sábado, 7 de março de 2015

PRONTO. AGORA QUEM ESTÁ ALAGADA É A MINHA MENTE…

Marcos Afonso Pontes, via Facebook.

É óbvio que nestes últimos dias, líquidos, perambulei muito por este Facebook. Para me informar e mirar as boas fotos. Mas agora, quem está alagado sou eu. Na verdade, intoxicado. Meio desabrigado de Razão.

Escrevo como simples professor e um jornalista meio das antigas.

Com as sempre honrosas excessões (no caso atual, a comovente solidariedade), está se construindo uma "psicologia" comportamental nesse Facebook. E um "modus vivendi" de exposições mútuas, egocêntricas, com uma nudez delirante, onde ausentes quaisquer senso crítico, conhecimento básico (da língua, inclusive) e limites do ridículo.

À primeira vista, parece que a química, a física, a biologia, a medicina, não fazem mais sentido. Depois, vê-se que a história, a geografia, a sociologia, são coisas inventadas há muito e esquecidas. Por fim, a quase absoluta ignorância em política, economia e, desculpem a lembrança, filosofia.

É um movimento de negação da realidade aparentemente "consciente".

O Facebook é uma plataforma de rede social muito importante. Por ser livre. Por ser hoje universal.

Justamente por isso, há espaço para tudo.

Se se democratiza o conhecimento, a informação, as amizades, dissemina-se também aquilo que todos sabiam e sabem existir, mas nunca tão manifestado: a oceânica alienação.

O Facebook é um instrumento de poder. As inconfessáveis histerias, os vis preconceitos, as limitações de pensamento, agora encontram centenas de "parceiros". Nesse encontro de semelhantes, reforçam-se ideias atrasadas, pensamentos medievais, obscurantismos e ódios. O indivíduo, achando-se num coletivo, ganha coragem, estimula-se e - por que não? - passa a destilar mediocridades com mais vigor. Afinal, ele não está mais sozinho, tem seus pares, tudo pode, ele não está frente-a-frente, sabe que não sabe e condena, ou sabe que sabe e deturpa.

Por fim, parece que não tem mais necessidade a existência de Prêmio Nobel.

Os eruditos historiadores, os economistas de renome mundial e os enormes cientistas políticos que aqui pululam, justificam o fim do prêmio.

Quer ver?

Marcos Afonso Pontes é professor, jornalista e ex-deputado federal.

Um comentário:

Marcos Afonso disse...

Muito grato pela publicação, amigo Raimari Cardoso. É uma honra, para mim, estar em seu prestigiado blog, uma das referências da imprensa acreana. Afetuoso abraço!...
Marcos Afonso.