quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Procurava-se


Foto e texto: Joseni Oliveira

Agentes da Polícia Civil prenderam nesta semana, próximo a Xapuri, um fugitivo da justiça que tinha dois mandados de prisão expedidos por tráfico de drogas e assaltos. Um de Porto Velho, em Rondônia, e outro de Rio Branco, no Acre.

Ortênio Rodrigues, 31, e outra pessoa que não foi identificada, embrenharam-se na mata quando avistaram uma blitz da Polícia Rodoviária Federal na BR-317.

Os dois viajavam em uma bicicleta no sentido Brasiléia - Rio Branco. Considerando a fuga dos dois estranha, os patrulheiros federais pediram reforço da delegacia de policia de Xapuri que iniciaram as buscas aos suspeitos.

Os agentes civis conseguiram prender Ortênio Rodrigues quase doze horas depois. Ele carregava uma mochila com um quilo e meio de cocaína. A prisão foi efetuada há cerca de cinco quilômetros da fábrica de pisos de madeira localizada na BR-317.

A polícia informou que o traficante usava dois outros nomes falsos para não ser identificado e não portava nenhum documento. Seu nome verdadeiro só foi descoberto depois de uma investigação feita pelos agentes civis.

O auto de flagrante foi lavrado pelo delegado Mardílson Vitorino nesta quarta-feira. Ortênio Rodrigues deve ser encaminhado ao presídio estadual em Rio Branco ainda nesta semana.

Impasse na floresta

Sem incentivos, extrativistas criam gado para viver

Agência Kaxiana


A ausência de projetos econômicos de uso múltiplo florestal sustentável pode ser considerada a principal causa do desmatamento da Amazônia até nas unidades de conservação criadas por lei na região para manter a grande floresta tropical em pé.

Exemplo claro dessa situação vem ocorrendo numa unidade de conservação criada há 18 anos no Acre para se transformar em modelo de sustentabilidade amazônica. Trata-se da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, com quase um milhão de hectares de floresta abrangendo seis dos 22 municípios do Acre e que recebeu o nome do sindicalista acreano para mostrar a sua importância no contexto de uma Amazônia saudável e sustentável.

Por falta de projetos econômicos que explorassem de forma sustentável as matérias-primas existentes na floresta – sementes, essências, ervas, entre outras – parte das famílias de seringueiros e pequenos agricultores ali assentados começaram nos últimos anos a criar gado como forma de obter renda para sustentarem seus filhos. Para isso, desmataram mais do que a legislação ambiental permite. E hoje, está instalado o conflito, com o Ibama ameaçando retirar quase 300 famílias (ou 1.500 pessoas) das duas mil assentadas na Resex desde a sua criação.

Segundo publicou o jornal A Gazeta, esta semana uma equipe do Ibama, juntamente com a Polícia Federal, vai até as áreas da Resex Chico Mendes para notificar as famílias assentadas de que elas estão em situação irregular.


Falando ao jornal acreano, Sebastião Santos, chefe da Resex, disse que um levantamento preliminar foi feito e identificou a presença de pelo menos 300 famílias irregulares, entre as duas mil que vivem na reserva. “Não significa que as 300 terão que sair. Se existir a possibilidade de regularizar a situação, não haverá problema, mas há casos que será preciso retirar”, explicou.

A Resex tem cerca de um milhão de hectares e compreende os municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Capixaba, Xapuri, Sena Madureira e Rio Branco. O administrador da Resex explicou que, para viver na reserva, que se trata de uma área de proteção ambiental, as famílias não podem desmatar mais do que 30 hectares e têm de viver, sustentavelmente, dos recursos da floresta, de forma a complementar a renda. Ele não falou, no entanto, do apoio que o Ibama deveria ter dado para o desenvolvimento de projetos econômicos sustentáveis dos recursos florestais.

Segundo confirmou o chefe da Resex, além do desmatamento desenfreado, há famílias que estão realizando atividades proibidas, como a criação de gado. “Existe um limite para desmatar e muitos não estão respeitando isto. As situações de irregularidades são diversas”, acrescenta ele.


Caso sejam confirmados os casos de irregularidades, as famílias receberão uma notificação e poderão responder processos criminais. Se não for possível o ajustamento de conduta, elas receberão um prazo para sair. “Só haverá expulsão no caso de resistência, mas acredito que não haverá necessidade”, conclui.

“Remover estas famílias é um erro”, alerta Veronez


O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez disse ao jornal acreano que a atitude de retirar as famílias que ocupam a Resex Chico Mendes, há tantos anos, seria um erro com conseqüências indesejáveis.

Veronez assinalou que o Ibama tem agido com muita virulência contra os produtores e que o órgão deve repensar a sua forma de atuação. “A lei não deve ser aplicada injustamente. São todos pequenos produtores, e a pecuária é uma forma de sobrevivência para eles. Antes de qualquer atitude, é preciso que o diálogo e o bom senso prevaleçam”, diz Veronez.

Para o presidente da federação, as famílias não estão agindo com má-fé e, por questões de sobrevivência, devem ter o direito a uma pequena criação de gado. Para o pecuarista, é preciso que programas de reflorestamento sejam criados como forma de resolver o problema.

“Claro que precisa haver a necessária vigilância, mas isto não aconteceu do dia para noite. A culpa do que está ocorrendo é dos fiscalizadores, que foram omissos. Agora, é preciso encontrar uma solução. Não se pode estabelecer conflito onde não há”, destaca.

Assuero Veronez lembrou que a agricultura no país vive um momento preocupante devido à crise econômica mundial e que sofrerá ainda um forte impacto no ano que vem. “A agricultura é uma atividade de risco, além de não ser nada fácil”, completou.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Resende explica fábrica de pisos na Aleac

Depois do fracasso do consórcio liderado pela empresa paranaense Marinepar, o governo do Acre reformula o quadro societário da Fábrica de Pisos de Xapuri e anuncia para maio de 2009 o início do funcionamento da indústria



A reportagem a seguir é de Edmilson Ferreira, da Agência de Notícias do Acre:

Complexo Industrial Florestal de Xapuri inicia beneficiamento em maio de 2009

Passada a fase de reformulação na composição societária, o Complexo Florestal Industrial de Xapuri inicia fase de beneficiamento em maio do próximo ano. O empreendimento, localizado na BR 317 perto do acesso à cidade de Xapuri, está sendo gerenciado pela parceria público-privado-comunitária liderada pelo consórcio composto pelas empresas Triunfo, Ouro Verde e Albuquerque Engenharia.

Manejadores comunitários com propriedade de até 600 hectares também sócios e já estão realizando trabalho de campo, fazendo a seleção das primeiras unidades usadas no beneficiamento. Eles participarão em 15% no lucro líquido do empreendimento. A previsão de faturamento é de US$ 12 milhões ao ano, considerando três turnos de produção a partir do segundo ano.

As informações foram repassadas aos deputados estaduais presentes à sessão desta terça-feira da Assembléia Legislativa pelo secretário de Florestas, Carlos Resende, atendendo requerimento de convocação do deputado estadual Luiz Calixto. Respondendo às perguntas de maneira clara e objetiva, Resende mostrou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento comunitário e para a consolidação da economia de base florestal no Acre. “Apresentação foi clara e os deputados a entenderam”, avaliou Resende, que convidou os deputados a conhecerem o complexo e os novos sócios.

Reformulação da sociedade obedece à legislação

O processo de reformulação na sociedade, que compõe o Complexo Agroindustrial de Xapuri, lembrou o secretário, foi transparente e obedeceu à legislação. A unidade ampliou seu portfólio de produtos, que eram somente pisos e decks, passando a produzir também molduras, esquadrias e casas pré-fabricadas. A produção mensal será 1.300 metros cúbicos de madeira serrada com consumo de madeira em tora de 40.000 a 50.000 metros cúbicos por ano. Pelo menos 200 empregos diretos serão gerados a partir da implantação de torno e faqueadeiras.

Segundo a exposição de Resende, a localização da unidade é estratégica porque a BR-317 é potencial corredor de escoamento da produção agro-florestal no eixo da rodovia do Pacífico. Como novas oportunidades, o secretário frisou o aumento do percentual de madeira comercializada proveniente de planos de manejo privados que em 2202 compunham 4,4% do total produzido e registrou um salto em 2006, perfazendo 84% da produção.

Para Resende, a ampliação do capital humano na atividade florestal é fundamental no processo. Atualmente, o complexo mantém 490 famílias cadastradas com plano de manejo comunitário num raio de 200 quilômetros da fábrica. E a meta, anunciou Resende, é seguir o fortalecimento da produção comunitária, assegurando com que 70% da matéria-prima desse grupo têm compra garantida.

O complexo recebeu investimentos de R$ 32,15 milhões em recursos do BNDES e do Governo do Estado. Possui 330 metros quadrados de área construída. Haverá excedente na geração de energia elétrica, o que poderá ser aproveitado pela rede convencional para a cidade de Xapuri. Além disso, a unidade poderá promover a venda de crédito de carbono, o que se traduz em política de valorização do ativo florestal também.

Consolidado, o complexo traz a possibilidade de fomentar o plantio de florestas para abastecimento da termoelétrica, gerando emprego e renda. Além de abastecer o mercado interno, há vinte países potenciais para comercialização dos vários produtos que serão fabricados na indústria, a qual contará com um núcleo de ensino e extensão possibilitando ingressar novos profissionais no mercado de trabalho.

A unidade irá implantar sistema via satélite de monitoramento de árvores de manejo através do Modeflora, inventário criado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que reduz custos no processo de identificação e corte de árvores.

Atualmente existem cerca de 980.000 hectares de florestas manejadas no Acre, sendo que 60.000 hectares 16.400 metros cúbicos de madeira. Estão divididos em 17 planos de manejo comunitários, atendendo a 301 famílias. Na região do Alto Acre, há 205 famílias com 20,5 mil hectares de planos de manejo produzindo.

Escrevendo o futuro

Alunos e professores do Acre participam da final da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, no próximo dia 1º de dezembro, em Brasília
Na próxima segunda-feira (01/12), será realizada no Hotel Alvorada, em Brasília, a final da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O programa, que tem como objetivo formar professores para estimular a leitura e o desenvolvimento de competências para a escrita em alunos de escolas públicas brasileiras, premiará 15 alunos e professores de todo o País. Entre os 150 finalistas selecionados em todos os estados brasileiros que participarão do evento estão três alunos do Acre. São eles:
Gênero Poesia:
Elaine Coelho Pedrosa
Professora Sibele Vieira da Costa
Escola Luiza Batista de Souza
(Rio Branco, AC)
Gênero Artigo de Opinião:
Abraão da Silva Lima
Professora Maria de Fátima do Monte Souza
Escola Flodoardo Cabral
(Cruzeiro do Sul, AC)
Gênero Memória:
Caroline Souza de Freitas
Professora Ana Lima Cordeiro Gomes
Escola São José
(Cruzeiro do Sul, AC)
Assessoria de Imprensa da Fundação Itaú Social

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Iluminação pública

Comentário do leitor Alferino sobre a situação que encontrou ao visitar Xapuri no final de semana:

“Este final de semana estive visitando familiares e amigos em Xapuri e vi uma cidade em ruínas, até comentei com um amigo se não seria possível fazer uma solicitação para o governo implantar na cidade aquele programa Luz Para Todos (risos), diga-se de passagem, um dos excelentes programas do governo federal. Claro que isso foi uma brincadeira, mas a cidade esta completamente às escuras, a nova administração vai ter muito trabalho, desejo boa sorte ao novo prefeito e aos moradores de Xapuri”.

Meu comentário: Em Xapuri, a falta de iluminação pública é uma das muitas vergonhas resultantes da incapacidade administrativa vigente arrostada pela população, seja da área considerada central ou da periférica. Os recursos tomados da mão do consumidor, através das faturas mensais da Eletroacre, simplesmente não são aplicados na iluminação das ruas. Esse trabalho é realizado esporadicamente pela prefeitura, quando as reclamações tomam proporções insuportáveis ou quando o Ministério Público obriga, como ocorrido no ano passado. A prefeitura, na gestão do ex-prefeito Júlio Barbosa, chegou a utilizar a taxa para pagamento de débitos atrasados dos órgãos municipais com a Eletroacre. A prática desrespeitosa foi mantida pela administração atual e coibida pelo MPE.Vai ser preciso muito mais do que sorte para reconstruir essa ruína que se tornou Xapuri.

Semana Chico Mendes

Programação prevê pronunciamento do presidente Lula direto de Xapuri no horário em que o líder sindical foi assassinado há 20 anos na porta dos fundos de sua casa


Ambientalista acreano foi assassinado em 1988, na cidade de Xapuri. Sua luta em prol da natureza e da permanência do homem na floresta é conhecida mundialmente (Foto: Agência de Notícias do Acre)

A presidente do Instituto Chico Mendes, sediado em Xapuri, Elenira Mendes, informou neste domingo (23) que o presidente Lula fará um pronunciamento em rede nacional no próximo dia 22 de dezembro, no mesmo horário em que o líder sindical foi assassinado em 1988, por volta das 18 horas. Segundo Elenira, a coordenação da Semana Chico Mendes, junto com o governo do Estado do Acre, ainda vai confirmar com a assessoria do Presidente se o pronunciamento será feito de Xapuri ou de Brasília.

Elenira Mendes divulgou também o calendário de atividades já confirmadas da Semana Chico Mendes, que marca os 20 anos da morte do seringueiro que mudou a história do movimento ambiental no Brasil. A programação oficial será aberta no dia 15 de dezembro, data em que o líder sindical completaria, se vivo fosse, 64 anos de idade, no teatro Plácido de Castro, em Rio Branco, com a apresentação de uma edição do projeto Sempre um papo, pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura. Na mesma data serão lançados os outdoors lembrando a história de Chico Mendes, que serão espalhados pelo Acre.

Antes da abertura da Semana Chico Mendes alguns eventos importantes serão realizados, na primeira quinzena de dezembro, em Rio Branco. No dia 2 acontecerá o Encontro Chico Mendes para a Juventude, no colégio Serafim Salgado Filho, e no dia 10 a Sessão Especial da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça para discutir sobre o processo de anistia de Chico Mendes. Ainda será confirmada a realização de encontro dos trabalhadores rurais para realização de assembléia, debates e criação de parques ambientais municipais em Brasiléia e Epitaciolândia.

A agenda de eventos é ampla e não se restringe apenas à Semana Chico Mendes, realizada todos os anos entre 15 e 22 de dezembro. A programação referente ao Ano Chico Mendes, como passou a ser chamado 2008, já está sendo movimentada desde o mês de outubro em vários locais do Brasil e do mundo. Nos dias 31 de outubro e 3 de novembro, o seringueiro foi homenageado nas cidades de Gênova, na Itália, e Lisboa, em Portugal, respectivamente.

No dia 16 de dezembro, uma terça-feira, será realizada a entrega do 2º Prêmio Chico Mendes de Cultura - desenhos e poesia de alunos da rede estadual de ensino médio, na Usina de Artes João Donato. Na quarta-feira, dia 17, acontecerá o lançamento do Livro “Vozes da Floresta”, com a participação especial do Poeta Thiago de Mello, autor da obra.

Na quinta-feira, dia 18, acontece a programação cultural do Seringal Cachoeira, local de nascimento de Chico Mendes. Na noite do mesmo dia, na Fundação Chico Mendes, em Xapuri, será exibida a Mostra dos filmes sobre Chico Mendes: Eu Quero Viver e O Sonho de Chico Mendes, produção de Adrian Cowell e Vicente Rios.

Na sexta-feira, dia 19, a Mostra do filmes sobre Chico Mendes acontecerá em Rio Branco, no Teatro Hélio Melo. Em Xapuri, no mesmo dia, será aberto o encontro Aliança dos Povos da Floresta, que será encerrado somente no domingo, dia 21, quando acontecerá, em Rio Branco, a entrega do Prêmio Chico Mendes de Florestania e a inauguração da Galeria dos Premiados.

Na segunda-feira, 22 de dezembro, dia em que o assassinato de Chico Mendes completa 20 anos, será celebrada missa com a Presença do bispo Dom Moacir e do padre Luís Ceppi, na igreja de São Sebastião. A caminhada e visita ao túmulo do seringueiro acontecerão pela parte de manhã.

Para as 18 horas do dia 22 está previsto o pronunciamento do Presidente Lula. A proposta é que o Presidente faça um pronunciamento em rede nacional, em Xapuri, no horário em que ocorreu o assassinato de Chico Mendes. Se isso não for confirmado, a coordenação da Semana Chico Mendes vai articular, junto com o governo do Estado, para que o pronunciamento seja feito de Brasília.



Leia também: Semana Chico Mendes prevê pronunciamento em rede nacional do presidente Lula a partir de Xapuri

E confira ainda: A agenda de atividades da Semana Chico Mendes

Resex Chico Mendes

Operação da PF e Ibama expulsa ocupantes ilegais



Criada há 18 anos, a Reserva Extrativista Chico Mendes, localizada na região sudeste do Estado, abrangendo os municípios de Rio Branco, Capixaba, Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Sena Madureira, é alvo, a partir de hoje, de uma operação da Polícia Federal e Ibama para a retirada de ocupantes ilegais de uma área de quase 1 milhão de hectares, onde mais de 45 mil hectares de florestas já foram transformados em pastagem para alimentar um rebanho bovino de 10 mil cabeças. Na Resex Chico Mendes existem 231 criadores de gado, sendo que 74 áreas abrigam rebanhos com mais de 30 cabeças, que é o máximo permitido pelo Plano de Utilização.

Leia mais no Blog da Amazônia assinado pelo jornalista acreano Altino Machado.

domingo, 23 de novembro de 2008

Bira prepara início de governo

Com dificuldades para realizar o trabalho de transição, prefeito eleito de Xapuri reúne representantes de setores para detalhar projetos constantes no plano de governo



A menos de quarenta dias para assumir o cargo, o prefeito eleito de Xapuri, Bira Vasconcelos (PT), não está encontrando facilidades para realizar o trabalho de transição. Era de se esperar que a conversa mole de Vanderley Viana, de que não imporia obstáculos para que o seu sucessor tivesse acesso às informações necessárias para o planejamento do novo governo, era pura balela.

“O prefeito não está abrindo as portas”, diz Bira, que para saber como andam os convênios do município junto aos ministérios teve que recorrer à Brasília. O certo é que coisa boa não espera pela nova administração petista. O reincidente Vanderley Viana tomou nesta semana mais um puxão de orelhas do TCE por gastança irregular.

Apesar das esperadas dificuldades para fazer o processo de transição entre os governos, Bira não está perdendo tempo com a preparação do início de sua administração. No escritório montado na rua Cel. Brandão, já começou a fazer reuniões para discutir os quatro eixos que regem seu plano de governo: educação; saúde; produção e esporte, lazer e cultura.

Participam dos encontros pessoas ligadas a essas áreas no município. O trabalho consiste em discutir e definir como serão executados os 77 projetos que constam no programa de governo, previstos para ser efetivados em quatro anos. Na última sexta-feira, 21, o encontro foi com os representantes do esporte, com grande participação de pessoas.

A expectativa com relação à área de esportes, lazer e cultura é muito grande em Xapuri, assim como o é também em todas as demais áreas, dado o abandono em que a cidade se encontra. No esporte, especificamente, o retrocesso foi total. Em quatro anos, o campeonato municipal de Xapuri praticamente deixou de existir e os times, sem apoio, se desorganizaram. As outras modalidades esportivas foram totalmente esquecidas.

A proposta de Bira para reestruturar o outrora bom futebol xapuriense é simples, objetiva e bem coerente com a realidade do município. Entre os principais pontos está a readequação do velho estádio Álvaro Felício – que já foi Góes e Castro -, a reativação da antiga LXD – Liga Xapuriense de Desportos – ou a criação de outra entidade desportiva, e o resgate dos tradicionais times de futebol da cidade, como Vasco da Gama, Brasília, Santiago, Olaria, Paysandu, América e outros.

O maior desafio parece ser o estádio municipal, que precisa ser dotado de condições básicas para o funcionamento de competições. Falta iluminação para jogos noturnos, vestiários para os atletas e banheiros para o público. O inacreditável é que nos últimos 8 anos os prefeitos Júlio Barbosa e Vanderley Viana não tenham conseguido executar com eficiência um projeto de melhoramento do estádio para o qual haviam disponíveis recursos da ordem de R$ 500 mil. Como a primeira fase do projeto não foi bem executada, perdeu-se o restante do dinheiro, relativo à segunda fase. Outro exemplo a não ser seguido.

No meio do caminho

Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

sábado, 22 de novembro de 2008

J. L. Bulcão

A photo story 20 years after Chico Mendes' death



O fotógrafo brasileiro J. L. Bulcão, radicado em Paris, enviou e-mail neste sábado informando sobre a reportagem que fez em Xapuri, no mês de julho deste ano (veja aqui), sobre os 20 anos da morte do líder sindical Chico Mendes.

Bulcão permaneceu em Xapuri por uma semana e visitou várias localidades na Reserva Extrativista Chico Mendes. Clique no link http://issuu.com/j.l.bulcao/docs/chicomendes_by_bulcao para conferir o resultado do trabalho do jornalista.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Gastança

A informação de que o Tribunal de Contas do Estado abriu mais um procedimento contra o prefeito Vanderley Viana (veja aqui) é um indicativo da situação em que a nova administração de Xapuri vai encontrar as contas do município. O novo processo tem o objetivo de calcular o valor da multa a ser aplicado ao prefeito, por conta das irregularidades detectadas durante a análise dos balanços financeiros da prefeitura de Xapuri, referente ao quarto bimestre de 2008. Segundo parecer da relatora, conselheira Naluh Gouveia, o prefeito está gastando além da capacidade financeira do município.

Além de notificar Vanderley Viana para corrigir as irregularidades apontadas, o Tribunal de Contas encaminhou cópias do Relatório Resumido da Execução Orçamentária da prefeitura de Xapuri ao Ministério Público Estadual e à Câmara de Vereadores do município, para que, com base no mesmo, possam adotar as medidas cabíveis. Vale ressaltar que este não é o primeiro alerta expedido pelo TCE ao prefeito de Xapuri, que perante o Tribunal de Contas já é considerado reincidente. Resta saber em que o prefeito tanto gasta, uma vez que na cidade não se vêem tantos benefícios.

Com um pé atrás

Luciano Pires

Ando cada vez mais cético. Olha só esse escândalo da operação Satiagraha, com o delegado Protógenes. O herói que prendeu o banqueiro desonesto agora é o indiciado que passa por cima da Constituição e abusa de seu poder de polícia. Mas basta sair às ruas para ver a manifestação pró Protógenes numa esquina e a manifestação contra Protógenes na outra...


Todos cheios de razão. Afinal, ele é mocinho ou bandido?

Algum tempo atrás Oscar Niemeyer fez 100 anos. A vida toda li e ouvi que ele é o grande nome da arquitetura brasileira, admirado em todo o mundo, criador de obras que entraram para a história da humanidade. Mas na comemoração de seu centenário, dezenas de críticos caem de pau. Ele seria apenas um bom escultor e péssimo arquiteto. Faz coisas bonitas, mas impossíveis de serem habitadas. E é comunista. Prega um mundo justo, de paz entre os homens, mas defende regimes como o de Fidel Castro, Stalin e outros assassinos.

Pelé é o maior jogador de futebol do mundo, personagem requisitada e sempre presente nos mais importantes eventos globais. Mas a crítica cai de pau sobre ele desde que afirmou uns trinta anos atrás que o brasileiro não sabia votar. Pelé era bom de bola, mas tem que ficar de boca fechada...

Aprendi na escola que os Bandeirantes foram os grandes heróis brasileiros, os homens destemidos que conquistaram o Brasil, derrotando os índios selvagens. Para descobrir mais tarde que eram bandidos sanguinários.

E os espanhóis que conquistaram a América Latina? Admiráveis guerreiros e navegadores que descobriram novos mundos e acabaram com costumes selvagens das tribos que sacrificavam seres humanos. Mas um outro ângulo diz que eles eram saqueadores, genocidas. Exploradores.

E Che Guevara? O herói romântico que embalou os sonhos de várias gerações? Surge agora como um psicopata que matava por prazer, não tomava banho e foi o covarde que implorou para não ser morto.

E os estadunidenses que lutaram contra o comunismo e salvaram povos de massacres perpetrados por ditadores perversos? Admiráveis, não é? Mas são os exploradores capitalistas, invasores em busca de riquezas naturais, que destroem as culturas regionais, etc etc etc.

Lula? É amado por uns, odiado por outros. Como Bush. Obama. Bento 16. Chaplin. John Lennon. Jesus Cristo. Gandhi. Juscelino... até Deus!

Escreva aqui o nome de quem você quiser. Sempre aparecerá alguém com uma história que ninguém sabia, comprovando que ele ou ela tem ou tinha um comportamento questionável que deve ser criticado.

Ninguém mais é absolutamente bom. E, se um dia foi, era por falta de informação de quem o admirava...

E para piorar temos cada vez menos tempo para dedicar aos estudos, à reflexão. E assim o tempo passa a ser inimigo do entendimento e da coerência. Pressionados pelo tempo ouvimos rapidamente, lemos rapidamente e tiramos nossas conclusões incertas e superficiais.

É duro admitir, mas aos cinqüenta anos de idade fico a cada dia mais cético. Não tenho mais segurança para defender ninguém que eu não conheça profundamente. Acabaram o preto e o branco. Tudo ficou cinza quando mergulhamos na era da informação temos toda ela à nossa disposição, contra, a favor ou muito pelo contrário. E precisamos selecionar. Julgar. E escolher.

Por isso fica cada vez mais importante ser cético. Mas não o cético-burro, que adota o ceticismo como postura política perante o mundo, que não acredita em nada.

O ceticismo que me interessa é o ceticismo como método, acreditando que a certeza, o preto, o branco, o bom e o mau são possíveis, sim senhor.

Mas sempre com um pé atrás.

◙ Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A pequena e não mais pacata Xapuri

Apesar de continuar sendo a pequena cidade de interior que não experimenta grandes avanços nos aspectos econômico e social faz muitas décadas, Xapuri se vê na atualidade diante de uma situação preocupante no que diz respeito ao aumento dos índices de criminalidade, e já não pode mais ser chamada, como antigamente, de uma cidade pacata, onde os cidadãos podiam dormir de portas e janelas abertas.

Mesmo sem recorrer a dados oficiais, percebe-se que nos últimos anos tem sido crescente o número de ocorrências policiais relacionadas, principalmente, ao tráfico de drogas, que avança vertiginosamente no município, além dos casos de homicídios que, vez por outra, assustam a comunidade local, como ocorreu no caso do assassinato da esposa do fazendeiro Darly Alves, no último domingo, morta pelo próprio enteado.

Exemplo da situação que toma conta de Xapuri foi uma ocorrência registrada nesta quinta-feira (20) em um bar em pleno centro comercial da cidade, na rua 17 de novembro, que escondia, além de certa quantidade de substância entorpecente, um pequeno arsenal de posse do dono do estabelecimento, Manoel Maria Barbosa do Nascimento, 29, que foi preso em flagrante.



Um telefonema anônimo, recebido no início da tarde, levou a Polícia Militar de Xapuri ao local onde foram encontradas duas espingardas - uma de calibre 36 com 17 cartuchos municiados e outra de calibre 20, de cano cerrado - duas facas tipo punhal e 62 espoletas, além de um frasco contendo pólvora e um saco com farta quantidade de chumbo.

Além das armas e da munição, a polícia encontrou também uma trouxa contendo substância entorpecente ainda não identificada. Manoel Maria, que afirmou ser dele apenas uma das espingardas, está preso na Delegacia Geral de Xapuri e vai responder pela posse da droga e pelo porte ilegal das armas.

Esta foi a terceira ocorrência envolvendo apreensão de entorpecentes em Xapuri num prazo duas semanas. Há alguns dias, a polícia apreendeu 47 papelotes de maconha e flagrou um pequeno acampamento em uma estrada vicinal conhecida como “Ramal do Boró”, onde traficantes comercializavam e consumiam drogas durante a noite. O piscar dos isqueiros era o sinal para os clientes de que havia mercadoria disponível no local.

Ainda nesta quinta-feira, na delegacia de Xapuri, o delegado Mardílson Vitorino cuidava de dois casos graves de violência. O primeiro de uma suposta tentativa de homicídio, com a apreensão de uma espingarda, cujo provável dono disparou contra a vítima, depois de roubá-la, e ainda procurou a polícia para denunciá-la por danos morais, segundo o delegado. O segundo é de uma garota de 12 anos, que alega ter sido vítima de um estupro que ainda está sendo investigado.

Trabalho social para combater o crime


Aula inaugural do Curso de Formação de Escoteiros do bairro Sibéria

O capitão Denílson Lopes, comandante da PM de Xapuri, afirma que apesar do trabalho contínuo da polícia no combate ao tráfico e outras modalidades de crimes, as ocorrências são constantes. Com o objetivo de combater o crescimento do comércio e do consumo de drogas em Xapuri, ele deu início, na semana passada, a um projeto de Policiamento Comunitário nos bairros periféricos da cidade.

O projeto envolve crianças e adolescentes, através da formação de grupos de escoteiros, que estão sendo treinados em cursos de formação nos bairros de maior exposição de jovens aos efeitos da criminalidade. Nesta quinta-feira, foi realizado mais um encontro preparatório, que reuniu cerca de 100 crianças no bairro da Sibéria. Os escoteiros vão atuar junto às comunidades em um trabalho de conscientização da população mais pobre da cidade.

O militar acredita que somente com um trabalho preventivo, com base no envolvimento da própria comunidade, é possível evitar que as gerações mais novas sigam o mesmo caminho já trilhado por boa parte da juventude do município. “As drogas estão em todo lugar. Nas ruas, nos bairros e até nas escolas. É preciso fazer um trabalho social, de prevenção, para se obter resultados em longo prazo”, diz ele.

Epitaciolândia tem risco de surto de dengue

Levantamento de índice de infestação também revela que a capital, Rio Branco, está em estado de alerta. Em Xapuri, a falta de digitador faz com que os dados do município não sejam atualizados, de acordo com a direção da Funasa

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (20), resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti, que revela que no estado do Acre o município de Epitaciolândia, a 72 quilômetros de Xapuri, tem risco de surto de dengue.

O estudo indica ainda que a capital (Rio Branco) se encontra em estado de alerta. Os dados demonstram a importância da continuidade das ações de prevenção e combate à dengue para evitar que o cenário evolua para a piora da situação. No estado, apenas essas duas cidades realizaram o Levantamento.

Apesar de apresentar situação de alerta, Rio Branco tem áreas com índice de infestação que indicam possibilidade de surto. São regiões do município com índices de infestação que chegam a 6,4%.

Em Epitaciolândia, o lixo é o criadouro predominante para o mosquito. Já na capital, a população deve ficar atenta às caixas d’água, tonéis, poços e tambores, pontos preferidos de proliferação dos insetos.

Nesta quinta-feira (20), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que colocará 50 militares à disposição do estado do Acre para as ações de combate à dengue. O treinamento será fornecido pelo Ministério da Saúde. Para todo o país, o efetivo disponível é de 2.271.

Em Xapuri, o gerente de endemias da Funasa, Élson Fadúl, informa que há dois meses as informações sobre o índice de infestação predial do município não são inseridas no sistema. O motivo, acreditem, é a falta de digitador. A profissional que trabalhava nesta função, segundo ele, foi demitida pela prefeitura e desde então, as atualizações não são feitas. Isso significa que não é possível se saber, no momento, como está a situação de risco com relação à dengue em Xapuri.

Péssima idéia esta de colocar nas mãos do município as ações da Funasa.

Metodologia do LIRAa

O LIRAa tem como objetivo identificar com antecedência as áreas de maior risco de formação de criadouros do mosquito transmissor. Os resultados permitem o planejamento e a intensificação de ações de combate ao vetor da doença, assim como as atividades de mobilização, comunicação e de educação.

Neste ano, 161 municípios de todo o país participaram do levantamento. São cidades que se enquadram nos critérios: capitais e municípios de regiões metropolitanas; municípios com mais de 100 mil habitantes; e municípios com fluxo de turistas e de fronteira.

Para ser realizado, o município é dividido em grupos de 9 mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. Em cada grupo, também chamado estrato, são pesquisados 450 imóveis. Os estratos apontam três situações: até 1% de infestação, significa que o município está em condições satisfatórias; de 1% a 3,9% indica situação de alerta; e superior a 4% aponta risco de surto de dengue.

Com informações da Agência Saúde

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Crime da fazenda Paraná

Irmão da mulher de Darly comparece à delegacia de Xapuri para denunciar supostas ameaças do fazendeiro contra a esposa

Manoel Martins da Silva, irmão de Francisca Wanderléia Martins da Silva, mulher do fazendeiro Darly Alves assassinada no último domingo na fazenda Paraná, esteve na delegacia de Xapuri na manhã desta segunda-feira. Ele pretende informar o delegado Mardílson Vitorino de Siqueira, responsável pelo caso, sobre supostas ameaças que o fazendeiro teria feito contra a vítima.

As informações são da assistente da escrivania da delegacia de polícia de Xapuri, Francisca Flores do Nascimento. Segundo ela, Manoel foi orientado a retornar na próxima sexta-feira, quando o delegado, que está em Rio Branco no dia de hoje, retornará à cidade. Mardílson responde também pela delegacia do município de Epitaciolândia.

A família da vítima suspeita que Darly Alves tenha envolvimento com o assassinato da esposa, que foi morta por um filho do fazendeiro, José Góes Neto da Silva, 18, que está preso na delegacia de Xapuri. Em depoimento ao delegado Mardílson Vitorino, José Góes confessou o crime e assumiu toda a responsabilidade pela decisão de matar a madrasta. O único motivo apresentado por ele foi o fato de entender que “Léia”, não gostava de seu pai e tinha interesse em seu dinheiro.

Darly Alves disse, no dia do crime, que tinha um bom relacionamento com a esposa com quem convivia há quatro anos. “Ela gostava de mim, cuidava de minhas coisas e eu gostava muito dela”, afirmou ele enquanto esperava ser ouvido pelo delegado. O fazendeiro contou também que José Góes tinha ciúmes da madrasta e que esse seria o único motivo para que o filho resolvesse matá-la. Os familiares de Francisca, entretanto, discordam dessa boa convivência e afirmam que a mulher pretendia se afastar de Darly, motivo pelo qual estaria sendo ameaçada por ele.

Um ponto que pode pesar a favor de Darly é o de que foi o próprio fazendeiro quem indicou à polícia o possível paradeiro de José Góes após ter cometido o crime. Ele estava na casa de parentes no bairro João Eduardo, em Rio Branco, depois de ter fugido pela BR-17, e foi preso no mesmo dia pelo delegado de Xapuri, com o cartucho calibre 16, descarregado, que usou para matar a mulher, ainda no bolso. Contra, pesam seu passado e fama.

Para Mardílson Vitorino, o delegado, o caso já está praticamente encerrado. Resta saber se as informações trazidas pelo irmão da vítima terão força para fazer com que a polícia abra um novo procedimento com relação ao caso, uma vez que existe um réu confesso e que assume para si toda a responsabilidade pelo crime.

Atendimento médico indireto

Leitor(a) anônimo(a) reclama do atendimento de uma médica do hospital Epaminondas Jácome, de Xapuri. Segundo ele(a), a médica atende pacientes por intermédio de Técnicas de enfermagem, que ouvem as queixas dos mesmos e levam à profissional que, por sua vez, as orienta sobre que procedimentos tomar (veja aqui). Será que isso é possível de acontecer em uma unidade de saúde?

A única forma de se saber é o anônimo(a) criar coragem de mostrar a cara e denunciar essa estranha forma de atendimento médico indireto ao conselho existente no hospital criado para acompanhar os casos em que a população não se sente satisfeita com o atendimento recebido. Uma conversa com a direção do hospital também deve resolver o problema, caso seja verídica a reclamação.

Tenho visto casos em que os médicos de plantão não permenecem integralmente no hospital. Saem para almoçar, tomar banho e etc. Uma emergência e o médico não está lá, já viu o problema. Relatei isso ao secretário adjunto de saúde, Sérgio Roberto, que garantiu que os médicos recebem para permanecer no plantão, sem saídas, o que significa que quando o fazem estão ganhando indevidamente.

É verdade também que os usuários do sistema cometem seus abusos e criticam injustamente, vez por outra, os serviços do hospital. Com a função de prestar atendimento de emergência, a unidade hospitalar de Xapuri realiza mais atendimento ambulatorial que os postos de saúde. Então chega o sujeito com uma dor na unha e quer ser atendido emergencialmente. Aí não dá, né?

Acre terá helicóptero

O jornalista Altino Machado, que assina o Blog da Amazônia, na revista digital Terra Magazine, dá destaque nesta quarta-feira (19) para a aquisição de um helicóptero pelo governo do Acre, cujo contrato de compra será assinado nesta semana. A empresa vendedora é a Helibrás, maior montadora desse tipo de aeronave da América do Sul e cujo presidente do seu Conselho de Administração é o ex-governador Jorge Viana.

O aparelho, que custará R$ 7,9 milhões, será o primeiro a ser adquirido pelo governo do Acre e será utilizado em operações de segurança pública, defesa civil, meio ambiente e transporte de autoridades do Estado. É um modelo Esquilo AS 350 B2, de porte leve, monoturbina, novo de fábrica, com capacidade de transporte de seis pessoas, incluindo o piloto.

Apesar de ser evidente a necessidade que o Acre tem de possuir um equipamento como esse, políticos de oposição, liderados pelo deputado Luiz Calixto, o mesmo que foi condenado pela juíza Zenair Ferreira Bueno Vasques Arantes a indenizar policiais em Xapuri (
leia aqui), criticam o fato de a compra coincidir com a presença do ex-governador Jorge Viana à frente do conselho da Helibras, onde está há dois anos.

Leia mais no
Blog da Amazônia.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CPI dos grampos

Mais de 12 mil telefones são monitorados com autorização judicial

Atualmente estão sendo monitorados no Brasil 12.210 telefones, com autorização da Justiça. Esse é o resultado do balanço das interceptações telefônicas divulgado nesta terça-feira (18/11) pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. Segundo ele, "os números são infinitamente menores" do que as 400 mil interceptações divulgadas pela CPI dos Grampos.


"Desconhecemos a metodologia empregada pelas companhias telefônicas e, por isso, não podemos nos manifestar sobre a diferença entre os números", explicou o corregedor.

Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida pelo ministro Gilson Dipp. Segundo ele, a maior parte das interceptações telefônicas refere-se à investigação sobre o tráfico de drogas e crimes hediondos "e não estão relacionadas a crimes do colarinho branco". Pelo balanço, no momento estão sendo monitorados 1.000 telefones em Goiás, Estado que possui o maior número de interceptações, seguido do Paraná, com 938 telefones monitorados e Mato Grosso do Sul, com 852.

Os números divulgados foram fornecidos pelos cinco tribunais regionais federais e pelos tribunais de Justiça dos Estados, em cumprimento da Resolução nº 59 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou o envio mensal das solicitações judiciais das interceptações telefônicas. Não enviaram informações ao CNJ os tribunais dos Estados de Alagoas, Mato Grosso, Paraíba, Tocantins e São Paulo "por não estarem integrados ao Sistema Justiça Aberta".

Para Gilson Dipp, os dados recebidos pelo CNJ estão dentro da expectativa e referem-se apenas as interceptações legais em curso, com autorização judicial. Segundo o corregedor, "as interceptações ilegais são crimes e devem ser apurados pela polícia". Disse ainda que o CNJ continuará recebendo as informações das interceptações telefônicas autorizadas pelo Judiciário para que "não haja vazamento de informações".

Os número divulgados," ao contrário do que se cogitava, não demonstram excesso de utilização desse instrumento tão importante para o combate à criminalidade", explicou o conselheiro José Adonis. Para o conselheiro Marcelo Nobre, o resultado surpreendeu. "Fiquei assustado com a enorme diferença entre os dados noticiados pela imprensa, divulgados pela CPI, e os fornecidos pelos Tribunais. A única explicação para isso é a existência de grampos ilegais".

Agência CNJ de Notícias

Uma proposta para o Sinjac

Josafá Batista

Martini Martiniano, um dos acusados de envolvimento no assassinato do médico Abib Cury, concedeu uma entrevista coletiva aos jornalistas de Rio Branco. Novamente nem os repórteres nem o próprio acusado usaram a expressão "Estado Maior" para designar o grupo de empresários que teria encomendado o assassinato.

Entretanto, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPE) e segundo o que o próprio Martiniano deu a entender, há mais empresários envolvidos e que devem ser presos. Por isso dou aqui uma sugestão ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac): a ocupação, pelos funcionários, das empresas jornalísticas cujos proprietários estejam envolvidos no crime.

Se é um crime contra o cidadão e a democracia a criação de uma empresa privada com dinheiro do contribuinte, o que podemos dizer da sua manutenção às custas de execuções sumárias?

Tomar as empresas envolvidas é o mínimo que os trabalhadores podem e devem fazer, dada a origem de praticamente todos os jornais acreanos (dentre várias empresas de muitos outros setores). Além disso, não é preciso lembrar que todos os jornais, indistintamente, se mantêm também quase que exclusivamente às custas do erário público.

Ocupar as empresas envolvidas nesse episódio bizarro e administrá-las coletivamente, como categoria, é a única forma de devolver ao povo acreano ao menos parte do investimento público milionário que legal ou ilegalmente é feito há vários governos.

É dever do Sinjac legalizar esse investimento público, mantendo-o e prestando contas para a sociedade. Isso é o mínimo que profissionais de imprensa podem fazer pela combalida ética - política e profissional.

http://www.blogdojosafa.blogspot.com/

Ivo Cassol exonera jornalista

Governador de Rondônia exonera jornalista por publicação de matéria não autorizada

Redação Portal IMPRENSA

O governador de Rondônia, Ivo Cassol, exonerou, na última segunda-feira (17) o jornalista Carlos Pedro Macena de Assunção, do Departamento de Comunicação Social do estado. Segundo noticiou o site Impacto Rondônia, o motivo do desligamento está relacionado à veiculação não autorizada de matéria intitulada "TSE manda TRE suspender nova eleição em Rondônia", publicação esta postada na página oficial do governo do estado e reproduzida por vários jornais da região.

A matéria em questão, publicada na última sexta-feira (14), menciona que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria tornado sem efeito a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na qual previa o afastamento de Ivo Cassol por compra de votos e a aplicação de novas eleições em Rondônia.

De acordo com o governador, em momento algum o poder executivo esteve conivente às declarações contidas na matéria, e aos fatos publicados, segundo ele, inverossímeis.

Além do desligamento do jornalista vinculado ao governo, Cassol também enviou um comunicado à imprensa, no qual pede desculpas aos leitores, ouvintes e internautas, pela circulação do texto.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A saúde na UTI

A menos de dois meses do final do ano, caminha para o caos o atendimento de saúde em Xapuri. Nos postos está faltando de medicamentos da farmácia básica a material odontológico, e até o laboratório de análises clínicas da unidade central de saúde não está funcionando plenamente pela falta de equipamentos.

Apesar de o prefeito Vanderley Viana haver garantido aqui que a cidade não está abandonada, como reclama a população desde o resultado das últimas eleições, o sistema de saúde em Xapuri aparenta estar entregue à sua própria sorte. É o que denunciam dezenas de pessoas que procuram os postos de saúde do município em busca de atendimento básico e retornam sem receber a atenção de que necessitam.

“A situação é de calamidade. Nunca vi um abandono como esse na saúde em Xapuri. Está faltando a maior parte dos medicamentos fundamentais para o tratamentos de problemas do dia-a-dia da população, funcionários foram demitidos piorando a qualidade do atendimento e não há nenhum interesse da prefeitura em melhorar a situação”, diz um funcionário da área de saúde do município que pede para ficar no anonimato.

Nas quatro unidades do Programa Saúde da Família, localizados em bairros periféricos da cidade, os usuários dos serviços reclamam da falta crônica de medicamentos da farmácia básica. No posto de saúde central, o Félix Bestene Neto, a falta de um equipamento no laboratório de análises clínicas impede que sejam realizados exames para se verificar as taxas de colesterol e diabetes, entre outros.

Falta também material odontológico em todos os postos onde há este tipo de atendimento. “Há muita procura pelo dentista, mas o posto não tem material para fazer tratamento dentário”, afirma uma funcionária de uma das unidades do Programa Saúde da Família. O medo de represálias por parte da administração do prefeito Vanderley Viana faz com exista uma espécie de “lei do silêncio”. É difícil encontrar alguém que queira falar sobre os problemas existentes no sistema.

Não bastasse a situação precária da atenção em saúde, a população sofre também os efeitos da falta de coleta regular de lixo. É comum a ocorrência de grandes amontoados de resíduos de toda natureza em vários pontos da cidade, fazendo com que o mau-cheiro e as moscas tomem conta dos bairros. O problema se completa coma situação do Aterro Sanitário, que de modelo de projeto ecológico passou a mero lixão.

Outra surpresa negativa é quanto à vacinação anti-rábica, que já iniciou uma nova etapa de imunização de animais. O Setor de Vigilância Sanitária Municipal acaba de informar que não realizará a vacinação de domicílio em domicílio, como é costumeiro. A falta de estrutura e de funcionários obrigará que as pessoas que criam animais suscetíveis à raiva a levá-los ao posto de vacinação.

Com a palavra a secretária de saúde Simone Oliveira.

A frieza de Zezinho



José Góes Neto da Silva, o "Zezinho", 18, acusado de matar com um tiro de espingarda, na nuca, a madrasta, Francisca Wanderléia Martins da Silva, 38, terminou de ser ouvido há poucos instantes pelo delegado Mardílson Vitorino, da delegacia de Xapuri.

O delegado informou que a versão apresentada por José Góes bate completamente com as informações prestadas na tarde de ontem pelo pai do acusado e marido da vítima, o fazendeiro Darly Alves da Silva, 72.

Extremamente frio, como denuncia a foto do site Ecos da Notícia, o acusado não apresentou ao delegado nenhuma motivação para ter resolvido tirar a vida da madrasta. "Foi apenas pelo instinto de assassino", concluiu Mardílson.

Ontem, José Góes disse que matou a mulher porque acreditava que ela não gostava de Darly e que ela queria apenas o seu dinheiro. Ele explica como premeditou o assassinato: "Primeiro pensei em ameaçá-la, mas se ameaçasse ou matasse seria preso do mesmo jeito, então preferi matar" disse.

Em outro momento, "Zezinho" contou que o pai Darly teria dito a ele que ia mandar a mulher ir embora porque ela não decidia se ficava morando em Senador Guiomard e ficava com ele somente nos finais de semana e que ele não estava mais agüentando a situação.

Foi a partir desse comentário do pai que a morte de Francisca foi resolvida.

domingo, 16 de novembro de 2008

Assassinato na fazenda Paraná

José Góes Neto da Silva, 18, filho de Darly Alves, matou a mulher do pai com um tiro na cabeça, neste domingo (16), quando a mesma dormia na varanda de casa na fazenda Paraná. Ciúmes do pai seria a motivação para a morte da madrasta. Ele já está preso em Xapuri e será ouvido nesta segunda-feira (17) pelo delegado Mardílson Vitorino

Foto: Ecos da Notícia

Francisca Wanderléia Martins da Silva, 38, mulher do fazendeiro Darly Alves da Silva, 72,foi assassinada, neste domingo (16), com um tiro de espingarda na nuca enquanto dormia em uma rede na varanda da residência de Darly, na fazenda Paraná, na BR-317, a 25 quilômetros de Xapuri.

O principal suspeito é um dos filhos do fazendeiro, José Góes Neto da Silva, 18, recém-chegado do estado do Pará, onde vive com a mãe. Ele foi preso ainda na tarde do domingo, em Rio Branco, pelo delegado Mardílson Vitorino. Carregava no bolso a cápsula vazia calibre 16, supostamente utilizada para cometer o crime.

Darly Alves, que cumpre prisão domiciliar em Xapuri, foi ouvido ainda na noite de ontem por Mardílson Vitorino. Ele afirma que dormia quando ouviu um tiro e correu para a parte de fora da casa encontrando sua mulher agonizante com um tiro na região da nuca e envolta em uma poça de sangue.

Após constatar a morte de Francisca, Darly contou que foi ao quarto onde estava José Góes e não mais o encontrou. Como também não achou a espingarda que, segundo ele, pertencia ao acusado, concluiu ter sido ele o autor do disparo que matou a sua companheira, tendo se dirigido à rodovia pedir ajuda e comunicar o fato à polícia.

Darly afirmou desconhecer qualquer motivo para que o filho tirasse a vida de sua companheira, mas levantou a hipótese de o crime ter sido cometido por ciúmes. De acordo com ele, José Góes não gostava de Francisca Wanderléia por nutrir o desejo de que o pai reatasse a relação com sua mãe, Margarete, que vive no Pará.

“Eu não esperava uma covardia dessas da parte dele. Ele matou uma pessoa inocente, que nunca o ofendeu, por ciúmes. Por saber que ela gostava de mim e que eu gostava dela. Não havia nenhum motivo e eu quero que ele seja condenado pelo crime que cometeu”, disse Darly antes de ser ouvido pelo delegado Mardílson Vitorino.

José Góes Neto da Silva, o suposto assassino da madrasta, está acomodado em uma das quatro celas da Delegacia Geral de Xapuri. Ele será ouvido durante esta segunda-feira (17), mas já confessou a autoria do crime. A motivação foi a mais fútil possível: “Ela não gostava de meu pai e só queria o seu dinheiro”, disse.


Darly Alves disse ainda não acreditar que a tragédia ocorrida neste domingo em sua fazenda interfira no benefício de prisão domiciliar concedido pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça e que deve vigorar até o dia 26 de dezembro deste ano. Ele afirma que Deus está do seu lado e que não pode mais uma vez pagar pelo o que não deve, aludindo o caso Chico Mendes.

“Deus está comigo e vai me defender. Não posso novamente pagar pelo que não devo. Já basta o caso do Chico Mendes, quando me pegaram para bode expiatório”, afirmou.

Em dezembro de 1990, Darly e seu filho Darci foram condenados a 19 anos de prisão pela morte do seringueiro Chico Mendes. Os dois fugiram da prisão em Rio Branco em fevereiro de 1993. Darly só foi recapturado em junho de 1996 e Darci em novembro do mesmo ano. Darly tem outra condenação da Justiça Federal de Santarém (PA), por uso de documentos falsos num empréstimo bancário enquanto esteve foragido.

Darly cumpre pena no Acre por determinação da Justiça Federal de Santarém, Pará, onde foi condenado a dois anos e oito meses de prisão e pagamento de multa por uso de documentos falsos em um empréstimo feito no Banco da Amazônia no período em que ficou foragido, entre 1993 e 1996. O fazendeiro já esteve em prisão domiciliar por 90 dias, entre 4 de dezembro de 2007 e 4 de março deste ano.

O atual pedido de prisão domiciliar havia sido inicialmente negado pela juíza da Vara de Execuções Penais de Rio Branco, Maha Kouzi Manasfi. Ela considerou que o presídio oferecia as condições necessárias ao tratamento do apenado. O advogado do fazendeiro, Heitor Andrade Macedo, impetrou recurso junto à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Seguindo o voto do relator, desembargador Feliciano Vasconcelos, os demais membros da Câmara Criminal decidiram atender ao pedido da defesa. O advogado de Darly alegou que apesar de oferecer a dieta alimentar necessária, o presídio não dispõe da estrutura ambulatorial necessária para tratar de um paciente crônico, como é o caso do réu.


Veja as fotos do crime e do momento da chegada do acusado, José Góes, a Xapuri no site Ecos da Notícia

Polícia e comunidade

PM de Xapuri implanta projeto de Polícia Comunitária

O projeto, que prevê a inclusão de crianças e adolescentes de bairros carentes da cidade, tem a função de promover a educação, a orientação e o treinamento de todos os agentes e atores envolvidos nos processos de preservação da ordem pública.


"Para se obter sucesso na preservação da ordem pública, a primeira medida é mudar a visão de segurança pública, para em seguida estimular a educação e mudanças de comportamento nos poderes, na polícia e nas sociedades em geral". É com esse pensamento que o comando da Polícia Militar de Xapuri está dando início ao projeto de implantação da Polícia Comunitária no município.

O comandante da Policia Militar de Xapuri, capitão PM Denílson Lopes, ressalta que a grande filosofia da policia comunitária é trabalhar em parceria com a comunidade. Ele acrescenta que a partir de uma visão mais ampla da ordem pública, podem-se reconhecer as atuais dificuldades para se atingir um referencial de excelência na prestação de segurança pública.

“A importância desse projeto é que ele pode envolver toda a comunidade na prevenção do crime. O foco desse trabalho é, especialmente, as áreas periféricas da cidade, que são mais suscetíveis ao tráfico de drogas, prostituição infantil, a exclusão social e outras mazelas sociais que tomam conta da nossa sociedade”, disse ele.

Leia mais em Ac24horas.com

sábado, 15 de novembro de 2008

A Lista



Composição: Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Ponte do bairro Bolívia pode desabar



Alguns teimam em dizer que tenho mania de perseguição contra a atual administração e seu prefeito. Mas vejam bem o que me faz continuar afirmando que as idéias e projetos defendidos pela equipe que gerencia Xapuri há quatro anos não caminham junto com os anseios e necessidades da população e, por isso mesmo, não têm razão de ser.

Senão vejamos o seguinte exemplo:

A prefeitura investiu cerca de 100 mil reais, segundo informações não oficiais, na construção de uma obra inútil, na Estrada da Borracha, chamada portal Augusto Castelo Branco de Figueiredo, enquanto deixou a ponte do bairro Bolívia, um dos mais tradicionais da cidade, ficar na situação em que se encontra, ameaçando desabar e não dando mais tráfego para veículos maiores. Somente carros pequenos, motos e bicicletas passam por ali.



O tal portal até que é bonito, mas é um elefante branco. Não serve para nada, além de aumentar o risco de acidentes, que já começaram a acontecer em virtude da má condição em que o asfalto ficou depois da obra ser concluída, no ano passado. Se tivesse recuperado a ponte, reivindicação antiga dos moradores daquela comunidade, certamente o prefeito Vanderley Viana teria conquistado bem mais votos do que os caraminguás que angariou nas urnas das eleições passadas.



Clique na foto

Construída em madeira com bases de concreto, a ponte, que tem cerca de 20 metros de extensão, encontra-se em estado precário, apresentando riscos de desabamento e ameaçando a segurança de centenas de pessoas que passam por ali diariamente. Passou por várias reformas nos últimos anos, mas a antiga estrutura de madeira já aparenta não mais resistir à ação do tempo somada à seqüência de serviços mal feitos e à má qualidade do material utilizado nessas recuperações.

As más condições da ponte já provocaram problemas para o abastecimento de água da cidade por parte do Deas – Departamento Estadual de Água e Saneamento, que tem a sua principal estação de tratamento de água localizada naquele bairro. Há algumas semanas, a tubulação que passa por baixo da ponte se rompeu devido a problemas na estrutura da construção e a cidade ficou sem água por várias horas em decorrência do problema.

A próxima administração de Xapuri tem muito a fazer para recuperar a cidade. Tem também muitos exemplos a seguir de como não se investir os poucos recursos do município. O prefeito que sai se constituiu em um verdadeiro manual de administração às avessas. Seguí-lo é caminho certo para o desastre.

Conflito na fronteira

O Exército da Bolívia invade território brasileiro em busca de opositores de Evo Morales. Confrontos já provocaram a fuga de centenas de bolivianos pela fronteira do Acre

Otávio Cabral, de Cobija

O ginásio de esportes de Brasiléia, cidade de 20 000 habitantes no interior do Acre, transformou-se no cenário mais visível de uma crise política e humanitária que pode pôr em xeque as relações diplomáticas entre Brasil e Bolívia. Acampados em barracas, estão ali 120 dos mais de 1 000 bolivianos que fugiram para o Brasil após o acirramento da disputa entre os partidários do presidente Evo Morales e a oposição no departamento de Pando, o mais pobre do país. Em 11 de setembro, um confronto entre os dois grupos deixou dezoito mortos, setenta feridos e cinqüenta desaparecidos e deu início a um processo intenso de fuga através da fronteira. O Brasil é o destino de centenas de refugiados da guerrilha colombiana, entre ex-integrantes das Farc, ex-milicianos e simples trabalhadores que fogem da violência. Essa migração clandestina não produziu até agora um problema político mais grave entre Brasília e os governos vizinhos. No caso dos bolivianos, porém, a chegada dos fugitivos tem provocado a emissão de sucessivos alertas por parte do Exército, da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência para um provável incidente diplomático que pode explodir a qualquer momento. Em pelo menos duas ocasiões, agentes do governo do presidente Evo Morales invadiram o território brasileiro para tentar prender oposicionistas que cruzaram a fronteira.

O primeiro incidente ocorreu há um mês, quando agentes da Polícia Federal flagraram quatro bolivianos à paisana circulando pelas ruas de Brasiléia em uma caminhonete. Abordados, eles se identificaram como membros do Exército boliviano, mas disseram que estavam de folga no Brasil. Duas semanas depois, outros dois militares foram vistos rondando o ginásio da cidade e fotografando alguns refugiados. Abordados, também desconversaram. Os serviços de inteligência da PF e do Exército, porém, descobriram que os seis militares estavam em missão oficial. Tentavam localizar na cidade as lideranças do movimento de resistência da região de Pando, que, de acordo com os levantamentos feitos, realmente cruzaram a fronteira, mas estão escondidos em regiões próximas. Para evitar um incidente maior, o governo brasileiro decidiu devolver os militares à Bolívia, advertindo, entretanto, que não vai tolerar novas invasões. "O Brasil não vai admitir violação à sua soberania e às suas fronteiras", afirma Luiz Paulo Barreto, secretário executivo do Ministério da Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). "Recebemos e protegemos os bolivianos, mas não vamos importar a crise do vizinho."

Reportagem completa na revista Veja (para assinantes).

Viciado em cocaína



A revista Veja mostra, nesta semana, o drama do galã de novelas Fábio Assunção, 37 anos de idade, que em dezezoito anos de profissão consagrou-se como ator do primeiro time da Rede Globo e que na semana passada foi afastado do elenco de Negócio da China, a novela das 6 que estreou em outubro e da qual era o protagonista. O afastamento deve-se à dependência de cocaína, e foi decidido porque sua permanência se tornara impossível. Fábio estava irreconhecível. Não conseguia mais decorar os textos. Começou a dormir pelos cantos do estúdio – sonolência decorrente do uso de calmantes que tomava para conseguir descansar um pouco à noite – e deixou de ensaiar com os colegas, uma praxe antes das gravações.

Corredor da morte



Estive no frigorífico Frigoverde, o único de Xapuri, nesta sexta-feira (14), e fiquei surpreso com o método arcaico de abate ainda utilizado. As vacas, algumas esquálidas, são mortas manualmente, com impiedosas marretadas na cabeça. Nem sempre uma única pancada põe fim imediato à vida dos pobres animais, ou seja, o gado abatido sofre antes de morrer, o que me causou um extremo peso na consciência ao degustar uma suculenta picanha neste sábado.



Cerca de 60 animais são abatidos por dia no Frigoverde.



As fotos, de qualidade inferior, são de um telefone celular Nokia 3600.

Martini Martiniani


O acusado de participação na morte do médico e agiota Abib Cury concede entrevista à imprensa. Os empresários Luís Figueiredo e Pedro da Patrick, acusados por Martini de serem os mandantes, continuam presos. Veja no Ac24horas.com.