domingo, 10 de abril de 2011

Alô realengo…

Não tinha amigos, não batia papo nem contava piada, nunca namorou, jamais lhe deram um cheiro no cangote ou alisaram sua mão, nunca transou, não torcia por time algum, nunca foi ao Maracanã, não xingou juiz de ladrão, de sua garganta jamais saiu um grito apaixonado de gol, não desfilou em qualquer bloco de carnaval. Passava o tempo na internet, em jogos eletrônicos, mas nunca recebeu um aviso no FaceBook solicitando: “me adicione como amigo”.

Continue a ler no Blog da Amazônia, assinado pelo jornalista Altino Machado.

Bullying

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Post reproduzido do excelente Blog do Josafá, autodestruído no começo de março e ressuscitado em 1º de abril para a alegria de quem aprecia uma leitura de qualidade:

"Caminar es un peligro y respirar es una hazaña en las grandes ciudad del mundo al revés. Quien no está preso de la necesidad, está preso del miedo: unos no duermen por la ansiedad de tener las cosas que no tienen, y otros no duermen por el pánico de perder las cosas que tienen. El mundo al revés nos entrena para ver al prójimo como una amenaza y no como una promesa, nos reduce a la soledad y nos consuela con drogas químicas y con amigos cibernéticos. Estamos condenados a morirnos de hambre, a morirnos de miedo o a morirnos de aburrimiento, si es que alguna bala perdida no nos abrevia la existencia".

Eduardo Galeano, em Patas arriba: la escuela del mundo al revés (disponível aqui).

Imagem do Arte/IG.

Adendo: Wellington Menezes de Oliveira, autor dos crimes que que chocaram o país numa escola da Zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã de ontem, era chamado de "Al Qaeda" pelos colegas quando estudava na mesma escola. Wellington, segundo declarações de Marcio Vinicius Moraes da Silva, ex-colega dele, ao Portal R7, era "estranho e constantemente zombado, já que não gostava de interagir com outras pessoas".

Além de conferir as caras-e-bocas dos apresentadores de TV, a sociedade deveria aproveitar esse episódio para repensar a educação pública. Que geração estamos produzindo? Que tipo de educação torna as pessoas intolerantes para as diferenças - as muitas diferenças possíveis - entre os indivíduos?

Há um ano um estudo da ONG Plan Brasil afirmou que quase um terço das crianças de 5ª a 8ª série já foi vítima de agressão - no próprio ambiente escolar. Ou seja, estamos produzindo, nas escolas, uma geração de intolerantes que considera qualquer indício de pluralidade ou diferença digno de ser tratado a socos e pontapés.

Por que?

Nenhuma sutileza

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José Cláudio Mota Porfiro

... Mas não se espante, meu amor! O mundo é mesmo uma grande pilhéria e sofrem muito mais aqueles que não aprenderam a rir, ou a ver sempre algo de engraçado em tudo e em todos que nos rodeiam. Em outras palavras ainda mais fúteis, há uns poucos que nascem para sorrir e uma maioria que vive de se lamentar. Ora, pois! Ficar entre os primeiros é muito melhor. Senão vejamos.

Então, se para cada gracejo devo fazer dez inimigos ou, como disse o Churchill, uma piada é uma coisa muito séria, devo ficar com as duas assertivas e equilibrar-me sobre essa corda bamba que é emprestar foros de legitimidade e toques de sensatez a situações tão esdrúxulas da vida... É claro que já não mais hei de me esquecer daquele cuidado segundo o qual, para que as dúvidas sejam resguardadas e a fim de que por estas letras tortas flua um pouco de tosca literatura, é preciso assegurar que fatos e personagens aqui tratados não são mais que frutos do engenho e da arte deste artista menoscabado.

Garantirei a todos por aí afora que tratamento especial será dado, aqui, ao  princípio elaborativo da falsa moral básica pura e da sexualidade transcendente entre homens e mulheres pouco sutis. Assim mesmo. Sem figuras de estilo pie-gas. Eis o título de um projeto que se pretende grande, sempre consideradas as reais possibilidades de um aborto prematuro, é claro.

Aqui, pois, o objetivo é dar foros de legitimidade e deixar registrada em bom papel eletrônico a ideia que não deve ser copiada, principalmente, por japoneses de olhinhos sacanas que nunca tomaram açaí, mas o dizem de sua propriedade, com patente registrada e tudo por algum conselho internacional de bioladrões.

Então, rememorando Luís Vaz de Camões, na primeira estrofe d’Os Lusíadas, que alguma força do bem dê fôlego a este poeta insano, pequeno burguês, que se aventura por estes mundos insondáveis que é a alma humana, notadamente, quando os temas nada têm de sutis...

E por aí sigo eu na vã pretensão e na esperança de que Deus me ajude e, em alguma época, alguém possa ou consiga ler estas algaravias, às vezes picantes, às vezes tão ou quase educativas. Com mil perdões antecipados!

Metodologicamente, num primeiro momento, alguns cavalheiros desta amada terra de Galvez farão perguntas mordazes, no que até poderão ser ajudados pelas moças.

- Qual é a sua opinião a respeito do sexo depois do casamento, na pulada da cerca, logicamente, com outro ou outra? É legal, é imoral ou engorda?

- Vai que o seu filho arranja uma esposa sacana. Um dia a senhora descobre que o netinho tão amado, já com sete anos, não é filho dele, mas de um nobre cafajeste que se deita com a sua nora. O que a sua coerência mandaria fazer?

- Se a filha do vizinho tem caso com homem casado, é claro, é uma puta. Se o filho do vizinho tem caso com homem solteiro, trata-se de um grande veado. E se o filho ou a filha fossem seus?

- Coloque o seu projeto de Ricardão, o marido, para esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque. Aí, vai a senhora para o escritório e se aproveita daquele secretário sarado, estilo Paulo Zulu. O esposo doméstico, em casa, poderia tirar uma casquinha daquela empregada metida a Juliana Paes? Por quê?

- O que a senhora acha que os homens ficam conversando nas mesas de boteco até altas horas? Poderiam eles estar em outros locais mais aprazíveis? E as mulheres estariam obrigadas a tais práticas hoje tão convencionais?

E por aí vai...

Em um segundo momento, damas sem papas-na-língua, interpretando os perfis psicológicos abaixo delinea-dos, responderão às perguntas feitas anteriormente. Caberá a cada uma escolher a personagem que melhor lhe aprouver.

Mariah Carey. Natural das Ilhas Jersey. Trata-se da mulher mais estressada do mundo. Tem um marido calmo, quase letárgico que, se não apanha de açoite, morre na peia todos os dias de tanto ouvir um palavrea-do cheio das conotações mais negativas de que se pode ter notícia. É de maus bofes, sim. Quando não está reclamando da vida e dos seres humanos, está falando dos defeitos dos parentes, posto que ela não tem nenhum. É vítima assumida do destino que lhe reservou um marido que nunca lhe deu umas boas mãozadas para ela se orientar e não chamá-lo nunca mais de abestado, como faz sempre.

Madellaine Blanché. Nasceu entre os vinhedos da região da Alsácia e Lorena, na França. Depois viveu em Caiena. Está separada de um marido que acaba de ficar viúvo. A separação, praticamente, não foi sentida. O ex-marido ficou cego de um olho, tem uma perna mais curta que a outra, é meio zambeta e, por isso, foi rapidamente esquecido. É liberal e modernosa. Gosta muito de cerveja e está numa farra já programando a outra. No Carnaval, toma todas. A vida é uma festa. Cozinha maravilhosamente bem. Está sempre aberta ao diálogo. É amiga leal de todos a ponto de sempre se decepcionar com alguns porque, já no início da amizade, a tendência é sempre ver o novo amigo enquanto uma pessoa excepcional, gente boa, bacana, e tudo mais.

Louise-Eloah Tourraine. De origem francesa humílima, veio à luz em Greenpines, South Caroline, United States of América. Quando adolescente, foi empregada doméstica. Lavou, passou, cozinhou e foi maltratada. É professora de Cosmologia, mesmo sem saber exatamente quais e onde estão os quatro pontos car-deais. Faz parte de um seleto grupo de advogados pernambucanos que se enrola todo quando a tarefa é procurar significados de palavras no Aurélio. É católica fervorosa e uma das pessoas mais corretas que o sol já cobriu, segundo ela própria.

Sue Andersen. É natural das terras altas da Escócia, mais precisamente do Condado de Horsevalley, nas proximidades de Edinburg. Trata-se de um comportamento às vezes com doses exageradas de uma violência que, felizmente, não é colocada em prática. É católica praticante, mas odeia o próximo e quer que o próximo se lasque na primeira esquina. É ruim de gênio e maldosa.

Enfim, para arrematar toda a argumentação, caberá a este aprendiz de feiticeiro tabular o grande número de respostas e emprestar o toque final a estes alfarrábios que, um dia, haverão de ser vendidos nas melhores casas do ramo, no Jordão, Santa Rosa do Purus, Japiim e adjacências, com muito mais amor e muito mais carinho deste sempre, sempre seu poeta mal acabado...

Mas tudo isso é apenas um projeto e qualquer colaboração menos tosca poderá ser aproveitada.

Clique aqui para ler o blog do autor.

sábado, 9 de abril de 2011

Rio Acre ameaça engolir rua em Xapuri

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A única rua do bairro Braga Sobrinho, também conhecido em Xapuri como bairro da Bolívia, corre o risco de ser engolida pela erosão causada pelo ataque das águas do rio Acre, que neste sábado elevou o seu nível para 12 metros e 68 centímetros, em decorrência das fortes chuvas caídas na região nos últimos dois dias.

O acesso à parte final do bairro foi fechado, no ponto mostrado pela imagem, para o tráfego de veículos depois que o desbarrancamento atingiu o meio-fio naquele trecho de rua, que está ameaçado de desaparecer caso medidas de contenção do processo natural não sejam tomadas com urgência.

A proximidade com o rio faz com o terreno por onde passa a rua seja bastante instável, o que se pode perceber em vários pontos que se encontram em estado crítico. Essa situação se agravou no decorrer dos últimos anos com o tráfego frequente de caminhões-caçamba fazendo transporte de areia para a construção civil.

O bairro Bolívia concentra uma das comunidades mais antigas de Xapuri. Chega-se até lá através da ponte sobre o igarapé Santa Rosa, reconstruída no ano passado e inaugurada pelo governador Binho Marques no final de seu mandato. Na cabeça da ponte está a histórica Fonte do Bosque, onde os soldados-seringueiros de Plácido de Castro teriam bebido água antes de tomar a cidade dando início à Revolução Acreana.

Tá no Orkut

A insatisfação do público com a qualidade da energia elétrica que chega até as casas dos consumidores acreanos chegou ao Orkut. Comunidade foi criada para protestar contra os abusos que se tornaram corriqueiros no estado. Em Xapuri, a situação até que melhorou nos últimos dias. Neste sábado, por exemplo, só faltou energia duas vezes. Aleluia!

Canoa Quebrada

BOMBEIRO CARLOS FONSECA

Recebo mensagem do bombeiro militar reformado do Acre, Carlos Fonseca. Ele vive num paraíso chamado Canoa Quebrada, no município de Aracati, Ceará, onde mantém uma aconchegante casa na beira do mar sempre pronta para receber os acreanos que pensam em conhecer as maravilhas da terra de Iracema:

“Camarada Raimari,

Assim como o seu blog já está inserido no nosso, peço-lhe a fineza em conseguir um cantinho para colocar o nosso blog no seu endereço.

São muitos os acrianos que pensam em conhecer o Ceará, mas desistem, muitas vezes por causa dos preços das pousadas. Entretanto, aqui temos uma casa inteira para até 10 pessoas, distante 10 metros da praia, mobiliada, temos o bugre, a moto, a jangada, a lagosta, o camarão, o mergulho, o peixe assado, a moqueca de arraia, as dunas, as trilhas.Tudo isso em casa de ACRIANO aqui na praia.

Segue o endereço de nosso blog e segue junto a vontade de te receber com toda a sua família na primeira oportunidade. Desejo muita saúde e sucesso para que possa continuar nos informando sobre tudo o que acontece neste cantinho aconchegante do ACRE, que é Xapuri, e também Brasiléia e Epitaciolândia”.

Carlos Fonseca é radialista, músico e artesão. Segundo ele, em Canoa Quebrada o sujeito mais estressado da vida fica do jeitinho da criatura abaixo:

MAIS VALE UM CACHORRO AMIGO QUE UM AMIGO CACHORRO

Clique na primeira imagem para conhecer o blog do bombeiro Carlos Fonseca. Ou então clique aqui mesmo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Caso Franco Silva

Juiz realiza audiência de instrução nesta sexta-feira

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O Juiz de Direito Cloves Cabral, titular da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, realiza durante esta sexta-feira (8) a audiência de instrução e julgamento de três dos quatro acusados de roubar e assassinar, no dia 12 de dezembro de 2010, o radialista e cantor Francisco Ferreira da Silva, mais conhecido como "Franco Silva" (processo nº 0031108-94.2010.8.01.0001).

O Juiz vai ouvir dez testemunhas indicadas no processo, além dos acusados Tiago da Silva Gomes, Gesiel da Silva Souza e David Maciel Peixe de Paiva. O quarto acusado de participar do crime, José Raimundo da Silva, já falecido, não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Estadual.

De acordo com a denúncia do MP, os réus são acusados pela prática de crime previsto no artigo 157, parágrafo III, última figura, do Código de Processo Penal (roubo seguido de morte). A audiência acontece no Fórum Criminal da Comarca de Rio Branco, situado à Avenida Getúlio Vargas, nº 1.213, bairro Bosque.

As informações são da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Acre. A foto é da agência Contilnet.

Brasil de Luto

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Não há palavras para expressar o sentimentos dos brasileiros, especialmente os que tem filhos, neste momento em que o país entra no mapa dos ataques absurdos e covardes contra escolas, onde o principal alvo são sempre crianças inocentes e indefesas. Não merece enterro cristão o abominável ser responsável por essa comoção nacional. Que Deus me perdoe pelo que digo e que guarde ao seu lado as vítimas dessa tragédia.

Novas informações aqui.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fórum de Segurança

Da coluna Poronga:

“Xapuri será o primeiro município a receber o Fórum Municipal de Segurança Pública. Será amanhã, a partir das 15 horas, no salão paroquial da Igreja de São Sebastião.

Coordenador do projeto, o subsecretário de Segurança Pública, Ermício Sena, salienta que o Fórum Municipal será um espaço de discussão do tema nos municípios. Segundo ele, a ideia-força da iniciativa é a aproximação dos problemas da sua pasta com os demais setores que tratam do tema, tanto do ponto de vista da prevenção quanto da repressão”.

Comentário meu: Na realidade, o que vai ocorrer amanhã é, segundo as palavras do próprio Ermício Sena, o "piloto" do que será o Fórum de Segurança Pública a ser realizado nos municípios. Xapuri foi escolhida para essa experiência em uma boa hora. Uma excelente oportunidade para se colocar em discussão a insegurança que grassa no trânsito de Xapuri, assim como as medidas que podem ser tomadas em caráter emergencial para tornar a convivência entre veículos automotores, ciclistas e pedestres mais tranquila em nossas ruas.

Dia do Jornalista

jornalista

Fonte: aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Gestão participativa

A prefeitura de Xapuri realizou no final da tarde desta quarta-feira a primeira audiência pública do programa Prefeitura no Bairro. O objetivo da iniciativa é ouvir reivindicações, tomar conhecimento de problemas, propor melhorias e apresentar ações já programadas para as comunidades.

As audiências começam pelo bairro Constantino Melo Sarkis, um dos que mais vêm recebendo investimentos da administração do prefeito Bira Vasconcelos. O programa será estendido também para comunidades da zona rural, a exemplo do que aconteceu no início do mandato, quando o prefeito visitou várias comunidades no interior do município.

Disponível

Da maneira como o sítio oriobranco.net publica postagem deste blog, aparenta que trabalho para o jornal.

No texto reproduzido, dá-se o crédito ao autor mas não menciona-se a fonte, exigência minha e obrigação de todo veículo que aqui apanhar qualquer conteúdo.

Mas se alguém tiver interesse em fazer uma proposta de trabalho a este radialista-blogueiro, ele está aberto a negociações.

A lógica irracional da Saúde

A qualidade do atendimento de saúde no interior do Acre sucumbe frente a uma lógica irracional e perversa. Insiste-se em dizer que a saúde já foi pior, que muita coisa melhorou, isso sem falar na utópica história da saúde de primeiro mundo, enquanto a realidade cotidiana coloca a população diante de situações de extrema precariedade.

O trágico acidente ocorrido no último domingo, vitimando mais uma pessoa em Xapuri, dá uma mostra do que afirmo acima. Cerca de 10 minutos antes que a tragédia acontecesse, a única unidade do Samu disponível na cidade havia se deslocado para atender uma ocorrência no município de Brasiléia, que estava com a sua também única ambulância parada por problemas mecânicos.

Segundo informações de testemunhas e da gerência do hospital de Xapuri, o médico que atendeu a ocorrência chegou ao local entre 15 e 30 minutos depois do acidente, levado por uma viatura da Polícia Militar. Informações não oficiais dão conta de que a vítima teve morte instantânea e que, sendo assim, nada poderia ser feito caso o atendimento fosse mais ágil. Mas, muito pouco ou nada seria feito também caso a moça ainda estivesse viva e suas chances dependessem do suporte da ambulância.

Como já disse em post anterior, não adianta procurar culpados individuais para situações como essas. A culpa deve ser atribuída a uma conjunção de fatores escandalosamente negativos, cuja responsabilidade maior está lá em cima, no topo de um sistema falido onde se permite forjar viagens áreas enquanto pessoas morrem sem ter acesso a uma passagem para centro médico mais avançado.

É inaceitável que a maioria das cidades acreanas disponha de apenas uma unidade do Samu, quando não, em determinados momentos, que duas cidades dependam apenas de uma, e ainda assim, ao meu ver, fora das condições ideais de manutenção. Presenciei, dias atrás, quando um amigo era transferido para Rio Branco depois de um acidente de trânsito que lhe rendeu três fraturas em um braço, o motorista pedir a Deus que o veículo não quebrasse na estrada.

Conversei hoje pela manhã com a diretora do hospital Epaminondas Jácome, Maria Edvirgens Farias, que visivelmente emocionada relatou a pressão sofrida por funcionários da unidade de saúde em decorrência da impossibilidade de ter-se dado à vítima do acidente um atendimento mais rápido, independentemente da mesma estar ainda viva ou não. A revolta de parentes e amigos com a falta de estrutura atingiu os profissionais, a quem, nesse caso, não cabe culpa nenhuma.

Não sei o quanto custa uma ambulância do Samu, mas tenho certeza que seu valor é infinitamente menor que o de uma vida. A presença de uma maior quantidade de veículos desse tipo em todas as cidades, inclusive com algumas de reserva, deveria ser prioridade das políticas de governo para o setor, que não teria com isso seus problemas resolvidos, mas, com certeza, muitas vidas poderiam deixar de cessar por falta de atendimento de urgência.

Outra deficiência que não pode ser esquecida, no caso específico de Xapuri, é a falta de um ou mais veículos próprios para o Setor de Endemias, que trava uma luta inglória contra uma doença que a cada ano vem se tornando mais ameaçadora e letal, a dengue, além de outras que provocam intenso sofrimento humano como é o caso da leishmaniose, quem tem aqui um de seus lugares mais endêmicos na Amazônia.

Acredito que o desejo de todo acreano, assim como o deste blogueiro, é de que a atual lógica se inverta de forma que não tenhamos (e nunca teremos) a tal saúde de primeiro mundo, mas que as necessidades mais básicas, como ambulâncias bem equipadas para emergências e em número adequado para as necessidades de cada município, boas condições de trabalho para o combate às endemias e postos de saúde com médicos e medicamentos não sejam deficiências tão desgraçadamente grotescas como são na atualidade.

O PSD do Kassab

O PSD de Kassab

Nanihumor.com

Ora, bolas!

barulho

Alguns leitores deste espaço se indignaram com o artigo “Cultos ruidosos” do professor João Baptista Herkenhoff, postado logo abaixo. Uns, mais exaltados, querem, “democraticamente”, me levar à fogueira por ter reproduzido neste blog o que, para eles, é um texto ofensivo às igrejas evangélicas.

Diego Ferraz, um deles, em tom solene me pergunta a finalidade da postagem. E atira contra o carnaval, que seria, em sua opinião, mais prejudicial aos ouvidos que as ruidosas sessões religiosas, como se o blogueiro tivesse alguma responsabilidade sobre a realização da Festa de Momo. E conclui me acusando de perseguir as “denominações”.

Outro, que afirma morar próximo a minha casa (devo tomar cuidado?), mas não se identifica nem mesmo em um blog que edita, desfia a mesma cantilena besta e determina que é hora de eu me mancar e não usar os meios de comunicação para ficar expondo minhas opiniões fúteis e mesquinhas.

E vai mais longe o meu anônimo vizinho, invadindo, inclusive, minha vida pessoal: “Quando se trata de falar de Deus é incômodo, mas na hora de ficar pelas ruas bêbado, fazendo baderna com som alto em casa, os bares lotados, o alto índice de jovens bêbados, não incomoda”. E mais ainda: “Seu amigo amava uma baderna e uma bebedeira com som alto, o que não é incômodo pra você, pois é o que você gosta”.

Vamos, então, ao bom debate.

Ao postar o texto em questão não tive qualquer pretensão de vestir carapuças em ninguém. Mas, a julgar pelos comentários enfezados, o artigo do magistrado aposentado caiu como uma touca na cabeça de alguns fanáticos oportunistas travestidos de ministros de Deus na terra, que mais perturbam a paz do que evangelizam as pobres almas que se submetem às doutrinas de qualquer um que apareça com uma bíblia debaixo do braço.

Para sorte nossa, essa gente se constitui numa minoria que não representa a séria e respeitável comunidade evangélica presente nesta cidade. Alguns desses malucos, que veem em si a manifestação do próprio Lutero, se cercam de discípulos recém saídos da vida mundana, para onde a maioria retorna rapidamente, e se põem a pregar uma verdade da qual invariavelmente são os proprietários.

Esclareço que nada tenho contra as igrejas chamadas evangélicas. Pelo contrário, a despeito de ser católico, aprecio o importante trabalho social e religioso que algumas desenvolvem em Xapuri, me abstendo de nominá-las. Tenho, também, inúmeras amizades dentro das mesmas, o que não é, e nem será, impedimento para expressar minhas opiniões, seja através de textos meus ou de outrem.

Quanto ao barulho produzido por algumas igrejas, meu incômodo com ele não é diferente daquele que tenho com as demais formas de poluição sonora. Se o leitor que me acusa caluniosamente de promover badernas em minha casa acompanhasse mais atentamente este blog, teria visto que no ano passado  sugeri à câmara de vereadores propor lei para regular os serviços de propaganda volante na cidade (releia aqui).

Segue, abaixo, trecho da minha reivindicação:

“A necessidade de se disciplinar o uso de atividades sonoras em Xapuri é urgente. Nenhum cidadão pagador de impostos é obrigado a suportar o nível de ruído produzido por alguns veículos que fazem propaganda de lojas comerciais ou divulgação de eventos sem nenhum respeito a horário, local e ouvidos do povão.

É inadmissível que esses carros continuem a perturbar a paz e a tranquilidade da população, soltando seus decibéis antes das 8 horas da manhã e depois das 5 da tarde. Também não é aceitável que deixem de guardar a distância regulamentar para escolas e hospitais”.

Quanto a amigos meus que gostam de uma bebedeira e possuem sons potentes em seus carros (me enquadro apenas na primeira situação), passaria a noite toda aqui citando seus nomes, razão pela qual se torna quase impossível saber a quem o segundo comentarista se refere. Digo-lhe que respondo apenas por mim, e que meu tempo não permite que me ocupe de futricar a vida alheia, o que parece não ser o problema do meu abelhudo vizinho.

A imagem que ilustra o post foi pescada aqui.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Quem foi o melhor?

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Fonte: aqui.

Comentários

Destaco alguns comentários feitos no post “Até quando?”, sobre o lamentável acidente que ceifou a vida de mais uma pessoa em Xapuri e que suscita discussões sobre a notória insegurança que existe atualmente no trânsito da pequena cidade.

Maíra Rendon disse...

Fiquei muito triste com a notícia, principalmente por se tratar de uma pessoa próxima e pelo fato disto ter acontecido bem próximo da casa onde passei toda a minha infância e parte da adolescência. Ainda lembro que brincávamos de bola em frente a casa de meus avôs (Tico e Maria de Aquino) e hoje fico muito triste por ter medo de que minha irmã de 11 anos possa ir a escola e não mais voltar. Amo esta cidade, pois vivi momentos felizes aí e espero que as autoridades possam fazer alguma coisa, pois não se pode permitir que uma cidade calma se transforme em um palco de mortes absurdas e sem sentido, deixando pais, mães, filhos órfãos. Minhas sinceras condolências a família da Mira...Que nesta hora Deus possa iluminar e dar forças para aguentar esta dor.

adaides theodosio disse...

Espero que a população acorde e comece a toma alguma atitude sobre o que estamos vivendo em nossa cidade, as autoridades possa toma atitudes que nos proteja durante a vida, que Deus possa dá o conforto a família da Mira.

Diego disse...

Não discordo de que cabe às autoridades um papel de suma importância frente a estes casos. Porém, enquanto os usuários das vias públicas (condutores de veículos automotores, ciclistas, motociclistas, pedestres, etc. não o fizerem de forma cautelosa e responsável, não tem instituição no mundo (prefeitura, judiciário, polícia, etc.) que consiga reverter o quadro atual do tráfego nas vias de nossa cidade.

Fernanda disse...

Também concordo com o Diego, mas acho que deve-se começar imediatamente uma política de educação no trânsito para os ciclistas e pedestres, pois quanto aos condutores de carros e motos, é pra isso que serve o processo de habilitação. Sabemos que muitos não respeitam os outros usuários, principalmente os não motorizados, mas quanto à estes, não há justificativa, na minha humilde opinião. Eu queria dizer às pessoas que andam à pé ou de bicicleta, que prestem mais atenção, por favor. Procurem não trafegar no meio da rua, a responsabilidade não é só dos veículos motorizados, mas sim de todos. Pois o que adianta eu desviar de você quando estou dirigindo meu carro se você não presta atenção e se joga na frente, sem que dê tempo de evitar o atropelamento? Eu queria dizer aos motoristas que muitas vezes quem vem atrás de você ou na frente, são ciclistas e pedestres que na sua grande maioria, não conhece regras de trânsito. Dirija com essa consciência. Por favor, tomem mais cuidado, tenham amor às próprias vidas. O que a gente mais ver é ciclista distraído (me desculpem os ciclistas). Em parte eles não têm culpa, pois em nossas ruas não há ciclovia e nem ao menos calçadas e seria de urgência que a prefeitura tomasse providências o mais breve possível em relação a isso, pois quantas pessoas terão que morrer ainda vítimas de acidente de trânsito para que a Autoridade competente se mobilize? Quanto ao acidente que vitimou a Mira, ele poderia ter sido evitado se os quesitos “atenção” e responsabilidade no trânsito não tivessem sido esquecidos. Não quero aqui apontar culpados, pois eu não presenciei o acidente, mas como já disse nosso amigo Raimari, “as causas são presumíveis”. Vamos redobrar nossas atenções, vamos ser motoristas, ciclistas e pedestres “caretas” mesmo, “Caxias”, e até devagar, pois todo cuidado sempre é pouco.

Gabriel Zaine disse...

Realmente uma fatalidade. Mas gostaria de deixar aqui minha opinião. Xapuri tem uma saúde falida, não são nenhum nem dois casos de omissão de socorro por parte dos enfermeiros, médicos e socorristas do SAMU. Um absurdo uma cidade com 15 mil habitantes só dispor de uma ambulância e não ter mais de uma unidade de resgate.
Já passou da hora do prefeito, secretário ou quem for o direito, solicitar ao governo estadual ou federal a criação da unidade dos bombeiros em Xapuri.
No 20 de janeiro a fiscalização de trânsito estava em Xapuri e a maioria da população criticou a ação dos agentes, que estavam aplicando a lei do bafômetro, a que obriga a estar com o capacete afivelado e proibi andar de sandálias e afins. Leis que muitos podem achar banais, mais sim, salvam a vida em caso de acidentes.
Os agentes de transito estavam fazendo a prevenção de acidentes e segurança da população. Errado o DETRAN ou os que andam fora da lei? Quem não deve, não teme!
Xapuri vai crescer sim, no dia que políticos de vontade e boa fé, que queiram e evolução social, econômica e cultural de um povo.
O futuro será de alguns jovens que estão estudando fora e adquirindo cultura e vivencia de uma cidade grande que podem ser repassados para a cidade.
Falta a população entender que figurinha repetida não completa álbum e que na politica promessa nunca foi dívida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cultos ruidosos

João Baptista Herkenhoff 

A Constituição Federal, no seu artigo quinto, inciso seis, assegura a plena liberdade religiosa.

Essa garantia democrática foi fruto de muita luta no decorrer da História, tanto no mundo quanto no Brasil.

As religiões majoritárias sempre tiveram liberdade de se expressar. As restrições ao culto atingiram, invariavelmente, as minorias religiosas.

Quando hoje, no Brasil, vemos que todo cidadão tem o direito de escolher seu credo, guiado exclusivamente pela própria consciência, nós nos rejubilamos com esta conquista. Também nos alegra que os seguidores desta ou daquela Fé possam propagar os princípios religiosos nos quais acreditam, sem serem coibidos.

Há um postulado jurídico que condiciona o exercício da liberdade. Está expresso nestes termos: “o meu direito termina onde começa o direito alheio”.

Ajustando esse postulado à liberdade de culto temos como conclusão que a liberdade de culto é limitada por outros direitos igualmente protegidos.

Vejamos uma hipótese.

O artigo quinto da Constituição estabelece que a casa é o asilo inviolável do indivíduo (inciso onze).

Assim, a liberdade de culto não autoriza que, invocando essa liberdade, alguém agrida a intimidade do lar.

Exemplificando.

É legítimo que um evento religioso expulse os moradores de suas casas obrigando esses moradores a refugiar-se alhures, por ser absolutamente insuportável o ruído provocado pelo evento?

É legítimo que um evento religioso proíba o trânsito de carros na rua onde o evento ocorre, impossibilitando os moradores de entrar na própria casa ou dela sair?

A resposta peremptória às duas perguntas é negativa, ou seja, a liberdade religiosa não pode sacrificar a inviolabilidade da casa.

No caso de pessoas idosas, essa agressão pode ter consequências muito graves. Figuremos a situação de um idoso que não pode sair de casa e refugiar-se na casa de um parente que resida longe do barulho. Além de ser agredido pelo ruído, poderá correr risco de vida se, numa emergência, ficar impossibilitado de ser conduzido a hospital porque sua rua está bloqueada.

O barulho excessivo prejudica a saúde, causa nervosismo e pode provocar sérios danos ao organismo. Há doenças profissionais oriundas da excessiva exposição ao barulho. O legislador trabalhista teve sensibilidade para entender isto, reduzindo a jornada de trabalho e o tempo para a aposentadoria daqueles que ganham o pão com o ouvido espancado pelos ruídos.

Cabe ao Município cuidar dos interesses da comuna legislando, prestando serviços, organizando. (Artigo 30 e seus incisos da Constituição Federal).

As prefeituras municipais cumprem seu dever de preservar a convivência democrática:

a) quando estabelecem horário para o silêncio, horário que pode ser mais amplo do que aquele estabelecido pela lei federal, pois cabe aos municípios regular os assuntos de interesse local, à vista das peculiaridades da comuna;

b) quando fixam limites para o barulho nos horários em que não prevaleça a exigência de silêncio total;

c) quando tomam providências para preservar o silêncio público.

A consciência cidadã aponta no sentido do acolhimento espontâneo a padrões de convivência civilizada. Dentro da convivência civilizada, não podemos incomodar o outro com barulho excessivo. Mas ainda assim a presença do Poder Público será necessária para exigir dos desobedientes o respeito à paz alheia.

Haverá situações em que cabe a intervenção da própria Polícia tendo em vista que a perturbação do sossego alheio é contravenção penal punida com pena de prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa. (Art. 42 da Lei de Contravenções Penais). O artigo 42 da LCP exemplifica casos de perturbação do sossego: gritaria ou algazarra (inciso I); abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos (inciso III).

Fazendo agora uma digressão teológica, com humildade porque longe estou de ser mestre nessa área. Jesus Cristo passou trinta anos de sua vida no silêncio de Nazaré. Nesse período não apareceu, não se manifestou. Jesus ficou trinta anos em silêncio.

Todos os místicos amaram o silêncio. Não se conhece nenhum místico barulhento. O silêncio é indispensável à paz interior e à comunicação com Deus.

Também o estudo, a reflexão e a vida familiar necessitam de silêncio.

João Baptista Herkenhoff é professor pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES), palestrante Brasil afora e escritor. Autor de Ética para um mundo melhor (Thex Editora, Rio). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br Homepage: www.jbherkenhoff.com.br.

domingo, 3 de abril de 2011

Até quando?

Mira

Xapuri está mais uma vez de luto em razão de tragédias que de tão anunciadas chegam a não surpreender, apesar de causarem intensa dor e sofrimento. No final da tarde deste domingo, a vida de Mira Silva, 37 anos, foi violentamente abreviada em acidente de motocicleta no centro da cidade. 

As circunstâncias que envolvem o fatídico acontecimento ainda não foram devidamente explicadas, mas são bastante presumíveis. De certo mesmo somente o fato de que alguma coisa precisa ser feita urgentemente em Xapuri para que tragédias como essa não voltem a se repetir.

A hora não é de procurar culpados (talvez eles nem existam individualmente), mas o momento exige que uma profunda reflexão seja feita por todos que vivem e trafegam nesta cidade: motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e, acima de tudo e de todos, por nossas autoridades.

Um minúsculo povoado que possui apenas quatro ruas e algumas travessas mal conservadas não poderia se transformar em um palco de sangue como se fosse uma dessas cidades de porte médio ou grande onde morrer no meio do asfalto já se tornou rotineiro e banal.

Caso seja feito um levantamento de acidentes de trânsito, fatais ou não, ocorridos em Xapuri nos últimos anos, certamente será encontrado um número estarrecedor. Para se ter uma vaga ideia da situação, apenas nessa última semana foram 4 ocorrências desse tipo, contando com a deste domingo, a mais grave.

A rua Cel. Brandão, a principal da cidade, está se tornando a via da morte em Xapuri. A expressão pode parecer exagerada, mas reflete uma triste realidade que assusta e deixa insegura a população que precisa transitar pela cidade todos os dias, principalmente as crianças que, em sua maioria, vão e voltam da aula sozinhas.

A grande maioria dos acidentes, no entanto, ocorre nos finais de semana, e quase a totalidade das mortes se perpetram nos domingos. Nenhum estudo especializado precisa ser feito para se detectar que os principais motivos das ocorrências são a combinação entre embriaguez, direção e excesso de velocidade.

Volto a dizer que fatos lamentáveis como o deste domingo não podem cair na banalidade como ocorre nas grandes cidades Brasil afora. Algo precisa ser feito imediatamente. Prefeitura, Câmara de Vereadores, Polícias, Ministério Público, escolas e população precisam discutir amanhã o que pode ser feito para que mais vidas não sejam interrompidas violenta e precocemente como foi a de Mira.

À família, o apoio e a solidariedade do blog.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Não é mentira!

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Por Josias de Souza

Habituado a produzir chistes na TV, o deputado-palhaço Tiririca (PR-SP) decidiu fazer graça também em Brasília.

Pendurou na folha de salários da Câmara dois colegas de profissão: os humoristas José Américo Niccolino e Ivan Oliveira.

Deve-se a revelação ao repórter Leandro Cólon. Ele conta que a dupla recebe o maior salário do gabinete. Coisa de R$ 8 mil, com gratificações.

Levam sobre os trabalhadores convencionais uma vantagem: os contracheques lhes chegam sem o inconveniente do derramamento de suor.

Atrações do programa “A Praça é Nossa”, Niccolino e Oliveira residem em São Paulo. E Tiririca não possui escritório na cidade.

Ouvido, Niccolino justificou as contratações –a sua e a do amigo— com um par de frases:

“A gente é bom para dar ideias”, disse. “Ele (Tiririca) escolheu a gente porque ajudamos na campanha, só por isso. Acredita que podemos dar boas ideias”.

Atribuiu-se a Niccolino e a Oliveira a autoria dos bordões que Tiririca recitou na propaganda eleitoral de 2010.

“Vote no Tiririca, pior do que está não fica", eis um deles.

"O que é que faz um deputado federal? Na realidade, não sei. Mas vote em mim que eu te conto", eis o outro.

Devagarzinho, Tiririca vai descobrindo o que faz um deputado. Em muitos casos, faz-se na Câmara o mesmo que ele fazia antes: palhaçada!

A diferença é que, quando urdida no escurinho de Brasília, longe dos holofotes, a graça de poucos converte-se em desgraça de muitos.

Financiadora da bilheteria, a plateia costuma ficar tiririca da vida sempre que é assaltada (ôps!) pela sensação de que, no circo brasiliense, pior do que está sempre fica.

1º de Abril

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Tenha um bom dia, de verdade.

Saúde vocal

Deputado Manoel Moraes propõe que governo do Estado distribua kits com microfones e amplificadores de voz para professores da rede pública

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Da assessoria do deputado

O líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Manoel Moraes, apresentou na Casa projeto de lei que autoriza a distribuição de kits com microfones e amplificadores de voz para professores da rede pública.

O projeto de lei apresentado pelo deputado socialista altera o artigo quarto da Lei 1.560, de 26 de fevereiro de 2004. Ainda de acordo com o projeto, terão prioridade ao kit os professores do quadro efetivo do Estado que tenham tido a saúde vocal prejudicada por causa do uso constante. “Temos que priorizar a saúde dos nossos servidores, afinal de contas são pessoas que se dedicam integralmente ao nosso Estado e precisamos preservá-los”, declarou o parlamentar.

Moraes diz que a aprovação do projeto ajudará que muitos professores não tenham que se afastar da função. “Se estes professores trabalham em condições precárias obviamente terão que se afastar em decorrência de doença, mas se dermos as mínimas condições isto evitará afastamentos das funções e quem ganha com isto é a classe e em última instância a comunidade em geral”, diz.

O deputado diz conhecer os inúmeros relatos de professores que começaram a desenvolver problemas simples nas cordas vocais e que posteriormente ficaram seriamente prejudicadas por falta de uma intervenção imediata. “Há pessoas que começam com um pigarro, depois uma rouquidão e, em muitos casos, houve a perda da voz. Isto implica em prejuízos pessoais, funcionais e sociais, requerendo depois um tratamento clínico adequado”, diz.

O projeto proposto pelo deputado socialista autoriza que o Estado do Acre distribua kits com dois microfones, sendo um de lapela e outro auricular, um amplificador e um carregador de pilhas. A distribuição será de responsabilidade dos Núcleos Estaduais de Educação.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Águas de fim de março

Fortes chuvas desta quinta-feira prejudicaram o tráfego na BR-317. A foto do jornalista Altino Machado mostra como ficou um trecho entre Capixaba e Xapuri. Veja mais imagens no jornal online O Alto Acre.

Mansonelose

Érica Silva do Nascimento, bióloga e pesquisadora da Fundação Osvaldo Cruz, está em Xapuri realizando levantamento sobre a ocorrência da mais nova doença identificada no Brasil, a mansonelose. 

A doença é causada por dois vermes, o Mansonella perstans e o Mansonella ozzardi, que também já foram detectados na Venezuela e na Colômbia e são originários, respectivamente, da África e das Américas Central e do Sul.

Os parasitas atacam o sistema linfático e a cavidade abdominal, instalando-se em membranas pericárdicas (do coração) e no sistema nervoso central. Os sintomas são frieza nas pernas, febre intermitente, dores de cabeça, coceira por todo o corpo e dores nas articulações.

A doença é transmitida pela picada de alguns mosquitos como, no caso do Brasil, o borrachudo (Simulium). A população ribeirinha amazônica é, segundo os estudos realizados até o momento, muito atingida pela mansonelose.

As pessoas que quiserem se submeter ao exame deve se dirigir ao centro de saúde Félix Bestene Neto de hoje até sexta-feira. No final de semana o atendimento ocorrerá em localidades da zona rural.

Informe-se mais sobre a doença no blog InovaBrasil.

Samba, não!

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Do jornalista Leonildo Rosas, da coluna Poronga e do Blog do Léo:

“Segunda-feira, o Alto Acre Esporte Clube mereceu reportagem especial no quadro Brasil Fora de Série, exibido no programa Sportv News. A reportagem destacou, além do time, os xapurienses Armando Nogueira e Chico Mendes. O ex-jogador de futebol e atual secretário de Esportes de Xapuri, Julinho Figueiredo, foi entrevistado por duas vezes.

Julinho Figueiredo só não pode ficar empolgado e compor um samba-enredo para os repórteres esportivos. Por mais que as letras de suas músicas, via de regra, busquem enaltecer os personagens distinguidos, os versos do bom xapuriense não trazem boa sorte aos homenageados. O colunista sabe, ao menos, o nome de três temas de carnaval que partiram para o andar de cima antes de a escola debutar na avenida”.

Cursos da Ufac

O município de Xapuri deverá ter três novos cursos da Universidade Federal do Acre a partir do segundo semestre. A informação está no blog Xapuri em Destaque, assinado por Haroldo Sarkis, diretor de Divulgação Social da prefeitura.

Na imagem, o prefeito Bira Vasconcelos e a promotora de justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel em reunião reitora da Universidade Federal do Acre Professora Olinda Batista. Os cursos de Pedagogia, Letras e Biologia serão oficializados em abril.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Combate à dengue em Xapuri

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Comentário enviado por Joaquim Vidal ao post “Dengue”:

Prezado Raimari,

Não é só transporte que falta no Setor de Endemias de Xapuri. O quadro de pessoal é insuficiente para desenvolver as atividades de campo. O nosso trabalho não é apenas o combate e controle da dengue.

O município tem outros agravos que são de responsabilidade do setor de endemias controlar. Vigilância epidemiológica em áreas com prevalência de malária e combate ao transmissor da leishmaniose, através de borrifação intradomiciliar, entrega e supervisão de mosqueteiros impregnados.

O RH do setor consta de 12 funcionários do quadro Ministério da Saúde, (a maioria doentes devido à exposição aos produtos químicos utilizados em seu labor), e 5 servidores do quadro do município. Não temos como atender a população de todas as localidades endêmicas com esse efetivo.

É difícil trabalhar tendo que aguardar a liberação deste ou daquele veículo da Secretaria Municipal de Saúde que não tenha outros afazeres, para podermos assim desempenhar nosso dever.

Quero ressaltar que todas as necessidades do órgão já foram comunicadas aos gestores do município, para que resolvam esta situação.

 Joaquim Vidal é técnico em entomologia e gerente de endemias em Xapuri.

Camisinhas e dengue

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A estatal Agência de Notícias do Acre noticia que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu ao governador Tião Viana, em audiência na capital federal, a liberação de R$ 10 milhões para duplicar a produção de preservativos da fábrica de Xapuri, a Natex, que passará de 100 milhões para 200 milhões de unidades por ano. Na audiência, o ministro da Saúde também garantiu novo repasse de recursos para o governo prosseguir na sua “luta vitoriosa” de combate à dengue no Estado.

Leia aqui a reportagem de Romerito Aquino.

José Alencar (1931–2011)

"Se Deus quiser que eu morra, ele não precisa de câncer para isso. Se ele não quiser que eu vá agora, não há câncer que me leve".

Morre em São Paulo no Sírio Libanês o ex-presidente José Alencar

José Alencar Gomes da Silva, ou simplesmente José Alencar, morreu nesta terça-feira (29/03) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O ex-vice-presidente da República, que com seus 79 anos deu o exemplo de luta e fé durante mais de uma década de batalha contra o câncer, tinha sido internado na tarde de segunda-feira às pressas, com o quadro de obstrução intestinal.

Nascido em Muriaé, na Zona da Mata mineira, em 17 de outubro de 1931, Alencar foi um dos empresários e políticos brasileiros de maior expressão nos últimos anos. Foi senador pelo estado de Minas Gerais e vice-presidente do Brasil de 1 de janeiro de 2003 a 1 de janeiro de 2011.

José Alencar foi um dos maiores empresários do estado de Minas Gerais, construiu um império no ramo têxtil, sendo a Coteminas sua principal empresa. Elegeu-se vice-presidente da República do Brasil na chapa do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, conseguindo a reeleição em 2006, assegurando, portanto, a permanência no cargo até o final de 2010

Leia mais aqui.