quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Em tempo

Continuo a ser esculhambado por imortal de uma academia xapuriense de letras e artes cujo endereço nesta cidade me é desconhecido. O letrado me xinga de apedeuta ao mesmo tempo em que grafa mal gosto, erro bisonho para quem ostenta um diploma de curso superior. Menos grave, mas igualmente constrangedor para quem exerce a nobre missão de educar, é confundir o significado da formalíssima locução não obstante, cujo verdadeiro sentido é: apesar de, ou a despeito de, com o equivocado se não fosse bastante.

Longe de mim a pretensão de ser sumidade na gramática – já fui muitas vezes corrigido e isso só contribuiu para melhorar minha ainda precária escrita. Também não vejo elegância em apontar os erros alheios com a miúda intenção de ridicularizar o semelhante. Mas ser chamado de burro por quem não demonstra o menor entrosamento com o idioma que utiliza como ferramenta de trabalho, e ainda arrota a arrogância que lhe sobra e o conteúdo que lhe falta, confesso que é algo que não consigo aceitar passivamente.

Como já me foi ensinado certa vez, quem escreve mal, pensa pior ainda. E quem pensa mal não pode presumir como verdadeiras as opiniões que reserva ao próximo, muito menos como justas as ofensas que atira contra os adversários. E digo-lhe ainda, como imortal que se diz de tal academia, que poderia gastar algum tempo a folhear a gramática. Ela ensina que o idioma tem regras, sobretudo para quem tem a presunção de se fazer convincente por meio da palavra escrita.

E se não for bastante, que recorra também ao pai dos burros para conhecer o real significado dos rebuscados vocábulos que adora utilizar como forma de exibir uma intelectualidade que facilmente se percebe que não possui. Ou então que aprenda com Caetano: “Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto. É que Narciso acha feio o que não é espelho”. E como gosta de finalizar os seus textos o dito cujo:

Tenho dito.

Carnaval como antigamente

Carlos Estevão Ferreira Castelo

Desde muito pequeno sempre gostei de “pular” carnaval, em Xapuri, é claro. Minhas primeiras aventuras carnavalescas aconteceram nos bailes infantis do “Bilhar”. Costumava acompanhar, também, os famosos “ranchos” que aconteciam nos sábados chuvosos de fevereiro.

Lembro que depois do “vinte”, para a criançada xapuriense começava a temporada das máscaras. Em Xapuri de meus verdes anos era assim, tempo de papagaio, tempo de peteca, de caçar passarinhos, de fazer máscaras para o carnaval.

Iniciada a temporada das máscaras, a meninada de minha rua se reunia para planejar como e onde buscar o barro, aquele mesmo das “palanquetas”, para confeccionar os famosos adereços carnavalescos. A busca do barro, por si só, já era uma aventura.

Lembro que preparávamos as bicicletas durante a manhã, para, depois do almoço, sairmos em comitiva em busca da preciosa matéria-prima (precisávamos moldar a forma da máscara em barro, para, depois, cobri-la com várias camadas de papel com uma cola feita de goma). Com o barro necessário, escolhíamos um local e ficavamos horas a fio fazendo as máscaras. Como não queríamos ser reconhecidos nos ranchos, geralmente o local escolhido ficava embaixo de alguma casa de alguém do grupo (muitas casas de minha infância em Xapuri, não sei o porquê, eram altas e propiciavam um espaço interessante para brincadeiras).

Outra curtição da criançada de meu tempo era o baile infantil. Eu costuma sair dos bailes literalmente ensopado. Lembro claramente da banda tocando com seu “Manoel Ramos” na batera. Geralmente aconteciam dois bailes para a criançada, um no domingo e outro na terça. Eu ficava até o final, sempre. Lembro como se fosse hoje. Acho que meu primeiro beijo aconteceu em um baile infantil.

Carlos Estevão é professor de Teoria Econômica da Universidade Federal Do Acre. Na sua infância beijoqueira em Xapuri era carinhosamente chamado pelos colegas pela alcunha de ‘Baratinha’.

O preço da auto-suficiência

José Cláudio Mota Porfiro

A inveja é uma úlcera aberta. Onde quer que no mundo haja um trono, pode-se observar, detalhadamente, toda a loucura e a maldade de que o ser humano é capaz, sob o esmalte das boas maneiras e o dourado da hipocrisia. Matam-se almas e mentalidades de gerações e gerações, a sangue frio, pelo simples fato de um líder bizarro qualquer  não ir com as fuças de outros. Basta prestar atenção para o debilóide máximo da atual Venezuela. Concordemos: ter um cara desses de vizinho não é aconselhável a Hitler no inferno.

O império romano foi uma superpotência e viveu seu apogeu por, aproximadamente, trezentos anos. Foi aí que começaram a aparecer os vizinhos pobres  -  ditos bárbaros  -  que passaram a solapar as bases de Roma que, nos dias que correm, ainda se diz eterna. A partir de então, o poderio dos latinos foi sendo, paulatinamente, desbaratado, desmembrado, destruído em seu conceito de soberania e grandiosidade.

A Inglaterra foi a senhora dos mares por pouco mais de cem anos, tendo, antes, usurpado tecnologias portuguesas, holandesas e francesas, dentre outras. De repente, deu asas à imaginação de um filho robusto e, hoje, naturalmente, vive sob a sua proteção pela terra, pelo ar e pelo mar. Sim, os Estados Unidos, conforme Geoffrey Blainey  -  Uma breve história do mundo (São Paulo:Fundamento, 2007)  -  passaram de uma situação de súditos a uma posição de senhorios. A velha Inglaterra, de tantas colônias, no passado, hoje não passa de um nobre protetorado americano e judeu, com certeza, posto que são estes últimos os grandes financistas do capital internacional e da cobiça das superpotências. (É bom deixar claro que Israel não deve desaparecer do mapa, como quer o Ahmadinejad, o déspota do Irã.)

A China dos dias atuais alcançou um patamar de desenvolvimento louvável, embora os seus problemas sociais flutuem pelas águas do Amarelo e remontem à dinastia Ming. A Índia também prospera, mas o atraso das mentalidades hinduístas ainda atira os seus mortos nas águas barrentas dos rios Indo e Ganges. O Brasil, cujo povo é o mais bonito do mundo, hoje uma super-colônia que viceja no quintal dos Estados Unidos, ainda convive com a corrupção, com a produção e o tráfico de drogas, com a violência dos morros insalubres e com um sistema educacional que não forja os talentos de que tanto necessita para alcançar o pleno desenvolvimento. Aqui, certamente, no mais das vezes, a competência técnica é colocada de lado em detrimento do compadrio e da barganha cartorial, como tem ocorrido desde os tempos da Colônia.

Mas é oportuno tentar uma abordagem sobre a questão Brasil no âmbito das relações com o G8, o grupo dos oito países mais espertos do mundo, dentre os quais eu não me incluo, até porque sou um mero caboclo amazônico que é leal porque assim aprendeu e porque gosta.

Um dos nossos vizinhos mais próximos, o mais próspero - o mais astuto entre todos - esse, sim, como os outros, deve ser tratado com respeito. Não como o faz esse tonto, o Hugo Chávez, que pensa tripudiar, mas é tripudiado. Sim, é conveniente não dormir porque os americanos podem burlar a vigilância e levar o pouco da dignidade que já conseguimos ter, apesar dos séculos de escravidão sob o couro cru da chibata lusitana.

Vigiai e orai, porque não sabeis quando será chegado o dia ou a hora. Assim registrou Mateus, nas Sagradas Escrituras.

Entretanto, depois dos estilhaços, bom é notar que o novo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tem razões de sobra para sugerir que o Exército deve vigiar e punir quem atravessar a fronteira. Qualquer estrangeiro, notadamente esses vinculados às Ongs internacionais, deve passar por uma quarentena, a pão e água, sob vigilância atenta, para que, aí, sejam detectados os seus reais propósitos.

Eliminem-se da face da Terra esses abjetos traficantes de drogas e feiticeiros do absurdo. Esses piratas da modernidade usam de novas estratégias, mas os fins se assemelham aos dos celerados de outrora.

É claro que esta abordagem é feita, aqui, a grosso modo. Há muito abandonei as fileiras do exército e o gorro. Mas pensemos no fato de que há um punhado de quase caudilhos, oficiais e suboficiais, sargentos e meros praças, refestelados no aconchego dos seus apartamentos, sustentados por robustos soldos, no Rio de Janeiro, em Brasília ou no Manoel Julião... A nova pátria desses medalhões deverá ser os recantos da Amazônia, em Tabatinga, quem sabe, ou mais ao norte, na região da cabeça do cachorro, o rincão mais inóspito deste País. Os salários são bons e o retorno em serviço, um dia, quem sabe, deverá ser melhor ainda. Hoje, em qualquer clareira da mata, pode-se muito bem instalar aparelhos de ar condicionado e ver televisão a cores. Os ashaninkas, por exemplo, estão plugados na internet e poderão ser os nossos soldados camuflados pela rede mundial de computadores... E nem será preciso vencimentos tão exorbitantes...

Há, certamente, algum egoísmo nas minhas palavras. Nós temos onde plantar alimentos em quantidade suficiente para suprir as demandas nacionais e, ainda, oferecer assistência técnica para que a América Central produza (plante) mais e faça menos confusão, em que pese estar entendendo a tempestade moral que se abate há séculos por sobre aqueles povos a partir de líderes corruptos e imbecis. (Até o povo do vale do Juruá, no recanto norte do Acre, a partir dos esforços da nossa Seater, haverá de um dia, enfim, entender a utilidade da merda do boi.)

Os biocombustíveis deverão ter incentivos do Governo Federal, porque há um infinito de áreas degradadas que deverão ser recuperadas para o plantio das espécies que lhes servem de matéria-prima, como a cana-de-açúcar, a mamona, dentre outros. Basta que os interesses escusos e a ganância doentia sejam fiscalizados com mão de ferro por quem de direito, quiçá, um Ministério da Justiça remodelado em quadros de policiais federais em números suficientes para uma demanda do tamanho do Brasil.

Hoje já contamos com uma reserva de petróleo que nos tornou uma das nações mais competitivas do mundo; e isto deixa os Estados Unidos pouco à vontade. Já dominamos e somos detentores das tecnologias dos biocombustíveis a partir da cana-de-açúcar, dentre outros. Tornamo-nos  preparados para, em futuro próximo, celebrarmos a nação a que Ariano Suassuna se refere. Estamos a um passo de juntarmos o conceito de justiça à prática da liberdade, e vice-versa.

O vizinho rico tem medo de que o vizinho verde-amarelo progrida. Nas minhas Janelas do tempo está registrado que os grandes mantenedores da instrução das nações periféricas  -  FMI e Banco Mundial  -  não querem ver o terceiro mundo competindo com as nações que devoram as demais. Aos pobres restam apenas as migalhas do banquete dos ricos. Se os nossos negros, mulatos e brancos pobres tiverem educação de qualidade, não será difícil, em pouco tempo, sobrepujarmos os tigres asiáticos, os ursos da América do Norte e o preconceito europeu.

Em verdade vos digo. Há que observar um aspecto curioso da sociedade humana: raramente tomamos medidas preventivas para evitar desastres, mesmo quando a exata natureza da calamidade é conhecida por todos.

Tchau, mamãe e filhos homens! Nem é preciso ser convocado pelo Ministério da Defesa. Estou feliz e vou para o front!

O xapuriense José Cláudio Mota Porfiro é cronista, ensaísta, poeta, escritor, pesquisador, professor, filósofo, fisiculturista e autor do livro de crônicas Janelas do Tempo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A arte de fazer rir

Archibaldo Antunes

Acho que se levar a sério demais é um bom atalho para a insanidade mental. Conheço pessoas sem um pingo de senso de humor, que justo por isso parecem levar a vida afogadas em melancolia e depressão. Eu mesmo, durante a minha adolescência, sofri desse mal que, acredito, é menos comum nas gerações que sucederam à minha.

Atribuo à maturidade a mudança de perspectiva sobre o que deve ou não ser levado a sério nesta vida. E em última análise, acho que há algo de muito errado com quem transpõe a faixa dos 20 anos sem vencer os trejeitos próprios da mocidade. Trocando tudo isso em miúdos, quero dizer que é candidato a doido quem se leva a sério demais, e que na melhor das hipóteses o sujeito que faz isso chegará a suplente de bobo.

Esse preâmbulo todo é para falarmos sobre a reação desproporcional do professor Joscíres a artigo do Raimari neste blog e a um comentário meu. Vi apenas pilhéria e bom humor onde Joscíres vislumbrou demônios do menosprezo, do escárnio e da persecução.

Em troca de uma brincadeira inocente, a partir de um trocadilho com o nome da coluna (“rapidinhas semanais”) que o professor mantém em seu blog, recebi uma rajada de xingamentos. Já no começo do texto ele chegou ao ponto de dizer (pasmem!) que tenho um nome “esdrúxulo” – coisa que eu entenderia se ele se chamasse Pedro, José, Paulo ou João. Como se chama Jos-cí-res, é o caso de indagarmos de seus pais se ele não caiu do berço quando era criança.

Mas vejamos o seu arsenal de maledicências. Joscíres me chamou de “energúmeno”, “seresma” (confesso que tive de ir ao dicionário para saber o significado desse vocábulo), “pseudo jornalista”, “incompetente”, “bajulador”, “intragável”, “ignorante”, “incoerente”, “parcial” e “vil”. Ufa!

Não creio, sinceramente, que uma só pessoa reúna tantos defeitos – mesmo que essa pessoa seja eu. E estou certo de que assim, avulsas, essas injúrias parecem bem piores do que no contexto original, onde me soaram antes engraçadas que ofensivas.

Prova de que até para insultar alguém é preciso algum talento.

Antunes é jornalista e escreve no Blog do Archibaldo.

Violência na fronteira

cabeca assalto e morte.jpg

Assalto e morte em frente à agência do Banco do Brasil em Epitaciolândia. Boliviano que iria depositar dinheiro foi baleado na calçada e morreu ao chegar ao hospital. Assaltantes foram presos. As informações estão no jornal O Alto Acre.

Saudades da “campa”

DSC04312

Quem concebeu as sirenes que estão instaladas nas escolas da rede estadual de ensino para a finalidade de alertar sobre os horários de entrada, intervalo para recreio e saída das aulas, não tem noção do que significa poluição sonora.

As gerigonças produzem um barulho ensurdecedor, semelhante ao das viaturas policiais e ambulâncias, mas que ganha amplificação dentro das paredes dos estabelecimentos de ensino, pregando sustos nos desavisados pais que aguardam os filhos na saída.

Comentário de uma avó que aguardava um casal de netos na saída da escola Plácido de Castro:

- Valha-me Deus! Será que é preciso esse exagero todo?

Eu sou do tempo da “campa”, uma sineta com um badalo capaz de deixar avisada toda a escola, que era a própria Plácido de Castro, que naquele tempo se chamava Grupo Escolar, sem causar sustos nem ameaçar estourar os delicados tímpanos da meninada. 

Concurso do IFAC

ifac.jpg

Tem sido pequena, até o momento, em Xapuri a procura por inscrições para o concurso público para provimento de mais de 110 vagas de servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre, IFAC. De acordo com o Pró-Reitor de Ensino e Presidente da Comissão de Concurso Público do IFAC, professor Degmar dos Anjos, serão abertas cerca de 75 vagas para docentes e 31 para técnicos administrativos de nível superior, atendendo os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul e Xapuri.

Os cargos de docente são para profissionais das áreas de: Filosofia, Direito, Educação Física, Contabilidade, Engenharia de Segurança, Turismo Agroecológico, Enfermagem do Trabalho, Matemática, Química, Engenharia Química, História, Geografia, Ciências Sociais, Física, Biologia, Ecologia, Agronomia, Psicologia, Administração, Informática, Pedagogia, Economia, Zootecnia, Engenharia Florestal, Ciências Agrícolas, Artes, Língua portuguesa e literatura, Línguas portuguesa e literatura, Línguas portuguesa e inglesa, Línguas portuguesa e espanhola.

Além das vagas mencionadas, haverá, em breve, outro concurso para provimento de mais 35 vagas, dessa vez para Técnico Administrativo de nível médio. A previsão é de que os aprovados sejam nomeados ainda nesse primeiro semestre. As inscrições se encerram no dia 24, às 13 horas. A taxa é de R$ 90 e a remuneração varia de acordo com o nível de graduação do professor, variando de R$ 2.890 a R$ 6.188 somando os benefícios.

Em Xapuri, as inscrições estão sendo realizadas na Fundação Municipal de Cultura e Desportos, localizada na rua do estádio municipal Álvaro Felício Abraão, onde um funcionário do IFAC está atendendo ao público local.

O que é o IFAC

No dia 29 de dezembro de 2008, o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei nº 11.892, que criou 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, ampliando assim, a oferta na educação profissional e tecnológica, em todos os seus níveis e modalidades, com o fim de qualificar cidadãos com vistas na educação profissional nos diversos setores da economia, com ênfase no desenvolvimento local, regional e nacional.

Os Institutos Federais são entidades autônomas de natureza autárquica, integrantes do Sistema Federal de Ensino que possuem organização administrativa, didática e patrimonial definidas em estatuto próprio, estão vinculados a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) do Ministério da Educação (MEC).

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre conta inicialmente com três campi: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e o Campus Avançado Xapuri onde objetiva ministrar educação profissional, técnica de nível médio e cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores, realizar pesquisas e desenvolver atividades de extensão, além de oferecer cursos de graduação e pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização. Tem como finalidade contribuir com o processo de desenvolvimento do estado do Acre ao tempo em que promove a inclusão social de jovens e adultos, através de ações de formação profissional.

No Acre, o Instituto vem fortalecer a atuação desenvolvida hoje pelo Instituto de Educação Profissional Dom Moacyr (IMD), órgão do Governo do Estado que oferece qualificação técnica para pessoas de todas as idades em diversos municípios acreanos.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

Para Joscires, tudo vira bosta

[161319.jpg]

Pesquisei todas as postagens publicadas neste blog em que é citado o nome do professor-blogueiro Joscires de Oliveira Ângelo e fiquei tranquilo quanto à improvável possibilidade de o mesmo não estar delirando quando me acusou de costumar “vilipendiá-lo com ultrajantes ofensas”. O achaque de Ângelo se deu em razão da brincadeira que fiz, na postagem Matusalém, com o fato de o mesmo ter se equivocado ao digitar, numa postagem em seu blog, o ano de 2112 em vez de 2012, como pretendia.

É óbvio que sabia ter sido erro de digitação a razão da gafe do blogueiro, não obstante saber que o caro Joscires não é o mais talentoso dos escribas, longe disso, assim como eu mesmo, que tropeço nos obstáculos da língua mater mais que um bêbado em terreno acidentado. Mas, com sinceridade, não considero que tenha cometido agressão ao melindroso blogueiro, pelo contrário, apenas desejei descontrair o leitor com um fato engraçado que comumente acontece com quem se arrisca a escrever rabiscos.

Por assim não entender o objetivo do post, ou simplesmente por pura falta de senso de humor, Joscires Ângelo passou a usar das armas que acabara de colocar nas minhas mãos. Começou adjetivando a mim e ao jornalista Archibaldo Antunes, que postou comentário na mesma publicação, de “mentecaptos e semelhantes à (sic) excremento no seu mais pejorativo significado” e terminou ilustrando o seu post com uma foto, que reproduzo acima, onde aparece, organizada em fila indiana, uma generosa porção de toletes de bosta, com o perdão da indelicadeza do termo.

As ofensas, vindas de Joscires, para mim são elogios, mas alguns pontos de seu discurso atabalhoado e rocambolesco merecem algumas considerações. O dito cujo tem mania de perseguição com o fato de meu blog carregar na sua lateral o logotipo da administração municipal. Não percebeu ele que se trata de um link para o site da prefeitura, o qual ajudo na tarefa de alimentar. Daí meu interesse em divulgá-lo em minha página.

Todos que me conhecem sabem que sou filiado ao PT, apesar de não atuante há algum tempo, e que fiz parte do projeto que levou Bira Vasconcelos à prefeitura de Xapuri. Apesar disso, não participo da administração municipal, apenas presto meus serviços como jornalista ao Departamento de Divulgação Social, não faço nem devo favores a Bira ou ao partido, muito menos sou beneficiado por um ou por outro. Não tenho nada a esconder e nada devo a ninguém.

Em suas frases sem sentido e recheadas de termos aos quais ele aparenta desconhecer completamente o significado, o colega blogueiro, que se diz um “homem iluminado”, afirma, se furtando de ser claro e objetivo, como é peculiar aos covardes, que “olho para o rabo dos outros enquanto o meu está em chamas”. A frase soa ao mesmo tempo enigmática e venenosa, insinuando algo negativo, desabonador, colocando em xeque meu patrimônio moral, o qual defenderei na justiça, custe o que custar.

De resto, quero pedir minhas sinceras desculpas ao abespinhado professor-blogueiro (sorte nossa que não é o contrário) pelo post publicado e garantir que este blog, a partir de hoje, o relegará ao esquecimento. E como acha ele que tudo o que não lhe agrada é escatologia, o grande Moacir Franco lhe mostra, no vídeo abaixo, o caminho das pedras. Espero que não tenha uma síncope.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Especulações sobre a política paroquiana

manoelmoraes02022010

O deputado Manoel Moraes de Sales (PSB) visitou, nessa segunda-feira (8), o prefeito de Xapuri, Ubiracy Vasconcelos (PT). Com um mandato de 4 meses pela frente, ocupando a vaga do deputado Delorgem Campos, Moraes veio se colocar à disposição do prefeito e da população do município que lhe serviu de base eleitoral para conquistar os 3.434 votos que lhe deram a primeira suplência.

Na conversa com o prefeito de Xapuri, Manoel Moraes esteve acompanhado de alguns vereadores de seu partido em Xapuri e do presidente do diretório municipal da sigla no município, Wágner Soares de Menezes. Bira Vasconcelos também esteve acompanhado de alguns vereadores de sua base na câmara e o encontro aparentou ter sido bastante cordial a despeito das rusgas nascidas na última eleição municipal entre PT e PSB.

Perguntado sobre o teor da conversa que durou quase toda a manhã da segunda-feira, Bira foi econômico: “Manoel é um político da Frente Popular e como tal veio colocar seu trabalho na Assembléia Legislativa nesses próximos quatro meses à disposição da nossa administração e da população de Xapuri. Essa foi a tônica da nossa conversa com o deputado”, garantiu.

Reservo-me o direito de achar que a conversa foi além da simples cortesia da visita. Primeiro, porque, como é público e notório, a relação entre os dois grupos políticos aliados de Frente Popular não é boa desde a última eleição estadual, quando Moraes conquistou a suplência de deputado, tendo se agravado nas últimas, municipais, da qual Bira e o PT saíram vencedores. Acredito que alguns pontos dessa divergência tenham sido colocados à mesa.

Em segundo lugar, com a proximidade das novas eleições estaduais, impossível acreditar que não tenham discutido sobre as possíveis candidaturas da FPA para a Assembléia. A experiência mostra que o “racha” entre os dois aliados não surtiu efeito algum para qualquer um dos lados, já que o máximo que se conseguiu foi a não muito significativa suplência de Moraes, do ponto de vista do objetivo teoricamente comum de se eleger um deputado por Xapuri.

Relembrando, nas últimas eleições estaduais, a FPA mandou à disputa nada menos que três candidatos com base eleitoral em Xapuri: Ermício Sena e Raimundão pelo PT e Manoel Moraes pelo PSB. O resultado todos conhecem. O município, desde Ronald Polanco, não elege um deputado estadual. Nesta, Ermício já é tido como o nome do PT para o pleito. Resta saber o que se passa na cabeça de Moraes e seu partido. Por fora, não esqueçam, corre Marcinho Miranda (PSDB), o segundo colocado na última eleição municipal, que jura de pé junto não ser candidato. Alguém acredita?

Da castanha às bolas ecológicas

DSC04314

O prédio da falida usina de beneficiamento de castanha Chico Mendes, em Xapuri, foi cedido, em cerimônia realizada na manhã desta terça-feira, ao governo do Acre para a instalação da futura fábrica de bolas ecológicas, uma parceria com o governo federal, através do programa Pintando a Cidadania.

DSC04311

O evento teve a presença do secretário de Estado de Esporte, Turismo e Lazer, Cassiano Marques, do superintendente do IBAMA no Acre, Anselmo Forneck, do prefeito de Xapuri, Francisco Ubiracy de Vasconcelos, do superintendente da Caixa Econômica Federal, Aurélio Cruz, autoridades municipais, presidentes de associações de moradores e de extrativistas da Resex Chico Mendes, diretores e alunos das escolas da Rede Pública Estadual e Municipal de Xapuri.

O imóvel foi cedido pela Cooperativa Agroextrativista de Xapuri ao Governo do Estado para instalação do empreendimento. As bolas serão confeccionadas a partir do látex de seringueiras nativas, cuja certificação de qualidade já foi feita por um laboratório credenciado junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, o Inmetro.

A fabricação das bolas, 100% recicláveis, será feita pelo programa Pintando a Cidadania, desenvolvido junto à comunidade em situação de risco social e deve envolver a mão-de-obra de 320 moradores da região de Xapuri e adjacências. A estimativa é fabricar entre 80 e 90 mil bolas por ano utilizando a matéria-prima centrifugada pela Fábrica de Preservativos masculinos Natex.

O secretário de Estado de Esporte, Turismo e Lazer, Cassiano Marques, classifica o Pintando a Cidadania como um programa extraordinário, que vai incluir as pessoas no processo produtivo e agregar valor mais a produção florestal. "Estamos gerando trabalho para 320 pessoas aqui na cidade, além de mais 150 ou 200 famílias que Serão inseridas não explicou processo de produção do látex".

Para o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura e Desportos, Julinho Figueiredo, uma vinda da fábrica de bolas para Xapuri é a concretização do sonho de unir em um único projeto inclusão social, meio ambiente e esporte. "A Fábrica de bolas vai gerar emprego para as pessoas e, ao mesmo tempo, incentivo à prática de esportes, além de ser uma iniciativa de cunho ambiental e sustentável", disse.

O prefeito Bira Vasconcelos afirmou que a fábrica de bolas ecológicas tem a cor do processo de desenvolvimento sustentável por que passa o Acre. "Esse, como todos os nossos projetos sempre tem esse tom, de geração de emprego, inclusão social com o objetivo de preservação da floresta. Enquanto a renda gerando floresta estiver, ela permanecera em pé”, completou o prefeito.

As bolas ecológicas já são confeccionadas na Penitenciária de Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco,  numa fábrica instalada no ano de 2000, que envolve o trabalho de 300 detentos. Depois de utilizadas, as bolas serão trituradas e reaproveitadas na produção de novas bolas, sem prejudicar o meio ambiente.

Durante a solenidade, a Setul repassou 59 kits com 30 bolas cada e outros materiais esportivos, produzidos na unidade Francisco de Oliveira Conde, para todas as escolas municipais e estaduais existentes em Xapuri.

A secretaria ainda lançou em Xapuri o Edital da Lei de Incentivo ao Esporte para o ano de 2010, que vai investir este ano R $ 1 milhão em projetos. A expectativa é manter o mesmo número de propostas aprovadas no ano passado, quando 243 projetos foram beneficiados. Em dez anos de editais, a Lei de Incentivo ao Esporte atingiu 890 mil pessoas.

Acima de tudo somos funcionários Públicos


Éden Barros Mota

Esta semana, abri o blog do Raimari e me deparei com uma publicação denominada “Panvermina!” de autoria do Professor e Doutor xapuriense José Cláudio Porfiro, onde menciona o descaso que o médico Rafael dispensa aos pacientes que o buscam nas unidades médicas.

Não vou entrar no mérito em relação ao atendimento que o médico presta ao pacientes, em primeiro lugar, porque nunca ouvi nenhuma reclamação dos munícipes xapurienses e em segundo lugar, porque não o conheço pessoalmente e não posso fazer um juízo de valor sobre tal profissional. No entanto, quando a informação vem de uma pessoa como o Zé Cláudio, o qual conheço pessoalmente e sei de sua idoneidade, passo a acreditar na primeira hipótese.

Verdadeiramente, se a primeira situação acima estiver ocorrendo, palmas para o Zé Cláudio que fez com que o discurso da minoria pudesse ser ouvido e por conseguinte, se encontra gerando tal discussão, porém, é lamentável que os vereadores de Xapuri, que são os verdadeiros representantes do povo, não tenham tomado qualquer providência (o que não é nenhuma novidade), mesmo porque essa é uma atribuição deles, sinal de que o nosso povo encontra-se totalmente desprotegido.

Em relação a resposta do médico, esta deveria se fundar em fatos concretos, direcionados aos fatos dos quais foi acusado e não em satisfações pessoais, quando diz que: “têm inveja os que não conseguiram chegar ao seu posto”.

Eu, particularmente, tenho uma profissão e uma formação, sendo muito feliz em ambas, aliás, foi sempre o que busquei. Não tenho a menor inveja de quem tem uma profissão de médico, mesmo porque não iria satisfazer o meu ego. Acredito que o mesmo ocorre com o Zé Cláudio e uma centena de dezenas de milhares de pessoas.

Ser médico não é ser Deus. E acredito que antes do médico Rafael ser médico ele é funcionário público igual a mim e ao Zé Cláudio, onde tem que trabalhar e cumprir horário com o objetivo de servir ao povo e muito bem servido, pois afinal de contas, somos pagos para isso. Ademais, ao atendermos o povo com cordialidade, não estamos fazendo nenhum favor e sim satisfazendo uma obrigação, pois somos pagos para isso.

Éden Barros Mota escreve no blog Xapuri Urgente.

Errata

Na postagem sobre a fábrica de bolas ecológicas, escrevi uma incorreção: as bolas não serão produzidas a partir de matéria-prima descartada pela Natex. Na verdade, os seringueiros fornecerão o látex para a fábrica de preservativos, onde o mesmo será centrifugado e enviado a São Paulo, onde se transformará em couro vegetal. Daí retornará a Xapuri para ser cortado em gomos que serão costurados para formar as bolas ecológicas. De acordo com o prefeito Bira Vasconcelos, numa segunda etapa do empreendimento, a produção do couro passará a ser realizada em Xapuri.

Panvermina! (2)

Resposta do “doutor” Rafael, médico em Xapuri, sobre a postagem Panvermina!, na qual leva uma esfrega do xapuriense José Cláudio Mota Porfiro pela fama de atender mal a população local:

“É duro saber que existem pessoas invejosas e prepotentes em Xapuri, cidade que escolhi pra viver e trabalhar, mesmo nos momentos mais difíceis não a abandonei e nem pretendo, mas fazer o quê, né? É a vida, nem todos conseguem vencer, e com isso vem a inveja dos que conseguiram. É impossível agradar a todos.

Só mais uma coisa a dizer sobre isso:

"É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja".

Abraços e ótima semana

Rafael”.

Bolas ecológicas

Flaxinaider

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Esportes, Turismo e Lazer, Ibama e prefeitura de Xapuri realizam logo mais, às 10 horas da manhã, a cerimônia de assinatura da cessão do prédio da antiga usima de beneficiamento de castanha de Xapuri para a implantação da futura fábrica de bolas ecológicas, parte integrante do programa federal Pintando a Cidadania.

O imóvel será cedido pela Cooperativa Agroextrativista de Xapuri ao governo do Estado para a instalação do empreendimento. As bolas serão confeccionadas a partir do látex de seringueiras nativas, cuja certificação de qualidade já foi feita por um laboratório credenciado junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, o Inmetro.

A fabricação das bolas, 100% recicláveis, será feita pelo programa Pintando a Cidadania, desenvolvido junto à comunidade em situação de risco social e deve envolver a mão-de-obra de 320 moradores da região de Xapuri e adjacências. A estimativa é fabricar entre 80 e 90 mil bolas por ano utilizando a matéria-prima que é descartada pela fábrica de preservativos Natex.

As bolas ecológicas já são confeccionadas na Penitenciária de Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, no Acre, a fábrica Pintando a Liberdade, instalada em 2000, que envolve o trabalho de 300 detentos. Depois de utilizadas, as bolas serão trituradas e reaproveitadas na produção de novas bolas, sem prejudicar o meio ambiente, de acordo com Gerêncio do Bem, gerente de projetos do Ministério do Esporte.

Na cerimônia de hoje, será ainda lançado o Edital da Lei de Incentivo ao Esporte para o ano de 2010. Serão entregues 59 kits esportivos para as escolas localizadas no município de Xapuri. O prédio da antiga usuina de castanha fica localizado na rua 24 de janeiro, próximo ao início da Estrada do Café.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Matusalém

Confirmando-se a previsão do blogueiro Joscires Ângelo, do Xapuri News, o vereador Erivélton Soares (PSB) será o mais longevo edil da história da câmara de Xapuri, e concorrerá, em tempo de vida, com o patriarca bíblico Matusalém. Segundo Joscires, o parlamentar não pretenderá ser mais candidato, ao cargo de vereador, somente no distante ano de 2112. Segue a nota retirada da postagem "Rapidinhas semanais":




Fim de Linha

Em conversa com o Vereador Erivelton (sic)-PSB, o mesmo me afirmou que em 2112 não será candidato mais à (sic) Vereador, porém deixou bem claro que não se candidatará ao mandato de Vereador, isso significa para bons entendedores que o parlamentar tem projetos para alçar vôos maiores na política xapuriense e/ou acriana.

Novo delegado de Xapuri

DSC04264

Thiago Fernandes Duarte, 26 anos, é goiano, como o seu antecessor Pedro Henrique Resende, e foi recém-empossado pela Secretaria de Polícia Civil. Junto com ele, chega também a escrivã de polícia Verônica Sarkis, aprovada no último concurso realizado pelo governo. A delegacia de Xapuri, até então, funcionava com escrivãos Ad hoc. O novo delegado afirma que pretende fazer um trabalho amplo no município, priorizando o combate ao tráfico de drogas e a prostituição infantil, e pede a ajuda da população:

- A colaboração da comunidade é importantíssima para que tenhamos sucesso no combate à criminalidade, especialmente o tráfico de drogas, que resulta em uma série de consequências danosas para a sociedade, entre elas os roubos e furtos. Estaremos sempre com as portas da delegacia abertas à população para que ela possa nos ajudar a coibir a crime em Xapuri.

Outra novidade relacionada à segurança pública, anunciada na semana passada é a presença permanente, a partir desta segunda-feira, 8, da Polícia Rodoviária Federal no entroncamento da BR-317 com a Estrada da Borracha, que dá acesso a Xapuri. A ação faz parte da estratégia estadual de combate à criminalidade, que prevê a criação de um Pelotão de Fronteira. A expectativa é de que a área seja monitorada 24 horas por dia.

Manobras da Fetacre

O jornalista Archibaldo Antunes informa em sua coluna Prisma, em agazeta.net, edição da última sexta-feira, 5 de fevereiro, que a presidente da Fetacre (Federação dos Trabalhadores Rurais do Acre), Sebastiana Miranda Rego, conseguiu na justiça adiar a eleição do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cruzeiro do Sul, que deveria ter ocorrido no último sábado de janeiro.

Segundo o colunista, a medida visa impedir a eleição de Lisiane Pedrosa, candidata cotada para vencer o pleito no STR da segunda maior cidade do Acre. Pelo visto, a Fetacre não aprendeu a lição tomada no ano passado, quando usou de manobra parecida para evitar que Dercy Teles de Carvalho Cunha fosse reeleita para o cargo de presidente da instituição.

Inicialmente, com o apoio da Fetacre, a chapa opositora a Dercy impetrou na justiça uma ação cautelar que garantiu o voto dos associados inadimplentes como forma, medida que, teoricamente, garantiria a vitória de Assiz Monteiro, candidato favorito da Federação. Apenas teoricamente, pois mesmo assim Dercy venceu a disputa por uma diferança de 6 votos.

Alegando irregularidades no processo eleitoral, a chapa perdedora requereu a anulação da eleição. Foi a senha para a Fetacre resolver intervir no Sindicato e impetrar ação na justiça para realizar a eleição de uma junta diretora para administrar a entidade por um período de 6 meses. A tentativa foi frustrada pela decisão do Juiz Federal do Trabalho Substituto da Vara de Epitaciolândia, Patrick Menezes Colares, que indeferiu o pedido.

O juiz do trabalho concluiu que a Fetacre não possuia legitimidade para intervir em eleição de ente sindical de primeiro grau. De acordo com o despacho do magistrado, o próprio estatuto da Fetacre não previa qualquer forma de intervenção nas filiadas, exceto a possibilidade de suspensão ou exclusão de seus quadros. Foi o fim da questão em Xapuri.

Também já fui brasileiro

Carlos Drummond de Andrade

Eu também já fui brasileiro
moreno como vocês.
Ponteei viola, guiei forde
e aprendi na mesa dos bares
que o nacionalismo é uma virtude.
Mas há uma hora em que os bares se fecham
e todas as virtudes se negam.

Eu também já fui poeta.
Bastava olhar para mulher,
pensava logo nas estrelas
e outros substantivos celestes.
Mas eram tantas, o céu tamanho,
minha poesia perturbou-se.

Eu também já tive meu ritmo.
Fazia isso, dizia aquilo.
E meus amigos me queriam,
meus inimigos me odiavam.
Eu irônico deslizava
satisfeito de ter meu ritmo.
Mas acabei confundindo tudo.
Hoje não deslizo mais não,
não sou irônico mais não,
não tenho ritmo mais não.

Alguma poesia. Grana Drummond.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

“Iceberg científico”

O programa Fantástico deste domingo exibiu reportagem sobre os geoglifos, figuras geométricas escavadas no solo, espalhadas pelo extremo oeste da Amazônia, que ainda intrigam os cientistas sobre questões como quem os fez e para que serviam. Segundo o paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, que sobrevoou junto com a equipe da Rede Globo os geoglifos do município de Boca do Acre, no Amazonas, as formas são a pontinha de um “iceberg científico”.

- É o Eldorado da ciência, completou.

Veja a reportagem na página do programa na internet clicando aqui.

Evangelista

101209-085141

Rosinha Evangelista, filha do ex-vereador, policial civil e dirigente esportivo Francisco Evangelista de Abreu, envia a mensagem a seguir, sobre a postagem “Chico Evangelista”, publicada neste blog.

“Boas lembranças de um cidadão apaixonado pelo esporte e pelo seu time, o Vasco da Gama. Lembro muito do meu velho pai dirigindo o seu time de coração.

Tenho muitas lembranças dessa época, quando meu pai tentava levar para a sua equipe os melhores jogadores. Ainda pequena acompanhava papai escalando a sua equipe para disputar campeonatos xapurienses que tinha como adversários o time do Santos, América e etc.

Lembro muito do Mirim, de uma geração anterior a essa, que citarei nomes, como de Julinho Figueiredo, Mário Jorge , Sarrafinha, Jânio Maciel, dentre outros que não recordo o nome nesse momento.

Todas fizeram história nessa equipe em que meu pai muitas vezes tirava recursos do próprio bolso para custear as despesas de material para o seu time. O jogador não recebia nenhum recurso financeiro, jogava pela raça e amor pelo seu time. Foram vários campeonatos em que muitas vezes o Vasco foi campeão com disputas fortíssimas entre os rivais América e Santos.

Todos os sábados os xapurienses contava com esse lazer. Também contava com um público fiel que se formava em torcidas pelos seus times preferidos. A família Mota, fiel a seu time de coração, o América, a torcida do Santos e, é claro, do Vasco da Gama, se entregavam e participavam euforicamente daquelas partidas de futebol.

E Quando meu pai não estava dirigindo o seu time, estava participando dos comentários dos jogos que eram trasmitidos pela Rádio 6 de agosto.

Parabéns, papai EVANGELISTA, por fazer história no futebol, na política, na Polícia Civil e como bom cidadão xapuriense. Tenho muito orgulho de tê-lo como pai.

A todos xapurienses, e os que, junto com meu pai, fizeram do futebol de Xapuri grandes eventos esportivos, tenham certeza, vivemos momentos que nos deixaram boas lembranças e que deverá servir de exemplo para essa nova geração de jovens esportistas e para todos que gostam de esporte.

Rosinha”.

Rosinha Evangelista é produtora da Radiobrás há 21 anos, 11 dos quais no programa mais antigo do rádio brasileiro: A Voz do Brasil.

Panvermina!

Vai longe a fama de um médico contratado pela prefeitura para prestar serviços à população de Xapuri. Segue impressão do doutor xapuriense José Cláudio Mota Porfiro, em seu blog:

Há, em Xapuri, pago a peso de ouro, um tal Rafael, médico, que, no interior, apelidam-no doutor, mesmo sem nunca ter feito sequer um mestrado. Dizem-se e comprovam-se atitudes arrogantes, intempestivas e petulantes. O cara não fala, mas esturra, relincha.

Ética não é substantivo que habita o dicionário roto do homem da saúde do município. Respeito nunca foi a meta nem o princípio, haja visto que, na Sibéria, um bairro periférico, o homem conseguiu atender trinta pacientes pobres em quinze minutos, com o seríssimo agravante de, para todos, prescrever o mesmo medicamento. (E haja panvermina!) É como o cidadão, pagador de impostos escorchantes, ir dormir saudável e acordar morto, a depender de um pústula tal. E, como se não bastasse, o tal Hipócrates  -  o pai da Medicina  -  é completamente desconhecido do gajo.

Sensibilidade não lhe restou nenhuma, mesmo porque não nasceu com tal adereço espiritual. É esta a maior contribuição que eu e a Câmara Municipal da princesinha do Acre estamos dando à saúde dos heróicos xapurienses, na graça de Deus.

Com os respeitosos cumprimentos do Zé Cláudio.

PM captura Bago, o terror de Xapuri

DSC04258

O criminoso da foto é a prova inconteste de que pequenas e pacatas cidades de interior, como Xapuri sempre foi considerada, são coisa de um passado distante. Com 25 anos de idade, Maurício da Silva Souza, o “Bago”, espalhou o terror entre a população local desde que deixou a presídio estadual Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, beneficiado pela irracional figura do indulto de natal.

Armado com um revólver calibre 32, o facínora realizou vários assaltos e desafiou a polícia por vários dias. A caçada terminou na tarde desse sábado, 6, nas matas do entorno do aeroporto de Xapuri, onde o bandido se escondia causando medo aos moradores. Segundo a polícia, Bago é membro de uma quadrilha da qual é o terceiro a ser capturado de um total de quatro meliantes.

DSC04261

O comerciante Idelfonso Siqueira Henrique, 60, foi uma das vítimas do assaltante. Ele abriu seu pequeno comércio às 5 horas da manhã e foi rendido junto um freguês que acabava de chegar para comprar pão. Com o revólver apontado para a sua cabeça, o comerciante foi obrigado entregar ao bandido o dinheiro que tinha no caixa, além de um telefone celular. “Foi uma sensação que nunca tinha sentido na vida”, contou ele na delegacia.

DSC00047

Acima, a equipe da PM que capturou o assaltante. Os militares de Xapuri se revezaram por vários dias seguidos nas buscas ao perigoso bandido. É só clicar nas fotos para vê-las ampliadas.

Semelhança

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Big visita

Big Raimari,

Seguem as fotos da nossa agradável visita à rádio e ao Blogueiro Mor de Xapuri, na chuvosa manhã de sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010.

Agradecemos a gentil acolhida do diretor, na sua pessoa, e os demais funcionários da rádio. Um grande abraço a todos.

Eduardo, Lili e Izadora.

Eis algumas:

DSC00123

DSC00130 

DSC00135 

Agradecido estou eu pela visita de pessoas tão lindas e amáveis como Eduardo, Lili e Izadora. Tenho grande orgulho de ter sido aluno do grande Edu, professor linha dura que não dava bola para quem “não queria nada com a história do Brasil”. Já para quem demonstrava interesse em ter algum conhecimento sobre a língua de Shakespeare, o mestre se dedicava com amor e amizade, como a que nasceu entre ele e esse radialista e blogueiro.

Também fiquei impressionado com a beleza e a doçura de Izadora, a quem vi Lili carregar nos braços, pequenininha, na rua da antiga Rádio Educadora, e que nos deu a honra de tê-la como conterrânea. Orgulha os pais estudando Farmácia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a mesma onde o pai se fez excelente cirurgião-dentista. Grande abraço a vocês e, em nome de todos os funcionários da rádio, obrigado pela “big” visita.

Sem nada pra postar

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O discurso do surdo-mudo

DSC03689

Pregaram uma peça no diretor de divulgação social da prefeitura de Xapuri, Haroldo Zaine Sarkis (na foto, entrevistando o prefeito Bira Vasconcelos). Durante a solenidade de premiação dos vencedores do Campeonato Integração de Futebol da Zona Rural, na qual Sarkis fazia o trabalho de mestre de cerimônia, um gaiato soprou a ele que um representante da equipe campeã usaria a palavra para fazer agradecimentos. Atento, o assessor do prefeito consultou o orador sobre o que o mesmo iria falar. Não obtendo resposta, Haroldo anunciou o discursante e apontou-lhe o microfone. O sujeito nada mais fez do que escancarar os dentes exageradamente e balançar a cabeça afirmativamente como confirmando aquilo que jamais teria condição de escutar. As gargalhadas à distância fizeram cair a ficha do homem da divulgação social: tratava-se de um surdo-mudo.

A despedida do xerife

DSC03315

O polêmico delegado Pedro Henrique Resende Teixeira Campos, 24, está se despedindo de Xapuri. O seu substituto, o também goiano Thiago Fernandes Duarte, 26, um dos delegados recém-empossados pelo governo do Estado, já está na cidade e Pedro Henrique tem como destino o município de Senador Guiomard.

Os cerca de quatro meses e meio em que atuou em Xapuri certamente farão do jovem policial um dos delegados mais lembrados da população do município. Positivamente por uns, o contrário por outros, principalmente pela bandidagem que continua a perturbar a ordem e a segurança dos cidadãos de bem.

Com um estilo incomum, às vezes mais avexado que doido comendo milho assado, o delegado impôs à Polícia Civil um ritmo de trabalho que há muito tempo não se via na monótona rotina da pequena delegacia da cidade. Apertou o cerco contra o tráfico de drogas, colocando atrás das grades algumas figuras importantes desse ramo e endureceu a fiscalização relacionada à frequência de menores em bares e festas noturnas.

A despeito do bom trabalho, choveram queixas contra excessos supostamente cometidos pelo delegado e sua equipe. Denúncias de invasão de residências, prisões ilegais e agressões chegaram a ser veiculadas em alguns veículos de comunicação. A última foi de dois colonos que afirmam ter sido agredidos por um policial civil durante os festejos de São Sebastião.

Em minha sincera opinião, considero que o delegado fez um bom trabalho em Xapuri, mas pecou pelo excesso de vontade. Na ânsia de acertar, não soube separar em determinados momentos, o joio do trigo, confundindo Jesus com Genésio em algumas oportunidades, o que lhe acarretou certa dor de cabeça. Quanto às denúncias, aguardamos a apuração e as justas providências.

De resto, desejo sorte ao delegado Pedro Henrique no município do Quinari e ao delegado Thiago Duarte aqui em Xapuri, onde uma onda de roubos e furtos assusta a população. Atualmente, o terror atende pela alcunha de “Bago”, suposto responsável por vários assaltos à mão armada que a polícia, até o momento, fracassa em capturar.

Mudanças no time de Ubiracy

FOTOS_01.01.09 192

Rumores dão conta de que a secretária municipal de educação da prefeitura de Xapuri, Waniscléia Nascimento, colocou o cargo à disposição do prefeito Bira Vasconcelos e deve deixar a equipe em breve. O nome da vez seria o vereador petista João Ribeiro de Freitas (foto acima), que abriria vaga na câmara para Raimundo Mendes de Barros, primeiro suplente do partido.

Como Raimundão deve assumir a responsabilidade por parte do programa de recuperação de ramais da prefeitura, quem deve assumir a cadeira no parlamento-mirim é o segundo suplente, Francisco Barbosa de Aquino, o Chiquinho Barbosa (foto abaixo), irmão do ex-prefeito Júlio Barbosa. A informações vêm dos bastidores e ninguém as confirma ou nega até o momento.

PAGODE DO MACARRÃO_10.01.09 086

Em tempo: Chiquinho Barbosa também é conhecido como o “Mestre dos Magos”, não porque faça mágicas, mas pela semelhança com o personagem do desenho animado Caverna do Dragão.

Chico Evangelista

101209-085141

Encontrei-me, um dia desses, em Brasiléia, com o ex-vereador de Xapuri, Francisco Evangelista de Abreu, 72, eterno presidente do Vasco da Gama, uma das mais tradicionais equipes da cidade, quando por aqui podia se dizer que existia futebol. O Vasco foi de um tempo em que o campo do velho estádio Góes e Castro, posteriomente transformado em Álvaro Felício Abraão, era cercado apenas por cordas e numa pequena arquibancada uma multidão de pessoas se espremiam para ver jogar craques do porte do lendário zagueiro Curica, cuja fama atravessa os tempos.

Os jogos eram transmitidos pela Rádio Educadora 6 de Agosto, que tinha locutores esportivos de qualidade, como Andrias Sarkis e Aílton Farias, entre outros. Os campeonatos da 1ª e 2ª divisões eram disputadíssimos e a seleção de Xapuri, que disputava competições intermunicipais era fortíssima. Equipes de outros municípios do Acre e até da capital sofriam ao encarar o “selecionado xapuriense” tanto dentro quanto fora dos seus domínios. Neste bom tempo do futebol xapuriense, Francisco Evangelista, além de dirigente esportivo, também foi comentarista esportivo nas transmissões da “Seis”.

Seus comentários, que começavam sempre com um costumeiro “Por sinal…”, entraram para o folclore do futebol local pelo estilo muito pessoal, quando era normal se imitar as estrelas das rádios Globo e Nacional, e também por alguns relatos engraçados de suas análises das partidas. Num deles, após um ataque perigoso do timaço do América contra adversário que não se sabe mais qual era, Evangelista disparou: “Foi um tirambaço disparado pelo atacante Manduquinha e a bola chegou pererecando às mãos do goleiro Ameixa”.

Manduquinha e Ameixa são irmãos, e recordo de ambos jogando no mesmo time: o América, mas - verdadeiro ou não - o episódio contado acima faz parte da vasta história do futebol xapuriense que corre o risco de se perder e não chegar às novas gerações pela falta de registros. Chico Evangelista, que há pouco tempo foi multado pela Receita Federal por problemas relacionados à falta de declaração de informações sobre o extinto Vasco da Gama,  é parte importante, como outros tantos, muitos que já se foram, dessa rica história, que se colocada no papel certamente resultará em enciclopédia.

Raspadilha

DSC_0608