sexta-feira, 10 de abril de 2015

MORRE ANTÔNIO ZAINE, O “PREZADO”

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Morreu na manhã desta sexta-feira, 10, aos 87 anos, depois de sofrer uma parada cardíaca, o senhor Antônio Assad Zaine, o Prezado, como era popularmente conhecido. Paulista de Corumbataí, Antônio Zaine chegou ao Acre no dia 09 de julho de 1954, para se tornar um dos personagens mais marcantes da história de Xapuri, onde gerenciou por muitos anos a tradicional Casa Kalume.

Segundo ele mesmo contava, veio ao Acre para pescar, a convite de seu primo Jorge Kalume, ex-governador e senador do Acre. Ao chegar a Xapuri se apaixonou pelas belezas da região e logo adotou a cidade como a sua terra de coração, onde constituiu família, casando-se com a professora Déa Gomes, com quem teve dois filhos, o ex-vereador César Zaine e a professora Terezinha Zaine Sarkis.

Antônio Zaine se tornou muito conhecido em Xapuri e no Acre por ter transformado a antiga Casa Kalume em um museu informal onde reuniu com muito trabalho e dedicação elementos diversos da vivência do povo acreano, que organizados de forma cronológica, retratavam a trajetória histórica da cidade, desde a ocupação pelos primeiros nordestinos que aqui chegaram, passando pela Revolução Acreana, até os acontecimentos mais recentes do cotidiano social e político.

Enquanto seu estado de saúde permitiu, Antônio Zaine lutou para conseguir apoio das autoridades estaduais para formalizar o seu museu. Ele tentava restaurar e adequar o espaço da antiga casa aviadora, que considerava inadequado para guardar tantos elementos relacionados à história de Xapuri e do Acre. O acervo, recentemente catalogado pelo historiador Jéfferson Saady, terminou por ser parcialmente destruído pela última enchente do Rio Acre.

Além da esposa e dos dois filhos, o prezado deixa os netos Haroldo, Elias Antônio, Cesinha, Gabriel, Matheus e Aron e o bisneto Nader, filho de Haroldo. O velório está sendo realizado na Loja Maçônica Bandeirantes do Acre Nº 01 e o sepultamento ocorrerá no começo da manhã deste sábado, 11. Ao blog resta prestar solidariedade à família e agradecer pelo legado deixado por esse paulista de coração acreano à nossa terra.

Um comentário:

Câmara de Tarauacá disse...

Um homem na vanguarda da história acreana.
Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente.
Senti seu falecimento porque penso igual a ele no sentido do resgate histórico, só que aqui em Tarauacá.
Parabéns pelo seu reconhecimento.
Divulguei no meu blog.
abraço