america tambem ne