sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Museus fechados

A Assessoria de Comunicação da prefeitura de Xapuri informou nesta quarta-feira, 5, que o prefeito Ubiracy Vasconcelos recebeu no dia anterior a visita de uma comitiva composta por representantes do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), da Fundação Elias Mansour (FEM) e do Instituto Chico Mendes.
A pauta da conversa, segundo o assessor Jonathan Matheus, foi a discutição de um plano de ações para a reabertura dos espaços de memórias que se encontram fechados na cidade há mais de um ano. Xapuri possui quatro espaços listados no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), todos inacessíveis à visitação pública.
Leia mais no site Ac24horas.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Novos ares, novo horizonte

É bem verde a área que está aos fundos da unidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF), onde deverei prosseguir com a minha carreira de servidor público estadual depois de ser impedido, por perseguição política, de continuar fazendo o que fiz a vida toda, até há alguns dias. 

O sentimento é de uma pacífica revolta com o fato de que atentados à liberdade de expressão continuem a ocorrer no Brasil e no Acre de maneira vil e descarada. O pensamento é o de seguir, de cabeça erguida, confiante na minha capacidade de bem servir ao Estado - e não a governos ou a projetos políticos que não têm o escrúpulo como método de atuação.

Acompanhando o sentimento e o pensamento está a convicção de que não se pode impedir um homem livre de pensar e se expressar. Esses direitos sagrados continarão a ser exercidos em qualquer circunstância, em qualquer área ou setor do serviço público. Seguirei informando, pois é na falta de informação do que ocorre nos meandros da política e do serviço público prestado sob influência dela que reside a incapacidade de reação contra a tirania que alguns sujeitos pequenos ainda conseguem praticar.

Sigamos.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O caso do goleiro Bruno

João Baptista Herkenhoff

Não existe prisão perpétua no Brasil, nem se toleram as penas cruéis.
Confira-se o artigo quinto da Constituição Federal, que transcrevo a seguir.
Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis.

Impedir que um ex-preso volte a seguir sua vida, após o cumprimento da pena que lhe foi imposta, é uma penalidade cruel, semelhante à pena de caráter perpétuo. O goleiro Bruno, do Flamengo, praticou um crime horrendo (assassinato da companheira) e foi punido. Deve ter o direito de voltar a exercer seu ofício de jogador de futebol. A Justiça não combina com o ódio. O ódio destrói a Justiça.

O cidadão comum pode ser tomado pelo sentimento de ódio à face de certas situações. A vítima de um crime violento, por exemplo, tem razões para nutrir ódio contra a pessoa do criminoso. Essa não é a atitude recomendada pela Ética Cristã, mas é compreensível.

Coloque-se o leitor na situação de um pai, cuja filhinha pequena foi vítima de estupro. Que penalidade quererá para o estuprador? Se houvesse a pena de morte e se pedisse a pena de morte, sua explosão de revolta deveria ser compreendida.

Muito diferente da reação do agredido, à face do agressor. é o que se exige da Justiça à face de situações concretas. A Justiça deve ser serena. A autoridade da toga não se assenta nos rompantes de autoritarismo, mas na imparcialidade das decisões e na retidão moral dos julgadores. O magistrado deve ser tão impolutamente equilibrado, equânime, que até o vencido deve respeitá-lo, embora recorra do julgamento desfavorável.

Como disse com muita precisão Georges Duhamel, a verdadeira serenidade não é a ausência de paixão, mas a paixão contida, o ímpeto domado". Ou na lição de Epicuro: A serenidade espiritual é o fruto máximo da Justiça".

Em determinados momentos, seja pela gravidade dos crimes em pauta, seja pelo alarido em torno dos crimes, a opinião pública pode tender à aplicação da pena de talião.
Cederá o juiz à pressão do vozerio? Respondo peremptoriamente que não.

Que garantia tem um povo de viver em segurança, de desfrutar do estado de direito democrático, se os juízes se dobrarem, seja ao poder das baionetas, seja ao pedido dos influentes, seja às moedas de Judas, seja a um coro de vozes estridentes, seja ao grito das ruas?

Um povo só terá tranquilidade e paz se dispuser de uma Justiça que fique acima das paixões, firme, inabalável, imperturbável, equidistante de influências espúrias, uma Justiça sem ódio. O ódio conspurca a Justiça.

Negar a um ex-preso o caminho do retorno ao trabalho é uma conduta odiosa e de extrema crueldade. Na minha vida de Juiz de Direito testemunhei a recuperação de dezenas ou centenas de pessoas que haviam praticado crimes.

João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Seres

Francisco Braga

Tem gente que mostra quem realmente é até sem perceber, com atitudes viscerais, instintivas. Com palavras delatoras de seu caráter e meneios, gestos, expressões corporais específicos que expõem sobremaneira sua índole, seu temperamento, sua alma. Me lembrei agorinha de algumas dessas pessoas as quais desejo fazer conhecidas e conhecedoras de minha impressão sobre sua conduta e a consideração que devidamente lhes dou.

Havia o Roberto, um colega do bairro. Pessoinha completamente desprovida de moral e honra, um cara inescrupuloso, covarde e detestável. Oriundo de uma família cujo pai era um conhecido voyeur (brecheiro, como se diz em Fortaleza, Ceará), que se esgueirava nas madrugadas, pelas sombras dos arbustos de quintais e frestas de janelas, em busca dos corpos nus e adormecidos de vizinhas incautas.

Odiava me aproximar deste sujeito nojento, o Roberto. Como a maioria de seus tios, primos e irmãos mais velhos, que achavam engraçado soltar peidos fedorentos em público, arrotar e dizer palavrões aos gritos e xingar transeuntes com apelidos ofensivos, este pulha tinha a mania detestável de “cumprimentar” os amigos com uma dedada no traseiro. Ser repugnante e desprezível de quem não guardo uma sequer lembrança agradável.

A gente costumava catar maços vazios de cigarros e colecionar. Desmanchávamos as chamadas carteiras de cigarros e as dobrávamos em forma de notas de dinheiro. Era uma das diversões da molecada do início dos anos setenta, no meu distante bairro Aldeota, em torno da mercearia do Seu Antõe Beto e da Dona Albertina. Nessa aventura divertida encontrei o novo menino do bairro, neto da Dona Haideé e de Seu Osmundo, o Sérgio Ricardo.

Com um sorriso cativante e grande simpatia, não foi difícil para o Serginho conquistar minha amizade, fui o seu primeiro amigo da rua. Logo estávamos brincando nos quintais de nossas casas. Sabe aquele negócio de melhor amigo? Pois é, éramos os melhores amigos. Eu magrela e baixinho, o Sérgio gordo e desajeitado. Nós dois juntos formávamos a dupla do barulho que nos valeu apelido de seu tio Osmundinho: dupla pinga-fogo.

Serginho pinga-fogo e Chico pinga-fogo. Eu era um molóide, ruim de briga que Deus me livre. O Sérgio era outro cara da paz, apesar de grandalhão, não era violento e engolia vitupérios e piadas de mau gosto calado ou com um sorriso encabulado. Sabe que criança, menino de rua principalmente, é bicho cruel, né?! Sem uma gota de remorso, não titubeia quando quer fazer alguma traquinagem mais agressiva com o coleguinha mais bobão.

Pois bem, o Serginho era, na verdade, uma bomba-relógio, um vulcão adormecido. Uma folha de cansanção arre-diabo que não se deve tocar nem de leve. Enquanto estivesse no plano verbal, o moleque podia ofender e destratá-lo como quisesse, porém o imbecil do valentão Roberto, burro como qualquer cavalgadura de seu naipe, tinha que ir mais além, era de sua natureza doentia, não podia se controlar e foi parado sobremaneira.

Numa velocidade assustadora, num piscar de olhos o Sérgio virou-se e o Roberto sucumbiu sob o impacto fulminante do direto de direita, na tábua do queixo. Caiu duro tremendo a escrota mão invasiva que jamais tocaria a bunda de um cabra macho novamente. Todo mundo aplaudiu e o Sérgio Ricardo Pessoa virou herói e o melhor amigo do resto da molecada. Deste sim, ser do bem, eu só tenho boas lembranças e grande consideração.

Francisco Braga é cartunista.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Últimas vagas nos cursos técnicos do Ifac

Restam poucas vagas para os cursos técnicos do Instituto Federal do Acre (Ifac). As vagas são para cursos integrados (ensino médio) e cursos subsequentes (para pessoas com ensino médio completo). Interessados devem ir até o campus e realizar a matrícula. As aulas terão início em fevereiro.

No Ifac de Cruzeiro do Sul, há vagas para o ensino médio nos cursos de Agropecuária e de Meio Ambiente. Também há oportunidade para quem já concluiu o ensino médio e deseja fazer uma profissionalização com o curso técnico em Recursos Pesqueiros.

No campus Xapuri há vagas para os cursos técnicos integrados ao ensino médio em Biotecnologia e em Alimentos. O curso de Alimentos é voltado para pessoas com mais de 18 anos que não tenham feito o ensino médio.

Já no campus do Ifac em Sena Madureira, as oportunidades são para pessoas com mais de 18 anos que não tenham feito o ensino médio. Há vagas para o curso técnico integrado em Administração, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos.

Para Rio Branco, ainda há vagas nos cursos técnicos subsequentes em Recursos Pesqueiros. As aulas serão realizadas no campus Baixada do Sol, no Aeroporto Velho. O campus está com mudança prevista para a Transacreana ainda este ano.

Matrícula

Para garantir uma vaga basta ir até o campus do Ifac e apresentar os documentos para a matrícula. O preenchimento das vagas obedecerá, rigorosamente, a ordem de chegada dos candidatos.

Para a matrícula deverão ser apresentados uma foto 3x4 recente, além de original e cópia dos seguintes documentos: carteira de Identidade, CPF, Certidão de Nascimento ou Casamento, Título de Eleitor (maiores de 18 anos), Certificado de alistamento militar (candidatos maiores de 18 anos do sexo masculino), comprovante de residência, Histórico Escolar e Certificado de Conclusão do Ensino Fundamental/Médio.

Uma semana florida a todos


domingo, 2 de fevereiro de 2020

Perseguição política aplicada ao servidor público

Luiz Carlos de Aquino Pereira

Os servidores públicos, bem como os trabalhadores da iniciativa privada, têm em comum uma história marcada por lutas frequentes em busca de melhores condições de trabalho e remuneração compatível com a atividade laboral que desenvolvem. Todavia, na administração pública temos um agravante, quando o gestor (via de regra estranho ao serviço público) busca artifícios para se impor, por abuso de poder, para defender o “padrinho” e/ou o partido político que o indicou para o cargo comissionado.


Nesses casos o servidor que “não se alinha”, que “não compactua” com as ações desmedidas de politicagem do administrador público é sutilmente perseguido para que sirva de exemplo aos demais, com a intenção de a todos silenciar. Num sistema opressor estilo “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

A perseguição política, característica de gestores desqualificados e sem liderança, é uma das formas mais covardes de se manipular e pressionar os servidores, sendo a remoção e transferência um jeito velado de se perseguir. Casos como esses costumam aflorar quando as nossas opiniões desagradam os que estão no poder, inclusive quando as conclusões emitidas em pareceres técnicos e, sobretudo, em contratos e convênios (com prefeituras, governos estaduais etc.) possam criar “embaraços” na relação entre o gestor e o padrinho que a ele conferiu o cargo comissionado.

O fato é que temos um alarmante número de supostos administradores que gastam demasiada energia investindo em medidas punitivas para os seus subordinados, ao invés de devotarem tempo e atenção para motivar, incentivar, qualificar cada trabalhador, na perspectiva de sua valorização e auto-estima.

Valorizam as “picuinhas” e, o pior, se cercam de pessoas fingidas e interesseiras. São os amigos do poder. Incorporaram o adágio popular que diz: “é melhor puxar saco do que puxar carroça”. Amam o poder e por isso valorizam quem o detém, mesmo que tenham que compactuar com injustiças e pecados. Como se diz no popular - o diploma nem sempre é sinal de sabedoria.

É interessante perceber que existem pessoas que se acham imbatíveis, super poderosas. Será que não param para refletir que tudo passa e que tudo sempre passará? Inclusive o poder que julgam ter sobre os outros? A bem da verdade, a morte é a maior certeza da vida; então por que tantos vivem atropelando os outros, desprestigiando, ferindo, implicando?

Ninguém é superior num contexto em que fazemos parte de uma mesma espécie humana. Precisamos aprender mais sobre o respeito mútuo.


É impressionante como o poder e o dinheiro interferem no comportamento de certas pessoas, transformando-as em seres frios, sem sentimentos e emoção. Essas pessoas ficam como que “dependentes”, já não conseguem mais viver sem estar no poder e lutam a qualquer custo para manterem-se em qualquer cargo. São seres humanos (?) carrancudos, mal humorados. E por serem infelizes querem fazer com que os outros também o sejam: começam a perseguir, usam de autoritarismo, gritam, ironizam.

Mas para a nossa felicidade a tempestade passa e o sol há de brilhar mais uma vez. E nós servidores de carreira, organizados em nossas entidades de classe, precisamos urgentemente derrotar a ditadura reinante (em pleno século XXI), e banir as perseguições covardes que ainda hoje são praticadas no serviço público.

Nesse sentido, a Lei 4.898/65, que trata do direito de representação e do processo de responsabilidade administrativa civil e penal contra as autoridades que, no exercício de suas funções, cometerem abusos, entende como fundamentais, dentre outros: a liberdade de consciência e de crença; a liberdade de associação; aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto; aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional.

Luiz Carlos Pereira de Aquino é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Economia Rural no Ceará.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Ataque à liberdade de expressão deixou Xapuri menor

A liberdade de expressar sua opinião e divergir de outras quando se acha conveniente é uma das mais belas características da democracia moderna. Essa garantia está consolidada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), e deveria estar contida nos princípios de todos, especialmente daqueles que se propõem a representar o povo.

Infelizmente, não é o que ocorre. Restringir a circulação de ideias e atacar a liberdade de expressão são práticas antigas que perduram até os dias atuais. São promovidas por indivíduos que passam a acreditar que apenas são válidas as informações ou opiniões que favoreçam os seus interesses pessoais, sejam políticos ou de qualquer outra natureza. Se pudessem, restringiam até o pensamento.

Passa por aí a minha recente remoção do quadro do Sistema Público de Comunicação do Acre, depois de 31 anos de serviços prestados ao rádio. Solicitada por políticos de boa-fé duvidosa e seus pupilos mimados, a medida foi endossada pelo governo do estado, na pessoa da secretária de comunicação Silvânia Pinheiro, por quem, até então, eu mantinha uma relação sincera e respeitosa. De minha parte, a sinceridade e o respeito prosseguem.

Silvânia nada tem contra mim e muito menos contra a maneira com que eu fazia meu trabalho nas rádios Difusora e Aldeia em Xapuri. Pelo menos foi isso o que ela me afirmou por diversas vezes. Mas pressionada pelo filho do deputado Antônio Pedro, Aílson Mendonça, que sonha em ser prefeito da cidade, achou por bem me deportar da Secom, apesar de haver garantido anteriormente que essa prática nefanda não ocorreria no governo de Gladson.

Quem acompanhou meu trabalho nas emissoras de rádio dos Sistema de Comunicação do Acre sabe que, mesmo tendo liberdade para isso, não sou crítico e muito menos tenho má vontade com o atual governo. Por sinal, passei até a admirar a figura do governador pela maneira gentil e atenciosa com que que me atendeu nas poucas oportunidades em que precisei o entrevistar. Não quero também desviar o foco para o governo, pois a raiz da perseguição política que sofro e que me impede de desempenhar minha função de radialista está enraizada em Xapuri.

Ocorre que o meu entendimento de rádio pública é o de que ela tem o objetivo e a obrigação de atender as demandas da sociedade por informação e ser o canal por meio do qual a população pode levar até o governo as suas reivindicações sobre os problemas que muitas vezes são desconhecidos do próprio governador. A base do meu trabalho sempre foi essa, seja com relação ao governo do estado ou com o município.

E a perseguição contra mim começou exatamente no instante em que fiz seguidas reportagens sobre a falta de médicos no hospital de Xapuri. Não em tom de denúncia, que em minha opinião não é próprio de rádio pública, mas identificando as deficiências e buscando explicações junto à gerência do hospital e da Sesacre e, mais do que isso, apresentando propostas e abrindo espaço para que os moradores da cidade participassem do debate.

Como o diretor do hospital de Xapuri, João Honorato Cardoso, é nomeado por indicação do deputado Antônio Pedro, o grupo político que se arvora a dono da estrutura estatal no município se abespinhou e foi iniciada uma onda de perseguições e ameaças relacionadas a minha retirada dos microfones das emissoras de rádio do governo. Cheguei a ser chamado duas vezes à Secom em razão dessa situação, para mim, vexatória e humilhante.

Outra razão do descontentamento dos donos do partido Democratas – vejam que ironia – em Xapuri é um trabalho colaborativo que faço para o site ac24horas. As matérias que versam sobre a conjuntura política atual os deixam de cabelos em pé por uma razão muito simples: o projeto político deles está desbarrancando em razão de uma estratégia baseada em perseguição à aqueles que possuem posição política contrária.

Estão atônitos com a manifestação da população via levantamentos internos que hoje colocam o MDB como o principal adversário do prefeito petista Bira Vasconcelos, favorito a se reeleger. Os emedebistas já haviam rachado com a dupla pai e filho em razão da má distribuição dos cargos pelo novo governo. Agora, os antigos aliados não desejam dialogar com eles também porque estão mais bem avaliados e demonstram que, mesmo em uma possível reconciliação, não abrirão mão da cabeça de chapa.

A minha retirada das rádios agrada a essa gente por uma razão também muito simples: eles sabem que a troca de ideias, as discussões e a informação imparcial encoraja a sociedade a mudar aquilo que se mostra como ineficiente para a cidade, como é o caso do próprio mandato do deputado, que mesmo tendo sido renovado não mostra resultados produtivos, em minha opinião, mas que logo a própria sociedade terá uma nova chance de se manifestar a respeito, quando o pupilo do parlamentar disputar a prefeitura.

Eles sabem que a liberdade de expressão limita o abuso de poder que tem se manifestado em Xapuri pela caça a pessoas que ocupam cargos provisórios nos órgãos estaduais, a maioria com remuneração em torno de um salário mínimo, para serem substituídas por paus mandados dessas figuras que, com esse comportamento, apenas têm cultivado a ojeriza e a repugnância de muita gente, além de jogar pra baixo a popularidade do governo que dizem defender. Setores do governo estão sendo transformados em verdadeiros currais e o que eu denuncio aqui não é nenhuma novidade. Todo mundo sabe disso.

A verdade é que essa manifestação pornográfica de perseguição política tornou Xapuri menor. A grandiosidade que a cidade possui por sua história, pela tradição de formar grandes brasileiros, por ainda ser um dos lugares mais pacatos do Acre, de gente honesta e ordeira, está sendo substituída pela pequenez da ambição política, pela perda de valores morais, como o caráter e o respeito pelas pessoas, pela arrogância e prepotência de gente que possui sérios problemas de baixa autoestima e que busca sanar a falta de amor próprio praticando tiranias com base em um suposto poder ilusório e efêmero.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

A mediocridade

A mediocridade não suporta o espelho fiel. É incômodo se enxergar. O bajulador é ardiloso, covarde e cretino. Ele prevarica, atraiçoa, mente, denigre, prejudica, inveja, tudo faz por não se ver. Quando a cara de pau encontra um chefe que se alimenta de mentira e se afeiçoa com ele... o resultado é desastroso, covarde, espúrio, controverso. Nada mais deplorável que a perseguição, ela é o retrato da incompetência. Tudo passa, mas passa lento quando magoa.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Farinha pouca, o pirão deles primeiro

Meses depois de ser homenageado como um daqueles que singelamente contribuiram com a história da Rádio Difusora Acreana, por meio de sua "afiliada" em Xapuri, a Rádio Educadora 6 de Agosto, a Secretaria de Comunicação do Acre, sem dar nenhuma explicação ou justificativa, me afastou da emissora, nesta quinta-feira, 30, depois de 31 anos de serviços prestados, dos quais 26 pelo Estado do Acre.

A razão da minha devolução à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), de onde se originam os Gestores de Políticas Públicas como eu sou desde o ano de 2006, não é complexa de se desvendar e se relaciona com um grupo político de Xapuri que não vê com bom olhos o trabalho que faço na comunicação. Mordem-se e espezinham por não conseguir me dobrar às suas vontades político-eleitoreiras como outros tantos fazem a troco de um cargo comissionado ou de uma medalha. 

Acreditam que me tolhendo daquilo que faço por amor e ofício tirarão uma pedra de seus caminhos sinuosos. Creem que me calarão com uma perseguição tão baixa e atroz que os torna capazes de sair de Xapuri para fazer fofocas e intrigas de um servidor público para membros de um governo que têm tantos problemas a resolver. O nível ao qual essa gente se propôs descer é tão degradante quanto vergonhoso. Coisa de quem vive se esgueirando pelas sarjetas sem ter a coragem e muito menos a hombridade de olhar no olho daqueles a quem puxam o tapete.

Estão em desespero por conta do desprestígio e da antipatia popular que lhes bate à porta como resultado da estratégia tosca da "farinha pouca, meu pirão primeiro". Lamento pelo  governo que se apequena ainda mais ao dar azo à perseguição política e ao cerceamento da liberdade de expressão que o próprio governador evoca em seus discursos, e deploro a fraqueza de se ceder a um tipo de jogo que tanto foi criticado em um passado recente por aqueles que hoje o praticam sem nenhuma cerimônia.

De minha parte, seguirei sendo o servidor compromissado que sempre fui, esteja em qual trincheira estiver. Talvez eu até agradeça aos meus algozes, no futuro, pela mudança de rumos ou pelas novas oportunidades e aprendizados que certamente surgirão em outras áreas do serviço público. Mas jamais deixarei de lado o jornalismo, a comunicação e a verdade que, mais do que nunca, estará sendo dita e mostrada a quem por ela se interessar.

Um amigo me aconselhou a ficar sentado à beira do barranco e esperar o barco passar. Seguirei o conselho. Aguardarei calmamente, olhando o balançar das águas, o barulho do motor desaparecer na curva do rio. E isso não haverá de demorar. Deixarei que se refestelem no seu pirão repugnante, na certeza de que a farinha um dia acaba.  

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Chico Mendes inspira novos ambientalistas

Chico Mendes Herói Brasileiro foi homenageado ontem (4) na Chácara dos Professores, em Brasília. A exposição permanente de mesmo nome contou com uma inauguração diferente. Extrativistas, estudantes, professores e companheiros históricos do seringueiro compartilharam histórias, experiências de sustentabilidade e anseios para a construção de um mundo novo.
Em 2019 relembra-se os 31 anos do assassinato de Chico Mendes. Ao mesmo tempo, comemora-se os 34 anos do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), que adicionou Memorial Chico Mendes ao nome. Joaquim Belo, atual presidente da instituição, e resume a função dela. “Lutamos pela liberdade da comunidade e pelo direito de manter nosso modo de produção”.
Zezé Weiss, editora da revista Xapuri, uma das organizadoras do evento, ressaltou o papel de diversas organizações na realização do mesmo. CNS, SinproFENAE e Ipam tiveram seu papel reconhecido por juntar os povos da floresta à população da cidade para recontar a história de um guardião da Amazônia. Segundo ela, “Chico Mendes vive e Chico Mendes vive em nós”.
Leia mais em Reconta aí.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Obra de Nilo Diniz homenageia Chico Mendes

“Herói nacional, que foi um verdadeiro educador, organizador, articulador e comunicador”. É assim que Nilo Diniz define Chico Mendes, seringueiro ativista morto em 1988 em Xapuri, no Acre. Sob o título baseado em uma frase do jornalista Antônio Alves, ex- secretário de Cultura do Acre, Nilo lançou nesta segunda-feira (4/11), em Brazlândia o livro Chico Mendes: Um grito no ouvido do mundo.

A obra, que está na primeira edição, apresenta um relato histórico sobre os conflitos sociais e ambientais na Amazônia e uma análise detalhada de coberturas de grandes jornais do Rio Janeiro e de São Paulo, em especial a resistência dos povos da floresta. 
Em entrevista ao Correio, o escritor disse que o atual cenário político o ajudou a publicar a obra. “A motivação pela publicação agora veio da atual conjuntura política desfavorável para as populações tradicionais, indígenas e extrativistas. É uma reação também a pronunciamentos desinformados de autoridades ambientais atuais, desconsiderando a importância histórica do Chico Mendes”, afirma o autor. 

domingo, 3 de novembro de 2019

Portões fechados

Os portões dos 10.133 locais de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foram fechados às 13h, horário de Brasília, deste domingo, 3 de novembro. Neste primeiro dia de realização do exame, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias e a redação.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, informa que os participantes só poderão deixar as salas, em definitivo, duas horas após o início das provas, 15h30, sob pena de eliminação do participante. Só é permitido sair com o Caderno de Questões nos 30 minutos que antecedem o término das provas, ou seja, a partir das 18h30.
O envelope porta-objetos, entregue pelos aplicadores, deverá ser lacrado e identificado pelo participante antes de ingressar na sala de provas. Entre 13h e 13h30, o participante deve aguardar na sala de aplicação até que seja autorizado o início do exame. Durante esse período, são realizados procedimentos de segurança, como fiscalização dos lanches e conferência dos documentos de identificação já apresentados para o acesso à sala. O envelope porta-objetos deve ser mantido embaixo da carteira, durante a realização das provas.
Prova – Os participantes terão cinco horas e meia para fazer as provas deste domingo, com 90 questões, além da redação. São mais de 5 milhões de provas, distribuídas para 10.133 locais de aplicação, em 1.727 municípios brasileiros.

sábado, 2 de novembro de 2019

Finados em Xapuri teve chuva pela manhã

Foi grande o movimento de pessoas no cemitério São José nas primeiras horas deste dia de Finados. Às 8 horas da manhã, foi realizada a primeira das duas celebrações programadas para o dia. A segunda será um terço,  rezado por volta das 17 horas.
Depois das 11 horas da manhã, a tradicional chuva de Finados se fez presente e reduziu a movimentação no cemitério por todo o horário de almoço. O fluxo deve voltar a crescer depois das 14 horas.
Também em Xapuri o comércio informal aproveita a data para faturar. Vendedores de flores, velas, balas, água mineral e até da famosa raspadilha, xarope de frutas com raspas de gelo, dão plantão em frente ao cemitério mesmo com a chuva. 
Chico Mendes é o xapuriense mais ilustre sepultado no lugar. Ao lado do túmulo do líder seringueiro está outro personagem dos conflitos rurais da década de 1980, Ivair Higino, assassinado meses antes de Mendes em uma emboscada na BR-317.

Um destaque positivo deste dia de Finados foi o bom serviço de limpeza realizado no cemitério pela prefeirura.

Morte, tema tabu?

Frei Betto

2 de novembro é dia de finados, dos que findaram, os mortos. Será, no futuro, o dia de cada um de nós. Mas quem encara este destino inelutável?

Entre crianças de seis anos de idade convidadas a escrever cartas a Deus, uma delas propôs: “Deus, todo dia nasce muita gente e morre muita gente. O Senhor deveria proibir nascimentos e mortes, e permitir a quem já nasceu viver para sempre”.

Faz sentido. Evitar-se-iam a superpopulação do planeta e o sofrimento de morrer ou ver desaparecer entes queridos. Mas quem garante que, privados da certeza de finitude, essa raça de sobre-humanos não tornaria a nossa convivência uma experiência infernal? Simone de Beauvoir deu a resposta no romance “Todos os homens são mortais”.

É esse ideal de infinitude que fomenta a cultura da imortalidade disseminada pela promissora indústria do elixir da eterna juventude: cosméticos, academias de ginástica, livros de auto-ajuda, cuidados nutricionais, drágeas e produtos naturais que prometem saúde e longevidade. Nada disso é contra-indicado, exceto quando levado à obsessão, que produz anorexia, ou à atitude ridícula de velhos que se envergonham das próprias rugas e se fantasiam de adolescentes.

Conto sete amigos com câncer nos últimos dois anos. Dois, em estado terminal, me chamaram para conversar sobre a morte. Um deles observou: “Outrora, era tabu falar de sexo. Hoje, é falar de morte”. Concordei. A morte era vista como um fenômeno natural, coroamento inevitável da existência. Hoje, é sinônimo de fracasso, quase uma vergonha social.

A morte clandestinizou-se nessa sociedade que incensa a cultura do prolongamento indefinido da vida, da juventude perene, da glamourização da estética corporal. Nem sequer se tem mais o direito de ficar velho. Nós, que já temos acesso ao Estatuto do Idoso, somos tratados por eufemismos que visam a aplacar a “vergonha” da velhice: terceira idade, melhor idade ou, como li na lataria de uma van, “a turma da dign/idade”. A usar eufemismos, sugiro o mais realista: turma da eterna idade, já que estamos próximos a ela.

No tempo de meus avós morria-se em casa, cercado de parentes e amigos, no espaço doméstico impregnado de pessoas e objetos que constituíam a razão de ser da existência do enfermo. Hoje, morre-se no hospital, um lugar estranho, cercado por pessoas – médicos, enfermeiras, auxiliares – cujos nomes ignoramos. 

A agonia é suprimida pelos avanços da ciência – o coma induzido, a medicação que elimina a dor. Não há quase choro nem vela nem fita amarela. O rito de passagem – unção dos enfermos, luto, missa de 7º dia, proclamas – é quase imperceptível.

“Morrer é fechar os olhos para enxergar melhor”, disse José Martí por ocasião da morte de Marx. As religiões têm respostas às situações limites da condição humana, em especial a morte. Isso é um consolo e uma esperança para quem tem fé. Fora do âmbito religioso, entretanto, a morte é um acidente, não uma decorrência normal da condição humana.

Morre-se abundantemente em filmes e telenovelas, mas não há velório nem enterro. Os personagens são seres descartáveis como as vítimas inclementes do narcotráfico. Ou as figuras virtuais dos jogos eletrônicos que ensinam crianças a matar sem culpa.

A morte é, como frisou Sartre, a mais solitária experiência humana. É a quebra definitiva do ego. Na ótica da fé, o desdobramento do ego no seu contrário: o amor, o ágape, a comunhão com Deus.

A morte nos reduz ao verdadeiro eu, sem os adornos de condição social, nome de família, títulos, propriedades, importância ou conta bancária. É a ruptura de todos os vínculos que nos prendem ao acidental. Os místicos a encaram com tranqüilidade por exercitarem o desapego frente a todos os valores finitos. Cultivam, na subjetividade, valores infinitos. E fazem da vida dom de si – amor. Por isso Teresa de Ávila suspirava: “Morro por não morrer”.

Padre Vieira, cujo quarto centenário de nascimento se comemora este ano, advertia no sermão do 1º domingo do Advento, em 1650: “No nascimento, somos filhos de nossos pais; na ressurreição, seremos filhos de nossas obras”.

Frei Betto é frade dominicano e escritor. Autor de 51 livros, editados no Brasil e no exterior, nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

O Ibama levou


O café da manhã no restaurante Açaí, na pousada Chapurys, continua muito bom, mas perdeu uma de suas principais atrações. Essa dupla com quem eu batia um papo antes de quebrar o jejum já não está mais lá. Foi recolhida pelo Ibama para a tristeza do proprietário da pousada, João Garrinha.

Lei é lei, e sou legalista por natureza, mas gostava muito pássaros e acho que eles eram felizes ali, numa gaiola sim, mas bem ampla e num lugar arborizado. Espero que para onde foram levados estejam tendo o mesmo tratamento dado pelo Garrinha. Não sei ainda podem ser devolvidos à natureza.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Natex vive!

A fábrica de preservativos de Xapuri continua na ativa, agora sob gerenciamento privado por meio de parceria com o governo.

Nesta terça-feira, 22, fui conferir o processo de embalagem e expedição. Duas cargas de preservativos foram despachadas para Rio Branco.

Fui recebido de maneira atenciosa pelo Emerson Feitosa, presidente da Indústria de Produtos de Látex da Amazônia, a nova gestora do empreendimento.

Os detalhes e fotos estão no novo site da Agência de Notícias do Acre.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Olhar de Futuro

O prefeito Ubiracy Vasconcelos trouxe uma boa notícia de Brasília, onde esteve garimpando recursos para o município no Orçamento Geral da União para o ano que vem. 

Com a ajuda do deputado federal Alan Rick, o prefeito está conseguindo liberar os recursos para a construção do novo prédio da creche Olhar de Criança.

São R$ 2 milhões para as novas instalações que vão proporcionar, inclusive, a ampliação do número de crianças atendidas pela creche, hoje cerca de 200.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Moro prorroga GLO

A permanência das forças militares na Amazônia vai se prolongar até abril de 2020.

A prorrogação do apoio federal ocorre nos estados que possuem unidades de conservação federais.

No Acre, a Resex Chico Mendes, principalmente, tem sido alvo de constantes operações de combate a ilícitos ambientais.

A permanência dos militares será de 20 de outubro até 16 de abril de 2020 nas unidades de conservação federais em apoio na fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, nas ações de fiscalização das unidades de conservação federais.
A portaria assinada pelo ministro Sergio Moro afirma que a continuidade do apoio das forças terá ênfase no combate ao desmatamento na região amazônica, em caráter episódico e planejado, por mais 180 (cento e oitenta) dias. A portaria diz ainda que a permanência da Força Nacional pode ser prorrogada, se for necessário.

domingo, 20 de outubro de 2019

Boa medida

Louvável a medida da empresa Energisa de promover a limpeza do terreno onde está a antiga usina termelétrica da Eletroacre.

Não bastasse a horripilância das ruínas a estragar a paisagem, a área costuma passar longos períodos tomada pelo matagal.

Ao lado da velha usina está o bairro Amadeo Dantas, que no último mês de janeiro foi castigado por vários casos de dengue, alguns tendo beirado a complicação.

sábado, 19 de outubro de 2019

Consciência zero

Rua Amadeo Dantas, no bairro de mesmo nome. Nesta região de Xapuri, explodiram casos de dengue em janeiro deste ano. Teve morador que quase morreu. A falta de consciência ambiental também pode matar. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Apuí (AM)

O município amazonense é um dos campeões de queimadas em 2019, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foto: PrevFogo.

Elivan Verus é condenado a mais 14 anos de reclusão

Quatro anos depois de ser condenado a mais de 60 anos de reclusão pelos crimes relacionados às mortes da estudante Janaína Nunes e do delegado Antônio Carlos Marques Mello, o presidiário Elivan Verus da Silva, 37, sentou mais uma vez ao banco dos réus no Tribunal do Júri de Xapuri.

Dessa vez, Elivan foi julgado pela tentativa de homicídio contra o sargento do BOPE Antônio de Jesus Batista, que foi quem o prendeu quando da grande operação montada para capturá-lo após ter baleado o delegado no dia anterior àquele 15 de dezembro de 2015.

O Conselho de Sentença não se convenceu de suas afirmações de que não estava armado durante a perseguição policial, o que o impossibilitaria de ter atirado no policial. A sentença novamente foi dura. 14 anos em regime inicialmente fechado.  

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Romaria

O prefeito Ubiracy Vasconcelos está em Brasília desde o começo da semana em busca de recursos para o município no Orçamento Geral da União (OGU) 2020.

Ele conta que tem sido muito bem recebido pelos parlamentares acreanos, que têm se mostrado solícitos com as demandas apresentadas.

O deputado federal Manuel Marcos, do PRB, já garantiu a destinação de emendas para as áreas de saúde, educação e esporte.

"Estou percorrendo todos os ministérios e também os gabinetes dos nossos parlamentares da bancada federal acreana em busca de recursos, emendas, enfim, sensibilizando a todos, da importância dos recursos para fazermos o melhor para a nossa Xapuri", afirmou o prefeito por meio de sua assessoria.

Letras

Uma estudante de 10 anos está enchendo de orgulho os pais e os professores. Nicole Verçosa vai representar o Acre na semifinal regional da 6ª Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, que ocorrerá de 4 a 6 de novembro deste ano, na cidade de São Paulo.

Nicole tem 10 anos e estuda o 5º ano do Ensino Fundamental na escola municipal rural Santa Clara, em Xapuri. Classificada entre os mais de 50 finalistas no gênero Poema, a estudante conta que seu texto buscou retratar as origens de sua terra, especificamente do Polo Agroflorestal da Variante, local onde reside.

“Meu texto é um breve retrato do meu Polo, o da Variante, que mostra o dia a dia nesta terra”, disse.

Nicole concorreu com alunos de escolas públicas de todo o Estado. Como semifinalista, foi premiada com uma medalha e um kit escolar, no dia 9 deste mês, em Xapuri, e concorre ao ouro, nas duas últimas fases restantes - regional e nacional.

Na imagem que ilustra o post, a estudante recebe a premiação entregue pela secretária municipal de Educação de Xapuri, Fernanda Abreu.

A Olimpíada

A Olimpíada de Língua Portuguesa é um programa que visa aprimorar a didática dos docentes de Língua Portuguesa e contribuir com a melhoria do ensino público. A edição deste ano tem como tema Escrevendo o Futuro, com intuito de aproximar os estudantes do lugar onde vivem. Só de inscritos teve mais de 170 mil e adesão de todos os estados brasileiros.

Gestão Municipal

A Prefeitura de Xapuri, por meio da Secretaria Municipal de Educação – SEMED – afirmou que o resultado obtido pela estudante é um marco para a gestão educacional do município.

- A prefeitura tem trabalhado incansavelmente na promoção de formações e encontros pedagógicos aos professores e coordenadores de ensino das Escolas Municipais urbanas e rurais, com a oferta de reuniões e acompanhamentos pedagógicos semanais, tanto em escolas de zona urbana como rural. Fruto disso é a seleção desta jovem estudante que agora representará o município e o Estado do Acre na fase semifinal das Olimpíadas de Língua Portuguesa 2019. 

Um grande aprendizado

Serenidade, mansidão, suavidade, mas com firmeza de posições. Talvez seja essa a melhor descrição para a minha impressão como jornalista a respeito do padre Francisco das Chagas Monteiro, 67 anos, pároco de São Sebastião, em Xapuri, desde o ano de 2005.

Homem de uma enorme simplicidade, padre Chagas se tornou uma grande referência em Xapuri já nos primeiros momentos de sua condução à paróquia local. Ex-seringueiro da região do Alto Purus, alfabetizado já adulto e ordenado sacerdote aos 40 anos de idade, o vigário é hoje uma das figuras mais carismáticas da cidade, com uma forte presença na vida das comunidades mais necessitadas do município.

Talvez por sua origem, Padre Chagas seja tão envolvido com os problemas de sua comunidade. Não se envolve, no entanto, com a política paroquiana. Circula em todos os ambientes da rotina pública local, sempre como uma pessoa muito respeitável e equilibrada em suas posições. Não se envolve em polêmicas, mas já foi, involuntariamente, envolvido em algumas. 

Em 2011, foi acusado de se negar a celebrar uma missa durante a programação da Semana Chico Mendes daquele ano. Na verdade, a organização do evento programou a celebração à revelia da igreja e do pároco, que apenas soube da missa na véspera de sua realização, quando já tinha um compromisso assumido no município de Sena Madureira.

Mais recentemente, padre Chagas foi acusado por membros de um grupo formado por fiéis de sua igreja de comprar uma caminhonete sem permissão da Diocese, entre outras acusações e insinuações de maior gravidade. Nada do que foi dito foi comprovado e tudo do que foi feito foi devidamente explicado pelo pároco e sua equipe, que ainda colocou toda a prestação de contas da igreja à disposição do público em geral.

Chego até aqui para dizer que os imblóglios foram resolvidos pelo religioso sem lançar mão de respostas duras e sem querer fazer de sua verdade um instrumento de revide contra os que lhe acusaram, mas com o uso daqueles pontos que citei no começo desta postagem sobre a minha impressão com o homem e com o padre Francisco das Chagas. Serenidade, mansidão, suavidade, mas com firmeza de posições. Sem dúvidas, um grande aprendizado.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Mártires

Banner exposto em Roma durante o Sínodo da Amazônia. Foto enviada pela sindicalista Dercy Teles de Carvalho, que participa das manifestações em defesa da floresta amazônica durante o evento.

A maldade humana

Denilza Florentino da Conceição, 40 anos. Trabalhadora rural, portadora de um determinado grau de deficiência física que não a impede de trabalhar no roçado para produzir os alimentos para a sua família na colocação Bela Vista, seringal Floresta, na Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri.

Na manhã da última segunda-feira, 14, ela teve a sua casa de morada e o paiol onde guardava ferramentas de trabalho e os alimentos colhidos na lavoura incendiados criminosamente. A família, composta por Denilza, o esposo Valdecir e um neto, perdeu tudo. Só restou a roupa do corpo.

A Polícia Civil de Xapuri já comprovou a origem criminosa do incêndio e já identificou a autoria do delito. De acordo com o delegado Alex Danny todas as diligências foram feitas e os procedimentos criminais já estão sendo tomados. Testemunhas estão sendo ouvidas e o pedido de prisão preventiva do suspeito será pedida à justiça.

Dona Denilza e família estão acolhidos em Xapuri, contando com a ajuda das pessoas para superar o momento difícil. Ela havia quebrado um braço dois dias antes do ocorrido. No dia do incêndio havia ido ao município de Brasiléia tratar do ferimento adquirido durante o trabalho no roçado.

“Além da casa onde eles moravam, foi queimado também o local onde eles guardavam os seus materiais de trabalho, tipo roçadeira, motosserra, armas de fogo, enfim, todos os seus instrumentos de trabalho. Também foram destruídos barris onde estavam guardados o arroz, o feijão e todos os alimentos que iam ser consumidos pela família”, relatou o policial Eurico Feitosa, que fez levantamentos sobre o crime no local.

Paolo Almeida no Boa Conversa













O sertanejo universitário e o gospel são os dois gêneros musicais que não sabem o que é crise nos últimos anos. Exemplo é a música gospel acreana que tem produzido novos artistas. Um deles é Paolo Almeida. Nascido em Xapuri, o cantor e compositor já gravou 5 discos autorais. Paolo vai representar o Acre na Expo Cristã 2019, que acontece em São Paulo, e é a maior feira de música cristã da América Latina. Assista, Paolo Almeida em uma Boa Conversa com Leônidas Badaró, no site ac24horas.