quarta-feira, 6 de julho de 2011

Viúva fecha Casa de Chico Mendes

DSC07757

Guias da Casa de Chico Mendes, tombada no ano de 2008 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, informam que o ponto turístico foi fechado, na última segunda-feira (4), pela viúva do líder sindical, Ilzamar Mendes, que levou as chaves para Rio Branco. O prédio da Fundação Chico Mendes também foi fechado ao público.

A razão da atitude, segundo os mesmos informantes, seria o fato de o governo do Estado ter revitalizado o entorno da Casa de Chico Mendes, que ganhou a companhia de uma casa de café, do Memorial do seringueiro e de uma casa de artesanato, mas não ter feito o mesmo com o prédio da Fundação Chico Mendes, que estaria necessitando de reforma.

A notícia é mais um episódio na pendenga entre a família de Chico Mendes e o governo do Estado, que há muito tempo não se entendem sobre o gerenciamento do espaço que representa a memória do líder sindical assassinado no ano de 1988. A casa já havia sido fechada, no ano passado, por decisão da família do seringueiro sob a alegação de que o governo não estaria apoiando financeiramente a Fundação Chico Mendes.

Naquele momento, o governo do Estado informou, através da Assessoria de Comunicação, que a renovação do convênio com a Fundação Chico Mendes não havia ocorrido porque não havia recebido a prestação de contas referente ao exercício anterior, não podendo, assim, desobedecer à legislação e dar tratamento diferenciado à Fundação.

Não é demais lembrar que Ilzamar Mendes, sua filha Elenira e seu genro Davi Cunha foram denunciados pelo Ministério Público Estadual, em setembro de 2009, por atos de improbidade administrativa praticados na gestão de recursos provenientes de convênios celebrados com o governo do Estado pelo Instituto Chico Mendes, um braço da Fundação Chico Mendes, presidido por Elenira.

Na denúncia, o promotor de justiça Mariano Jeorge de Souza Melo averiguou que entre os anos de 2007 e 2009 o Instituto Chico Mendes recebeu do governo do Acre o valor de R$ 685.138,00 (seiscentos e oitenta e cinco mil, cento e trinta e oito reais), sendo que a maior parte desse dinheiro não havia sido aplicada conforme previam os objetivos dos convênios com o Estado.

O promotor constatou desvios para diversas finalidades e apropriação indevida dos recursos pelos acusados. Como exemplos dessa apropriação, Mariano citou o fato de Elenira receber salário do Instituto que orbitava em torno de R$ 4.000,00. Ilzamar, que sequer trabalhava para o Instituto Chico Mendes, recebia, conforme a denúncia, salário indevido de R$ 3.000,00.

Deusamar Mendes, irmã de Ilzamar e mulher de Zuza, irmão de Chico Mendes, foi a responsável por fazer chegar ao representante do Ministério Público em Xapuri as denúncias de irregularidades no Instituto Chico Mendes, criado em 2006 para desenvolver atividades de educação ambiental, principalmente. Ela havia sido demitida da Fundação Chico Mendes depois de lá trabalhar desde a fundação da entidade.

Na época, Deusamar afirmou que a criação do Instituto Chico Mendes foi uma estratégia usada para que Elenira pudesse assumir o comando da estrutura da Fundação Chico Mendes, mas dispondo de uma organização com situação regularizada, uma vez que a instituição criada para preservar a memória do seringueiro, a Fundação Chico Mendes, estava com suas atividades inviabilizadas em virtude do acúmulo de dívidas fiscais e trabalhistas, entre ou outros problemas.

Sobre o novo fechamento da Casa de Chico Mendes, o chefe do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural, da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, Liberalino Alves, informou na manhã desta quarta-feira (6), por telefone, que se reunirá com a direção do Iphan no Acre para discutir a situação. Segundo ele, uma posição sobre o impasse será dada brevemente pelo governo do Estado.

Dengue

Caem os casos graves confirmados e as mortes em todo o país, diz Ministério da Saúde

Os casos graves de dengue confirmados caíram 45%, em comparação ao mesmo período de 2010. De janeiro ao início de julho de 2011, foram confirmados 8.102 casos graves da doença, contra 14.685 no primeiro semestre de 2010. Os dados constam no balanço do primeiro semestre de 2011, divulgados hoje (06) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

O número de mortes pela doença no Brasil sofreu uma redução de 44% em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro até agora, foram confirmados 310 óbitos, sendo que no mesmo período do ano passado foram 554 casos. A maior dos casos graves confirmados (57%) está concentrada nas regiões Sudeste e Nordeste, nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Ceará.

O ministro da Saúde atribui a queda no número de casos graves à organização da rede pública de saúde em todo o país, a ampliação no fluxo de atendimento e, sobretudo, ao diagnóstico precoce. “Contribuíram para essa redução o esforço dos profissionais de saúde e o controle dos focos do mosquito pelas equipes de vigilância”, afirmou Padilha. Ainda, reforçou o papel da participação da população no combate à doença. “No segundo semestre, vamos aumentar a mobilização fazendo ações junto à população”, observou.

Embora o ministério tenha atingido a meta de reduzir os casos de dengue, o fato não significa que as ações devam ser amenizadas. “Temos vários tipos de vírus circulando e pessoas suscetíveis, que não foram contaminadas. Portanto, não devemos reduzir as ações, mas, pelo contrário, reforçá-las”, disse o ministro.

O secretário Jarbas Barbosa destacou a importância das ações das secretarias estaduais e municipais no combate à doença em país. “O grande desafio foi ideia de integrar o combate ao mosquito com ações de saúde e vigilância”, reforçou. No início deste ano foi publicada a portaria 104/2011, que estabeleceu a obrigatoriedade da notificação imediata dos casos graves e óbitos por dengue pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. O sistema mais sensível permitiu a orientação da assistência nos estados e municípios com informações em tempo adequado.

As regiões Sudeste e Nordeste concentram o maior número de mortes confirmadas. A maior incidência de óbitos (70%) ocorreu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, além do Amazonas (região Norte). Por outro lado, nos estados de Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Piauí, Paraíba, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, houve uma redução significativa no número de mortes, em comparação com 2010.

Notificações

O número de notificações também sofreu redução no primeiro semestre de 2011. De janeiro a início de julho, foram 715.666, contra 874.793 em 2010 – queda de 18%. A região Sudeste tem o maior número de casos notificados (338.307 – 47%); seguida da Região Nordeste com (157.297 casos – 22%); Norte (110.711 – 15%); Sul (56.930 – 8%) e Centro-Oeste (52.421 – 7%). Na análise comparativa com 2010, houve redução destes casos nas regiões Sudeste de 25%; no Centro-Oeste de 74% e um aumento nas regiões Norte (65%) e Sul de (43%).

Dos casos notificados, 75% estão concentrados em oito estados: Rio de Janeiro (137.335); São Paulo (11.406); Amazonas (57.117); Ceará (56.390); Paraná (55.029); Minas Gerais (49.883);Espírito Santo (39.683) e Bahia (30.588). 

Circulação Viral

A Dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância virológica em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 1 no país. Foram constatadas, porém, uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV 4. Esse cenário, associado às condições ambientais, permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti em nossas cidades e alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados no verão de 2012.

Com informações da Agência Saúde.

Gomercindo Rodrigues

gomercindo05072011a

Montezuma Cruz

Ativista estudantil e ambiental nascido em Caracol, na fronteira brasileira com o Paraguai, Gomercindo Rodrigues, o Guma, 52 anos, é advogado há 13. No dia seis de abril de 1983, formado em Agronomia, desembarcou em Rio Branco (AC), na Amazônia Ocidental. Trabalhou na Colonacre, na Emater, deixou o governo estadual por discordâncias de atuação e virou agricultor por seis meses num projeto do Incra. Contraiu duas malárias.

Conheceu o líder seringueiro Chico Mendes, de quem se tornou um dos mais fortes aliados e com quem esteve até os minutos que antecederam o seu assassinato, ao anoitecer de 22 de dezembro de 1988. “Ele foi meu grande mestre: ensinou-me a resolver situações complexas de forma simples, na linguagem dos seringueiros”, disse.

Durante a ditadura militar, Guma participou de cinco greves. até que o Centro Acadêmico de Agronomia conseguiu a área de 90 hectares onde está localizada a Universidade Federal da Grande Dourados. Com a criação do Diretório Central dos Estudantes da UFMS, do qual foi o primeiro presidente, tomou parte no movimento pelas Diretas já em Mato Grosso do Sul.

Recém-formado e com vontade de trabalhar, aceitou o convite de um colega que ia para o Acre, com trabalho garantido.

“O que eu aprendi com os seringueiros sobre meio ambiente, ecologia e direitos, não aprenderia em nenhuma universidade do mundo. Também tenho essa gostosa ‘dívida’ para com meus amigos e amigas da floresta”.

Cidadão acreano, no ato dos 20 anos do assassinato do líder ecologista, em 2008, ele recebeu o Prêmio Chico Mendes de Florestania, por ter relação com a luta dos trabalhadores rurais no Acre. Seu livro “Caminhando na Floresta” foi traduzido para o inglês e lançado nos Estados Unidos e Canadá, Editora da Universidade do Texas, com o título: “Walking the Forest with Chico Mendes: struggle for Justice in the Amazon”.

Leia, na Agência Amazônia, a entrevista completa.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pisos Xapuri

Secretário de Floresta nega boatos sobre demissão em massa na fábrica

A semana em Xapuri começou com um rumor sobre possível demissão em massa de funcionários da fábrica Pisos Xapuri, empreendimento do governo do Acre que é administrado, no sistema de arrendamento mercantil, por um consórcio privado que reúne as empresas Ouro Verde, Laminados Triunfo e Albuquerque Engenharia.

A informação veio de parte dos próprios funcionários da fábrica que assinaram aviso prévio na semana passada sem receber maiores informações do que estaria acontecendo. Segundo um deles, até mesmo os cargos de gerência estão de aviso prévio. A falta de esclarecimentos fez, inclusive, surgir um boato de que a indústria florestal poderia estar fechando as portas.

Na tarde desta terça-feira, por telefone, o secretário de Floresta do governo, João Paulo Mastrângelo, negou que haverá demissões na fábrica e descartou qualquer possibilidade de a indústria parar o seu funcionamento. “A fábrica vai entrar em um momento de reavaliação do processo de aquisição da matéria-prima, mas continua funcionando normalmente”, afirmou ele.

O secretário afirmou também que o fato de os funcionários estarem de aviso prévio não passa de uma estratégia comum em indústrias desse tipo de atividade em época de entressafra, não significando, necessariamente, que os trabalhadores serão demitidos, mas que informações mais detalhadas desse procedimento só poderão ser fornecidas pelas empresas que administram o empreendimento.

Tentei manter contato também com o empresário Mário Santin, dono da empresa Ouro Verde, uma das arrendatárias da fábrica, mas ele não atendeu às chamadas feitas ao seu telefone celular. A Pisos Xapuri tem hoje cerca de 190 funcionários contratados, que pelas informações do secretário João Paulo, podem dormir um pouco mais tranquilos.

A fábrica Pisos Xapuri Importação e Exportação Ltda. recebeu investimentos de R$ 32,15 milhões em recursos do BNDES e do Governo do Estado Acre. Possui 330 metros quadrados de área construída e tem, segundo informações da Secretaria de Floresta, uma produção mensal que gira em torno dos 1.300 metros cúbicos de madeira serrada, com consumo anual, em toras, de 40.000 a 50.000 metros cúbicos por ano.

Cobra no ninho tucano?

Do blog do Maxsuel Maia

O ninho dos tucanos anda agitado nos últimos dias, membros da executiva estadual e lideranças de vários municípios reagiram de forma veemente contra a atitude do Deputado Federal Márcio Bittar, que pediu a intervenção da executiva nacional do PSDB para alterar o calendário das eleições de diretórios no estado do Acre. Lideranças estaduais como o Deputado Estadual Major Rocha e o Secretário Geral do partido no Acre, Frank Lima, deram duras declarações repudiando o que consideram “uma puxada de tapete”, por parte de Márcio Bittar.

Segundo matéria do site AC 24 horas, as lideranças do PSDB em Xapuri seguiram o coro do resto do estado, se mantendo contra a atitude de Márcio Bittar. A professora Edna Barbosa, líder do partido no município, teria feito a seguinte declaração: “Vamos com o Bocalom para onde ele arrumar sua mala, porque confiamos na sua pessoa.”

Marcinho Miranda, pré-candidato a prefeitura de Xapuri e menino dos olhos de Tião Bocalom, foi ainda mais duro e declarou: “Nunca vi se construir algo puxando o tapete dos outros. É muito fácil pegar uma casa construída e querer assumir como dono. Não aceitaremos esse tipo de intervenção.”

Esse é o cenário no PSDB às vésperas das eleições municipais do ano que vem. O partido está rachado ao meio, muito em razão da disputa pessoal entre Márcio e Bocalom pela candidatura à prefeitura de Rio Branco. Esperemos então para ver quem ganhará essa queda de braço, de um lado Márcio Bittar e seu prestígio junto a executiva nacional do partido, do outro Bocalom e o apoio que ele tem das principais lideranças locais, dentre elas os xapurienses Edna e Marcinho.

Clique aqui para ler o Edital de Convocação para a eleição do PSDB.

Chega de vereadores

Do blog do Léo Rosas:

Não é apenas no Acre que o aumento do número de vereadores está sendo debatido. Esse é um assunto que agita vários municípios. Em Jaraguá do Sul (SC), porém, os moradores não parecem querer aumentar a representação. Veja os outdoors que foram espalhados na cidade. Se a moda pega...

Seresta

CONVITE SERESTA II

Os músicos Antônio Magão e Luiz Beleza realizam uma Noite de Seresta nesta sexta-feira (8), no Err’s Bar, ao som do grupo Flash Back. A intenção da dupla é oferecer ao público local uma opção aos tradicionais batidões dos finais de semana. Coisa pra quem gosta de dançar agarradinho ao som de uma boa música. Mesas ao preço de 20 reais e entrada individual a 5. É só clicar na imagem para visualizar melhor as informações.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Zenair Ferreira

posse_zenair_jul11_tjac_3

A comarca de Xapuri está sem juiz de direito titular nas varas cível e criminal. A Juíza Zenair Ferreira Bueno Vasques Arantes, que estava acumulando as duas funções depois da saída do juiz Anastácio Menezes, que era o titular da vara criminal, foi promovida e  assumiu, na última sexta-feira (1º), a titularidade da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco, localizada no Fórum Barão do Rio Branco.

Zenair Ferreira deixa a Vara Cível da Comarca de Xapuri após quase 10 anos de exercício. Ela foi escolhida durante Sessão do Tribunal Pleno Administrativo, realizada em 8 de junho deste ano. A Corte de Justiça Acreana decidiu, em caráter unânime, promovê-la pelo critério de antiguidade à Entrância Especial, segundo informa a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça.

Durante o tempo em que permaneceu em Xapuri, a magistrada chamou a atenção da imprensa acreana com o chamado “Caso da Vacas”, quando expediu mandado contra o fazendeiro Edwin Macowiski, arrestando 744 cabeças de gado das fazendas Ouro Branco e Vaca Branca numa ação de cobrança de dívida de autoria do também fazendeiro João Evaristo de Souza.

Para execução da sentença, foi necessário um aparato policial composto por dezenove PM’s e todos os animais arrestados foram marcados com as iniciais “TJ” (Tribunal de Justiça). A operação de transporte do gado entre as fazendas de Macowiski e João Evaristo durou cerca de três dias. Leia mais sobre o caso no Ambiente Acreano.

O caso ganhou repercussão porque o Pleno do Tribunal de Justiça do Acre reformou a sentença da juíza e determinou que o gado fosse devolvido a Edwin Macowiski. Depois de ficar sujeita a processo no Conselho nacional de Justiça por desobediência à decisão judicial, a magistrada determinou então que João Evaristo procedesse devolução dos animais, e como não conseguiu cumprir o prazo exigido, o fazendeiro acabou sendo preso por ordem de Zenair Ferreira.

Por enquanto, o juiz da comarca de Brasiléia, Daniel Gustavo Bonfim, está respondendo também pela comarca de Xapuri.

Professor Eusébio

Xapuri perdeu nesta segunda-feira um dos seus maiores símbolos de dedicação à educação do município. Morreu nesta tarde, por volta das 16 horas, em Rio Branco, o professor Eusébio Ferreira Lima, 76, que lutava contra um câncer de pulmão.

Filho de agricultores, Eusébio Ferreira enfrentou muitas dificuldades para se educar. Formado em Matemática pela Universidade Federal do Acre, foi inspetor de ensino durante muitos anos em Xapuri.

O corpo deve chegar a Xapuri ainda na noite de hoje e será velado no salão da Loja Maçônica Bandeirantes do Acre nº 1, da qual era membro. O sepultamento ocorrerá nesta terça-feira, no cemitério São José.

Mensagem

Eden Mota

Amigos xapurienses,

Oficialmente, ainda não tomei conhecimento de nenhuma ação judicial movida contra a minha pessoa ajuizada por Vereadores de Xapuri. Deixo claro a todos que estou muito tranquilo para responder qualquer ação, mesmo porque tenho plena certeza que seremos vitoriosos perante o Judiciário.

Tenho tanta convicção, que não aceitarei qualquer conciliação, no entanto, ao final iremos requerer a condenação dos mesmos na sucumbência. O problema é que eles querem impedir as pessoas de tecerem críticas contra suas formas de atuarem perante o Legislativo Municipal. Xapuri inteira sabe que nossos Vereadores não correspondem aos anseios da população para o cargo que foram eleitos.

A seguir, transcrevo posicionamento do STF acerca dos agentes políticos.

Clique nas imagens para ampliá-las.

clip_image002

clip_image004

clip_image006

clip_image008

Um abraço a todos.

domingo, 3 de julho de 2011

Léo Rosas

blogdoleo

Meu amigo Ermício Sena telefona para passar o aparelho a Leonildo Rosas, hábil escriba da coluna Poronga, do jornal Página 20. Recebo elogios de reconhecido nome da imprensa acreana pelo modesto trabalho que tenho feito neste mais ainda modesto blog das terras xapurienses. Bondade do bom jornalista.

Léo Rosas, como é mais conhecido entre os colegas de profissão, é uma das fontes mais citadas neste espaço da terra da caxinguba. Discordo de alguns de seus pontos de vista, como é natural, mas admiro sua escrita hábil e seu grande conhecimento sobre a realidade política do mundo aquiri.

Clique na imagem para ler o blog do Léo.

Despedida

conca

O Fluminense perdeu, nesta última semana, sua maior estrela dos últimos tempos. O argentino Darío Conca, maior responsável pelo título brasileiro do ano passado, troca – com toda razão - o tricolor das Laranjeiras pela consolidação da sua vida financeira. Vai faturar 2,5 milhões de reais por mês no Guangzhou Evergrande, da China, que pretende se tornar uma espécie de Chelsea do futebol asiático.

No tricolor carioca, Conca ganhava 700 mil reais por mês, dos quais 500 mil eram pagos pela Unimed. Apesar do salário não ser nada desprezível, o Fluminense nunca valorizou o futebol do argentino como deveria. Para se ter uma ideia do que digo, até o final do ano passado, Conga recebia pela sua categoria com a bola nos pés o valor de 280 mil reais contra os 700 mil pagos para que Fred e Deco frequentassem a enfermaria do clube.

Apesar de ficar triste com a despedida de Conquinha, apoio sua decisão de aceitar a proposta dos chineses. Mas pior do que ver o maior craque do meu time de coração ir embora foi assistir em um programa do canal Sportv o ex-jogador Müller, que acabou na esbórnia com tudo o que ganhou no futebol, criticar a atitude do craque argentino (veja aqui) de procurar resolver a sua vida financeira.

Saudade do Armando Nogueira

José Augusto Fontes

Via blog do Altino

Cadê você, Armando? Hoje, amanhã e depois, o esporte vai carecer do teu olhar comprido, o futebol vai querer o teu passe preciso, toda mídia vai lembrar do teu jeito querido, e a gente vai sentir a tua falta, vai procurar pela tua inspiração de menino peralta contido, vai querer sentir a tua experiência de homem apaixonado, encantado, articulado e vivido.

Sim, a razão foi sempre tua, e o Rio Acre é teu, como também é tua a princesinha Xapuri em que você nasceu. Agora mesmo, sinto que o nosso rio já teceu umas rendinhas de emoção e começa a seguir ao teu encontro, passeando pela imensidão dessa Amazônia, vagueando do Aquiri para o Rio de Janeiro, com ondinhas de imaginação, para beijar o teu segundo berço, para roçar o leito da tua despedida, levando a mesma mensagem do velho rio que te banhou a infância, que é mistério e consolação, a mensagem de passar sem sair do lugar, como as águas do teu Acre, que fingem partir, sem deixar de estar.

Cadê você, Armando? Hoje, amanhã e depois, lances geniais vão carecer do teu comentário, o povo vai querer o teu imaginário, a platéia vai lembrar da tua tática incomparável, a gente vai sentir falta da tua revelação memorável. Na tua ausência física, teremos que matar a saudade no peito e driblar a emoção. E essa emoção é única.

Sim, você foi aviador, músico e mágico. Sempre houve um drible qualquer em teu olhar, no teu pensar. Havia uma espécie de firula no teu escrever poético, um passe longo e certeiro no teu dizer arteiro, e isso vai ficar. Havia um gesto quase tímido, havia uma procura e um amor, havia um homem dedicado, resolvido, decidido. E por tudo isso, para bem adiante do momento, há um sentimento coletivo que vai ficar. Como vai ficar a velha vontade de contigo conversar, por isso escrevo esta mensagem da floresta, por isso sei que o céu está em festa.

Cadê você, Armando? Já está chegando outra Copa! Há craques para você ver, segredos para dizer, anseios para sofrer. Há uma multidão te esperando, uma nação já quase te escutando, os minutos estão passando. Quem vai ganhar, Armando? Ah, você já sabe. Mas você não diz, pra não perder a graça. Tudo bem. Isso mesmo, disfarça, assiste lá do alto, comenta do além. Isso mesmo, é tudo ilusão, está tudo passando. Ou permanecendo. Até parece que a gente está vendo você abrindo os braços e correndo outra vez nos gramados, assim tabelando com sonhos e driblando o passado. Isso mesmo. As jogadas da vida são bolas de fogo que você, um craque dos tempos, chutou como ninguém. Até parece que a gente está vendo, ouvindo, sentindo. É tudo enfeite, é um jogo, e no vídeo tape do sonho, a história gravou.

José Augusto Fontes é poeta, cronista e juiz de direito acreano.

Passaredo

Luís Angelo Vilela Tannus

Cuidado bicudo, cuidado arara, cuidado azulão!
O homem que pega, que fere e escraviza chegou.
Cuidado canário, cuidado sanhaço, voa gavião;
O homem que prende, que mata e que vende te olhou.

Cuidado na mata, senão ele mata.
Cuidado no chão, senão ele pisa.
Cuidado na água, senão ele fisga.
Cuidado no ar, senão ele mira

E atira...

Cuidado no rio, no mar, no canal,
Cuidado na terra, no campo, na fonte;
Aos carrapateiros que limpam curral,
Cuidado na cerca, no gado e no monte.

Cuidado dobrado, tenham no arrozal.
Cuidado também ao pousar na roseira.
Cuidado graúna, cuidado pardal,
E o pica-pau, que tem asa ligeira.

Cuidado araponga, inhambu e tiziu,
Cuidado pombinha, mantenha-se alerta,
A sanha do homem é pior que o fuzil,
Te olha, te mira, te atira, te acerta.

Cuidado perdiz, cuidado andorinha,
Cuidado ararinha, cuidado falcão;
Cuidado tesoura, cuidado rolinha,
Cuidado com o tiro, a pedrada, o alçapão.

Cuidado gaivota, cuidado marreco.
Avise ao jacu, ao tucano e à mulata.
Cuidado que o homem te dá um peteleco,
Te prende, te humilha, te fere e te mata...

Clique aqui para ler outras poesias do autor.

sábado, 2 de julho de 2011

Morre Itamar Franco

itamar2

O senador e ex-presidente da República Itamar Franco (PPS-MG) morreu neste sábado (2), aos 81 anos, em São Paulo, vítima de leucemia. Ele sofreu uma acidente vascular cerebral (AVC)  na UTI onde estava sendo tratado de uma pneumonia decorrente da doença.

Itamar foi presidente da República entre 1992 e 1994, depois do impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor. Itamar foi também governador de Minas Gerais, senador durante 16 anos, prefeito de Juiz de Fora por dois mandatos e embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos em Portugal e na Itália.

Seringal Albrácia

José Cláudio Mota Porfiro

A poeira é quase areia, de manhãzinha, nos caminhos e varadouros do campo e da mata. Pés descalços pisam-na e a sentem friinha. Há orvalho nas sororocas e mata-cavalos e cipós de fogo. A caminhada é ainda lenta e preguiçosa. Tenho treze anos, sou criado na cidade e, em vista da falta de hábito, ainda estou um tanto sonolento. O roçado não é tão longe. Eu e minha tia levamos uma enxada e um terçado, cada um. O primo de doze anos vai à frente portando uma espingarda calibre 28. Há tatu, paca, cotia, mutum, canção e muitas imbiaras. A intenção é que nós menores revezemos a enxada que vou levando.

De cima de um morrete, avisto a plantação. Aos meus olhos é gigantesca, e muito sozinha. Há mandioca de fartura. Há bastante cana caiana, algumas ainda pendoando. Há velhos pés de milho sobre os quais o feijão amadureceu. Há tocos e troncos de árvores mortas, enegrecidas pelo fogo do roçado, sobre os quais o gurgutuba já está seco e em ramas emboladas, pronto para ser batido. É julho no seringal.

A grande roça de macaxeira deve ser conservada limpa a enxada, por obra das mãos grossas de minha tia, irmã de minha mãe, uma índia grande, bonita e de cabelos longos e brilhantes em banha de porco perfumada. O feijão de arranca - gurgutuba - deve ser arrancado à mão, mas só a partir de amanhã, terça. Na sexta, cortaremos e transportaremos cana no lombo do Fogoso, um burro bastante dócil, quase preguiçoso, e, no sábado, faremos uma grande moagem para a produção de rapadura, mel, alfinim e açúcar gramixó... Bom é lembrar que a bóia, o pão nosso do almoço e da janta, fica por conta de Maria José, minha prima de sete anos apenas... Espírito e coração de valentes!...

É terça de manhãzinha e o caminho orvalhado é o mesmo. São seis e meia e já estamos colocando a rama do feijão seco sobre uma velha lona. Às nove, de posse de cacetes de maçaranduba, passamos a bater na trouxa amarrada onde os feijões se soltam das vagens. A russara dá coceira no corpo inteiro do aprendiz da vida dura. É isso o dia todo e também na quarta e na quinta. Acabamos, enfim. Agora, tudo fica por conta da tia Nalgídia que, habilmente, sacode o gurgutuba no ar, a partir de uma peneira grande, com a finalidade de livrar-se dos restos de folhas e gravetos.

É sexta e a faina dobra porque, a partir das cinco da manhã, já é hora de ir para o roçado cortar a cana, cedinho, para pegar menos russara. É muita cana. O burro Fogoso dá umas vinte viagens, cada uma, carregando umas cem ou mais. A tia foi cortar uma estrada de seringa e nós, meninos, de tarde, vamos colher o látex com o qual será feita uma bola de jogar e uns sapatos de seringa caprichados. O tio está azeitando as moendas e limpando o vasilhame a ser utilizado na moagem, inclusive o tacho.

Dormirão no Morada Nova - nome da colocação - o Aprígio, o Arigó, o filho do seu Salvador e um peruano conhecido por Valvito. Chegaram já era tardinha para botar força na engenhoca.

Às três da manhã faz um frio da peste, no dizer do tio Perneta. Porongas e lamparinas iluminam a madrugada. Os quatro homens se abraçam com a engenhoca; e haja força. Eu, o primo Ireno e o menino do seu Salvador ficamos pegando o bagaço para devolvê-lo à minha tia, esta, encarregada de, mais uma vez, enfiá-lo nas moendas gritantes. Às dez, a parte mais pesada está concluída. É hora do fogo no tacho. É a vez de a minha avó mostrar todo o engenho e a arte nordestinos para dar o ponto na garapa que vira mel. E é abelha pra todo lado! Agora mesmo uma me pega pelos beiços que logo ficam por acolá. Doeu que só o cão!

Domingo não é dia de trabalho. É dia de divertimento. Por isto, a pedida é pescar no igarapé Miguel Doido. Fomos de manhãzinha... Comemos traíras fritas fresquíssimas com feijão e arroz. Dos deuses! Conversamos potoca, chupamos laranja e lemos folhetos de cordel sentados na beira da barraca. Agora, colocamos arreios em dois potros, para os mais novos. O tio monta uma égua quase dourada de nome Lalinha. Na primeira arrancada rumo à porteira, de repente, eis que a minha montaria estancou e eu fui cuspido indo ter com as fuças numa toceira de capim santo... Fiquei todo ralado... É pra aprender...!

É domingo novamente. É bom chegar ao barracão do Albrácia aí pelas oito para uma pescaria no rio Acre ou no igarapé Morro Branco, porque os adultos ainda não estão bêbados. Depois, a cachaça corre farta e, lá pelas cinco quase seis, passou por mim um pai trambecando, com um garotinho de uns dois anos num jamaxi, uns três outros meninos ou meninas atrás, a pé em suas roupinhas quase andrajosas, e a ainda jovem mãe atrás da turminha tão triste... E pensar que o pai, naquele estado, está acostumado a atravessar as famigeradas pontes, no escuro, e as crianças também, inclusive, o que vai dormindo no jamaxi... Se morre, não sabe nem porque já está no céu e já tem asas... Ó Deus de misericórdia!

Num desses domingos, o menino do comboieiro Guilherme, de uns onze anos, campeava o gado e viu um seringueiro bêbado querendo atravessar o igarapé Morro Branco. O homem disse-lhe que jogasse a corda amarrada na chincha do burro; ele se amarrou pela cintura e saltou no igarapé em repiquete, pela última vez, o burro empacou, não saiu do lugar e o Zé Vaz morreu afogado deixando a mulher e oito filhos. Ó céus!

O parapeito é quase uma instituição seringueira. De tardezinha, aos domingos, é praxe ficar ali planejando não-sei-o-quê. Eles sonham em “derribar” a casa de palha e fazer uma nova, agora coberta de zinco, o sonho de qualquer morador da mata.

Fato é que, depois, a madeira foi comprada e serrada, o zinco também. E tudo ficou aguardando o verão, época em que seria tornado realidade o grande sonho. Mas veio o infausto. O menino mais novo, de criação, acendeu um cotôco de vela por sobre uma barata cascuda. Esta, num piscar de olhos, subiu pelo barrote da casa velha, foi pela parede de paxiúba e, enfim, alcançou a palha. Pegou fogo a madeira. O zinco derreteu. O sonho ruiu. Fazer o quê!... Compraram uma casa “na rua”, em Xapuri.

No aceiro do campo, perto da cerca, há uma cajazeira enorme, onde os meus tios depositam quase sempre um copo de cachaça em honra do caboclinho da mata, uma entidade dita espiritual em que a seringueirada toda acredita, apesar dos milagres de São Sebastião, o guerreiro que, lá de cima, nos livra da onça, da cobra ou da queda de uma ponte qualquer, estas, sempre feitas de um só tronco de bacaba ou patoá ou jitó ou manitê... São tantas, principalmente no inverno...

Atividade difícil também é cortar cavaco para o defumador. O instrumento é o machado sobre o qual também tenho alguma habilidade; mas o corte na árvore já derrubada deve ser milimetricamente calculado, a olho, de forma a que o cavaco saia perfeito para os fins que lhe cabem. Há uma certa árvore cujo lenho faz mais fumaça que as outras na hora da coagulação do látex. Vai-se pela floresta adentro até encontrar o bendito pé de breu rosa.

Todo o relato acima data de três ou mais décadas de vida de uma família que, como tantas, sonhou que sonhou, mas realizou quase nada ou muito pouco. Os igarapés, os varadouros, o verde, os roçados e aquela gente concreta, hoje, já não são os mesmos. Viraram defuntos que já não sonham mais, com raras exceções. O próprio barracão do Albrácia ruiu há uns trinta anos.

Tudo são coisas de um outro tempo... Tudo por lá é, hoje, tão melancólico, principalmente, porque me vem à lembrança um excerto de 1859, de Robert Ave-Lallement (citado por Laélia Rodrigues): “impenetrável floresta ensombra a superfície da maioria dos rios e cobre imensas planícies de eterna verdura que, com as torrentes, oferecem a imagem do infinito.” Já não é bem assim...

Antes tão rijo e sonhador, Raimundo Nonato, o velho tio cearense, de Morada Nova, ficou cego devido a fumaça do defumador que lhe envenenou os olhos. Depois, emagreceu, arqueou pra frente, arranjou uma bengala e, enfim morreu, na Rua Major Salinas, em Xapuri. Com a velhinha, minha tia, um ano depois, aconteceu o mesmo.

São vidas de pessoas humílimas que também contribuíram com o seu esforço e o seu sangue para a honra e para a glória desta terra de caudilhos.

José Cláudio Mota Porfiro é escritor xapuriense, doutor em História e Filosofia da Educação pela Unicamp, professor universitário e mais uma porrada de coisas. É também autor do livro de crônicas Janelas do Tempo. Escreve no blog Impressões Gerais.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

23 anos

Completo neste 1º de julho 23 anos de atuação profissional na Rádio Educadora 6 de Agosto. Quem acompanha meu trabalho na emissora ou mesmo minhas postagens neste blog sabe que a velha “6 de Agosto” faz parte da minha vida. Estou muito grato pela homenagem prestada a mim pelo blog Xapuri Amax, da Associação da Polícia Militar em Xapuri. Muito gentil o capitão Denílson Lopes ao me entrevistar e publicar naquela página um pouco da minha história como radialista.

E essa história começou aos 16 anos, depois que fui admitido pelo então prefeito Wanderley Viana, que atendeu a pedido do ex-prefeito Édson Dantas, marido de minha tia Meire Figueiredo, irmã de minha mãe adotiva. Depois de uma conversa rápida no gabinete de Viana, naquele dia 1º de julho de 1988, uma sexta-feira como hoje, fui mandado me apresentar na Rádio Educadora 6 de Agosto para substituir o técnico de som removido para outro setor da municipalidade por um motivo que não me recordo.

Eu já era muito ligado a tradicional emissora por dois fortes motivos, primeiro por ter herdado de meu pai o gosto pelos programas radiofônicos, tanto da própria Educadora como da Rádio Nacional da Amazônia, onde faziam sucesso os locutores Edelson Moura, Márcia Ferreira, Tia Leninha e outros. O segundo motivo foi o apego que sempre tive com meu ex-cunhado, Aílton Farias, um dos muitos ícones do rádio em Xapuri.

Com Aílton Farias, eu, ainda criança, frequentava os estúdios da rádio e a cabine de transmissão, no velho estádio Góes e Castro, dos disputados jogos do campeonato xapuriense. Lembro-me que Xapuri tinha um excelente futebol, recheado de estrelas, times tradicionais, muita organização e todos os jogos eram transmitidos pela rádio por locutores como o próprio Aílton e Andrias Sarkis, que tinham status de estrelas.

Ao chegar à rádio, conheci figuras marcantes na minha vida, como o inesquecível Messias Cavalcante, já falecido; meu grande amigo-irmão Nader Sarkis, em quem sempre me espelhei; e o hoje comerciante Sebastião Rodrigues, que foi o cara que me ensinou as manhas da técnica de som. Messias e Nader foram os caras que forjaram o profissional que sou hoje, um radialista que não se considera bom nem ruim, mas que tem procurado, nesses anos, ser autêntico e honrar a bonita história que essas e outras pessoas escreveram nesse lugar tão especial e importante para mim, que é a velha “6 de Agosto”.

Recordo-me também, com imenso carinho, do primeiro locutor com quem trabalhei, na função de sonoplasta, o grande Francisco Silva de Oliveira, ou simplesmente Chico Silva, uma das figuras mais fantásticas com quem tive o prazer de conviver. Chico lia muito pouco, mas tinha grande facilidade de comunicação e parecia conhecer cada um dos moradores dos seringais do município de Xapuri. “Cruz de maçaranduba” e “Se não ajuda, não atrapalha”, são dois bordões inesquecíveis do grande Chico Silva.

Outra pessoa com quem tive uma ligação muito forte nesta trajetória na Rádio 6 de Agosto foi Walter Nicácio Pereira, uma figura extraordinária que deixou sua marca impressa na história da emissora. Walter tinha uma personalidade marcante e uma grande identificação com o ouvinte da zona rural. Costumo dizer que ele não era locutor e sim animador de rádio. Fazia sucesso em qualquer evento em que houvesse um microfone ligado. Quanta saudade.

Impossível lembrar de todos os amigos que passaram pela rádio durante a minha trajetória, por isso peço desculpas a quem não for citado, mas também fazem parte deste rol, entre outras tantas, figuras como: Francisco Monteiro Franco, João Barbosa de Farias, Francisco Pereira, Ormindo Salim, Ricardo Melo, Uziel Alves, Ilário Rodrigues, Aldemir Rodrigues, Luiz Soares, Valdimar Barbosa, Joncirlei Barbosa, Joseni Oliveira, Odahil Cardoso Monte, Ana Paula Braga e vários outros.

Cansado de Roubar

Cansado de roubar

O bilhete acima foi deixado por um ladrão de uma agência de empregos na cidade de  Americana (SP). “Vou levar só os notebooks, deixo os computadores, mas por favor arrumem um emprego para mim. Tô cansado de roubar”, diz o recado. Clique.

Eden Mota

O ex-blogueiro Eden Mota voltou à pena para explicar aos leitores que sua decisão de findar com o Xapuri Urgente não foi motivada por nenhum tipo de “constrangimento”.

Eden explicou que está se preparando para fazer alguns concursos públicos e, por isso, não teria tempo para se dedicar ao blog.

Diz que estudará por um ano e que depois voltará a comentar a “falta de cuidados” que os homens públicos têm com Xapuri.

A propósito, fui informado hoje que no próximo dia 28 de julho ocorrerão audiências relativas a ações individuais que vários vereadores moveram contra Eden Mota.

Os vereadores pretendem também convocar o ex-blogueiro à câmara para explicar o que ele quis dizer com os termos “parasitas” e “sugadores do dinheiro público”, direcionados aos representantes do legislativo de Xapuri através do extinto blog.

Sem entrar no mérito da pendenga entre Eden e os vereadores, fico aliviado em saber que o fim do Xapuri Urgente não decorre de qualquer pressão relacionada à repercussão que seus comentários alcançaram.

Críticas, desde que responsáveis e desprovidas de qualquer má intenção, são sempre necessárias, tanto para quem sabe lidar com elas quanto para os que são acostumados a ouvir apenas o que lhes convêm.

É necessário também que as respostas às críticas não se deem apenas no âmbito judicial ou no reservado das esquinas. O bom debate, franco e aberto, é boa maneira de manter informado aquele que tem todo interesse no assunto: o povão.

Cão chupando manga

Cao_chupando_manga

Boa sexta-feira.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Trânsito

A diretora-geral do Detran, Sawana Carvalho e o comandante da Polícia Militar do Acre, coronel Anastácio, estiveram em Xapuri no início desta semana para entregar duas motocicletas que vão ser utilizadas no fortalecimento do serviço de fiscalização de trânsito. Leia mais na Agência de Notícias do Acre.

Desmatamento na Amazônia

Em maio, 268 km² foram desmatados na região; floretas do Acre foram as menos afetadas

Altino Machado

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quinta-feira (30), indicam que no último mês de maio 268 km² de áreas de florestas sofreram corte raso ou degradação progressiva na Amazônia.

Segundo o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), do Inpe, a distribuição do desmatamento verificado por satélites em maio foi mais grave em Mato Grosso (93,7 km²), Rondônia (67,9 km²) e Pará (65,5 km²).

Em maio, o Acre registrou apenas 0,4 km² de desmatamento, seguido pelo Tocantins (43,3km²) e Amazonas (29,7 km²).

O DETER dá suporte à fiscalização, mas não fornece um mapa fiel do desmatamento mensal da Amazônia. Isso é devido à resolução pouco detalhada dos satélites utilizados e à cobertura de nuvens, variável de um mês para outro.

Segundo o Inpe, a vantagem do sistema está na rapidez com que é capaz de detectar novos desflorestamentos, possibilitando gerar em um curto período de tempo, dados para a fiscalização. A agilidade possibilita conter os desmatamentos antes que o mesmo tenha se completado.

São mapeados pelo Inpe tanto o desmatamento por corte raso quanto as áreas em processo de desmatamento por alteração da cobertura florestal. Como grande parte das alterações só é percebida quando ocorre uma alta intensidade de perturbação, esse tipo de desmatamento é denominado degradação florestal progressiva.

Mudança de hábitos

Doenças como o câncer impactam na rotina de pacientes e exigem modificações nas atividades cotidianas, mas o importante é não desanimar  

Assessoria da Pfizer

Trabalhar, cuidar da família, fazer algum esporte e ainda ter disposição para o lazer. Quando uma doença como o câncer passa a fazer parte da vida de um paciente, esses hábitos acabam sendo impactados. É importante tentar manter ao máximo as atividades cotidianas do paciente, como as profissionais e a prática de esportes, mas nem sempre é possível. Por isso, a melhor opção é realizá-las ciente das limitações: se o paciente tiver anemia, precisará caminhar menos ou, se sentir muita dor, provavelmente não poderá trabalhar.

Em casa, adaptações também são necessárias: se o paciente com câncer costumava ser responsável por cozinhar as refeições, cuidar das plantas ou do cachorro, ele pode passar a controlar a contabilidade, por exemplo. Na hora das compras, recorrer à internet é uma ótima opção, evitando desgastes com locomoção e trânsito, lugares cheios e esforço para carregar sacolas. É preciso também aprender a pedir ajuda, já que é completamente normal precisar de apoio devido às limitações impostas pela doença. Por isso, é sempre bom poder contar com parentes, amigos, funcionários ou cuidadores – seja para uma troca de roupa ou para ir a uma consulta médica.

Para os que apreciam festas, a sugestão é selecionar apenas as comemorações mais especiais e organizar com antecedência as compras, o cardápio, a decoração e arrumação da casa. Novamente, é essencial contar com a ajuda de outras pessoas para não se sobrecarregar. Se há planos de viagens nos feriados para visitar parentes, pode ser melhor abrir mão da hospedagem na casa desses conhecidos. Às vezes um hotel garante mais tranquilidade, privacidade e descanso ao paciente com câncer.

Já num relacionamento, além do impacto psicológico, a sexualidade é outro aspecto atingido pelo câncer. Isso porque o paciente pode sofrer com fadiga, náuseas e até mesmo disfunção erétil. Para isso, paciência, apoio e compreensão do paciente e seu parceiro são imprescindíveis.  

Esse quadro de dificuldades enfrentadas pelo paciente com câncer tem sido atenuado com o passar dos anos, devido às mudanças na forma de lidar com a doença. O que se vê é uma conscientização maior por parte do paciente, diagnóstico mais precoce, além de um suporte multidisciplinar mais estruturado: nutrição, analgesia, psicológico, entre outros. Há ainda tratamentos atuais que realmente contribuem para uma melhoria na qualidade de vida do paciente.

Entre essas opções modernas estão as terapias-alvo. Elas têm como principal característica a seletividade da ação, atingindo preferencialmente partes importantes das células tumorais – diferentemente da quimioterapia tradicional, que ataca todas as células que se multiplicam rapidamente, sem fazer diferenciação entre as saudáveis e as tumorais. Um exemplo desses medicamentos é Sutent (sunitinibe), terapia oral que tem mecanismo de ação duplo, impedindo o crescimento de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor e atacando diretamente as células tumorais, o que evita sua multiplicação.

Sobre câncer

A doença é definida por alguma alteração genética, que faz células se multiplicarem descontroladamente e formarem tumores. Os malignos costumam ser mais perigosos, pois atingem tecidos ou órgãos próximos e podem se espalhar por diferentes partes do corpo. Já os benignos não costumam alcançar outros órgãos e são menos agressivos. Há ainda tipos de câncer hematológicos – como os que atingem glóbulos brancos e vermelhos do sangue.

Há cerca de 100 tipos diferentes da doença, dependendo de suas características e da parte do corpo que atinge inicialmente. Os carcinomas são originados em tecidos que cobrem partes internas de órgãos e glândulas. Os sarcomas atingem partes como músculos, cartilagens e ossos, enquanto as leucemias acometem a medula óssea e o baço. Os linfomas têm início no sistema linfático, formado por um complexo de vasos e glândulas, que é um importante aliado do sistema imunológico na proteção do organismo contra bactérias, vírus e infecções.

Entre os diversos tipos de tumores está o câncer de rim avançado, também chamado de carcinoma de célula renal (CCR), que esteve historicamente entre os tipos de tumor mais resistentes. A doença representa aproximadamente 2% dos novos casos de câncer e causa cerca de 100 mil mortes anualmente no mundo1. No Brasil, alguns estudos apontam que o câncer de rim representa 1,2% de todos os casos da doença.  

A maioria dos pacientes diagnosticados com câncer renal avançado apresenta os principais fatores de risco para a doença: 59% são homens, 79% brancos, idade média de 60 anos, 46% apresentam alta pressão arterial, 18% são obesos e 15% têm histórico de tabagismo. Os dados são do Estudo Nacional sobre o Câncer de Rim (Encare), realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia com o apoio da Pfizer, divulgado em 2009. O levantamento reuniu o maior número de casos de câncer de rim num único estudo no Brasil, somando 508 pacientes.

Referência

1. Parkin DM, Bray F, Ferlay J, et al. Global cancer statistics, 2002. CA: a cancer journal for clinicians 2005;55:74-108.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Trânsito, irracionalidade e silêncio oficial

Marcelo Rocha

A brutalidade irracional do trânsito de São Paulo fez mais uma vítima. Um dos principais executivos da indústria paulista, que teria todos os meios a sua disposição para se deslocar apenas de carro, ou até mesmo de helicóptero, como fazem tantos empresários desta cidade, foi assassinado sobre uma bicicleta.

Em uma cidade como a nossa, em que o trânsito mata 50 ciclistas por ano, não surpreende mais esse descaso com a vida.

Diariamente, veículos ocupados caprichosamente apenas por seu condutor travam uma batalha covarde com pedestres e ciclistas. Sentados dentro de suas armaduras, cada vez maiores e ameaçadoras, investem contra seres humanos desarmados, em faróis, entradas de estacionamentos de shoppings, portas de escolas e tantos outros locais onde se exibe infinita estupidez. E o pior: julgam ter direito a todo o espaço disponível da cidade; afinal, a cidade foi e continua sendo cada vez mais alterada em favor deles. Ruas se alargam, calçadas se estreitam, árvores são derrubadas: tudo pelo bem dos veículos que precisam transitar por uma cidade que, sem se preocupar com o transporte coletivo - pelo menos com o de qualidade -, investe em mais ruas, avenidas e extinção da vida.

É curioso observar como os motoristas acreditam ser natural avançar contra os cidadãos em faróis abertos ou fechados, faixas de pedestres ou simplesmente para se divertirem diante de pessoas que não têm à sua disposição um monte de lata de uma tonelada. É como se tivessem um direito divino sobre as vias da cidade, onde pedestres são obstáculos que não podem atrapalhar o livre fluxo dos carros.

Prefeito após prefeito, nada tem sido feito para alterar esse quadro. Ciclovias não existem, ou existem como piada. Alguém já observou como têm crescido as ciclovias de São Paulo? Faria Lima, Berrini, JK, Hélio Pelegrino... Será que o morador dessas regiões deixará o carro em casa para se deslocar para o trabalho de bicicleta? As ciclovias só podem ser utilizadas por algumas horas aos domingos nessas regiões nobres da cidade porque obviamente o morador do Itaim realmente PRECISA de carro para se deslocar até seu trabalho na Paulista ou nos Jardins, percurso que poderia fazer a pé em 20 minutos, dando grande contribuição para a sua saúde e a da cidade.

Uma ciclovia desse tipo não serve ao trabalhador comum; serve ao lazer do paulistano dessas regiões.

Acompanhando cidades como Paris, que adotou a bicicleta como uma alternativa para percursos curtos, os bicicletários paulistanos limitam-se aos 45 km de ciclovias de São Paulo. Já Bogotá, na Colômbia, tem 121 km.

Sempre que tragédias como essa acontecem em nossa cidade, autoridades mandam flores, dão apoio à família e lançam palavras que se diluem em um mar de promessas. Até que se concretizem, quantos ciclistas não chegarão a seu destino?

Marcelo Rocha é advogado formado pela Universidade de São Paulo, especializado em gestão pública e estratégica e em relações internacionais. É presidente da Associação Horizontes (www.ah.org.br), entidade sem fins lucrativos que visa promover sustentabilidade, cidadania, inclusão social e geração de trabalho e renda por meio da educação.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Nomes curiosos

147_1729-extraanabcta

A seleção de futebol feminino sub-19 da Espanha vem chamando à atenção pelo mundo. Além de ser destaque nas categorias de base, a equipe tem duas atletas com nomes curiosos para os brasileiros. Uma das tais é a simpática moça da foto acima. Clique aqui para matar a curiosidade.

Será o fim dos babados?

Babados

Faz alguns dias que os curiosos que se acostumaram a visitar o polêmico blog Xapuri Babados encontram apenas uma postagem informando que a página foi hackeada. O blog foi um dos assuntos mais comentados em Xapuri nas últimas semanas.

“Hackeadas, otárias. E ainda trocam e-mails pessoais, gente otária. Vou revelar quem são v6s 3. Vou mandar e-mail pra v6s 3”, diz a mensagem postada pelos supostos hackers que invadiram o blog fofoqueiro.

Em pouco tempo, o blog criado por três anônimos com o simples objetivo de fazer comentários maldosos se tornou um tormento para muita gente na cidade. Algumas pessoas que se sentiram atacadas pelos autores chegaram a levar o caso à polícia. 

Mesmo com a suposta invasão, que apagou todo o arquivo da página, o blog continua a ser muito visto todos os dias. Os visitantes aguardam que sejam reveladas as identidades dos criadores do Xapuri Babados, como promete a mensagem invasora.

Resta esperar.

Morte de idoso continua insolúvel

P6090309

Prossegue o mistério sobre a morte do idoso Benedito Januário de Aguiar, 74, encontrado no último dia 17 de junho dentro de um buraco de tatu com uma corda envolta ao pescoço. De acordo com o delegado Ricardo Casas, existem suspeitos, mas nenhuma informação sobre o andamento das investigações foi divulgada sob o temor de que qualquer coisa que seja dita nesse momento possa prejudicar o trabalho da polícia.

Benedito foi visto pela última vez no dia 31 de maio, depois de ter vindo à cidade fazer compras, onde recebeu uma dívida de quatro mil reais, informação que foi confirmada pela polícia. Seu corpo foi encontrado no dia 17 de junho, em um buraco de tatu a cerca de quatrocentos metros da casa onde morava sozinho, na colocação Esperança, seringal Albrácia, margem do rio Acre.

O desaparecimento de Benedito Januário foi percebido por vizinhos, que ao passar pelo local notaram sua ausência. Ao se dirigir à colocação, que fica em local de difícil acesso, agentes da Polícia Civil encontraram objetos pessoais, as roupas e a dentadura do idoso caída ao chão. Também estavam na casa as duas espingardas usadas por ele e algo em torno de 50 reais em dinheiro.

A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio, uma vez que o dinheiro recebido pelo idoso, assim como outro valor que ele sacou em uma agência bancária, não foi encontrado na casa. Várias testemunhas foram ouvidas até o momento, entre vizinhos e outras pessoas que conheciam o seringueiro cearense que foi vítima de um dos crimes mais misteriosos da história de Xapuri.

Em nota oficial

Myrian Rios se desculpa por comentários sobre homossexuais

Myrian Rios

Após ter aparecido em um vídeo publicado na internet – durante uma sessão no plenário da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) –, no qual fez comentários relacionando homossexualidade à homofobia (veja mais no link acima), Myrian Rios decidiu pedir desculpas oficialmente.

Leia: Myrian Rios faz comentários sobre homossexuais e cria polêmica

Em nota à imprensa, a ex-atriz e deputada estadual começou o discurso afirmando que não é preconceituosa, nem faz discriminação. Depois, ela citou a PEC 23/2007, na qual a orientação sexual está inserida nas questões de discriminação. Porém, ela voltou a ressaltar: "Só que eu tenho que ter o direito de não querer um funcionário homossexual na minha empresa se for da minha vontade”, disse antes de contar que tem familiares e amigos homossexuais, e que não tolera agressões a eles.

A seguir, a nota na íntegra:

"Iniciei meu discurso de 21 de junho na tribuna da Alerj relatando a minha condição de católica, missionária consagrada da comunidade Canção Nova e, como tal, eu prego o respeito, o amor ao próximo, o perdão. Destaco que Deus ama a todas as pessoas, pois Ele não faz diferenciação. Em um dos trechos, afirmo: não sou preconceituosa e não descrimino.

Repudio veementemente o pedófilo e jamais tive a intenção de igualar esse criminoso com o homossexualismo. Se entenderam desta maneira, peço desculpas. Conto na minha família com parentes e amigos homossexuais e os amo, respeito como seres humanos e filhos de Deus. Da mesma forma repudio a agressão aos homossexuais, pois nada justifica tamanha violência.

Votei contra a PEC-23 por minhas convicções e não contra este ou aquele segmento de determinada orientação sexual”.

É chegada a hora

Maxsuel Maia

O prefeito de Feijó, Dindin Ferreira, confirmou na última semana a realização da 12ª edição do Festival do Açaí. A festa acontecerá nos dias 11, 12, 13 e 14 de agosto e contará com artistas de renome nacional. Alexandre Pires, Reginaldo Rossi e Parangolé estão confirmados para o festival, segundo o prefeito.

No ano passado, estive no festival do açaí e me impressionei com a organização e grandiosidade da festa. A estrutura montada por uma prefeitura que não recebeu nenhum tipo de apoio do governo do estado causou surpresa em muitos visitantes, sem mencionar que as atrações musicais também eram do agrado popular, como as bandas Calcinha Preta e KLB, o que ajudou muito para atrair as quase 70 mil pessoas que participaram do festival em 2010.

O anúncio do prefeito Dindin foi feito pouco mais de uma semana após a prefeita de Brasiléia, Leila Galvão, anunciar o seu Carnavale 2011, um evento que se tornou um dos mais tradicionais do estado ao longo dos últimos anos e que esse ano terá a participação do cantor baiano Netinho.

Ao me deparar com eventos como o Festival do Açaí e o Carnavale sendo anunciados, me apego sempre com uma velha pergunta: Por que será que tudo em Xapuri parece ser mais difícil? Não é de hoje que questiono neste espaço a qualidade dos eventos realizados em Xapuri, assim como suas atrações quase sempre incompatíveis com o gosto e a alegria do povo xapuriense. É difícil entender como as prefeituras de Feijó, Capixaba e Brasiléia, só pra citar alguns exemplos, conseguem fazer festas grandiosas para seus moradores e visitantes e o nosso município, que tem um povo festeiro por natureza, só consiga realizar eventos medíocres.

Essa não é uma crítica direcionada à administração Todos por Xapuri, mas uma constatação de cunho histórico, afinal há muito tempo não temos um evento ou artista em Xapuri que agrade a população e atraia gente de fora. Falta coragem? Visão? Dinheiro? Apoio? Boa vontade?

Em entrevista ao jornal Tribuna do Juruá, o prefeito Dindin deu algumas declarações que, cá pra nós, me causou uma boa inveja. Declarações como as seguintes:

“Vim (a Rio Branco) pedir patrocínio pro governo do estado, se não conseguir a festa vai acontecer da mesma forma”.

“O festival é muito importante para manter a tradição da festa que divulga o nome da cidade, gera renda com o aquecimento da economia e oportunidades de negócios. Sem contar que é uma grande atração de lazer e diversão para a população, não só de Feijó, mas de todo o Acre”.

“Nós promovemos essa festa porque acreditamos na população de Feijó e, acima de tudo, cuidamos bem dos recursos públicos. O Festival do Açaí se tornou tradição e precisa de mais apoio, independente das diferenças políticas”.

Acho que é chegada a hora de Xapuri entrar no hall das cidades acreanas que realizam grandes eventos, pois, como disse Dindin, festas assim divulgam o nome da cidade, aquecem a economia e trazem alegria para moradores e visitantes. O Carnapuri, carnaval fora de época realizado em setembro, é uma ótima oportunidade pra isso.

Maxsuel Maia escreve no blog Maxsuel Xapuri.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Lenha na fogueira

A ex-atriz Myriam Rios, deputada estadual no Rio de Janeiro pelo PDT, causou polêmica na internet ao afirmar em discurso no plenário da Alerj que tem direito de não querer um homossexual como seu empregado.

Ao se posicionar contra a uma proposta de emenda constitucional (PEC 23/2007) à Constituição daquele estado, que inclui a orientação sexual entre as características pelas quais um cidadão não pode ser discriminado, a deputada cometeu alguns equívocos.

Se você tiver paciência para assistir ao vídeo acima, perceberá que a ex-mulher do cantor Roberto Carlos confunde pedofilia com orientação sexual e associa homossexualismo à pedofilia, como se uma coisa estivesse, necessariamente, ligada à outra.

O vídeo acima, postado no You Tube, teve os comentários vedados aos internautas.