quinta-feira, 9 de junho de 2011

Polícia e comunidade

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Vai longe uma época em que, em Xapuri, o termo “polícia” inspirava mais medo que segurança. Naqueles tempos medonhos, o comportamento policial era frequentemente associado a repressão e autoritarismo e, verdade seja dita, a polícia não fazia mais do que reprimir e impor aos cidadãos a lei da força, no papel de braço armado do Estado. 

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É claro que sempre será possível se deparar com atitudes e comportamentos, por parte da polícia, que nos remeta ao passado citado acima; mas, na atualidade, a marca mais visível que a instituição Polícia, seja civil ou militar, tem deixado como fruto de sua atuação no município é a proximidade e o diálogo com a comunidade.

Na primeira imagem, o sargento Moura Costa inicia mais uma turma do Proerd, Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência, que tem mantido centenas de crianças e adolescentes afastados do risco social. Na segunda, o sargento Ismar, o Mazinho, interagindo com moradores da zona rural sobre álcool e segurança na comunidade.

O Proerd é uma atividade desenvolvida nas escolas, onde há uma parceria entre Polícia Militar, Educação e as famílias. O projeto visa a prevenção no que diz respeito às drogas e à violência, onde um policial militar devidamente capacitado aplica as lições nas salas de aula sobre os assuntos outrora citados.

Nessa quarta-feira (8), as polícias Militar e Civil, cumprindo cronograma de visitas às comunidades rurais de Xapuri, reuniram-se com moradores da comunidade Vai Quem Quer, no templo da Igreja Assembleia de Deus, pela manhã, e com alunos, na escola municipal São Pedro, no período vespertino.

Na encontro com a comunidade, além de palestra com orientações sobre Furepol, problemas com bebidas alcoólicas, drogas, manipulação e resgate de princípios morais, todos os moradores são ouvidos, podendo relatar suas dificuldades e denunciar possíveis irregularidades. As próximas comunidades a serem visitadas pelo programa das polícias Civil e Militar serão: Simitumba e Ribeiracre.

Justiça de Luto

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Quem se dirige ao prédio do Fórum de Xapuri nesta semana é obrigado a passar por baixo de  uma faixa preta que anuncia a chamada “Semana de Luto”. Entre os dias 6 e 10 de junho, os servidores se vestem de preto como forma de protesto contra a exclusão do Poder Judiciário na elaboração da  Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O texto abaixo é do jornalista Altino Machado.

Surpresa e indignação

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Adair Longuini, apresentou nesta quarta-feira(8), aos demais membros da corte, um levantamento sobre a situação orçamentária do Judiciário Estadual.

Descontentes com a situação financeira, servidores realizaram nas ruas do centro de Rio Branco (AC), nesta quarta, uma manifestação com cortejo e enterro simbólico da justiça acreana.

Preocupado com a exclusão do Judiciário na elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o desembargador Adair Longuini revelou que o governador Tião Viana (PT) comunicou oficialmente que não poderá atender suas reclamações para o orçamento de 2012 sob pena de retirar recursos para educação, saúde, habitação e segurança.

- É de causar surpresa e até indignação esta situação - afirmou Longuini.

Segundo o desembargador, Viana já “sentenciou” aquilo que os deputados ainda irão discutir na Assembleia.

- Isso demonstra que o Judiciário e o Legislativo estão alijados do processo democrático de construção do orçamento estadual, preceito que deveria reger a coisa pública - acrescentou.

Conforme os dados apresentados por Longuini, o orçamento aprovado para o exercício de 2011 está muito abaixo das despesas básicas do Judiciário.

O valor mínimo apurado para os gastos que serão realizados neste ano é de R$ 147 milhões – R$ 127 milhões somente de despesas com pessoal. No entanto, o valor aprovado foi de R$ 139 milhões.

- Na verdade ainda teremos que viabilizar outras despesas extraordinárias no corrente ano, e teremos uma grande dificuldade para a execução do orçamento e a cobertura de todas as despesas do Judiciário - declarou Longuini.

A proposta apresentada no ano passado foi de R$ 224 milhões, tendo havido um corte de cerca de R$ 85 milhões.

O desembargador afirmou ainda que, ao longo dos anos, o Executivo tem reservado para o Judiciário um orçamento que classificou como “minguado”, que vai pouco além da folha de pagamento.

Dessa forma, segundo o presidente, a única maneira de administrar o Tribunal é fazer acordo com o Poder Executivo para que haja suplementações, ficando, assim, em uma situação de dependência.

A administração do Tribunal busca garantir o direito, previsto na Constituição Federal, de que a Lei de Diretrizes Orçamentárias seja elaborada entre os três Poderes da República.

Pior orçamento

O Tribunal de Justiça realizou levantamento entre os Tribunais de Justiça do país, especialmente entre os que apresentam estruturas semelhantes à do TJAC (Amapá, Alagoas, Rondônia, Roraima, Tocantins e Piauí).

Os dados indicam que o repasse total para o Tribunal de Justiça de Rondônia foi de R$ 311 milhões, enquanto o do Acre recebeu R$ 139 milhões.

Considerando o valor total, o Acre teve o segundo pior orçamento, perdendo apenas para Roraima (R$ 115 milhões).

Em termos percentuais, calculados sobre a receita líquida de cada Estado, o TJAC aparece na última colocação, com repasse de apenas 4,98% da receita estadual. Rondônia apresentou percentual de 7,38%, acima da média dos estados avaliados, que foi de 6,13%.

Precatórios

TJAC oficia municípios sobre pagamentos

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O Tribunal de Justiça do Acre oficiou 11 Municípios do Estado para que regularizem o pagamento de seus Precatórios. São eles: Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Tarauacá, Sena Madureira, Capixaba, Xapuri, Mâncio Lima, Feijó, Cruzeiro do Sul, Senador Guiomard e Assis Brasil.

Desde o dia 25 de janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça Acreano, por meio da Vice-Presidência - cargo ocupado à época pelo Desembargador Adair Longuini -, já havia expedido ofício às Prefeituras solicitando o envio da documentação comprobatória dos depósitos que, porventura, já tivessem sido feitos nas contas abertas especialmente para quitação dos Precatórios.

Como até o momento as Prefeituras não se manifestaram, o atual Vice-Presidente do TJAC, Desembargador Samoel Evangelista, determinou a abertura de Processo Administrativo contra os Municípios.

O Desembargador Samoel Evangelista alerta que se os Municípios não fizerem os respectivos pagamentos ou prestarem as informações, o TJAC poderá realizar o sequestro dos valores correspondentes aos Precatórios.

O sequestro está previsto no art. 100 da Constituição Federal, segundo o qual o Presidente do Tribunal de origem do precatório poderá determinar a autuação de Processo Administrativo em casos de não pagamento de Precatórios por parte dos Entes Públicos.

Nesse caso, o sequestro dos recursos financeiros, será determinado pelo Presidente do Tribunal, por meio do "Bacen-Jud".

Se os Municípios não liberarem os recursos, a Presidência do TJAC poderá incluí-los como entidades devedoras no Cadastro de Entidades Devedoras Inadimplentes (CEDIN), vinculado ao CNJ.

Leia mais no portal do Tribunal de Justiça do Acre.

Orquídea

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Brotou embaixo de minha janela. Linda, não?

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“Ufac faz deputados de palhaços”

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O deputado Manoel Moraes (PSB) voltou a criticar a Universidade Federal do Acre durante a sessão desta semana na Assembleia Legislativa. Dessa vez, a razão da bronca do deputado foi a decisão da Ufac de acabar com o vestibular para adotar o Enem como processo de seleção sem consultar ninguém.

“Primeiro vem aqui pedir ajuda para se livrar de um processo no Ministério Público Federal, depois não cumpre sua parte no acordo e agora decide acabar com o vestibular sem consultar ninguém. Quero aqui deixar uma mensagem. Se querem igualdade no Brasil, porque não vão concorrer com a USP ou com Harvard?”, disse ele.

Moraes fez também um relato da sua participação na reunião do Parlamento Amazônico ocorrida no último dia 3, em Cuiabá (MT).  De acordo com o parlamentar, há muita união entre os deputados da região Norte e que é consenso que a Amazônia ainda é alvo de cobiça internacional por conta de suas riquezas naturais.

Clique aqui para ler mais.

Deu Vasco

Vasco

Foi sofrido, foi difícil, foi suado, foi perdendo, mas o título da Copa do Brasil ficou mesmo com o gigante da Colina. A derrota por 3x2 para o Coritiba fez do time da camisa feiona o primeiro classificado para a Libertadores do ano que vem. Em Xapuri, um punhado de vascaínos desacostumados a ganhar alguma coisa fizeram barulho madrugada adentro. Parabéns a nação vascaína, pois, justiça seja feita, foi merecido, também.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Oxi não é nova droga, diz PF

A imagem abaixo não é de um pedaço de rapadura

Pedra de Oxi

Severino Motta, do iG Brasília

Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Criminalista (INC) da Polícia Federal revelou que o oxi não é uma droga “nova”, sendo diferente de outras conhecidas, como o crack, devido à adição de cal e querosene em seu processo de fabricação. Analisando amostras apreendidas no Acre, onde teria surgido a nova substância, peritos descobriram que formas clássicas da cocaína fumável estão sendo tratadas como oxi durante as apreensões.

De acordo com o perito do INC, Adriano Maldaner, o termo “oxi” está sendo usado de forma indiscriminada, pois até mesmo a cocaína em sua versão tradicional, em pó, o chamado sal, foi apreendido pela Polícia Civil do Acre e taxado como oxi.

“Nós comparamos amostras apreendidas nas ruas do Acre com as apreensões de grandes quantidades feitas pela Polícia Federal. O que estão chamando de oxi na verdade são versões fumáveis da cocaína, já bastante conhecidas, como o crack, a pasta base e a cocaína base”, disse.

Segundo ele, a presença de solventes, como querosene e gasolina - produtos tradicionalmente usados no refino da cocaína - não chegam a 1% nas supostas amostras de oxi. O percentual é mesmo presente na cocaína tradicional ou em suas versões fumáveis.

“Não encontramos cal e nem querosene ou qualquer solvente para justificar uma diferença nas substâncias. Até agora, não há nada de novo. Se um dia chegar às nossas mãos uma droga realmente diferente, seremos os primeiros a falar. Mas nesse momento não há uma nova droga”, explicou.

Potência

A droga apreendida nas ruas do Acre apresenta um teor elevado de pureza – cerca de 65%. O mesmo é encontrado nos carregamentos do chamado “grande tráfico” quando há apreensão da Polícia Federal.

“O que percebemos na droga de rua do Acre é que ela é mais pura. O normal é ter 10 a 20% de pureza, de cocaína, do princípio ativo. Essas amostras que foram apreendidas como Oxi são semelhantes às que são transportadas em grandes tijolos. Com maior pureza, os efeitos psíquicos são maiores, bem como as reações adversas, como a paranoia, overdose e danos à saúde”, disse Maldaner.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Quizila no Polo da Estrada da Borracha

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O casal Marcos Mansour e Valcicléia Menezes denuncia ser vítima de perseguição política promovida por membros do Partido dos Trabalhadores que ocupam cargos dentro da Secretaria Estadual de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) em Xapuri, que culminou com ação judicial que os despejou do Lote 21 do Polo Agroflorestal da Estrada da Borracha nessa última segunda-feira, 6 de abril, através do cumprimento de mandado de reintegração de posse da área ao governo do Estado.

Para que o leitor entenda bem o caso, reproduzo a reportagem abaixo, de Jairo Carioca, do site Ac24horas. Mais abaixo um pouco, vai a íntegra da Decisão Interlocutória da juíza Zenair Ferreira Bueno Vasques Arantes, do dia 3 de março de 2011, seguida de resposta do Secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar, Lourival Marques, às afirmações feitas pelo casal despejado.

Produtor diz que foi retirado do Polo de Xapuri porque não apoiou o PT

Jairo Carioca, Ac24horas.com

O fato é relatado pelo próprio casal. A “quizila”, segundo Marcos Mansour e sua esposa Valcicléia Menezes, começou quando o casal se recusou a apoiar o PT nas eleições municipais. Eles contam que a direção da Seaprof iniciou uma verdadeira batalha de retaliação de direitos ao assentado que foram desde a obstrução de maquinário para benefícios em sua área, até a ordem de despejo executada por volta das 6 horas da manhã desta segunda-feira (06).

A ordem de despejo é resultado de uma ação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que originou o processo 000302-58.2010.8.01.0007 concluso pela Juíza Zenair Ferreira Bueno Vasques Arantes para a reintegração de posse imediata. Ocorre que em recente levantamento da Associação dos Produtores Rurais do Polo Agroflorestal Extrativista da Borracha, (ASPAEB), uma série de outras denúncias foram feitas ao Governo do Estado, entre elas, as de irregularidades no assentamento de oito lotes, o desvio de óleo diesel e o pagamento de serviços de destoca [como a reposição de peças dos tratores e outros], conforme documento enviado pelo presidente da Associação, José de Chaves, ao secretário da SEAPROF, o senhor Lourival Marques. O relatório é datado do dia 02 de fevereiro.

No relatório datado do dia 25 de fevereiro, cita que há moradores no Polo que são aposentados, empregados e que tem firmas abertas. Segundo Marcos Mansour, os fatos apontados no relatório da Associação não foram considerados pelo secretário e muito menos pela PGE, que só levou em consideração a justificativa de que o mesmo era parte componente em um contrato social de uma firma “inativa”, motivo pelo qual a procuradoria entendeu que Marcos e sua família não se enquadrariam como pessoas com direito à área no assentamento.

- E nos bastidores segundo os moradores, a gerência da Seaprof na época exercida pela servidora Hermegilda e o responsável pelas atividades no Polo, o Sr. Anselmo Dantas, ambos fortes cabos eleitorais do PT, falavam que seria questão de honra me retirar do Polo - diz o documento apresentado à reportagem.

A família que reside há mais de 3 anos no local foi obrigada a se retirar durante a manhã desta segunda-feira (6). A esposa de Marcos trabalha na escola da comunidade e as suas filhas que estudam na mesma escola, ficaram fora da sala de aula. Eles acreditam que só há uma explicação política para o fato, já que outras famílias em situação irregular ainda maior, não foram retiradas do local.

Marcos era o maior produtor de mandioca. Foi dele a produção para a inauguração da Casa de Farinha feita pelo governador Tião Viana. No final da manhã os pertences do morador foram alojados em um galpão granjeiro de um amigo da área até posterior solução.

DECISÃO DA JUÍZA

1. Os documentos acostados às fls. 24/29 (matrículas dos imóveis) comprovam a posse do autor sobre o imóvel em questão, o que confirma o requisito previsto no art. 927, I do CPC. O esbulho encontra-se devidamente provado pelo descumprimento da notificação (fls. 41/42) por parte do requerido, cumprindo a exigência do inciso II do artigo supracitado. A data do esbulho (art. 927, III, CPC) também pode ser atestada pela notificação acostada (fls. 41/42), na qual consta que em junho de 2009 o requerido tomou posse do lote 21, sendo que no dia 06/07/2009 foi notificado para desocupação voluntária, o que prova que o esbulho é recente, ou seja, que data de menos de um ano e dia.

No tocante ao inciso IV, do art. 927, do Código de Processo Civil, o requerido ocupa a totalidade do lote 21, o que impede o autor de dar qualquer destinação pública ao imóvel conforme a finalidade prevista na Lei Estadual nº 1.693/05. Cumpre salientar que o requerido não demonstrou nenhum interesse para a montagem do processo de justificativa de sua ocupação no lote 21, o que dificultou o estudo da viabilidade de assentamento e da situação socioeconômica do réu a ser realizado pela parte autora (fl. 90).

Resta provada, portanto, a perda da posse do imóvel, sendo possível verificar a ocorrência de esbulho.

2. Desta forma, presentes todos os requisitos do art. 927 do Código de Processo Civil, com fundamento no art. 928 do mencionado Código, defiro, liminarmente, a reintegração da posse do imóvel descrito nas fls. 31/32 em favor do autor, concedendo ao réu o prazo de 15 (quinze) dias para desocupação voluntária.

3.Cite-se o réu para responder, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da intimação da decisão que deferiu a medida liminar (art. 930, CPC), sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato (arts. 285 e 319 do CPC).

4. Decorrido o prazo do item 2, expeça-se mandado de reintegração de posse, que deverá ser cumprido com especial moderação, por 02 (dois) oficiais de justiça, que ficam autorizados, desde logo, a requisitar a força policial, se necessário, para o fiel e integral cumprimento à ordem reintegratória. Conste do mandado que o cumprimento da diligência deverá ser filmado, cabendo ao autor o fornecimento da logística necessária.

5. Intimem-se.

Lourival Marques esclarece caso do Polo de Xapuri

Secretário explica situação do Polo e diz que "no caso especifico do Lote 21, do Polo Agroflorestal Xapuri II, localizado no município de Xapuri, o senhor Marcos Mansour comprou o referido Lote de terceiros. Nas 36 linhas, porém, Lourival não tocou nas denúncias de desvio de óleo diesel, reposição de peças pagas pelos produtores, conforme foi demonstrado no material publicado. Veja na íntegra a resposta de Lourival Marques.

Caro senhor Jairo Carioca,

Pelo respeito que tenho pelo “Ac24horas”, peço um esclarecimento sobre a publicação da matéria com o título “Produtor diz que foi retirado do Pólo de Xapuri porque não apoiou o PT” publicada nesta terça-feira, 06 de junho de 2011.

O polo agroflorestal é uma proposta de assentamento que possibilita a volta de famílias de ex-seringueiros e ex-agricultores ao campo e, ao mesmo tempo, para criar uma alternativa para o abastecimento da cidade com alimentos. Além disso, a implantação de um sistema agroflorestal (árvores frutíferas, culturas perenes, culturas anuais, hortaliças e criação de pequenos animais) em todos os lotes que medem em média de 3,5 até 8 hectares por família possibilita a recuperação de áreas alteradas e a utilização racional de recursos naturais.

O polo agroflorestal é uma proposta para reforma agrária que visa a atingir o seguinte objetivo, dentre outros: criar uma nova proposta de assentamento agrícola baseado não na propriedade da terra, mas na valorização de seu uso e na produção.

Devo informar que esta secretaria é responsável pela coordenação do Programa e fiscalização das atividades nos assentamentos e procura cumprir as exigências da Lei de criação dos Polos Agroflorestais. Observando o aumento do índice de rotatividade nas áreas de assentamento, em 2009, o Governo do Acre adotou medidas no sentido de regularizar a situação fundiária das famílias que ocupavam os Polos Agroflorestais do Estado.

Foi feito um levantamento, objetivando identificar as famílias regulares e irregulares em cada projeto. Sendo que no caso das famílias regulares foram adotadas medidas para viabilizar a titulação (Título de Concessão de Direito Real de Uso). Já os irregulares criaram-se mecanismos para viabilizar sua regularização. Porém, em alguns casos, por se tratar de famílias que não atendem aos critérios estabelecidos pelo Programa foi necessário o Estado tomar providências no sentido de reintegrar os Lotes e assentar uma nova família dentro do perfil exigido.

Nesse mesmo período várias famílias que ocupavam lotes de forma irregular foram notificadas e tiveram oportunidade de apresentar suas justificativas. Muitas dessas famílias notificadas que se justificaram tiveram oportunidade de permanecer na área de assentamento. As que não demonstraram interesse em apresentar comprovação de adequação dos critérios exigidos, a documentação foi encaminhada a Procuradoria Geral do Estado para formalização dos processos de reintegração de posse.

No caso especifico do Lote 21, do Pólo Agroflorestal Xapuri II, localizado no município de Xapuri, ocupado irregularmente pelo senhor Marcos Mansour, temos o seguinte a informar: as regras para assentamento não permitem a comercialização das propriedades visto que é uma concessão de direito real de uso. No entanto, o senhor Marcos Mansour comprou o referido Lote de terceiros. Além disso, o mesmo não atende os critérios do Programa Polos Agroflorestais, sendo um deles o fato de ser microempresário e a esposa, funcionária pública.

O senhor Marcos Mansour foi orientado por esta secretaria de que não poderia ocupar o lote dessa forma e, para que apresentasse documentação que comprovasse atender os critérios de assentado, mas não atendeu a essas orientações. Diante disso tomamos as medidas cabíveis encaminhando a documentação para a Procuradoria Geral do Estado que formalizou o processo de reintegração judicial de posse determinado pela Justiça e cumprido em 05 de junho de 2011.

É importante salientar que o processo de reintegração judicial de posse movido pelo Estado contra o senhor Marcos Mansour com certeza foi outra oportunidade para que ele apresentasse a documentação de que realmente se enquadrava nos critérios de assentado. Apesar da segunda oportunidade determinada pela juíza do processo, o senhor Marcos Mansour não providenciou a documentação exigida.

Afirmo que os trabalhos desenvolvidos por esta secretaria não são movidos por questões pessoais visto que somos responsáveis pela a assistência técnica e extensão rural aos produtores familiares desse Estado a mais de 40 anos. Uma história de respeito mútuo.

Atenciosamente,

Lourival Marques
Secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar.

Conflitos no campo

“O governo precisa resolver o problema não pelos efeitos, mas pelas causas”

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A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, Dercy Teles de Carvalho Cunha, está de volta a Xapuri depois de ter participado em São Paulo de encontro entre organizações sociais para discutir o texto do novo Código Florestal, já enviado ao Senado.

Dona de opiniões firmes e convictas sobre o desenrolar do processo de reforma agrária no Brasil nos últimos anos, Dercy teve suas declarações repercutidas por vários jornais de grande circulação, ente eles O Globo e o Estadão.

Dercy responsabilizou o governo pelo recrudescimento da violência no campo e pelas mortes ocorridas recentemente no Pará e em Rondônia por não ter feito avançar a reforma agrária no País.

“O principal responsável é o governo, que não define a questão agrária, não resolve. A reforma agrária não avançou, e as mortes estão intimamente ligadas ao problema fundiário. São denúncias que os trabalhadores fazem de invasões de madeireiros, de grandes proprietários, que levam a isso”, disse ela após participar de seminário da central sindical Conlutas sobre a questão agrária, em São Paulo.

Dercy disse concordar com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, de que dar proteção individual a todos que já receberam ameaças de morte por problemas agrários é impossível. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, foram 1.855 entre 2000 e 2011. Mas disse também que o governo não pode ficar de braços cruzados.

“Não é a proteção que precisa ser feita. Tem de resolver o problema não pelos efeitos, mas pelas causas. E a causa é o embate pela posse da terra. A população elegeu o PT pois tinha certeza de que, se ele governasse o país, a situação seria diferente”.

Na avaliação de Dercy, os intensos conflitos só vão parar quando houver uma mudança estrutural no campo. “O governo, principalmente o federal, precisa fazer uma reflexão: não é com segurança que vai garantir a vida dos trabalhadores ameaçados, mas sim com a solução do problema, que é a efetivação da reforma agrária no país."

Dercy afirmou ainda aos jornalistas que a violência no campo no Acre não tem preocupado recentemente, mas reclamou das multas aplicadas a extrativistas por uso de áreas que não foram regularizadas ainda por demora do governo.

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Bira Vasconcelos

“Estou fazendo meu papel em Xapuri”

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O gabinete do prefeito de Xapuri, Ubiracy Vasconcelos, é um lugar bem modesto, considerando-se que é o local de trabalho da maior autoridade municipal, mas é também um espaço muito bem arrumado e aconchegante. Os poucos móveis que decoram o ambiente foram todos fabricados no polo moveleiro da cidade, “com madeira certificada, é claro”, ele faz questão lembrar. Até o quadro que decora a parede ao fundo da imagem que ilustra o post também, retratando a igreja de São Sebastião, foi produzido em Xapuri, pintado pelo artista plástico Clementino Almeida, que também é filho da terra.

E foi lá, em seu modesto gabinete, que o prefeito recebeu, na última sexta-feira (3), um grupo de blogueiros, esses sujeitos inconvenientes, que ele havia convidado uma semana antes para falar do atual momento de sua administração, que entra, segundo ele, a partir deste mês de junho, em uma etapa de “ações visíveis” que elevarão, acredita, sua aprovação popular no município, se referindo principalmente ao início das obras de pavimentação em tijolos de 8 quilômetros de ruas em quatro bairros da cidade e a recuperação de 300 quilômetros de estradas vicinais.

Participaram da entrevista - que na realidade foi mais uma conversa franca e aberta que mesmo uma entrevista propriamente dita –, além deste blogueiro, Clenes Alves e Caticilene Rodrigues, do blog Historia Multimídia de Xapuri, Eucimar Severino, representando o blog Xapuri Amax, Haroldo Sarkis, do blog Xapuri em Destaque, e Fernanda Gomes, da Assessoria de Comunicação da prefeitura. Pena terem deixado de comparecer ao encontro os blogueiros Joscíres Ângelo, do Xapuri News, Eden Mota, do Xapuri Urgente e Maxsuel Maia, do blog Maxsuel Xapuri, que certamente teriam tornado o encontro mais rico e produtivo.

Durante a conversa, o prefeito fez uma longa explanação das ações que sua gestão desenvolveu até agora, garantindo que tem a sensação de dever cumprido toda vez que abre o seu programa de governo e confere que as coisas estão transcorrendo dentro daquilo que foi estabelecido como meta para o seu governo, a despeito das críticas que tem recebido. “Estou consciente de que estou fazendo meu papel em Xapuri, e se chegar ao final de meu mandato com 80% de meu plano de governo concretizado, serei um homem muito feliz, pois o que importa para mim é ver Xapuri bem melhor”, afirmou.

Questionado sobre a avaliação negativa que muitos críticos fazem de sua gestão, ressaltou que o trabalho desenvolvido até o momento em Xapuri, mais focado na reorganização da máquina administrativa e no resgate da credibilidade da prefeitura junto a credores e ao próprio povo xapuriense, não é “visível a olho nu” como são as obras de infraestrutura. Daí, segundo ele, o sentimento de algumas pessoas de que sua administração não tenha decolado. “Fizemos um trabalho muito importante na cidade, mas o que as pessoas gostam mesmo é de ver a rua pavimentada. E isso, nós também vamos fazer, garantiu. 

Bira destacou com ênfase os avanços obtidos na educação, com o dado relevante de o  município ter deixado o último lugar no Ideb - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – para ocupar atualmente a 12º posição. A chegada a Xapuri de instituições como o Ifac – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre – e as negociações com a Ufac – Universidade Federal do Acre – que trarão mais 3 cursos superiores para o município, além da futura instalação do Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (CATIE), são outras conquistas comemoradas pelo prefeito cujo objetivo é tornar Xapuri “Polo de Conhecimento e de Excelência em Estudos de Desenvolvimento Sustentável”, finalidade para a qual baixou decreto em 23 de novembro do ano passado.

Na saúde, o prefeito de Xapuri se arriscou a dizer que o município possui hoje o melhor condição da história recente. Com 4 médicos nos postos de saúde, além de 3 odontólogos, medicamentos nas farmácias e alguns programas como o “TFD Municipal”, o Saúde Solidária e o ProAcre, este último em parceria com o governo estadual, que tem atendido várias centenas de pessoas nos mais distantes locais do município, Bira Vasconcelos garante que o trabalho na saúde em sua administração está se consolidando durante este ano, e que mesmo havendo ainda muitos pontos onde se pode melhorar, a realidade do momento é a melhor que Xapuri já viveu.

Bira Vasconcelos pretendia também esclarecer assuntos que, segundo sua opinião, tem sido frequentemente mal interpretados ou tratados de maneira maldosa por alguns blogueiros que repercutem o cotidiano político da cidade mesmo não vivendo aqui, como é o caso de Eden Mota, que questionou a homologação de uma licitação, por parte do município, na modalidade Registro de Preços (RP), no valor máximo de 1,25 milhão de reais, para a contratação de tendas para a realização de eventos.

Segundo o prefeito, o blogueiro induziu o leitor a acreditar que a prefeitura gastaria todo esse dinheiro, independentemente da realização de eventos ou não, quando na verdade o valor constante na homologação, apesar de exagerado, significa apenas uma previsão máxima de gastos que o município fará de forma correspondente àquilo que contratar em serviços da empresa vencedora. De acordo com o prefeito, a previsão real de gastos com esse tipo de despesa, considerando-se todos os eventos programados pela prefeitura para este ano, não superará a casa dos 50 mil reais.

Sobre o polêmico assunto do asfaltamento do bairro Sibéria, entregue a uma empresa que não mostrou competência para concluir os serviços, o prefeito informou que as obras estão suspensas, mas que ainda resta prazo e recurso para a sua conclusão e entrega à população daquela comunidade. Bira admitiu culpa no processo por não haver suspendido as obras antes que elas atingissem o atual estágio por pressão da própria população que estava ansiosa para ver os serviços concluídos. Apesar disso, afirmou que é impossível detectar, durante o processo licitatório, se uma empresa reúne ou não capacidade técnica e estrutural para tocar uma obra com eficiência.

Perguntado sobre a ajuda que Xapuri tem recebido do governo do Estado nos últimos anos, o prefeito lembrou que em seu último ano de mandato, o governador Binho Marques investiu 5,5 milhões de reais em Xapuri em recuperação de ramais, restauração do Lar dos Vicentinos, calçamento das ruas do Ibama e Doutor Batista de Moraes, além da reconstrução da ponte da Bolívia. Nesse início de mandato do governador Tião Viana, Bira Vasconcelos destaca o investimento de 6 milhões de reais que será feito em calçamento de ruas, cujas obras iniciam neste mês de junho, além de cerca de 2,5 milhões de reais relativos à patrulha mecanizada que o governo entregou ao município no começo do ano.

O prefeito encerrou a conversa com os blogueiros admitindo que se a eleição fosse hoje, ele teria dificuldades para se reeleger. No entanto, lembrou que a eleição ocorrerá daqui a mais de um ano e meio, sendo que, a partir de agora, vai trabalhar naquilo que as pessoas realmente veem, que são as obras de infraestrutura, e que após esse período, com as obras que virão estando concluídas, a opinião da população será muito diferente da atual. Bira disse ainda que apesar de ser um candidato nato à reeleição, não imporá sua candidatura ao partido, muito menos colocará qualquer projeto seu adiante dos interesses da Frente Popular. “Eu não vou inviabilizar um projeto da Frente Popular em função da minha vontade”, concluiu.

Minha impressão do encontro entre o prefeito e os blogueiros é a de que Bira Vasconcelos deseja manter uma convivência pacífica com quem emite opinião sobre a vida política do município de Xapuri. E acerta quando abre as portas de seu gabinete e se dispõe a discutir as ações de sua administração, falando abertamente sobre questões naturalmente desagradáveis para ele como, por exemplo, a avaliação ruim que a população supostamente tem de seu governo e problemas com obras al executadas como foi o caso do asfaltamento do bairro Sibéria.

Bira destacou a importância dos blogs para Xapuri, uma vez que a cidade se ressente da falta de veículos mais formais de comunicação que repercutam os acontecimentos da vida local. Mas essas ferramentas somente cumprirão com um papel importante na informação da população se, primeiro, muita gente que integra os órgãos governamentais aprenderem a lidar com a crítica, como forma de liberdade de expressão, e, segundo, se blogueiros, independentemente de serem jornalistas ou não, passarem a agir como tal, checando as informações, solicitando esclarecimentos e colocando o objetivo de bem informar acima de qualquer outro interesse, seja político ou pessoal.

Polêmica na OCA

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Uma norma adotada pela OCA Xapuri – Organização das Centrais de Atendimento – foi motivo de uma polêmica que chegou a bater à porta da promotora de justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel, na manhã desta segunda-feira (6). A professora Edina Maria da Cruz Medeiros, 40, afirma que ao chegar ao local para acessar um serviço no guichê da Ciretran foi informada por uma atendente de que não poderia ser atendida por estar usando o uniforme com qual ela aparece na imagem acima.

Ao insistir em ser atendida, a professora da escola Plácido de Castro afirmou que a atendente se dirigiu à coordenação da OCA, retornando momentos depois com a mesma informação com qual a recepcionara: ela não poderia ser atendida por estar trajando o seu uniforme de trabalho. Revoltada e exigindo ser respeitado o seu direito de cidadã, Edina se dirigiu, mesmo sem senha, ao local onde estava o funcionário da Ciretran, onde obteve as informações de que necessitava.

Procurada por mim para esclarecer o assunto, uma vez que a professora procurou a Rádio Educadora, onde trabalho, para reclamar do atendimento recebido, a coordenadora da OCA Xapuri, Conceição Oliveira, esclareceu que a norma de não aceitar pessoas uniformizadas no interior da central de atendimento se aplica a alunos da rede de ensino que utilizam os serviços da Comunidade Digital, e que as escolas estão cientes dessa medida. Informada de que Edina não é aluna, mas sim professora, Conceição explicou que, para não ocorresse tratamento diferenciado, a norma foi estendida a todos os usuários dos serviços.

Conceição explicou também que quando chega uniformizado à OCA, o cidadão é normalmente atendido e orientado a evitar o uso de uniforme quando voltar a procurar os serviços ali oferecidos. Polêmica, a medida levou a professora a procurar o Ministério Público para reclamar do que ela considerou constrangimento ilegal e cerceamento de seu direito de ir e vir, considerando que a funcionária pública não teria embasamento legal para lhe negar atendimento pelo simples fato de estar usando seu uniforme de trabalho.

Contatada pela assessoria do MP, a coordenadora da OCA chamou a professora para uma conversa, mas não conseguiu convencê-la da legitimidade da norma imposta. Pelo sim, pelo não, Conceição Oliveira informou agora há pouco, por telefone, que depois de contato com a direção da OCA em Rio Branco, decidiu rever a decisão de proibir o acesso de pessoas uniformizadas a todos os serviços da instituição. A partir de agora essa exigência será feita apenas para os usuários dos serviços da Comunidade Digital, como, a propósito, era a ideia inicial. 

Programa Viver Melhor

O registro acima é de atividade de esporte e lazer desenvolvida no último final de semana pela prefeitura de Xapuri no bairro Braga Sobrinho. Uma ação Fundação Municipal de Cultura e Desportos em parceria com as secretarias de Saúde, Educação e Ação Social, que reuniu dezenas de pessoas da comunidade em torno de diversas atividades, como torneios de futebol adulto e infantil, brincadeiras como pula corda, jogos de dominó e baralho, contação de histórias e muita música.

A área acima foi desapropriada pela prefeitura para a construção de um espaço de lazer, depois que o bairro perdeu seu campinho de futebol, que estava localizado dentro de uma propriedade particular, fato que gerou grande descontentamento e se tornou bandeira de reivindicação. Garantido para a população, o espaço vai ganhar em breve, segundo anúncio feito pelo prefeito Bira Vasconcelos, uma quadra de esportes para ampliar o leque de opções dos moradores para a prática de atividades de esporte, lazer e interação social.

O programa, que atende pelo nome de Viver Melhor, é desenvolvido pela prefeitura em atividades quinzenais, com um revezamento entre comunidades rurais e urbanas. Essa foi a terceira edição do programa, que antes já havia sido realizado no bairro Sibéria e no seringal Cachoeira. Clique aqui para ler mais sobre as ações da prefeitura de Xapuri e visite também o blog Xapuri em Destaque, do meu colega Haroldo Sarkis.

“Enchugando gelo”

Acredito que o professor-blogueiro Joscíres Ângelo não saiba ler, assim como demonstra não saber escrever, a julgar pela forma com que grafa o verbo enxugar, aplicando CH em vez de X. Abespinhado por eu ter contestado sua afirmação de que não fora convidado para a entrevista coletiva convocada pelo prefeito, acusou-me de “ataques sorrateiros” e insinuou que tenho medo de criticar a administração de Bira Vasconcelos, além de me xingar de mentiroso.

Se Joscíres fosse mais atento e menos encrenqueiro, teria percebido que não o instei a explicar a confusão acerca de seu convite ou não para a entrevista, e sim cobrei da própria assessoria do prefeito, dona da ideia da entrevista, uma explicação para o estranho caso, já que fui convidado através de e-mail que continha cópia para ele e para os demais blogueiros. Mesmo que tivesse exigido do blogueiro explicações sobre a atualidade de seus contatos telefônicos e de e-mail, acredito que isso não representasse razão para o homem beirar uma síncope.

Esclareço também que não fui eu quem atrasou o início da entrevista em uma hora, mas sim o próprio prefeito e sua assessoria, na expectativa de que os outros blogueiros chegassem para participar do encontro. No fundo, eu desconfiava que alguns não compareceriam por mera impossibilidade de atender ao convite, e outros por pura incapacidade de debater abertamente os temas que inevitavelmente surgiriam, para depois usar a própria escapadela como objeto de polêmica.

Relativo à acusação que me dirige, de que temo criticar a atual administração, rebato com um argumento simples e direto: Não preciso provar nada a ninguém, muito menos a você, caro Joscíres. E lhe garanto que não sou feito de medo, como imagina, mas sim de um misto de bom senso com caráter e respeito pelos outros. Espero que você idem.

Quanto à possibilidade de as “discussões virtuais” descambarem do campo do debate para a esfera judicial, basta apenas, de minha parte, que os argumentos abandonem o caráter ideológico para invadir a seara pessoal, como já ocorreu no passado, fato que me obrigou a tomar as providências necessárias para a defesa de meu patrimônio moral.

No mais, acredito ainda que ideias existam para ser contestadas, e que afirmações possam ser contraditas sem que o afirmante faça beicinho e chorumela, desde que o objetivo final seja sempre expor à luz da verdade os fatos que teimem em encontrar sustentação na mentira deslavada, no subterfúgio e na falta de boa fé.

Boa segunda-feira.

domingo, 5 de junho de 2011

Conversa com blogueiros

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Em conversa com blogueiros realizada na última sexta-feira, em seu gabinete, o prefeito Bira Vasconcelos afirmou que, depois de 2 anos e meio de mandato, tem a sensação de grande parte do dever cumprido quanto ao plano de governo que apresentou aos xapurienses durante a campanha eleitoral que o levou a prefeitura de um dos municípios do Acre mais complicados de se administrar.

Bira admitiu erros de sua gestão, reconheceu ter encontrado grandes dificuldades para equacionar problemas graves do município, mas foi enfático ao enumerar os muitos acertos que, segundo ele, muita gente faz questão de não ver ou de pintar com cores negativas. Para ele, o começo de sua gestão foi tomada por uma expectativa exagerada com relação a ações que o município não possui condições de realizar.

Estou a editar o conteúdo da entrevista e publicarei nesta segunda-feira meu relato fiel e sincero sobre a conversa com o prefeito, que, a propósito, foi muito franca e aberta, e que de ponto negativo teve a ausência de críticos importantes do cotidiano político da cidade e da própria administração, como os blogueiros Joscíres Ângelo e Eden Mota, que não apareceram nem justificaram a não participação.

Em tempo: O blogueiro Joscíres Ângelo afirma em seu blog nesta manhã que não foi convidado para a coletiva de imprensa convocada pelo prefeito. No entanto, o convite que recebi através de e-mail tinha cópias para o editor do Xapuri News, para o blogueiro Eden Mota, do Xapuri Urgente, e para Maxsuel Maia, do Maxsuel Xapuri. Além disso, enquanto esperava o início da entrevista, testemunhei o assessor da prefeitura, Haroldo Sarkis, telefonar várias vezes para Joscíres tentando confirmar sua participação, além de que os três blogueiros foram aguardados por mais de uma hora para o início da conversa. Fatos que me levam a crer que eles foram, sim, convidados. Será que o e-mail e o telefone do blogueiro dos quais dispõe o assessor estão desatualizados? É uma questão que deve ser imediatamente respondida, a bem da verdade.

sábado, 4 de junho de 2011

Saindo do forno

capa O Real do Irreal revisado

Acabo de receber a capa do livro de contos O Real do Irreal da escritora xapuriense Rannife Zahrah que, prefaciado pelo também xapuriense José Cláudio Mota Porfiro, será lançado agora em junho com o apoio institucional da Fundação Garibaldi Brasil, da prefeitura de Rio Branco (clique na imagem para visualizar melhor).

Em 2008, Rannife foi a vencedora, na categoria romance, do I Prêmio de Literatura Acreana Garibaldi Brasil com a obra "O homem da Rua Sadala Koury". Em categorias diferentes, outros dois xapurienses também foram ganhadores do mesmo prêmio, o próprio José Cláudio Mota Porfiro e Elenckey Barbosa Pimentel.

Eu seu blog Impressões Gerais, sempre brilhantemente, Mota Porfiro escreve:

“Eles tiveram dois filhos. Um é do ramo do turismo, parece-me... E veio depois uma garotinha sintonizada que fala dos problemas sociais seus e nossos de cada dia e segue em frente, a vara e a remo, escrevendo histórias brilhantes, espetaculares. Depois de um romance premiado, a Raniffe Zahrah houve por bem compor um livro de contos. A mim, então, foi dada a honra de prefaciar a obra. Com o pensamento e os olhos fechados e voltados para uma Xapuri de antanho - a cidade Princesa - fui em busca da minha rua, do lugar onde eu nasci. Daí foi que lembrei que pertenço a uma geração de meninos”.

Psicóloga e socióloga, a escritora é apaixonada por psicologia analítica e astrologia. Nas horas vagas se dedica exclusivamente aos estudos junguianos. Ela escreve no blog Hibiscos Junguianos, que trata de artigos sobre psicologia, psicologia junguiana, cinema e artigos variados. É filha do casal Ziláh e Mirim.

Aproveito, então, para postar mais uma maravilhosa crônica, sobre o mesmo tema, de autoria desse gênio contumaz, xapuriense de corpo, alma e coração que é o Zé Cláudio.

De meninas e de letras

José Cláudio Mota Porfiro

Dançava tangos e boleros de par com o tempo da juventude que lhe sorria, como o jardim outonal da frente da vivenda. Debruçava-se à janela com os olhos e o pensamento fixos no futuro que logo chegaria, e já chegou. Ou fazia as vistas correrem o mundo de uma ponta à outra da rua das castanholas em busca de um prato de folhas desenhadas onde, avidamente, pudesse comer letras novinhas, recém-nascidas da memória latejante, febril, como são os garotos e garotas que muito leem e, por isto, tudo escrevem, inclusive para Deus; e tudo entendem, veem mais longe e não sofrem as agruras que são impostas aos ignorantes cujas oportunidades não vieram, ou simplesmente não foram abraçadas porque sequer tiveram condições de enxergá-las em meio ao turbilhão da vida dura. Uma pena.

Para o bem da verdade ou da ficção nossa de cada dia que Deus dá e leva, as meninas e os meninos, filhos e filhas da Princesa, não se cansam de bem agir para orgulho incontido da mãe sempre muito meticulosa nos afazeres da sua família real, ou da sua corte engendrada de látex, borracha, castanha, madeira certificada e futuro, muito futuro.

Então, é bom demais e é oportuno, aqui, lembrar que o prefeito da cidade maior, vizinha da Princesa - aquele rapaz com nome de madeira de lei - houve por bem promover um evento de onde seriam apontados os melhores poetas e cronistas dessa acreanidade cheia de amor para dar. Um dos filhos da realeza, o mais velho, ganhou três prêmios em três categorias diferentes do concurso. A menina que se alimenta de letras foi a vencedora do prêmio para o melhor romance. O poetinha, em calças curtas e gravata de borboleta, foi premiado porque deveras brilhante ao escrever um conto como se fosse brincadeira de criança...

E tudo é motivo de regozijo para a mãe zelosa. Por isto, ficamos gratos. Xapuri levou tudo, no dizer do promotor da festança.

E fomos juntos e felizes viajando muito mais pelas estradas da floresta densa que nos fez, enfim, chegar ao rio das nossas vidas, o aquiri. Na hora de render homenagens e declarar agradecimentos, então, nós sempre houvemos muito bem por fazê-los da forma mais justa, porque temos sempre um rumo mais ou menos traçado a partir do que deixou escrito São Gregório de Nissa, ainda lá na remota idade média: o primeiro e o único dever dos entes máximos da Criação é agradecer e agradecer sempre a Deus, inclusive ou tão somente pelo fato de estarmos com a respiração em dia.

Não mais do mundo fantástico, mas da realidade mais cristalina é que surgiu, em nossas vidas, uma figura extremamente simpática em seus cabelos lisos e brilhantes cortados rente à testa.

Então. E ele era cozinheiro, de mão cheia. Vivia a exercer esse talento numa casa de meninos gulosos e meninas bonitas. Talvez fosse quase como um filho da família, bem mais velho, não fosse a origem índia. Diziam-no caboclo e trazia por nome Agenor. Às vezes, quando ingeria a caiçuma, embebedava-se devido aos teores etílicos do milho e dizia para as crianças que iam vê-lo rindo sozinho, delirante:

- Lá na minha tribo ainda há um pé de peteca e um pé de baladeira.

E todos sorriam porque não acreditavam na realidade fantasiosa do caboclo; menos um dos garotos. Este ia lendo tudo o que lhe aparecia pela frente ou na pequena biblioteca do colégio de 1927. Fazia viagens pelos mundos fantásticos desde Gulliver e Exupéry, a Dumas e Alencar. Nesses volteios pelo planeta afora, ele também via árvores estranhas que, no outono, faziam pender letras dos seus galhos frondosos.

Também a menina que criou O homem da Rua Sadala Koury é assim. Ela vive ainda na rua das castanholas, na cidade princesa, a catar letras em árvores que brotam no seu quintal, desde épocas que se foram há muito, como o tempo dos coqueirais e da azeitoneira.

“Gatos não gostam de mudar de casa”.

Assim, não me fiz de rogado e abri e não fechei e li e reli, vorazmente, em duas horas, talvez, a coletânea de contos que aqui apresento denominada Real do irreal. Trata-se do segundo trabalho da menina que se alimenta de letras e de bom vernáculo.

Assim é a Rannife Zahrah.

Aqui estão escancarados os sentimentos e as emoções de quem vive e respira e escreve tudo o que de melhor pode fazer. Ela passeia leve e livremente pelos caminhos da vida pulsante que lhe cabe existir. E pensa no quanto pode valer apenas “um instante ao lado de quem amamos...”

Há as dores das perdas e o júbilo das conquistas. “Foi em busca de sonhos: mudar o mundo era o propósito da sua vida”. Há, ainda, o foco centrado numa certa ânsia pelas respostas que a vida só nos dá bem mais tarde. E é esta busca e este afã que tornam a trajetória da menina escritora, e o fluxo das suas histórias, muito mais brilhantes, em vista da participação plena nos acontecimentos desta época.

Por nada ou por tudo ninguém deveria deixar de ler o que produz a verve juvenil e encantadora da querida Raniffe Zahrah.

Marinho Gallo

Fui informado, no começo da manhã de hoje, do falecimento do advogado Marinho da Costa Gallo, em Rio Branco. Cunhado de minha mãe adotiva, Marinho foi uma pessoa que sempre me dedicou atenção e respeito. Pena não possuir nenhuma imagem sua e algumas informações que permitissem uma melhor homenagem aqui no blog. Que Deus o tenha.

Xapuri nunca teve aterro controlado

O vídeo acima, mostrado pelo blogueiro Joscíres Ângelo no seu blog Xapuri News na semana passada em post intitulado DENUNCIA: Aterro Controlado em Xapuri vira Lixão à céu aberto (sic), pelo teor da citada denúncia, é muito oportuno, não se pode negar, mas seria mais útil se não induzisse o leitor mais desavisado a crer, com base no título da postagem, que em Xapuri já houve um aterro controlado que hoje teria, supostamente por desleixo da atual administração municipal, se tornado um mero lixão a céu aberto.

A verdade, conhecida de todos, é que Xapuri jamais chegou a possuir um aterro sanitário devidamente controlado. Deveria ter, mas nunca teve, nunquinha. Fomos o único município acreano a participar de uma experiência piloto de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, financiada pelo Ministério do Meio Ambiente, que envolveu dez municípios da Amazônia, a partir do ano de 2001, mas o projeto resultou em um imenso fracasso, jogando literalmente no lixo o dinheiro público ali empregado.

A inclusão de Xapuri nesse projeto se deu, acredito, em razão do grande paradoxo que existia e ainda impera até os dias atuais entre uma imagem divulgada lá fora por uma cambada de espertalhões, de cidade ecológica, de uma população ambiental e ecologicamente conscientizada, e a realidade aqui vista a olho nu, de um município que durante décadas não conseguiu fazer promover sequer as políticas mais básicas voltadas para as questões ambientais.

Prova disso é que o projeto acima citado começou a fracassar ainda durante a gestão do ex-prefeito Júlio Barbosa. Com o retorno de Wanderley Viana à prefeitura, em 2005, o projeto foi abandonado de vez. No decorrer desse ano, o município de Xapuri deveria ter confeccionado o projeto relativo à segunda fase do empreendimento, a ser apresentado ao Ministério do Meio Ambiente como requisito para acessar os recursos que seriam destinados à implantação das unidades de queima do biogás gerado pela decomposição dos resíduos sólidos enterrados e das lagoas anaeróbias. Mas isso não aconteceu, como bem sabe o blogueiro Joscíres, que foi assessor especial da prefeitura àquela época.

O não cumprimento dos prazos impostos pelo Ministério do Meio Ambiente para a apresentação do projeto impossibilitou a continuidade dos investimentos, e Xapuri foi o único dos 10 municípios participantes da experiência piloto do MMA a não acessar os recursos, se tornando, a despeito de toda a retórica existente em torno da questão ambiental, um dos piores exemplos do Brasil no que tange à destinação e acomodação adequada dos resíduos sólidos produzidos por sua população, e essa a realidade  de todas as últimas gestões municipais de Xapuri, sem exceção.

A incapacidade dos prefeitos de Xapuri – todos eles – de tratar dessa questão foi tamanha que o lixão, antes localizado nas proximidades da pista de pouso, na entrada da cidade, trocou apenas de lugar, sendo removido para a estrada da Variante. Nem as autuações pelo IBAMA, muito menos a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o município, o IBAMA e o Ministério Público do Estado do Acre, por imposição deste último, foi capaz de mudar alguma coisa.

O propósito desta argumentação, que fique bem claro, não é o de promover defesa para o atual prefeito ou sua administração, mas de emitir a opinião de que problemas como o do lixão de Xapuri, que é apenas um entre tantos, não pode ser atribuído a este ou daquele administrador. Wanderley Viana herdou essa situação, com a qual não soube lidar, e a legou a Ubiracy, que não nega a incapacidade da prefeitura de fazer diferente. 

Por outro lado, a obrigação de quem se propõe a acompanhar o desenrolar dos acontecimentos no dia a dia da cidade sob a ótica de qualquer veículo de comunicação e interação com a massa, é informar bem a população, deixando de lado a péssima ideia de subestimar a inteligência do povo, que de bobo não tem quase nada, só a cara.

I Jornada Ambiental do Ifac em Xapuri

Na próxima segunda-feira, 6 de junho, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre – IFAC, Campus Avançado Xapuri, abre a programação da I Jornada Ambiental com a presença do Secretário Nacional de Educação Profissional e Tecnológica – SETEC/MEC, Prof. Eliezer Pacheco, que ministrará a Aula Inaugural dos cursos superiores de Gestão Ambiental e Ciências Naturais/Química.

A programação em comemoração ao mês do Meio Ambiente se estenderá até o dia 30 de junho. Entre as atividades estão palestras, oficinas, cursos de extensão nas escolas, gincana ecológica, reuniões com a sociedade organizada.

O Instituto aproveitará o evento para ouvir as expectativas da comunidade visando promover o melhor entendimento das demandas do município e maior acessibilidade dos cidadãos às ações desenvolvidas.

Investimentos

O Campus Avançado de Xapuri irá receber mais de R$ 4 milhões de investimentos do Governo Federal na ampliação de sua unidade com biblioteca e laboratório de ponta. Além do atendimento aos alunos, o complexo irá atender a instalação da primeira unidade do Núcleo de Inovação Tecnológica do IFAC. A proposta é investir em Ciência e Tecnologia para certificação de produtos da Floresta Amazônica. “Queremos formar cientistas. Não precisamos seguir modelos que não se adéquam a realidade ambiental do Acre. Uma patente pode,por exemplo, sustentar uma geração de acreanos”, defende o reitor Prof. Marcelo Minghelli.

A unidade em Xapuri é a primeira própria do IFAC, tendo sido doada pelo Governo do Estado e pela Prefeitura, como impulso para o investimento em Educação e Meio Ambiente na região. Além dos cursos superiores em Gestão Ambiental e Ciências Naturais, o campus oferece curso de Meio Ambiente e Agroecologia.

Fonte: site do Ifac.

Salgado e picolé

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Fotografia de Val Fernandes. Clique aqui para visitar o Flickr dela.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

“Elo de comunicação e amizade”

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Joseni Oliveira, 26, é um sujeito bastante conhecido em Xapuri. Ao microfone da Rádio Educadora 6 de Agosto, o radialista faz sucesso comandando o programa mais animado da emissora, o Tarde de Emoções, revista diária que recebe várias dezenas de telefonemas em cerca de duas horas de duração.

Uma das razões para o sucesso do narigudo, além de ser um excelente comunicador, talvez seja a sua flagrante mistura fisionômica que reúne numa mesma face os traços do goleiro Rogério Ceni, do apresentador Luciano Huck e do personagem Gavião Bueno, interpretado pelo humorista Hubert, do extinto programa Casseta & Planeta, que parodia o narrador Galvão Bueno, da Rede Globo.

São pessoas como Joseni que, mesmo enfrentando muitas dificuldades e limitações, mantêm a velha “6 de Agosto” no ar, prestando serviço, animando e informando a população xapuriense, que a despeito de todas as inovações da atualidade, em termos de mídia, continua tendo na pequena emissora um verdadeiro “elo de comunicação e amizade”, como dizia um antigo slogan.

No próximo dia 1º de julho, este blogueiro completará 23 anos de atuação profissional na Rádio Educadora. É bem mais que a metade de minha vida e a relação que possuo com a instituição é muito mais que uma simples relação de trabalho. Está acima de quase tudo a que me dedico, abaixo apenas de Deus e da família.

Em postagens vindouras, mostrarei um pouco de como funciona a emissora e de quem a faz, junto comigo, com amor e dedicação, permanecer ocupando lugar de destaque na atenção do público desta cidade. Alguém pode achar pieguice de minha parte, mas não me importo. Um dos grandes orgulhos e prazeres que tenho nesta vida é gostar do que faço e trabalhar naquilo que me diverte.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Educadora Nota 10

Professora do Acre conquista novas oportunidades de carreira e realiza pesquisa com Universidade do Paraná após vencer o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10

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A Fundação Victor Civita realiza há 14 anos o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 e com ele vem mudando a vida de educadores por todo o Brasil. A história da professora Bernadete Rocha da Silva, de Rio Branco, Acre, não foi diferente. Autora do projeto “Bichos Esquisitos”, ela foi uma das vencedoras do prêmio em 2007. Desde então, Bernadete recebeu novas propostas de trabalho e pôde se envolver em novos projetos que mudaram sua carreira para sempre.

“Ganhar o prêmio foi um marco na minha carreira. Ele trouxe reconhecimento tanto dos alunos quanto dos professores. Optei por continuar na minha escola, mas recebi muitas propostas de trabalho depois disso”, afirma Bernadete. “O prêmio também trouxe a oportunidade de realizar novos projetos. Em 2009, fui convidada a participar da pesquisa Investigando o Conceito de Insetos das Crianças Brasileiras junto com Professor Adjunto Amauri B. Bartoszeck, da Universidade do Paraná.”

Bernadete conta ainda que após vencer o prêmio, ganhou uma nova consciência da responsabilidade que tem como professora de educação infantil. Ela diz que é procurada frequentemente por outros professores e acabou se tornando uma inspiração para muitos deles. “Com a minha história eles veem que é possível vencer. Digo a todos que querem participar do prêmio que o importante é acreditar no potencial das crianças e propor o ensino como deve ser.”

Dividido nas categorias Professor Nota 10 e Gestor Nota 10, o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 tem como objetivo identificar, valorizar e divulgar experiências educativas de qualidade, planejadas e executadas por professores, diretores, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais em escolas de ensino regular.

Os dez professores vencedores e o gestor vencedor receberão como prêmio R$ 15 mil reais cada um e a escola onde o gestor atua receberá R$ 10 mil reais. Durante a cerimônia de premiação, um júri indicará o professor que será o Educador do Ano de 2011, entre os 10 professores premiados, que além do título terá direito a um curso de pós-graduação em instituição de sua escolha.

Para conhecer o regulamento do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 edição 2011, e saber como inscrever o projeto e quais materiais devem ser reunidos, o educador pode acessar o “Manual de Orientações” no site do prêmio: www.premiovc.org.br.

Bernadete Rocha da Silva nasceu em Sena Madureira, a 177 quilômetros de Rio Branco, mas com 5 anos mudou-se com a família para a capital do Acre. Começou o curso de Pedagogia aos 19 anos. Nessa mesma época, ingressou numa escola como auxiliar de limpeza e lá observava atentamente os professores e suas práticas. Ao terminar o Ensino Superior, foi aprovada em um concurso para a rede municipal de ensino, fez especialização em Educação e Trabalho e está na EM Francisca Aragão Silva há dez anos. De manhã, é coordenadora pedagógica. À tarde, assume uma sala de pré-escola, onde aplica a ideia de que não é preciso simplificar o conhecimento para ensinar crianças. Adora ficar em casa com a mãe, cozinhando ou lendo. Nas férias, sempre que pode, visita a irmã, a sobrinha e o cunhado, que moram na Holanda.

Clique aqui para saber mais sobre o trabalho de Bernadete.

Aviso aos navegantes

Desta data em diante, os comentários que chegarem à caixa de entrada deste blog serão rigorosamente selecionados antes de sua publicação, e aqueles cujo perfil não puder ser visualizado e a pessoa identificada serão enviados diretamente à lixeira da história. A medida visa impedir que pessoas escondidas sob apelidos infames façam comentários negativos contra minha simpática pessoa ou a qualquer outra.

Exemplo: um tal Chico Rei afirmou dia desses que um secretário tal da prefeitura de Xapuri não gosta de trabalhar. Pra bom entendedor, quem não gosta de trabalhar é vagabundo. Sentindo-se ofendido, é natural que o tal secretário, não podendo se dirigir a quem não tem coragem de assumir o que afirma, queira cobrar explicações deste blogueiro velho cansado as explicações que a mim não cabem.

E não pensem os donos de variados pseudônimos que gostam de aqui esculachar os outros que estou obrigado a ler os comentários imbecis antes de puxar o cordão da descarga. Os comentários postados na caixa de comentários do blog caem automaticamente no meu e-mail permitindo-me deletá-los antes de lê-los. Por isso, meus caros, não percam mais tempo em me esculhambar através do blog.

Dizem que finjo ou minto

Fernando Pessoa

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é,
Sentir, sinta quem lê !

Poesia é sempre uma boa maneira de começar o dia.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O aniversário do Mago

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Completa mais um ano de vida nesta quarta-feira o músico xapuriense Antônio Cosmo da Rocha, o Magão. Nascido nas cabeceiras do rio Xapuri, no seringal Nazaré, onde depois foi instalada a fazenda Bordon. Veio com seis anos de idade para a colônia Sumaré, onde viveu até os dezessete anos, vindo depois residir na cidade.

Magão começou a tocar instrumentos com 10 anos de idade, e seu maior incentivador na música foi o irmão mais velho, José Carlos da Rocha, já falecido, que tocava vários tipos de instrumentos, como: sanfona, cavaquinho, violão, banjo e pandeiro.

Em 1975, começou a tocar profissionalmente, ingressando na tradicional Banda de Música Dona Júlia Gonçalves Passarinho, um dos patrimônios culturais do município de Xapuri, e no final da década de 70 passou a integrar o conjunto musical The Super Sonic, onde mais tarde viriam a se destacar outros nomes como: Adalcimar, Nader Sarkis, Nonato Cruz, Luiz Brejeira e outros tantos.

O músico é pai de três filhos: Michele, cujo nome é inspirado em uma das mais lindas canções dos Beatles; Lennon, em homenagem ao líder da, segundo ele, maior banda de rock de todos os tempos; e Arathana. Os dois primeiros herdaram o gosto pela música e integraram o grupo H-UELEM “Nova Geração”, a partir de 2001. É casado com a funcionária pública Evanildes Oliveira, a Eva.

Parabéns ao vascaíno Magão, figura que representa com muita categoria a história da música em Xapuri. Saúde, sucesso e felicidade, e que o presente seja o título da Copa do Brasil para o seu time de coração.

Contilnet erra sobre dengue em Xapuri

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O gerente do Setor de Endemias do município de Xapuri, Joaquim Vidal (foto), está tentando entender como informações que ele jamais divulgou foram publicadas no site Contilnet Notícias. Por telefone, agora há pouco, Vidal disse ter ficado perplexo quando leu que a dengue nos seringais de Xapuri estaria deixando a Funasa em alerta (leia aqui).

Segundo Joaquim Vidal, a infestação do mosquito Aedes aegypti se dá apenas na zona urbana, onde os índices apresentados pelo repórter Luciano Tavares também não correspondem à realidade do município. “Temos, hoje, a situação controlada, com os índices dentro dos padrões considerados aceitáveis”, garantiu.

O gerente de endemias rebateu também a justificativa feita pelo repórter de que teria, num lapso, trocado dengue por malária. “De acordo com os dados mais recentes relacionados a essa doença, a situação em todo o município de Xapuri também está sob controle, apesar de que mesmo assim, o trabalho de borrifação continua sendo realizado”, informou.

Joaquim Vidal, que na imagem que ilustra o post aparece instalando uma armadilha para capturar insetos para análise, informou também que enviou e-mail ao site solicitando que as informações fossem corrigidas, mas que até o momento em que conversou com este blogueiro não havia recebido resposta.

Crianças contra a dengue

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Alunos do 2º período da escola de educação infantil Latife Zaine Kalume, turmas A, B e C, das professoras Eronilda Nascimento, Sandra Beleza, Euri Maciel, Rosilene Pereira Lima e Adaídes  Theodósio, levam às ruas de Xapuri o resultado final do projeto pedagógico cujo tema é a dengue, doença séria em suas manifestações, porém muitas vezes negligenciada por autoridades e população. Que a iniciativa dos pequenos sensibilize a quem pode fazer a diferença: todos nós. A imagem é uma contribuição do blog Xapuri em Destaque, assinado pelo colega Haroldo Sarkis.

Enquete encerrada

Terminada a enquete sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união estável de casais do mesmo sexo, eis o resultado:

263 (73%) a favor;

100 (27%) contra.

Leia: O KIT ANTI-HOMOFOBIA E O CONTRADITÓRIO.

Saudade!

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Se vivo fosse, meu velho pai estaria completando, neste 1º de junho, oitenta e três anos de vida. Morreu precocemente, aos 54, no ano de 1982, num dia 24 de agosto que jamais esquecerei. Não era meu pai biológico, mas criou-me desde o primeiro ano de vida como se meu sangue corresse em suas veias e o dele nas minhas. Um exemplo de vida, um professor fantástico, sem nenhuma escolaridade, mas com toda sapiência necessária para mostrar o caminho certo a ser trilhado - suas curvas, pedras e obstáculos.

Chamava-se Antônio Firmino da Silva. Seringueiro ainda menino, aos 11 anos de idade já cortava algumas estradas pela necessidade de ajudar no sustento de mãe e irmãos. Era órfão de pai. Depois se tornou comboieiro, mercador da floresta, responsável pelo aviamento dos seringais Novo Catete e Porto Franco. Trabalhou muito para a extinta firma Abib Kalume Ltda. Tinha a ambição de ficar rico com aquele trabalho insano, duro, de sol a sol. Porém, seringueiro que era, não possuía a má fé nem a ganância comuns a quem, nesse ofício, conseguiu acumular riqueza.

Chegou a abrir uma pequena mercearia na cidade, mas ficar sentado atrás de um balcão não combinava com o seu modo de vida. Amava o seringal, adorava lidar com os animais, burros de carga a quem tratava como se fossem pessoas. Sua inseparável montaria se chamava Boneca, uma mula antipática e cheia de mimos. Minha mãe costumava dizer, brincando, que Boneca era melhor tratada que ela mesma. Lembro-me de um burro velho, já no fim da vida, que foi batizado de Januário, em homenagem ao pai do cantor Luís Gonzaga, o Rei do Baião, de quem meu pai era grande admirador. Só não sei dizer se o sanfoneiro ficaria contente com tão bem intencionada manifestação de apreço.

Morreu lá, nos campos do Novo Catete, lugar de onde não imaginava sair para viver na cidade. Antes, comprou um terreno em Xapuri, em 1978, para que eu e minha irmã, Francisca, pudéssemos estudar. Construiu a casa, comprou as mobílias, geladeira, sofá e uma televisão em preto e branco da marca Telefunken - uma das poucas coisas que prendiam a sua atenção na cidade. Ligou “luz elétrica”, instalou telefone e cavou um poço. Mas não pensou jamais em fixar residência ali. Era um hóspede dos finais de semana. Voltou para o Novo Catete, seu verdadeiro lar, onde tombou no meio do campo, quando apanhava o comboio de burros para mais uma viagem ao “centro”.

Um colapso fulminante tirou a vida daquele homem que eu, aos 11 anos, imaginava imortal, uma rocha indestrutível, um amparo impenetrável. Comecei ali, no momento de dor e de uma perda da qual jamais me recuperei totalmente, a compreender a vida na sua mais verdadeira e dura essência. Compreendi também que a morte não é capaz de separar as pessoas e que há, sim, vida após a morte; que mesmo morrendo fisicamente permanecemos vivos naquilo que deixamos de exemplo, de trabalho, de valores ou simplesmente de gestos, por mais simples que sejam. Bastam que sejam sinceros e que fiquem marcados de forma especial e indelével.

A morte de meu pai e a sua incomunicabilidade nesses 29 anos passados são para mim razões fortes para continuar acreditando na existência de Deus, por mais que os pragmáticos da ciência me digam que elas, as razões às quais me apego, existam para que eu creia exatamente no contrário. Há algo grande e incompreensível aos olhos da razão que talvez somente na morte seja devidamente explicado. Apego-me a essa certeza para poder continuar vivendo, lutando firmemente para deixar aos meus filhos, que carecem de exemplo e conselho, pelo menos um pouco daquilo que o senhor Antônio Firmino, um simples seringueiro, me deixou um dia. A confiança de que vale a pena continuar acreditando em um mundo melhor e mais justo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Delegado Thiago Fernandes

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Depois de 1 ano e 4 meses em Xapuri, o delegado goiano Thiago Fernandes Duarte se despede do município após ser transferido para Rio Branco, onde vai atuar na Delegacia de Repressão ao Entorpecente, que abrange o combate às drogas em todo o estado.

O combate ao tráfico de drogas parece ser mesmo a vocação do jovem delegado de 25 anos, que deixou como marca de sua passagem por esta cidade, onde infelizmente esse mal campeia e se alastra entre jovens e adultos, o saldo de mais de 100 kg de cocaína apreendidos e mais de 70 traficantes presos.

Durante o período em que Thiago Fernandes administrou a Polícia Civil em Xapuri foram 130 inquéritos policiais instaurados e mais de 110 pessoas presas e encaminhadas ao presídio estadual. A transparência do trabalho e a boa relação com os profissionais de imprensa foram outras marcas do policial que fez um trabalho notável em Xapuri.

Thiago Fernandes foi substituído pelo delegado Ricardo Castelo Rodrigues Casas, já empossado na delegacia geral do município. Abaixo, o comunicado da transferência para a capital acreana enviado pelo delegado a este blogueiro.

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