segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tião Viana em Xapuri

Acompanhado de assessores e de dois secretários do governador Binho Marques, o senador Tião Viana (PT-AC) voltou ao Vale do Acre durante a última sexta-feira para ver de perto o andamento de projetos financiados com emendas de sua autoria. Tião Viana é um dos parlamentares acreanos com o maior volume de emendas destinadas ao financiamento do setor produtivo do Acre. No Orçamento deste ano, emendas de autoria do senador vão render para o Acre a construção de pelo menos dois mil açudes e a aquisição de oito mil ovelhas da raça Santa  Inês (machos e fêmeas) para iniciar um plantel no Acre a fim de criar alternativas de renda para produtores dos programas de agricultura familiar.

Tião Viana visitou Assis Brasil e Xapuri e conversou diretamente com produtores sobre a perspectiva de construção de açudes em todos os municípios e o incentivo à criação de peixes, além de ovelhas e porcos. “Eu estou muito feliz de que esses projetos criados em nosso gabinete tenham sido assimilados pelo governador Binho Marques e estejam em franca execução”, disse o senador. De acordo com os programas, Assis Brasil deverá receber, ainda este ano, pelo menos 90 açudes, e outros 80 devem ser construídos em Xapuri, todos destinados à criação de peixes.

Leia a reportagem completa no jornal Página 20.

domingo, 16 de maio de 2010

Fábio Jatene

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Encontrei a foto e o texto no jornal da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Não são tão recentes, na verdade a vinda do filho de Adib Jatene a Xapuri se deu em 2008, mas achei interessante postar aqui pelas informações sobre um pouco da história da família do famoso cardiologista xapuriense. Segue:

70 anos depois, de novo um Jatene nas ruas de Xapuri 

“Quase 70 anos depois que o garoto Adib Jatene deixou Xapuri, no estado do Acre, Fábio Jatene foi conhecer a cidade natal do pai e reviver a saga da avó, orgulho da família. “A cidade continua simples, muito pequena. Achei até a casa onde meu pai nasceu e velhos amigos da família”, conta.

A história que Fábio Jatene reviveu em Xapuri o enche de orgulho. “Meu avô, libanês da aldeia Petmelet, perto de Beirute, veio para o Brasil junto com um primo, na época da borracha”. O avô, Domingos Antonio, ficou em Belém, o primo foi para o estado do Acre e entrava na mata com tropa de burros para comprar borracha nos seringais. Mandava o produto de barco para o primo Domingos que o exportava.

Depois de casado com Anice Dib, que viera do Líbano com a mãe, Domingos foi para Xapuri comprar borracha e criar os quatro filhos. “Uma vez, voltou cedo da floresta com icterícia grave e morreu em seguida”, relata Fábio. Só com a mãe, os quatro filhos e uma menina que criava, Anice, viúva aos 25 anos, faz camisas para sobreviver. Após anos, reúne recursos para levar a família de “gaiola” a Belém. De lá, toma um navio para Santos e segue para Uberlândia, onde tinha parentes.

Em Minas, a mesma rotina: fazer camisas e calças, vendidas numa loja minúscula, mas que lhe renderam o bastante para os filhos estudarem fora. “A avó achava que só estudando em São Paulo poderiam entrar na faculdade. E acertou, pois meu pai fez Medicina na USP, meu tio Antonio fez Engenharia e Carmo, formou-se em Direito”. Quando a matriarca morre, aos 83 anos, os filhos estão formados, mas Adib queria ser sanitarista.

Após trabalhar com Alipio Correa Neto e instrumentar Zerbini nas primeiras cirurgias de estenose mitral, regressa a Minas, onde inventou um coração-pulmão com o qual fez extra-corpóreas em cães. “Meu pai já estava casado com minha mãe, que conheceu no bonde, quando veio a São Paulo para um evento, e Zerbini o convenceu a ficar. Por isso, acabamos vivendo em São Paulo”, conta Fábio.

Ele é um dos três “filhos de peixe” que se tornou cirurgião cardíaco, profissão também do irmão Marcelo. Ieda é cardiologista pediátrica, envolvida com problemas cardíacos congênitos. Dos quatro irmãos, só Iara fez carreira longe da medicina: é arquiteta. Conta que o pai nunca sugeriu aos filhos que cursassem medicina e confessa que seu sonho era ser piloto militar, depois optou por Veterinária, sempre apoiado pelo pai. “Ele me deu a maior força quando pensei em Veterinária”, lembra.

“Foi só no terceiro científico que optei por Medicina e não me arrependo”, diz. “Trabalhei 15 anos com meu pai; Ieda ainda trabalha com ele e acho que optamos pela Medicina pelo exemplo que vimos. Nunca houve pressão sobre a carreira que deveríamos seguir”. Até nisso, Fábio segue o que aprendeu com o pai. Deixou os filhos optarem livremente e um é publicitário, outro veterinário e a filha estilista. A unanimidade é o orgulho pela fibra da avó, a velha libanesa Anice Dib Jatene que, com seu esforço, formou a grande família Jatene”.

Candidata Dom Quixote

Marina desafia o improvável

Rafael Gomide, Último Segundo

Marina Silva tinha 28 anos quando o PT lhe propôs ser candidata a deputada federal constituinte, em 1986. Nunca concorrera a cargo público, e ninguém acreditava que ela fosse ganhar a vaga. O objetivo era eleger deputado estadual o presidente da CUT do Acre, Chico Mendes. O partido queria dar imunidade parlamentar ao líder seringueiro, sujeito a processos e sob ameaças pela atuação contra derrubadas da floresta. Marina era braço-direito do seringueiro como vice-presidente da CUT e seria também sua companheira de chapa.

No cartaz vermelho, sob o slogan “Oposição pra valer”, aparecem lado a lado com Chico Mendes. Nenhum dos dois se elegeria, porém Marina teve mais votos que ele. Foi a quinta colocada, só que o PT não obteve legenda suficiente para uma cadeira no Congresso pelo Acre.

Em outubro, a senadora Marina Silva (PV), com uma história com semelhanças e quase tão improvável quanto a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentará seu vôo mais alto, acima das seringueiras da floresta de onde extraía látex na infância analfabeta. Disputando a sucessão de um ídolo, pelo PV, contra o partido onde fez sua história, pretende levar o legado de Chico Mendes como bandeira principal e convencer o Brasil da importância do Meio Ambiente. Enfrenta a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), e o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), candidatos que saem à sua frente em intenções de voto, segundo as pesquisas, e contam com muito mais tempo de TV e recursos financeiros.

Parece uma candidatura de Dom Quixote, mas Marina parece cultivar improbabilidades. Ela lança seu nome à Presidência pelo PV no domingo 16 de maio em uma festa em Nova Iguaçú, na baixada fluminense.

Desenvolvimento com a floresta em pé

ao clandestino Partido Revolucionário Comunista (PRC) e, nascidos em seringais no meio da floresta do Acre, tinham em comum o amor pela mata. Chico era a voz da CUT em Xapuri, onde vivia, e no interior do Estado, e Marina na capital, Rio Branco. Quando havia os antológicos “empates”, espécie de piquetes para impedir a derrubada de árvores, Marina se unia ao colega. Ótimo articulador em conversas de pé-de-ouvido, mas péssimo orador em público, Chico Mendes contava com a ajuda dos discursos emocionais e inspiradores dela para incendiar os sindicalistas.

Chico Mendes apresentou uma idéia que revolucionou a cabeça de Marina, passou a acompanhá-la e a influenciar sua atuação política: a noção de “desenvolvimento com a floresta em pé”, o hoje chamado “desenvolvimento sustentável”. Ele propunha a criação de reservas extrativistas para preservar a floresta amazônica e as terras indígenas. “Para o Brasil foi uma novidade e para ela também”, disse o santista Fábio Vaz, marido de Marina que nessa época já a namorava. O conceito era considerado “romântico” até pelos petistas. A concepção da esquerda passava apenas por lutar pela terra, não por manter a floresta viva. “Chico estava muito à frente do tempo”, disse Fábio.

Em dezembro de 88, o sindicalista foi assassinado na porta de casa – uma semana depois de completar 44 anos. Marina tinha 30.

As doenças como companheiras

Maria Osmarina da Silva nasceu no Seringal Bagaço, a 70 km de Rio Branco, em 8 de fevereiro de 1958 e antes dos 6 anos já trabalhava cortando seringueiras para extrair látex. A mãe, Maria Augusta da Silva, deu à luz 12 filhos, mas três morreram meninos. A vida na floresta era dura para as crianças. “Meninos de seringal sempre viviam adoentados, os bichinhos. Ela sempre foi muito obediente, gostava do serviço. Mesmo doente, cortava seringa, com malária, nunca falhou, mesmo cansada das pernas”, lembra seu Pedro Augusto da Silva, o pai.

Marina contraiu cinco malárias, hepatites e leishmaniose. Essas doenças deixaram seqüelas que a acompanham até hoje e tornaram a saúde da senadora frágil e inspiradora de cuidados diários. O efeito colateral dos remédios para tratar leishmaniose foi uma contaminação por mercúrio e outros metais, que a deixaram sujeita a alergias a comidas e cheiros. Durante a gravidez da filha mais nova, Mayara, 18, quase morreu. Passava mal, não tinha um diagnóstico preciso nem podia se medicar, por conta da gravidez. “Quase ficou em coma e dormia no meu colo, com medo de morrer”, conta o marido, Fábio Vaz.

Como não havia escola no seringal, Marina só aprendeu a fazer as quatro operações e a ver horas no relógio aos 14 anos. Aos 15, quando a mãe morreu de repente, ainda não sabia ler nem escrever. No ano seguinte, contraiu hepatite e foi se tratar na cidade, onde se alfabetizou pelo Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização) e fez supletivo.

Por influência da avó paterna, resolveu ser freira e mudou-se em fevereiro de 1976 para a congregação das Irmãs Servas de Maria Reparadoras, em Rio Branco. Lá viveu um ano e cinco meses, mas desistiu da idéia por falta de vocação.

Entrou na faculdade de História da Universidade Federal do Acre (UFAC), onde aprofundou sua formação política, iniciada em comunidades eclesiais de base. Passou a integrar o clandestino Partido Revolucionário Comunista e o Partido dos Trabalhadores (PT) e juntou-se a um grupo de jovens que depois ficaria conhecido no Acre como “os meninos do PT”. Entre eles, além de Marina estavam o atual governador, Binho Marques, e o antecessor, Jorge Viana. “No PRC, a gente achava que ia começar a fazer a revolução pelo Acre, acho que ainda influenciada pela Guerrilha do Araguaia (movimento do PCdoB nos anos 70 na selva amazônica)”, explicou Júlia Feitosa, amiga desde a faculdade e hoje no governo do Acre. “Mas nunca pegamos em arma, acho que eu desmaiaria”, ri ela, que tem história parecida com a de Marina: nascida em seringal, atuação na igreja católica, faculdade de História, PT e PRC.

Os dois maridos e o “irmão gêmeo”

Junto com Binho, descrito por alguns como “irmão gêmeo de Marina”, Júlia acompanhou de perto o nascimento durante a faculdade dos dois primeiros filhos, Shalon, 29, e Danilo, 27. O marido de Marina, Raimundo Souza, não apreciava a atuação política da mulher. Começou a beber muito, ela temia ser agredida, a relação se desgastou e terminou.

Aproximou-se do paulista Fábio Vaz, sete anos mais novo, que estudara em colégio agrícola e se mudara para o Acre. Atuava na política estudantil e em projetos de construção de escolas em Xapuri, com o sindicato de Chico Mendes. Sócio de uma horta privada, ele levava verduras e legumes frescos para Marina, que, por conta das restrições de saúde, precisava de uma alimentação balanceada. “O que me atraiu nela foi a beleza e a simpatia. Admiração eu tinha por outras pessoas, mas foi a beleza, essa relação homem-mulher”, explicou Fábio, com quem é casada até hoje e com quem teve mais duas filhas.

Professora da rede estadual, ela entrou para o sindicato e a CUT. Em 88, animada pela experiência ao lado de Chico Mendes, elegeu-se a vereadora, com a maior votação de Rio Branco. Logo no primeiro salário, criou uma confusão na Câmara. Estranhou o pagamento de alguns benefícios, denunciou o ocorrido e depositou em juízo as verbas, para ela ilegais. “Infelizmente a idéia foi minha. Só ela dizer o valor do salário já foi uma revolução, porque ninguém sabia quanto ganhavam vereador, prefeito, governador. Mas o mundo caiu sobre ela, era ofendida nas sessões, eu me arrependi por isso. Inicialmente, ela depositou em juízo, depois a Justiça decidiu que era legal; nós achamos que era imoral, e ela passou a doar”, conta Fábio.

A morte de Chico Mendes

Em dezembro do mesmo ano, Chico Mendes foi assassinado na porta de casa. A comoção chamou a atenção do país e do mundo para a questão ambiental. Como discípulos e “herdeiros”, Marina e os “meninos do PT” ficaram responsáveis por levar adiante o legado ambiental e social do sindicalista. Até hoje, o gabinete de Marina no Acre tem posters do sindicalista e livros sobre ele.

Marina se elegeu deputada estadual e assumiu em 91. Em um vôo pelo interior do Estado, grávida, sentiu a pressão baixar e chupou uma bala de mel. Quase entrou em coma. Descobriu ter hipoglicemia reativa, causada por problema no pâncreas, sobrecarregado pelo mau funcionamento do fígado, devido às hepatites da infância. Tinha hipoglicemia e não podia tomar açúcar. Foi levada a São Paulo para se tratar e morou um ano na casa da sogra, em Santos.

Provavelmente por causa da contaminação por metais, tinha alergia a quase tudo, e a reação podia ser asfixia, rinite, sinusite, perda da visão, com forte enxaqueca. Desmaiou inúmeras vezes perto do marido. Por isso, precisa ter uma alimentação regrada e come de três em três horas. Não come carne vermelha, em hipótese alguma, açúcar, café, leite, nada gorduroso, refrigerante, álcool. Sua dieta inclui muita salada e fruta, soja, proteína, grãos, peixe e frango. Aprendeu a comer regularmente, de pouco em pouco. Há cinco anos está bem.

Contrariando o PT, em 1995 tornou-se a mais jovem senadora da história do país, aos 36 anos. Reelegeu-se com um terço dos votos do Acre, em 2002.

Com a eleição de Lula, foi nomeada ministra do Meio Ambiente, tendo como meta conter o desmatamento da Amazônia. Criou um plano de prevenção e aperfeiçoou o sistema de detecção de desmatamento em tempo real e criou duas reservas extrativistas em regiões de conflito no Pará. Perdeu quando o governo liberou o plantio de soja transgênica. No segundo mandato de Lula, aumentou o desgaste interno no governo, com a criação do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), que prega o desenvolvimento econômico, o que a pôs em frequentes choques com Dilma Rousseff, responsável por tocar o programa. O principal motivo era o atraso nas licenças ambientais para grandes obras. Saiu em maio de 2008, quando o comando do Plano Amazônia Sustentável (PAS) foi atribuído a Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).

Em 2004, Marina se tornou evangélica, e passou a frequentar a Assembleia de Deus. Segundo amigos e ex-assessores, a religião é hoje parte importante de sua vida. A senadora leva a Bíblia aonde vai. “Ela não lê a Bíblia, estuda”, disse o marido, também evangélico. “Marina é radicalmente cristã, mas não é uma fanática religiosa nem discrimina ninguém. É a única pessoa que conheço na política que reza pelos inimigos e adversários e não guarda rancor. Ela faz política com amor”, disse Toinho Alves, amigo há 30 anos e ex-assessor, um dos “meninos do PT”, hoje aos 50.

Quem a conhece afirma que a religião não influencia a política em aspectos programáticos, mas a devoção é tanta que a amiga Júlia Feitosa acredita que Marina possa até largar a política pela religião. “Acho que ela pode virar missionária.”

Mulher, nascida na floresta, filha de seringueiros, evangélica, negra, Marina Silva aposta mais uma vez contra todas as chances, que pode subverter a lógica e repetir a trajetória de Lula, carregando o legado de Chico Mendes.

Em tempo: A pré-candidatura de Marina Silva será lançada neste domingo (16) no Rio de Janeiro. O ato será realizado durante a pré-convenção do PV na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Dessa forma, a ex-ministra do Meio Ambiente formaliza uma pré-candidatura que há meses se mostrava bastante ativa, com uma maratona de entrevistas e participações em debates e programas de rádio e TV por todo o país.

Deficiências

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Mário Quintana

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

sábado, 15 de maio de 2010

Dilma ultrapassa Serra, segundo o Vox Populi

Josias de Souza, colunista da Folha

Pesquisa do Instituto Vox Populi traz a petista Dilma Rousseff numericamente à frente do tucano José Serra.

Dilma aparece com 38%, nove pontos percentuais a mais do que amealhara em pesquisa feira em janeiro.

Serra amealha 35%, três pontos a menos do que o Vox Populi lhe atribuíra na pesquisa anterior, de quatro meses atrás.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Significa dizer que, do ponto de vista estatístico, Dilma e Serra estão tecnicamente empatados.

Mas é a primeira vez que o Vox Populi acomoda a candidata do PT numericamente à frente do rival tucano.

Segundo o instituto, Dilma está numericamente à frente de Serra também na simulação de segundo turno.

No embate direito, Dilma amealha 40%. Tinha 35% em janeiro. Serra teria 38%. Há quatro meses, tinha 46%.

Marina Silva, a candidata do PV aparece na pesquisa com 8%. Percentual idêntico ao que o instituto atribuíra a ela em janeiro.

Os pesquisadores do Vox Populi foram às ruas entre os dias 8 e 13 de maio.

A sondagem não captou, portanto, os efeitos do programa levado ao ar pelo PT na noite de quinta (13).

Os dados foram divulgados há pouco, no jornal da TV Bandeirantes. O resultado discrepa do que foi apurado pelo Datafolha.

Em pesquisa divulgada há menos de um mês, em 19 de abril, o Datafolha informara que Serra (38%) estava dez pontos à frente de Dilma (28%).

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“Seu Bito”

Faleceu nessa sexta-feira (14), aos 81 anos de idade, o senhor Francisco de Souza Ferraz, o “seu Bito”, como era conhecido popularmente em Xapuri. Representante da “velha guarda” xapuriense, seu Bito era amante da pesca, atividade com a qual criou os seus 6 filhos. Era também um exímio fabricante artesanal de tarrafas e malhadeiras e foi um dos grandes exemplos de patriarca que nossa cidade possuiu.

À familia Ferraz, os meus pêsames e minha solidariedade nesse momento difícil da perda, em especial ao presidente da Câmara Municipal de Xapuri, vereador Ronaldo Cosmo Ferraz, um dos filhos de seu Bito, que em razão de estar em Goiânia em tratamento de saúde não pôde estar presente ao funeral do pai. Ronaldo se submete, na próxima segunda-feira, a uma cirurgia de joelho, cujo problema o acomete há mais de um ano.  

Dica de leitura do sábado

Seringal, do acreano Miguel Ferrante, que é pai da novelista Glória Peres. Aliás, o romance foi um dos que foram utilizados pela escritora como base para a minissérie da Rede Globo Amazônia de Galvez a Chico Mendes. Informações sobre a obra aqui e aqui.

Referendo do fuso horário do Acre

Moradores do estado decidirão se mantêm o fuso modificado em 2008 ou se voltam ao que era até então. Mudança divide população e se tornou até motivo de embate político no Congresso Nacional

Parte antiga de Rio Branco, capital do Acre: fuso com uma ou duas horas a mais em relação a Brasília afeta programas de televisão e comércio - (Iano Andrade/CB/D.A Press - 22/12/05
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Parte antiga de Rio Branco, capital do Acre: fuso com uma ou duas horas a mais em relação a Brasília afeta programas de televisão e comércio

Edson Luiz, do Correio Brasiliense

Nas próximas eleições, em outubro, a população do Acre não votará apenas em seus candidatos a cargos eletivos. Os moradores vão escolher que tipo de horário deve ser adotado: se permanece em uma hora a menos em relação a Brasília ou se volta a duas horas, como era até 2008. A questão, que se tornou um motivo de disputa entre partidos políticos, também mudou a vida de muitas pessoas, que ainda não se habituaram às transformações, como os horários das escolas, que chegaram a ser alterados em algumas cidades. Nos próximos dias, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) vai concluir as regras para a votação, que será a primeira do gênero no Brasil.
Há dois anos, os acreanos tiveram que se adaptar a acordar uma hora mais cedo do que o habitual. A vida noturna das cidades também ficou mais curta, e em Cruzeiro do Sul e Marechal Thaumaturgo, municípios ao oeste do estado, as madrugadas são ainda mais escuras. Tudo por causa da alteração do fuso.

A mudança do horário do Acre foi proposta pelo senador Tião Viana (PT-AC), que pretendia padronizar o fuso(1). Seu adversário político no estado, o deputado Flaviano Melo (PMDB-AC), fez uma proposta de referendo popular para que o povo decidisse pelo tipo de horário. O projeto passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sob intenso debate entre oposição e governistas, como se fosse uma matéria de interesse nacional. Afinal, caso aprovada, a mudança atenderia o Acre — com 22 municípios — e 46 cidades do Amazonas e do Pará. A decisão do referendo foi do plenário da Casa, que aprovou por uma votação apertada. “O povo é que tem que decidir”, afirmou Melo.

Segurança

O referendo será o segundo no país em cinco anos, o primeiro em esfera local. O anterior foi em 2005, quando os brasileiros decidiram pela proibição ou não de armas no país. O mais antigo data de setembro de 1963, quando se decidiu pela manutenção ou não do regime parlamentarista. O TRE do Acre está definindo quais serão as regras a serem adotadas, mas decidiu que não será usada a urna eletrônica. “Até a semana que vem, estaremos com tudo pronto, mas a votação será em outro tipo de urna. O Tribunal Superior Eleitoral achou por bem não usar o mesmo mecanismo das eleições normais, que poderiam causar problemas de segurança”, explicou o desembargador Arquilau de Castro Mello, presidente do TRE.
Segundo Mello, já está decidido que os eleitores usarão duas cabines separadas, sendo que uma para a votação para cargos eletivos e a outra para a escolha do horário.

1 - Referência

Os fusos horários no mundo foram definidos em 1884, quando 24 países, em uma reunião nos Estados Unidos, decidiram que a referência seria o tempo em que a Terra leva para dar a volta em seu próprio eixo. O ponto de partida é o Meridiano de Greenwich, a linha imaginária que divide o planeta verticalmente. Com isso, o Brasil passou, até 2008, a ter dois fusos horários, sendo que uma parte do país tinha uma hora a menos que Brasília e o Acre, parte do sul do Amazonas e Fernando de Noronha tinham duas.

Bancos, só pela manhã

Instituído no Acre em 1813, o fuso horário de duas horas em relação a Brasília não sofreu alterações ao longo dos anos, a não ser em 2008, quando a lei foi alterada pelo Senado. Porém, durante o período de horário de verão, a rotina da população muda, já que a as cidades do estado ficam com três horas a menos em relação à capital do país e a outras regiões.

Com essa alteração de horário, por exemplo, os bancos abriam apenas pela manhã, o que causava prejuízo ao comércio, segundo avaliação de economistas locais. Mas o problema maior estava no dia a dia das famílias mesmo. Os programas infantis, que normalmente são exibidos pela manhã, iam ao ar na madrugada, quando muitas crianças ainda estavam dormindo. Alguns filmes com teor erótico eram apresentados no horário das novelas das oito, enquanto os telejornais de horário nobre passavam às 17h15.

Demais estados

Hoje, a situação mudou com a diminuição de uma hora. Com uma hora a menos que Brasília, o Acre se iguala a Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima. No famoso “horário de Brasília”, estão o próprio DF, Goiás, Tocantins, Pará e Amapá, além dos estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Permanecem ainda com duas horas de diferença Fernando de Noronha e a Ilha de Trindade.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Fim da greve

A greve dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre chegou ao fim com um entendimento entre categoria e governo do Estado. A seguir, a nota oficial divulgada pelo governo logo após o anúncio do encerramento do movimento grevista:

Nota Oficial

“Com o encerramento da greve anunciado na manhã desta sexta-feira, 14, o Governo do Estado do Acre retomou imediatamente as negociações com os sindicatos da categoria que formularam proposta coerente com as limitações financeiras e jurídicas apresentadas pelo governo desde o início das negociações.

A proposta apresentada prevê uma promoção para os professores de nível superior do quadro efetivo, a partir do mês de outubro.

Mediante a demonstração de bom senso em suspender o movimento e apresentar proposta condizente com as reais possibilidades do Estado, a equipe de negociação do governo analisou a proposta e decidiu por acatá-la, vinculando a decisão ao encerramento total da greve.

A construção de um consenso corresponde a uma clara demonstração da inexistência de uma relação de tensionamento entre governo e trabalhadores em Educação e reafirma uma relação solidária construída ao longo dos últimos 12 anos, que foi fundamental para o desenvolvimento de políticas de valorização profissional e incontestáveis avanços na melhoria da aprendizagem da educação.

Destacamos a participação de vários representantes dos núcleos municipais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) na construção da proposta de suspensão do movimento e do restabelecimento do diálogo com o governo.

Por fim, o governo, através da Secretaria de Estado de Educação, assegura aos alunos e pais de alunos que os 200 dias letivos serão cumpridos integralmente, conforme preceitua a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), e reafirma seu compromisso com uma educação pública e de qualidade para todos”.

Prevenção

Governo do Estado, Fábrica Natex e prefeitura promovem ações de prevenção no Seringal Cachoeira

Viviane Teixeira, Agência de Notícias do Acre

O processo de capacitação em prevenção das DST, Aids e Hepatites Virais para Extrativistas desenvolvido pelo Governo do Estado, Fábrica de Preservativos Masculinos Nátex e secretarias municipais de saúde foi ampliado. Inicialmente as atividades previam oficinas e palestras para as famílias que fornecem látex à fábrica, além da distribuição dos preservativos, fornecidos gratuitamente em toda a região norte do país, graças ao convênio com Governo Federal.

E a partir de agora as comunidades irão receber além das orientações, ações de Governo na área de saúde. Neste fim de semana, os moradores do Seringal Cachoeira e entorno irão receber os profissionais de saúde do Programa Saúde Itinerante, com atendimentos médicos em várias especialidades e atualização do calendário de vacinas. A expectativa é de que 1.500 pessoas sejam atendidas no sábado e no domingo.

Uma ação semelhante já foi realizada na comunidade Espalha em fevereiro deste ano. Na oportunidade mil pessoas foram consultadas e participaram das oficinas de orientação e prevenção relativas às doenças sexualmente transmissíveis. Até o final deste ano, quando as atividades do convênio serão encerradas, mais três comunidades da região de Brasileia, Xapuri, Assis Brasil e Epitaciolândia irão participar dos atendimentos e palestras.

“Em um primeiro momento, a capacitação foi direcionada aos enfermeiros. Depois aos agentes comunitários de saúde que lidam diretamente com as famílias extrativistas. E agora, graças às parcerias, estamos ampliando nossa atuação para todas as famílias que moram nas comunidades no entorno da fábrica, e também o volume de ações na área de saúde”, destacou gerente geral da fábrica, Dirley Bersch.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mestre Cacá

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Estaria completando 45 anos de vida nesta quinta-feira o inesquecível Wando Barros, o Mestre ou Cacá, como gostava de ser chamado. Pelo nome de batismo – Francisco Wanderley – ele não admitia que o “xingassem”.

Nos dias 13 de maio, neste mesmo horário, comumente, estavam reunidos em torno de uma mesa simples, naquele chapéu-de-palha de tantos momentos felizes, uma turma de amigos que Wando chamava de “Diretoria”.

Na churrasqueira, a carne habilmente temperada pelo João (Macaquinho); no ambiente, o som do violão do Beleza era intercalado com o papo eclético xapuriense: mulher, futebol, política e até filosofia. Tudo isso, é claro, regado à cerveja gelada de costume.

Bons tempos aqueles em que essa figura, com seu jeito sincero e às vezes duro de ser, nos proporcionou a honra de fazer da parte do seu rol de amizades. A propósito de sua personalidade forte e posicionamentos francos, que agradava a alguns e incomodava outros tantos, Wando tinha algumas máximas que definiam o seu jeito de ser: "Ou você é meu amigo ou meu inimigo", "Só falo mal de quem eu gosto".

Wando Barros não perdia tempo em se preocupar com os dele não gostava e muito menos com os ele próprio não apreciava. Foi no mesmo local citado no primeiro parágrafo, que o amigo Wando se despediu dos seus, no dia 22 de julho de 2006, depois de 14 anos vivendo em uma cadeira de rodas, herança dos tiros que recebeu e que o tornaram paraplégico.

A limitação física imposta pelo trágico acontecimento, no entanto, não o tornou uma pessoa frágil, vítima das circunstânias da vida. Aliás, dessa condição ele fugiu até a morte. Apesar de breve, a vida de Wando Barros foi muito bem vivida e aproveitada, enquanto esteve entre nós.

Saudades.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Estética do Futebol

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Clenes Alves

Desde o último dia 27 de abril está montada no Museu do Xapury a exposição Estética do Futebol e Outras Imagens, do artista plástico Rubens Gerchman, abrindo a programação em Xapuri da 8ª Semana Nacional de Museus.

A exposição itinerante faz parte do projeto ArteSESC, que tem o objetivo de realizar exposições itinerantes nos departamentos regionais do Serviço Social do Comércio e em instituições das comunidades, criando espaços e oportunidades que asseguram o acesso às mais significativas manifestações nessa área.

A exposição Estética do Futebol e Outras imagens oferece a oportunidade do público conhecer as obras criadas por um dos mais importantes artistas brasileiros da atualidade – que já expôs em diversas galerias do Brasil e do Mundo – mas ainda desconhecido por parte da população nacional.

A exposição feita em serigrafia e outras técnicas, dentro do tema atual “futebol-arte”, coincidindo com a Copa do Mundo, é inspirada nos grandes talentos da seleção de hoje e de ontem, individualiza as expressões dos jogadores, explora os movimentos e seu ritmo, controlando-os dentro do espaço restrito da tela, como eles controlam dentro do espaço restrito da pequena área – paixão nacional e do próprio artista.

Pode ser visitada de Terça-feira a sábado das 08h às 18h e domingo das 09h às 13h, onde o atendimento é feito pelas simpáticas guias do Museu do Xapury: Mariana Mathias e Mirla Rhanna, sob coordenação da gravidíssima Caticilene Rodrigues.

Na ilustração, uma das obras da exposição, onde Gerchman faz uma homenagem ao grande jogador Garrincha.

Sobre Rubens Gerchamn

Nascido no Rio de Janeiro em 1942 Gercham foi um artista plástico ligado a tendências vanguardistas como a pop art e influenciado pela arte concreta e neoconcreta. O artista usou ícones de futebol, TV e política em suas obras[.
Entre 1957 e 1958, estudou desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, em aulas noturnas. Nos oito anos seguintes trabalhou como programador visual em revistas e editoras do Rio.

Em 1965, participa da Bienal de São Paulo e da Mostra Opinião-65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Da mostra, que adota uma perspectiva estética da pop art americana e do novo realismo europeu, participaram, além de Gerchman, Hélio Oiticica, Vergara, Ivan Serpa, Flávio Império, Roberto Magalhães, entre outros.
Foi premiado no Salão Nacional de Arte Moderna (1967) com uma viagem aos Estados Unidos, permanecendo em Nova York, entre 1968 e 1972, realizando várias exposições.

Em 1981, participa da mostra Do Moderno ao Contemporâneo - Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM do Rio de Janeiro, ao lado de Roberto Magalhães, Di Cavalcanti, Guignard, Tarsila do Amaral, Goeldi, Djanira, Antonio Bandeira, Lygia Clark, Amilcar de Castro, Milton Dacosta, Anna Bella Geiger e Frans Krajcberg.
Em 1989, expôs em São Paulo a série Beijos. Durante a exposição, também lançou o livro Rubens Gerchman, sobre seus trinta anos de pintura. Desenvolveu uma intensa carreira, participando de inúmeros eventos no Brasil, Argentina, México, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Japão e outros.

Faleceu em 29 de janeiro de 2008, de um tipo raro de câncer, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A exposição fica por todo o mês de maio no Museu do Xapury - que está localizado no endereço: Rua Cel. Brandão, nº 156 – Centro, Xapuri – Acre.

Clenes Alves é acadêmico dos Cursos de Ciências Econômicas da UFAC e Teatro da UAB/UnB, ator dos Grupos de Teatro Poronga e Arte na Ruína e contador de histórias do Grupo Fuxico de Contadores de Xapuri.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cachimbo da paz

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Faz algum tempo que representantes do Partido Verde em Xapuri cobram de Tião Viana, do PT, uma promessa nunca confirmada de inserir na pauta de discussões do governo do Estado o projeto da ponte do bairro Sibéria.

O assunto tem sido espinhoso para Tião e representado, no âmbito local, uma das razões para o crescente desgaste entre as duas siglas partidárias que já formaram, junto com o PC do B e PSB, o núcleo da Frente Popular em Xapuri.

Agora, segundo o jornal Página 20 (leia a reportagem aqui), os "verdes" declararam apoio a Tião Viana, pré-candidato do PT ao governo do Estado nas próximas eleições, em encontro realizado em Xapuri na quinta-feira da semana passada.

Na oportunidade, as lideranças do PV passaram às mãos de Viana uma série de revindicações do município em relação a investimentos futuros, entre as quais certamente está, novamente, a tão sonhada ponte que ligaria o centro de Xapuri ao bairro Sibéria.

Não conversei com ninguém do PT sobre o assunto nem ouvi nada a respeito da conversa entre Tião Viana e o PV, mas desconfio que as lideranças petistas no município não ficaram contentes com a maneira pela qual se deu o encontro.

Primeiro, porque devem ter tomado conhecimento da vinda de Tião a Xapuri através dos jornais, uma vez que não ouvi ninguém comentar previamente o encontro.

Depois, pelo fato de os principais nomes do PV no município, João Jorge e Dercy Teles serem ex-militantes petistas que atualmente não cultivam com a antiga sigla o melhor relacionamento.

As divergências entre PT e PV começaram quando os verdes cogitaram lançar o nome de Elenira Mendes para a prefeitura, nas últimas eleições.

As diferenças se acirraram quando, com a desistência da filha de Chico Mendes, as lideranças do PV declararam, implícita ou explicitamente, apoio a Manoel Moraes, do PSB.

Como a eleição de Tião Viana é interesse de ambos os partidos, é possível que PT e PV, a exemplo do pré-candidato, acendam em breve o cachimbo da paz, apesar dos beicinhos e da chorumela dos últimos tempos.

“Marinês”

Da Folha Online

Depois de transformar a questão ambiental em tema obrigatório na campanha, a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, tenta promover uma pequena revolução no vocabulário eleitoral.

Em discursos e palestras pelo país, ela tem surpreendido ao recitar expressões estranhas ao dicionário político, como "problemas multicêntricos" e "desadaptação criativa".

A senadora jura não inventar nada, mas reconhece ter dado um sentido particular a alguns verbetes. Um de seus hits é "transversalidade", criado no tempo de ministra do Meio Ambiente e adotado pelos assessores mais próximos.

A "tradução, como em outros casos, parece mais complicada do que a própria palavra. "Esta era muito usada por mim e por minha equipe para mostrar que a gente precisa de um conhecimento que seja transversal, com uma interação que seja transdisciplinar", explica.

No ABC do "marinês", índios e ribeirinhos da Amazônia são sinônimo de "povos da floresta". Causas que todo político diz apoiar e que nunca saem do papel, como a reforma tributária, viram "consensos ocos". Ou, numa variação mais dramática, para reforçar a ideia de paralisia: "ocos e congelados".

Algumas expressões parecem pedir a tecla SAP para serem decifradas pelo eleitor. Um exemplo muito usado: "Precisamos construir uma aliança intergeracional com compromisso ético". Em linguagem corrente, significaria que ela quer atrair pessoas de todas as idades e honestas.

Ao justificar o fato de ter entrado na disputa a bordo de uma legenda pequena e isolada, ela costuma se dizer à frente de um "movimento transpartidário". Nesse caso, a tradução seria que sua candidatura não se limita aos filiados ao PV.

Outro hábito dela é dizer que a realidade está "grávida de múltiplas respostas". Desta vez, o truque serve como desculpa para driblar perguntas difíceis. Algo como: "Não há respostas prontas para tudo".

Questionada pela Folha sobre a etimologia de seu vernáculo, que às vezes lembra o "do-in antropológico" do colega de partido e também ex-ministro Gilberto Gil, ela invocou raízes acadêmicas. "Essas palavras não foram criadas nem inventadas por mim", garantiu.

"Desadaptação criativa é uma expressão usada por um psicanalista argentino. Acho que tem tudo a ver com o contexto das transformações que o Brasil e o mundo precisam em relação a fazer novas perguntas para obter novas respostas."

O termo é citado sempre que Marina menciona a necessidade de mudança nos hábitos de consumo para evitar o esgotamento de recursos naturais.

"Se a gente não tivesse se desadaptado de usar as rodas apenas puxadas por bois ou cavalos, até hoje estaríamos andando de carroça", explica.

Ela gosta de dizer ainda que o mundo está diante de uma "inflexão civilizatória", ou seja, ficando mais civilizado.

As falas também reciclam termos da cartilha ambiental, como a "descarbonização" da economia. A tradução é simples: a senadora defende um modelo de produção que reduza a emissão de gases-estufa.

"Descarbonização é um termo utilizado no âmbito da convenção de mudanças climáticas", explica. "Mas aos poucos vai fazendo parte do repertório de grupos sociais, de vários segmentos da sociedade."

Marina diz já ter ouvido uma observação semelhante na rua sobre seu vocabulário: "Uma vez, um estudante brincou comigo, sugerindo que talvez fosse necessário fazer um glossário dessas expressões todas. Não seria de todo ruim".

Mas ressalva: "As pessoas, diferentemente do que se pensa, compreendem o que se diz dentro de um contexto. E eu procuro usar sempre as palavras dentro de um contexto".

Relíquia

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Sala de estar da pousada Chapurys decorada com peças antigas que perteceram a moradores da cidade. O espelho de barbeiro, ao fundo, pertenceu ao Sr. Germano, profissional do ramo, que viveu e trabalhou em Xapuri na primeira metade do século passado.

Obs. O móvel é da década de 1920.

Circuito de arvorismo em Xapuri

Não pude acompanhar a inauguração do Eco Parque Ayshawa, ocorrido no último sábado em Xapuri, mas cumpro aqui a promessa de dar espaço à divulgação do evento organizado pelo empresário Victor Pontes, um dos proprietários da Pousada Ayshawa.

"Eu me interessei por Xapuri há 15 anos, quando visitei a cidade e decidi que voltaria para cá e investiria aqui. A pousada começou pequena, já foi ampliada e agora estamos trazendo o arborismo”.

O Eco Parque é a primeira iniciativa do setor turístico que tem a parceria com o Governo do Estado através do Programa de Promoção de Negócios, o PPN.

Os circuitos foram montados pela Eco Venture, uma assessoria especializada que já montou mais de 60 circuitos em todo o Brasil. "Este é o maior circuito da região Norte", comenta Wilson Miguel, responsável pelo projeto.

Nesta terça-feira, Victor Pontes está inaugurando o restaurante da pousada Ayshawa, localizada na rua 24 de janeiro, em frente à antiga usina de beneficiamento de castanha Chico Mendes.

Veja mais sobre a inauguração do parque na Agência de Notícias do Acre.

Verágua a bem da verdade

A empresa Verágua enviou resposta ao blog do jornalista Altino Machado sobre a postagem Verágua polui nascente de Igarapé, destacada por mim aqui neste blog. Segue a reprodução da nota:

"Meu Caro Altino Machado

Com relação a matéria veiculada em seu conceituado blog sob o título "Verágua polui nascente de Igarapé”, na qualidade de proprietário da empresa, venho trazer os esclarecimentos necessários para que não fique a impressão de que a Verágua esteja, de fato, jogando lixo no Igarapé Judia, o que obviamente não é verdade.

A Verágua tem todo o cuidado em colocar o seu lixo, que é basicamente rótulos usados, em sacos plásticos e colocado em local previamente combinado com a Prefeitura de Senador Guiomard para a devida coleta, próximo ao galpão da empresa, localizado na Estrada do Triunfo.

Ocorre que a Prefeitura não tem um sistema de coleta eficiente e às vezes esses sacos se acumulam ensejando a que moradores de uma invasão próxima, conhecida como Tampa Azul, se apossem desses sacos e levem para outro local e os rasguem à procura de algo que possam aproveitar.

No caso das fotos apresentadas, nota-se que os mesmos foram levados para local distante do galpão da empresa e largado às margens do Igarapé Judia onde fizeram o derramamento do lixo.
É oportuno esclarecer que ninguém mais que a Verágua tem interesse na preservação do Igarapé Judia, que passa nos fundos da empresa. Para que você e seus leitores tenham conhecimento, há pouco mais de três anos a Verágua comprou uma área de terra com mais de 700 metros à margem direita do Igarapé, exatamente para evitar a ocupação desordenada daquela área que seria altamente prejudicial a sobrevivência do Igarapé.

A Verágua faz parte, representada pelo seu diretor comercial e filho do dono da empresa, o Sr. Waldemar Neto, da Comissão de Preservação da Nascente do Igarapé Judia, da qual faz parte as Secretarias de Meio Ambiente do Estado e do Município, Instituto de Meio Ambiente do Acre e entidades civis, além de pessoas ligadas ao meio ambiente, como o professor Claudemir Mesquita, o maior defensor do Igarapé Judia, e, também, uma de suas filhas, Cristine Kelly.

Logo, não teria sentido que a Verágua fosse colocar lixo para poluir o referido Igarapé. Fico muitíssimo agradecido pelo direito de resposta concedido para os devidos esclarecimentos.

Pelo bem da verdade.

Sebastião Melo de Alencar"

Estou de volta

Passei o fim de semana na rede, mas não nesta que interliga computadores do mundo todo. Daí a falta de atualizações desde quinta-feira passada. Daqui a pouco o blog voltará a sua rotina normal. Abraços e obrigado a todos o visitaram e nada encontraram de novo. Um bom dia e até logo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vejam isto

A empresa Verágua, que capta e vende água supostamente mineral, polui umas das nascentes do igarapé Judia, no município de Senador Guiormard.

O flagrante é do repórter-fotográfico Marcos Vicentti, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Acre.

Veja mais no blog do Altino Machado.

Banco do Brasil é alvo de ação do MP em Xapuri

Agência de Xapuri tem prazo de 10 dias para se adequar a exigências da Lei Municipal 489/2005

A juíza da Vara Cível da Comarca de Xapuri, Zenair Ferreira Bueno Vasquez Arantes, aceitou pedido de abertura de Ação Civil Pública contra a agência do Banco do Brasil em Xapuri, feito pela promotora de justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel em razão das denúncias recebidas pelo MP relacionadas ao mau atendimento prestado ao público pela instituição bancária.

A promotora de Xapuri trabalha no caso desde outubro do ano passado, quando assumiu a função no município. A proposta de Ação Civil Pública contra a agência bancária se segue a Inquérito Civil instaurado para investigar as reclamações de mau atendimento chegadas à promotoria por intermédio da câmara de vereadores, que formulou pedido de providências por parte do MP.

Em seu relatório, a promotora Diana Soraia relata que a agência bancária descumpre flagrantemente a Lei Municipal 489/2005, que determina que o tempo de espera em filas de bancos não ultrapasse 15 minutos em dias normais, 25 minutos em véspera e após os feriados e 30 minutos em dias de pagamento de servidores públicos. Conforme averiguado pela promotoria em sua investigação, o tempo de espera nas filas da agência gira atualmente em torno de 1 hora e 20 minutos.

A agência do Banco do Brasil em Xapuri também não cumpre, de acordo com a promotora de justiça, com o que determina o Código de Defesa do Consumidor e a Resolução 2.878, de 26 de julho de 2001, editada pelo Banco Central do Brasil. Pessoas que têm direito a atendimento prioritário, como idosos, gestantes e deficientes, não estão gozando dessa prerrogativa pela falta de funcionários para atendê-los e até mesmo pela falta de assentos no interior da agência.

Na decisão da juíza Zenair Ferreira, favorável à abertura da Ação Civil Pública, o atendimento prestado pelo Banco do Brasil em Xapuri é classificado como “indigno e ilegal”. A juíza foi favorável também ao pedido feito pela promotora de antecipação dos efeitos da tutela para que o banco, no prazo de 10 dias, cumpra a Lei Municipal 489/2005, colocando à disposição dos usuários pessoal suficiente para que o atendimento seja efetivado dentro dos limites de tempo impostos pelo dispositivo legal sob pena de multa de R$ 5 mil diários, em caso de descumprimento.

Em conversa com o blog, na tarde dessa quarta-feira (5), a promotora Diana Soraia destacou, no entanto, que durante o período em que transcorria o Inquérito Civil algumas melhorias foram observadas quanto aos serviços prestados pela agência bancária. A instalação de caixas eletrônicos mais modernos e a instalação de mais assentos no interior da agência são algumas dessas melhorias, mas apesar disso, explica a promotora, o tempo de permenência dos usuários nas filas continuou a desejar. Daí a razão do pedido de abertura de Ação Civil Pública contra a instituição bancária.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Arte na madeira

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O quadro em pirogravura na madeira que aparece na foto acima, exposto no museu da Pousada Chapurys, é de autoria de um artista xapuriense de primeira grandeza: Sander Artur, atualmente radicado em Niterói, Rio de Janeiro. Ao ver o quadro em um post anterior, o artista plástico de designer enviou a seguinte mensagem: 

“Fico feliz em ver uma de minhas obras sendo tão bem valorizada ao lado de tantas relíquias que fazem parte da hitoria de minha querida cidade. Fiz este trabalho encomendado pelo amigo e conterrâneo João, na época em que ainda engatinhava na arte da pirogravura. Parabéns João, pelo acervo. Parabéns Raimari, pelo blog.

SANDER ARTUR, Artista Plástico e Designer”.

Sander Artur, meu colega dos primeiros anos de estudos no velho Grupo Escolar Plácido de Castro, é filho de um outro artista xapuriense, o músico Raimundinho “Boy”. O quadro, encomendado por João Mendes, mostra Chico Mendes entre castanheiras contemplando uma colocação de seringa.

Acima, foto de obras do artista expostas em Campo de São Bento, Niterói, em 2008. Para conhecer melhor o trabalho de Sander Artur, visite o blog dele, sanderartefogo.

Floresta Digital

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Xapuri está perto de experimentar a “nuvem de internet” do programa Floresta Digital, como anuncia a torre acima, recém-instalada aos fundos da escola Anthero Soares Bezerra.

O lançamento está previsto para ocorrer juntamente com a inauguração da Organização Central de Atendimento (OCA), marcada para este mês de maio.

A data da inauguração ainda não foi oficialmente divulgada, mas deve acontecer logo que o governador Binho Marques retorne da viagem que faz atualmente.

A cobertura, segundo o governo, será de 100% da área do Acre, inclusive nas comunidades mais isoladas dos centros urbanos. “O Acre não será mais o mesmo”, garante Binho Marques.

Para viabilizar o Floresta Digital, o governo estadual estabeleceu parceria com a Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA).

O estudo técnico do programa, que custou US$ 573,8 mil, foi financiado integralmente pela agência norte-americana. O governo estadual investiu R$ 30 milhões no empreendimento.

CATIE

Acre será o primeiro estado no Brasil a ter um núcleo de produção de conhecimento do Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (CATIE), que será estabelecido em Xapuri

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O Estado do Acre será o primeiro no Brasil a ter um núcleo de produção de conhecimento do Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (CATIE), instituição internacional de estudo com sede na Costa Rica, que trabalha com outros 13 países membros da América Central e América do Sul.

Nessa terça-feira, 4, o governador Binho Marques assinou termo de adesão com o diretor  da instituição, José Joaquim, na sede do CATIE, naquele país. A expectativa do governo acreano é de que dentro de um mês um núcleo do CATIE seja instalado em Rio Branco, de maneira provisória.

A proposta é de que o núcleo do CATIE seja instalado em Xapuri ainda neste ano. A ideia, segundo o secretário de Meio Ambiente do Acre, Eufran Amaral, é tornar Xapuri uma cidade polo e referência na geração de conhecimento sobre a floresta. São parceiros na iniciativa outras instituições de ensino e pesquisa, como a Embrapa, a Universidade Federal do Acre (Ufac) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), que pretende fixar um “Centro de Excelência Ambiental” em Xapuri a partir do segundo semestre deste ano.

No início do mês passado, o prefeito Ubiracy Vasconcelos recebeu em Xapuri o reitor da Universidade de Viçosa, uma das mais renomadas do país na área de ciências agronômicas. Durante o encontro, Luis Cláudio Costa afirmou que a vinda da universidade mineira para o Acre será a grande oportunidade de a instituição trabalhar com as diversas formas de saberes.

“A floresta tem muito a nos ensinar. Será muito importante para os nossos estudantes o papel de formação de cidadania e para os nossos pesquisadores a possibilidade de praticar a excelência acadêmica com relevância e interação social, e acreditamos que a partir daí a sociedade ganha como um todo”, disse o reitor durante a audiência com o prefeito de Xapuri.

O prefeito Bira Vasconcelos considerou o empreendimento como um dos mais importantes para Xapuri nos últimos tempos, que representa colocar o município num patamar de conhecimento jamais visto na sua história, onde a geração de tecnologias venha contribuir com o desenvolvimento local, nos pontos de vista econômico e social.

“É um momento muito especial para Xapuri porque acreditamos que a partir da produção de conhecimentos e de tecnologias, nosso desenvolvimento será impulsionado. É uma proposta interessantíssima, pois Viçosa é uma universidade renomada nacionalmente nas áreas agrária e florestal, e ainda mais porque, junto com isso, traremos para Xapuri também, aliado com as duas universidades e a Embrapa-Acre, o CATIE”, afirmou o prefeito.

O centro do UFV em Xapuri manterá cerca de 40 estudantes/pesquisadores no município para realizarem pesquisas e defenderem teses sobre experiências relacionadas aos projetos de desenvolvimento sustentável desenvolvidos aqui no Acre. Para isso, será firmado um termo de cooperação técnica entre Universidade Federal de Viçosa e Universidade Federal do Acre.

Para o ano que vem, há planos de também se estabelecer em Xapuri cursos de mestrado em Engenharia Florestal e Agronomia. O núcleo da Ufac e a futura sede do CTA (Centro dos Trabalhadores da Amazônia), são os possíveis locais de implantação do Centro de Excelência Ambiental no município de Xapuri.

Mais informações sobre a assinatura do Termo de Adesão do governo do Acre com o CATIE na reportagem de Mariama Morena, da Agência de Notícias do Acre, que serviu como referência para a presente postagem.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Homenagem a Armando Nogueira

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Proposta apresentada pelo vereador Chiquinho Barbosa (PT) na sessão desta terça-feira destina a um dos conjuntos de casas populares que estão sendo construídos em Xapuri o ilustre nome do jornalista xapuriense Armando Nogueira, morto em março passado.

Longe de querer desmerecer a proposta do vereador, considero que a melhor homenagem que o município pode prestar a Armando Nogueira é valorizar a sua memória desapropriando a casa onde nasceu o jornalista e transformado-a em um centro dedicado à sua vasta obra como jornalista e escritor.

Chiquinho Barbosa concorda comigo e afirmou que pretende levar ambas as ideias adiante.

Artesanato em massa fria

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Um curso oferecido numa parceria entre prefeitura de Xapuri, Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer do Estado e Sebrae pretende estabelecer no município um padrão de artesanato em massa fria que crie produtos artesanais que possuam a “cara” da cidade e do modo de viver de sua população, seja ela urbana ou rural.

Entre as peças já produzidas no desenrolar no curso, estão as figuras do seringueiro com seus instrumentos de trabalho, no corte da seringa e no defumadouro; o agricultor, na plantação e na colheita; as fazedoras de cajuína, doceiras e quituteiras e daí por diante.

De acordo com Regileno Costa, diretor de Turismo da prefeitura de Xapuri, o objetivo do curso é tentar fortalecer a ligação entre o turismo e o artesanato no município, com a criação de produtos artesanais que possuam uma forte identidade com a cidade, um artesanato que identifique Xapuri em qualquer lugar em que chegar.

Cerca de 12 pessoas da comunidade estão envolvidas no treinamento. Alguma que já trabalham com artesanato e outras tem a firme vontade de aprender e conquistar uma renda pessoal. O curso está na segunda, e as aulas acontecem de segunda a sábado, no Pólo Moveleiro de Xapuri, com uma carga horária de 100 horas.

Museu da Pousada Chapurys

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Visitei, há alguns dias, o museu que João Mendes organiza na pousada Chapurys, e como prometi posto agora algumas fotos. Na de cima, o acervo de quadros e fotografias que “Garrinha” reuniu com muito esforço e algum dispêndio financeiro. São fotos antigas de casas históricas de Xapuri, como o próprio casarão onde hoje está a pousada, que foi casa do seringalista Adão Gallo, um dos mais poderosos do Acre da primeira metade do século passado, proprietário da histórica casa A Limitada.

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O cofre acima pesa 1.500 quilos e foi fabricado em 1857 em Liverpool, Inglaterra. Pertenceu ao seringalista Adão Gallo. Àquela época, não havia bancos na cidade. O cofre era uma espécie de banco. Dali, tantas vezes, segundo conta João Mendes, o seringalista retirou dinheiro vivo para comprar, de uma só vez, uma tonelada de borracha. Em tempo: apesar da idade, o cofre está em ótimo estado de conservação e originalmente preservado. Nos próximas postagens mostrarei aqui outras relíquias guardadas na Pousada Chapurys.

Miranda de volta à Câmara

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Tomou posse na sessão desta terça-feira da câmara de Xapuri o suplente de vereador pelo PT, José Maria Miranda, que até então ocupava o cargo de secretário municipal de ação social. Miranda, que foi vereador na última legislatura, substitui José Selmo Dantas, que se afasta da vereança para assumir o comando do setor de produção do governo do Estado no município. Dá-lhe, Miranda.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Prefeito e vereadores vistoriam obras

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Acompanhado dos vereadores José Cecílio e Chiquinho Barbosa, do PT, e Ney Eurico e Gessy Capelão, do PSB, o prefeito Bira Vasconcelos visitou obras da prefeituras em alguns bairros da cidade, na manhã desta segunda-feira.

O convite para as visitas foi do próprio Bira, que afirma desejar ver os vereadores acompanhando de perto todas as ações de sua administração. Na foto, o prefeito e os vereadores vistoriam as obras de construção da nova ponte do bairro Bolívia.

Liberdade de Imprensa

Liberdade de expressão!! Não à mordaça!!!

Hoje é o dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Por isso, é dia de refletir a respeito das diretrizes que guiam o jornalismo atual, marcado pela repressão e pela omissão de informações.

A prática do jornalismo tem perdido qualidade devido ao fato de que os “donos do poder” é que selecionam o que deve ser noticiado causando grande prejuízo à sociedade, que passa a enxergar uma realidade que não é, necessariamente, a verdadeira.

domingo, 2 de maio de 2010

Apesar de você

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.

A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão, viu?

Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão

Apesar de você
amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá??