terça-feira, 3 de abril de 2012

“Peixe” ou “tubarão”?

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Fã de futebol, o deputado estadual Manoel Moraes (PSB) deixou de lado a visível má forma física e foi o único representante do parlamento acreano a participar do polêmico “Jogo da Solidariedade”, realizado na semana passada no estádio Florestão. 

Após o jogo que teve a presença de quase 20 parlamentares, entre eles o ex-jogador Romário e do ex-pugilista Acelino Freitas, o Popó, Manelão evitou as polêmicas criadas em torno do evento e não quis falar da ausência dos colegas de parlamento.

Em seu blog oficial, Manoel Moraes também não comentou as acusações que recaíram contra o governador Tião Viana, que teria recusado os donativos arrecadados pelo jogo, mas declarou que solidariedade não tem cor partidária. “Estou aqui para jogar, para ser solidário”, disse.

Já no jogo eleitoral que visa às próximas eleições municipais em Xapuri, a posição atual de Manoel Moraes, político que tomou as rédeas do PSB do município há alguns anos, não deixa claro se entrará na disputa para “jogar ou ser solidário”.

É claro, me refiro à relação que há tempos não é um caso de amor entre os “aliados” PSB do deputado e o PT do prefeito Bira Vasconcelos, cujas possibilidades de reeleição estão diretamente relacionadas ao peso político de Manoel Moraes no pleito.   

Diante de certa lei do silêncio sobre o tema e da pouca movimentação de parte dos principais envolvidos no processo sucessório que se avizinha, vislumbro duas situações quanto à candidatura própria do PSB à prefeitura de Xapuri, cujo nome favorito é o do professor Wágner Menezes.

A primeira seria a de “peixe”, no bom sentido utilizado pelo baixinho Romário, considerando-se que a “terceira via” tenha o objetivo de favorecer a reeleição de Bira. A segunda seria a de “tubarão”, no sentido figurado, considerando que Moraes pretenda abocanhar a vitória.

De certo, até o momento, caso este blogueiro não esteja mais perdido que cego em tiroteio, é que o PSB não pensa de maneira nenhuma em compor chapa indicando o candidato a vice de Bira Vasconcelos. “Isso seria prejudicial ao futuro político do partido”, diz uma fonte.

A declaração, se tiver fundamento, faz pensar que Manoel Moraes já pensa em passos mais largos na política. Provavelmente já planeja a eleição para deputado federal, razão pela qual alimenta uma relação fraternal com o PSC, da deputada Antônia Lúcia.

Em Xapuri, o PSC é comandado por Oséias d’Ávila de Paula, antigo parceiro de negócios de Pedro Tarauacá, cunhado de Manoel Moraes e também um dos manda-chuvas do partido no município. Oséias é possível candidato a prefeito pela sigla e Pedro Tarauacá possui pretensões mais altas.

Juntos, parte do PSB e PSC se mobilizam, se fortalecem e combatem setores insatisfeitos e, talvez, futuramente, prováveis dissidentes do primeiro. É bom lembrar que o PSC recrutou alguns nomes que possuem no mínimo história na política local, como o ex-prefeito Wanderley Viana.

Quanto ao PT, que se novidades não surgirem nos próximos meses deverá continuar tendo como companheiro de chapa o PC do B, esse quer fugir o quanto mais da polarização com Marcinho Miranda (PSDB), cuja candidatura é tão certa quanto morna.

E já que citei o PSDB, com base em informações de uma outra fonte em breve a “oposição” dará as caras com novidades sobre a disputa que se aproxima. “Os partidos que se dizem oposição devem se posicionar sobre os rumos que deverão tomar”, disse meu interlocutor.

Para fechar, na pele de peixe ou de tubarão, a verdade é que o PSB e seus aliados do PSC terão forte influência no resultado das próximas eleições em Xapuri, assim como é certo também que muita coisa ainda vai acontecer até lá.

A nós, resta esperar.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tião Viana nega que tenha recusado donativos

“Petecão tramou essa situação”

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O governador Tião Viana negou nesta segunda-feira (2) em entrevistas às emissoras de TV e rádio do Estado, que seu governo tenha se recusado a receber os donativos oriundos do “Jogo da Solidariedade”, evento que trouxe ao Acre alguns políticos ex-esportistas, como Popó e Romário.

Tião reiterou que o Acre Solidário encerrou o período de arrecadações de donativos há alguns dias e agora está na fase de distribuição das doações que foram arrecadadas. Ele assegurou que em nenhum momento o governo do Acre recusou donativos de qualquer instituição ou pessoa, seja de partidos da base aliada ou de oposição.

Viana destacou que no período de arrecadações o Acre Solidário recebeu doações de Estados como São Paulo - que enviou 500 cestas básicas - e revelou que o governo de Minas Gerais também prometeu enviar 500 cestas para vítimas da enchente no Acre.

“Não importa a cor partidária. O governo está aí para receber doações de quem quer que seja. Agora, de repente, o senador Petecão tramou essa situação”, completou.

Tião observa que a participação do povo no evento esportivo foi um ato que ele classifica como "bonito". O governador comentou que ligou para o prefeito Raimundo Angelim para saber se ele havia recebido algum pedido de entrega das doações, mas o prefeito disse que não havia recebido. Tião disse ainda que conversou com o comando do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Estado para verificar se eles também haviam sido notificados para receber doações.

“O major Oliveira disse: ‘Governador, recebi no dia 26, está protocolado aqui, um pedido em que eles solicitam à Defesa Civil para recolher e organizar. Não pedem para entregar nada.’ Quer dizer, mais uma vez não pediram para entregar”, contou.

Tião disse que quando seu gabinete o informou de que haveria o jogo, ele solicitou à equipe de governo que qualquer doação que chegasse fosse encaminhada ao coronel Gilvan Vasconcelos, da Defesa Civil de Rio Branco. “A Defesa Civil do município receberia, e se precisassem de ajuda o Corpo de Bombeiros ajudaria. Porque o Acre Solidário já havia encerrado seu trabalho”, enfatizou.

Com informações de Nayanne Santana, da Agência de Notícias do Acre.

A mentira é como um rastilho de pólvora

Daniel Zen

A internet tem se demonstrado como um instrumento cada vez mais poderoso de propagação da informação. Interessante como determinadas assertivas se tornam hash tags em questão de poucos minutos. Em tempos de informação instantânea, em que cada indivíduo se converte em jornalista de si mesmo, insisto em reafirmar que cada vez mais se faz vista grossa para a observância de um dos princípios básicos do jornalismo: o do contraditório, necessário para o contraponto entre diferentes versões sobre o mesmo fato.

Na semana que antecedeu a esse 1º de abril de 2012, Dia da Mentira, três conjuntos de fatos noticiosos, propalados pelas redes sociais, sites e blogs no Acre, chamam a atenção pelas questões a eles subjacentes:

1) A noticiada não formação/titulação acadêmica do Diretor-Presidente do Instituto Dom Moacyr, Irailton Lima Souza, com o respectivo indeferimento de seu requerimento de colação de grau, grau este supostamente necessário para o exercício do cargo de provimento em comissão de Diretor de Integração das Redes de Educação Profissional, da SETEC/MEC, cargo para cujo exercício fora convidado pelo atual Secretário Nacional de Educação Profissional e Tecnológica;

2) A série de reportagens jornalísticas, intitulada “Retratos da Educação”, em que se apontam deficiências na infraestrutura de escolas rurais de diversos municípios do Acre;

3) A suposta negativa do Governo do Acre em receber alimentos e donativos arrecadados com o Jogo da Solidariedade.

Sobre a polêmica envolvendo o nome de Irailton Lima, afora o fato de que não se é exigida formação ou titulação de nível superior para o exercício do cargo para o qual fora convidado, chama a atenção o seguinte: qualquer aluno de um curso de qualquer instituição federal, estadual ou particular de ensino superior, ao entender que cumpriu com todas as suas obrigações acadêmicas, tem direito de requerer sua colação de grau especial, extemporânea. Cabe à Coordenação de Curso ou unidade universitária responsável deferir ou não tal requerimento, a partir do entendimento de que o aluno cumprira ou não todos os requisitos. Se forem constatadas pendências, é dever da instituição não deferir a solicitação. Nada mais, nada menos do que isso.

O que ocorreu, contudo, não foi exatamente isso: a Coordenação do Curso de Ciências Sociais da UFAC se insurgiu, publicamente, em reprimenda a supostas críticas do aluno dirigidas à instituição (que críticas?), quanto ao suposto fato de que o aluno fizera o seu requerimento de colação de grau dirigido à Vice-Reitoria e não à Coordenação de Curso, o que não é verdade. Ao que me consta, o aluno fizera, sim, o seu requerimento de colação de grau à  Coordenação de Curso ainda no ano de 2010. O aluno procurara a Vice-Reitoria, agora em 2012, em virtude do fato de que seu requerimento ainda não havia sido apreciado pelo Colegiado de Curso até aquela data.

Vencido o suposto mal-entendido sobre a instância à qual o aluno deveria se reportar para solicitar a sua colação de grau e tendo o Colegiado de Curso se debruçado sobre o requerimento do aluno, em vez (e mesmo antes) de simplesmente indeferi-lo por entender que não estavam presentes os requisitos em sua inteireza, a Coordenação do Curso expôs o histórico escolar do discente ao público em nota direcionada a veículo de imprensa e, mais do que isso, externalizou, na mesma nota, questionamentos quanto à suposta “autoridade” do aluno em tecer críticas à UFAC (mas, que críticas?), sob a alegação de que estaria apenas cumprindo a legislação educacional em vigor e com o entendimento de que tais críticas (mas que críticas, meu Deus?) não seriam “o melhor caminho para quem pretende cuidar do futuro de milhões de jovens brasileiros que aguardam ansiosamente as oportunidades do PRONATEC, programa em que o aluno parece pleitear um cargo de direção.”

Ou seja, para se defender das supostas "críticas" do aluno, direcionadas à instituição pelo fato de ela não ter analisado o seu requerimento e por haver severas contradições em seus registros acadêmicos, a instituição ataca, expondo o histórico de seu discente e “desautorizando-o” a proceder com qualquer reclamação, já que ele não seria digno para tanto, uma vez que não teria cumprido suas obrigações acadêmicas a tempo e a hora. Mais do que isso, conclui que, se o discente não fora sequer capaz de concluir com o seu curso, tampouco teria capacidade para assumir o cargo federal para o qual estava sendo convidado. Sem relação de causa e efeito entre as afirmações e as conclusões.

Daí pergunto: qual o motivo para promover a execração pública de um aluno, acusando-o de ter recorrido ao “jeitinho brasileiro” quando este apenas pleiteava, regularmente, um direito para o qual acredita já ter preenchido os requisitos? Só posso concluir que não houve outra ordem de motivos, senão de natureza política. Da má política, diga-se de passagem.

Já sobre a situação de infraestrutura das escolas públicas rurais em municípios do Acre, em especial as do Rio Liberdade, no município de Cruzeiro do Sul, o que não se diz em nenhuma das reportagens que constituem a série é que a obrigação constitucional sobre o primeiro segmento (ou séries iniciais) do ensino fundamental, que compreende do 1º ao 5º ano, é dos municípios. Deixa-se de dizer várias outras coisas, como o fato de a maioria dessas escolas estarem sendo contempladas, neste fim de 2011 e início de 2012, com transferências voluntárias de recursos para que possam proceder, autonomamente, com as suas próprias reformas, mas o principal é a tentativa de confundir a opinião pública sobre a quem de fato recai a obrigação constitucional sobre tal modalidade de educação e respectivo público. Mostram-se crianças em idade escolar desse segmento de ensino, mas nada se considera sobre a inércia da Prefeitura Municipal de Cruzeiro do Sul a respeito disso. Por que então dizer que há “descaso” do Governo do Estado, quando, em verdade, a responsabilidade sobre as crianças do Rio Liberdade em idade escolar compatível com o 1º ciclo do ensino fundamental é da Prefeitura Municipal de Cruzeiro do Sul e o Estado tenta, tão somente, compensar a inércia daquele ente Público Municipal?

Por fim, sobre a suposta negativa do Governo do Estado em receber os donativos e arrecadações do Jogo da Solidariedade, considere-se o seguinte: não se viu em canto algum declarações do Governador ou do Governo de que não receberia tais donativos. O que se viu foi a seguinte sequência de fatos: 1) houve o anúncio da realização do Jogo da Solidariedade, que arrecadaria donativo para as vítimas da alagação; 2) houve o anúncio de que a campanha Acre Solidário, coordenada pela Primeira-Dama, Dona Marlúcia Cândida, havia encerrado suas arrecadações; 3) ato contínuo, advém a ilação blogueira (sem declaração de qualquer uma das partes) de que a campanha só encerrara as arrecadações para não ter que receber os donativos do jogo, que estava sendo organizado por políticos de oposição ao Governo; 4) a partir daí, houve declarações hostis de jogadores-artistas-parlamentares quanto a suposta (e inverídica) conduta deselegante do Governador em não receber os donativos, o que se propagou de tal forma a transmitir ao público o entendimento de um governo e de governantes insensíveis, revanchistas ou arrogantes.

A chave da questão aí é que depois do ponto de número 3, que consiste em uma suposição de caráter crítico, livre, maldoso e não fundamentada em fatos, tudo se baseia em uma falsa-premissa: a de que o Governador teria declarado (ou determinado) que não se recebessem donativos oriundos do Jogo, o que não ocorreu em absoluto. Falou-se, reproduziu-se, mas ninguém perquiriu a respeito da veracidade dos fatos. O fato da campanha Acre Solidário (que é tão somente uma mobilização, sem caráter institucional) ter encerrado seu período de arrecadação não impede que as demais instituições (essas sim, de caráter permanente) continuem a receber donativos.

A mentira é mesmo como um rastilho de pólvora. Mas a mentira, em si, que pode se convolar juridicamente em prevaricação, perjúrio, injúria, calúnia, difamação, dentre outras, nem sempre precisa se fazer presente para causar seus efeitos danosos. Ela pode, como nos três casos analisados acima, comparecer de forma mais sutil, travestida de insinuações, de falsas ilações, de argumentos truncados ou burlescos. E assim ganha o mundo, com a sutileza que lhe é peculiar, tendo por verdade aquilo que só existe na mente doentia de quem não faz outra coisa senão tentar atrapalhar quem se movimenta. Certo ou errado, mas se movimenta.

Daniel Zen é secretário de Estado de Educação e Esporte.

Ecoturismo

Maior circuito de arvorismo da Amazônia é inaugurado no seringal Cachoeira.

Nayanne Santana, Agência de Notícias do Acre.

O circuito de arvorismo foi inaugurado no sábado, 31, pelo governador Tião Viana; vice-governador, César Messias e secretária de Turismo, Ilmara Lima (Gleilson Miranda/Secom)

O circuito de arvorismo foi inaugurado no sábado, 31, pelo governador Tião Viana, pelo vice-governador César Messias e pela secretária de Turismo Ilmara Lima (Gleilson Miranda/Secom).

O seringal Cachoeira, em Xapuri, ganha um novo atrativo além das belezas naturais da floresta amazônica chamado Circuito de Aventura Chico Mendes, o maior circuito de arvorismo da região. O atrativo turístico foi inaugurado no sábado, 31, pelo governador Tião Viana, pelo vice-governador César Messias e pela secretária de Turismo Ilmara Lima.

A área do circuito aventura faz parte da estrutura na Pousada Cachoeira e inclui tirolesa, arvorismo acrobático, arvorismo contemplativo, rapel, ascensão em árvores, caminhada e cicloturismo. Todas as atividades são feitas com equipamentos de segurança de alta qualidade e acompanhadas por monitores treinados. Antes de iniciar qualquer atividade do circuito, os participantes da aventura passam por treinamentos e depois partem para aventura em meio à floresta.

Momento histórico e oportunidade de renda

A secretária Ilmara Lima observa que esse é um investimento em sustentabilidade e histórico para a região do seringal Cachoeira. “Esse é o mais extenso e mais alto arvorismo da região amazônica em contato direto com a natureza e respeitando os seringueiros. Esse é um local que qualquer turista deve vir conhecer para vivenciar o que o Acre tem de melhor e respeitando a floresta”, afirma.

O circuito de arvorismo do Seringal Cachoeira é o maior da região amazônica (Gleilson Miranda/Secom)

O circuito de arvorismo do Seringal Cachoeira é o maior da região amazônica (Gleilson Miranda/Secom).

Ilmara destaca que as atividades desenvolvidas pela Pousada Cachoeira geram oportunidades de renda para 90 famílias da região. O professor Marcos Afonso disse que, nas trilhas que hoje turistas e acreanos se aventuram, décadas passadas Chico Mendes lutou e cortou seringa. “Isso é a prova de que fazer economia sustentável dá certo. Isso é uma opção de cultura sustentabilista para Xapuri”, pontuou.

A secretária Ilmara Lima observa que esse é um investimento em sustentabilidade e histórico para a região do seringal Cachoeira (Gleilson Miranda/Secom)

A secretária Ilmara Lima observa que esse é um investimento em sustentabilidade e histórico para a região do seringal Cachoeira (Gleilson Miranda/Secom).

O vice-governador César Messias aposta no sucesso do empreendimento de turismo de aventura (Gleilson Miranda/Secom)

O vice-governador César Messias aposta no sucesso do empreendimento de turismo de aventura (Gleilson Miranda/Secom).

César Messias, vice-governador, aposta no sucesso do empreendimento de turismo de aventura. Para ele, a floresta e o ecoturismo são excelentes atrativos para as pessoas que vivem em grandes cidades e procuram o sossego da floresta aliado a atividades de aventura. “Você fazer uma atividade como o arvorismo num jardim como este, rodeado de árvores, numa floresta maravilhosa, é uma emoção extraordinária. Esse é mais um ponto que o governo acerta e que traz oportunidade para essa comunidade”, avalia Messias.

O governador Tião Viana foi um dos primeiros a participar do circuito de arvorismo acompanhado pelos filhos. Tião diz que a inauguração do Circuito de Aventura Chico Mendes é um grande marco para a história do Seringal Cachoeira.

“Agora nós temos um motivo consistente, forte, do turismo aventura. O turismo de aventura é um dos melhores itens de desenvolvimento da economia do mundo, e aqui nós só tínhamos opções de turismo contemplativo, mas agora ampliamos. Se Deus quiser, isso será um sucesso. Uma opção de lazer e aventura para quem mora no Acre e para turistas que fazem viagens pela América do Sul. Esse é o arvorismo mais ousado da Amazônia”, conclui Viana.

Comunidade agradece investimentos

Os filhos de Chico Mendes, Elenira Mendes e Sandino Mendes, agradeceram o empenho do governo do Estado para tornar a região do Cachoeira um local preservado e com a mata nativa em pé. “Meu pai com certeza está muito feliz por ver essa oportunidade de desenvolvimento e renda aqui”, afirmou Elenira Mendes.

Xapuri ganha mais um atrativo para o turismo de aventura (Gleilson Miranda/Secom)

Xapuri ganha mais um atrativo para o turismo de aventura (Gleilson Miranda/Secom).

Duda Mendes, primo de Chico Mendes, observa que se a luta de seu primo não fosse continuada pelos governos de Jorge Viana, Binho Marques e Tião Viana, era provável que o seringal tivesse se tornado pasto de boi e a comunidade estaria nas ruas da cidade mendigando.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Acre, Naza Mendes, emocionou-se ao agradecer os investimentos que estão surgindo na região e as oportunidades de renda para a comunidade. Ela confirma o que Duda Mendes disse. “Com certeza, isso tudo que vemos aqui hoje teria virado pasto de boi não fosse o trabalho que o governo faz. Nós somos muito gratos. O turismo aqui é importante para nós. A gente tem certeza de que com esse turismo vai ter muita renda para a região”, finaliza.

"O turismo aventura é um dos melhores itens de desenvolvimento da economia do mundo e aqui nós só tínhamos opções de turismo contemplativo, mas agora ampliamos", disse o governador Tião Viana (Gleilson Miranda/Secom)

"O turismo de aventura é um dos melhores itens de desenvolvimento da economia do mundo, e aqui nós só tínhamos opções de turismo contemplativo, mas agora ampliamos", disse o governador Tião Viana (Gleilson Miranda/Secom).

Reserve já seu passaporte aventura

Aos interessados em conhecer o Seringal Cachoeira e desfrutar muita aventura no Circuito de Aventura Chico Mendes em plena floresta amazônica, a pousada disponibiliza três tipos de passaporte.

Passaporte Verde – Inclui arvorismo acrobático, arvorismo contemplativo e tirolesa (R$ 70 por pessoa)

Passaporte Vermelho – Inclui rapel (R$ 50 por pessoa)

Passaporte Azul - Inclui ascensão, arvorismo contemplativo e tirolesa (R$ 30 por pessoa).

Para fazer sua reserva e verificar a disponibilidade de horários, basta entrar em contato com a Pousada Ecológica Cachoeira por e-mail (pousadaseringalcachoeira@gmail.com) ou pelo telefone (68) 9947-8399.

Os interessados também por entrar em contato com a Secretaria de Turismo do Acre (Setul) pelos telefones (68) 3901-3020 ou (68) 3901-3022.

Corneta FC

Confira.

domingo, 1 de abril de 2012

Novas cruzadas, guerras vetustas

José Cláudio Mota Porfiro

Bebé Cardoso é mais um jovem navegador dos rios da Amazônia dentre os muitos que conheço. Em Xapuri, ele me passou o Jornal do Comércio, de Belém, datado de há mês e meio. Por aqui, pode-se dizer até que tais notícias são fresquinhas, tendo em vista as sempre justificadas distâncias amazônicas de Deus meu.

Agora, enquanto a chuva fina e constante cai lá fora, aqui, nos amplos aposentos cedidos pelos donos do Seringal Boca do Lago, a rede cearense quadriculada vai e vem no compasso do pé que a impulsiona ao toque na parede. Não há muito que fazer. Ainda de chegada, em poucas semanas, consegui colocar todos os números do negócio em dia e do meu jeito. Com as cadernetas dos seringueiros atualizadas e o borrador também, o livro caixa é apenas consequência do trabalho anterior. É esta uma época em que todas as atividades do negócio da seringa ficam paradas, afora algumas raras anotações nas contas de alguns fregueses que se encorajam pelos varadouros, muitas vezes a nado, em busca de querosene ou sal, no mais das vezes.

Fazendo uma espécie de balanço dos habitantes da terra, observo que uns vieram para o Acre de muitíssimo longe, do Oriente Médio, Síria e Líbano, e até do Extremo Oriente, Japão. Outros vieram de onde o vento perdeu a curva, da velha Europa, principalmente de Portugal. Eu vim de casca de alho, da Serra do Baturité, no Ceará. Fazemos todos parte de um grande grupo que, segundo penso, são os novos cruzados em épocas também tão difíceis quanto na Idade Média. Todos estão muito distantes de casa. Uns poucos haverão de voltar a ver os seus. Outros jamais terão essa ventura. Voltarão ao pó da terra porque é assim mesmo a vida segundo as regras brutais da natureza.

O Jornal do Comércio está repleto de notícias da guerra já declarada e conflagrada. O mundo, lá fora, está em polvorosa. A Europa está fumegante. Os americanos estão de sobreaviso. A tendência é que o todo-poderoso exército dos Estados Unidos despeje suas bombas sobre a cabeça de Adolf Hitler, o grande encrenqueiro que fustiga o mundo com a sua megalomania compulsiva e beligerância arraigada que partem de um temperamento extremamente patriótico. Um fanático a mais na cabeça de um doido sem emoção e sem razão.

Estou realmente muito longe dos acontecimentos. Getúlio Vargas, o nosso presidente, ainda não foi instado a tomar uma posição, se bem que se trate de um ditador que, em alguma medida, lembra o louco que lidera os italianos, Benito Mussolini, e este é já aliado declarado do alemão de bigodinhos à moda de Cantinflas. Talvez por isso umas recordações me vêm à memória. Há uns poucos anos, alguns milhões de jovens foram jogados na vala comum de cadáveres não identificados pela mesma loucura alemã. E agora, o que virá quando a paz for restabelecida, se é que um dia será? Depois de tudo, o que poderá de fato acontecer ao mundo e ao ser humano sempre beligerante?

É claro que ninguém duvida que a Alemanha, o Japão e a Itália são os agressores reais. Os que estão sendo arrastados à guerra contra esses três não querem o conflito e a maioria tem feito o que pode para evitá-lo. A pergunta mais simples sobre o que ou quem causou a guerra se resume em duas palavras: Adolf Hitler.

As respostas e perguntas históricas não são, claro, tão simples. A situação mundial criada pela Primeira Guerra é muito instável, sobretudo na Europa. Não se espera que a paz dure. A insatisfação não se restringe apenas aos derrotados, embora estes, notadamente a Alemanha, sintam que têm razões de sobra para os ressentimentos. Todos os partidos alemães, dos comunistas na extrema esquerda aos nacional-socialistas de Hitler na extrema direita, não aceitam os termos do Tratado de Versalhes. Os derrotados, Rússia e Turquia, estão preocupados com as suas questões internas, incluindo a defesa das fronteiras. Mesmo os vencedores, como o Japão e a Itália, estão insatisfeitos porque os apetites imperiais excedem o poder real dos seus estados e dos seus exércitos. Eles sonham mais que as suas reais possibilidades permitem. O mundo não nasceu para ter um dono. É o que o senso comum de todos apregoa.

Se um lado claramente não quer o conflito, o outro o glorifica e o deseja avidamente. Mas os agressores  -  Alemanha, Itália e Japão  -  também não querem a guerra que chamaram para si, num momento perigoso e contra pelo menos alguns dos inimigos com os quais se veem, agora, obrigatoriamente, prestes a entrar em luta, a sangue e a fogo.

Interessante é notar que, quando tentamos analisar um fato à luz da ciência histórica, temos o costume de nos refugiar no passado. Mas o passado, hoje aqui revisto, remonta tão somente à Primeira Guerra, há duas décadas, uma sequência de atos tresloucados de homens indiferentes ao devir da Humanidade. Está ainda muito presente em nós esse ontem tão próximo onde teríamos pensado encontrar o começo e o fim da História. Agora, já creio que, na realidade, ocorre o inverso: a História começa hoje e continua amanhã.

Enfim, posso dispor de dias e noites inteiras para pensar sobre as possibilidades de o conflito tornar-se mundial e, inclusive, envolver o Brasil.

Ah! E os cearenses? Mais uma vez eles estarão agindo em defesa da Pátria, como fizeram no tempo da Guerra do Paraguai, onde foram os grandes heróis logo esquecidos de uma vez por todas. Como os que estão aqui, na Amazônia, muito mais para morrer em defesa da causa capitalista, que para viver por viver, lamentavelmente.

Penso mais uma vez na fímbria de um europeu, o Padre Felipe Gallerani, um italiano cheio de boa vontade para com o Brasil e, mais especificamente, para com o povo do Acre... E pensar que esses novos romanos sem tostão e sem cobre estão vindo para estes rincões nacionais desde o final do século passado e já contam com uma população de mais de quinze mil almas que também sofrem por estes desvãos brasileiros tão inóspitos.

E a essas moças católicas que no Acre compõem uma célula da Ordem das Servas de Maria Reparadoras, as homenagens e os agradecimentos poderão ser feitos solenemente, já, a partir de agora. Elas praticam a caridade num momento célebre em que a humanidade tresloucada banalizou o desapego e a morte.

Constantina Gian, Ester Bressan, Margarida Dameto, Mercedes Andreello, Rosária Vettorato e Augusta Franceschi são as pioneiras e heroínas de um Brasil distante e desconhecido que para cá vieram para fazer a caridade tão importante entre os católicos. Algumas são bem novas ainda, mas demonstram um ímpeto e uma força indescritíveis.

Em Xapuri, as irmãzinhas, como Cruzadas de um novo tempo, chegaram trazendo a cruz de Cristo em uma bandeira de luta que significa um melhor futuro para toda a comunidade. Elas cuidam de doentes e idosos em um hospital ainda em fase de implantação. Há o curso primário oferecido no Colégio Divina Providência. Já no próximo ano, haverá também o ginasial.

Há uma horta enorme de onde tiram o alimento para si e para as estudantes internas  -  órfãs  -  filhas de seringueiros já falecidos. Há uma pequena roça onde plantam feijão, milho, arroz e macaxeira. As mãos, antes delicadas, são grossas pelo contato com a enxada. E há uma alegria de viver e de rezar que toca os poucos mais sensíveis.
A maioria delas veio da região de Bologna, Itália, onde deixaram familiares convictos de que dificilmente voltarão a vê-las. É o sacerdócio a falar mais alto. É a palavra de Deus vivificada pelo amor devotado por essas heroínas aos semelhantes.

Entre a população xapuryense, as missionárias vieram para trabalhar no campo da educação, transmitindo cultura formal e, no campo da saúde, contribuindo com a sua capacidade técnica profissional, como enfermeiras, no atendimento aos doentes do hospital local. Em síntese, o projeto para Xapuri, desde os primeiros tempos, foi fundar um colégio feminino e assumir a direção do hospital que se encontrava sob a responsabilidade dos maçons.

Estas duas atividades sempre foram uma aspiração do Padre Felipe Gallerani que, desde o início da década de 1920, assumira aquela paróquia. Estivera esperando momento propício para solicitar religiosas que pusessem em prática a sua antiga aspiração.

E os demais, os que vieram para as lavouras de café no sudeste e sul do Brasil? É uma epopeia a travessia do Atlântico em navios miseráveis. É um feito digno de menção a vinda dos italianos famintos para o Brasil, num momento (aquele) em que a Itália fervilhava tentando solidificar a sua unificação pelos esforços do rei Vitor Emanuel e do bravo Garibaldi, principalmente.

Naquela época e por quase todo o século vinte, a maioria dos utopistas, como eu, estavam convencidos de que em breve enforcariam o último padre com as tripas do último rei, numa alusão ao Manifesto Comunista, de Karl Marx.

Um certo pensador chinês deixa-nos bem escrito que a história humana é o resultado do conflito dos nossos ideais com as realidades, e a acomodação entre os ideais e as realidades determina a evolução peculiar de cada nação. Muitos pensam em melhorar o planeta para si. Raros são aqueles que trazem na mente e no coração a vontade de fazer um mundo melhor para todos.

Estamos em inícios de abril e as coisas mudaram muito pouco. O rio continua lá em cima, beirando o barranco. Dizem alguns que em poucos dias haverá vazante.

A chuva da tarde se prolongou até altas horas da noite. Pela manhã, uns pingos fininhos continuam fazendo a parte da natureza que constrói e reconstrói a Amazônia a cada estação de cada ano. Ontem, eu pensei muito nas questões que envolvem o mundo e a humanidade. Hoje, não me sai do pensamento a família que está em Belém.

Era como se estivesse adivinhando. Ao meio dia, encostou ao portinho um pequeno vapor Amazon River carregado de uma miscelânea incontável de produtos destinados às Lojas Limitada, de Adão Galo e Filhos.

Do alto do convés, em sotaque espanhol bastante carregado, o comandante Juan de Dios Urtado grita:

- Carta para o senhor Melchíades!

Carpegiane

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Ele se diz flamenguista e tem nome que homenageia um ex-jogador rubro-negro, mas a imagem não mente. A namorada também não nega a simpatia pelo Flusão. Fico feliz pela sinceridade.

sábado, 31 de março de 2012

Hospital Epaminondas Jácome

Ministério Público ajuíza Ação Civil Pública para buscar melhorias no hospital de Xapuri

Na ação, a promotora de justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel requereu melhorias na unidade de saúde, uma vez que as adequações realizadas foram consideradas insuficientes para atender a real necessidade da população do município.

Diana Soraia solicitou uma inspeção judicial a fim de verificar as verdadeiras condições da casa de saúde. A vistoria ocorreu no dia 29 de março de 2012 e contou a com a presença do juiz da comarca de Xapuri, Luís Gustavo Alcalde Pinto, do procurador do Estado do Acre, Francisco Armando de Figueiredo Melo, representando a parte ré, do 2º secretário do Conselho de Medicina do Estado do Acre (CRM/AC), Antônio Herbert Militão, e da diretora geral do hospital, Maria Edwiges Farias da Silva.

A vistoria foi realizada em todos os ambientes do hospital, sendo registrada por fotografias. Ao final, foi solicitado ao representante do CRM, num prazo de 30 dias, um relatório técnico sobre as reais condições da Unidade de Saúde.

As informações são do portal do Ministério Público do Acre.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Turismo

Governo inaugura circuito de turismo de aventura em Xapuri

Além de trilhas para caminhada e cicloturismo o circuito vai oferecer tirolesa, arvorismo e rapel Além de trilhas para caminhada e cicloturismo o circuito vai oferecer tirolesa, arvorismo e rapel (Divulgação)

O Seringal Cachoeira vai ganhar um novo atrativo. No sábado, 31, o governo do Estado, através da Secretaria de Turismo e Lazer (Setul), vai inaugurar, a partir das 10 horas, na pousada ecológica que funciona no local, o Circuito de Aventura Chico Mendes.

A novo circuito foi montado em bosque primário, exemplo de manejo florestal sustentável, e tem 623 metros de extensão e 25 metros de altura. O visitante poderá desfrutar de atividades como arvorismo acrobático e contemplativo, rapel, ascensão em árvores, tirolesa, cicloturismo e caminhada.

As atividades que integram o circuito foram montadas próximas à sede da Pousada Ecológica Seringal Cachoeira, erguida em 2007 pelo governo do Estado. O local oferece um cenário repleto de belezas naturais e uma infraestrutura composta por três chalés, dois belichários, restaurante, salão de eventos, estacionamento, piscina, lago com passarela, decks de contemplação e trilhas ecológicas.

Leia mais na Agência de Notícias do Acre.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A oposição e o seu realismo nada fantástico

Leonildo Rosas

“Eu Não Vim Fazer Discurso” é um livro que reúne várias manifestações públicas do escritor colombiano Gabriel García Marquez. Os textos são ótimos, mas um deles, produto de um discurso feito em Caracas, capital da Venezuela, em maio de 1970, chamou a minha atenção por ser comparado ao realismo fantástico que alguns políticos, setores da imprensa e minúsculos segmentos tentam fazer a população acreana crer.

García Marquez falou sobre uma ideia que tinha em mente e que poderia ser transformada em um livro. Não posso afirmar se o livro de fato saiu.

Segundo ele, o enredo aconteceria num pequeno povoado, onde uma velha senhora teria dois filhos - um de dezessete anos e outros de quatorze.

Certo dia, ao acordar, a mulher teria dito:

- Não sei, mas amanheci com o pensamento de que alguma coisa muito grave vai acontecer neste povoado.

Os filhos riram e saíram. Um deles foi jogar bilhar, e, na hora que ia fazer uma jogada simples, um adversário provocou:

- Aposto um peso como você não consegue. Todos riram, ele riu, mas não conseguiu efetuar a jogada.

O filho pagou a aposta e ouviu a pergunta:

- O que será que aconteceu, se era uma jogada tão simples?

Ele respondeu:

- É verdade, mas fiquei preocupado com o que a minha mãe me disse essa manhã sobre alguma coisa grave que vai acontecer neste povoado.

O que ganhou a aposta voltou para casa e disse para seus familiares:

- Ganhei esse peso de maneira mais simples porque ele é um bobão.

Sua mãe perguntou:

- Bobão por quê?

A resposta:

- Ora, porque não conseguiu fazer uma jogada simples, estorvado de preocupação porque a mãe dele amanheceu hoje com a ideia de que alguma coisa muito grave vai acontecer neste povoado.

Então a mãe diz:

- Não deboche dos pressentimentos dos velhos porque às vezes acontecem.

Outra parente que ouviu a conversa saiu para comprar carne e disse ao açougueiro:

- Quero meio quilo de carne.

No momento em que ele estava cortando, ela acrescentou: - Ou melhor, me dê logo um quilo, porque estão dizendo por aí que alguma coisa grave vai acontecer, e é melhor estar preparada.

O açougueiro entregou a carne e quando chegou outra senhora para comprar meio quilo, disse:

- É melhor levar um quilo porque o pessoal está dizendo que alguma coisa grave vai acontecer, e está todo mundo se preparando, comprando coisas.

Então a mulher respondeu:

- Tenho vários filhos; olha aqui, é melhor me dar logo dois quilos.

Em meia hora o açougueiro vendeu todo o estoque, matou outra vaca, vendeu tudo, e o rumor foi aumentando.

Até que chegou o momento em que todos do povoado ficaram esperando que alguma coisa acontecesse. As atividades foram paralisadas e, de repente, às duas da tarde fez o calor de sempre. Alguém comentou:

- Vocês estão percebendo o calor que está fazendo?

- Mas aqui sempre fez calor, disse outro.

Uma terceira pessoa arrematou:

- Mesmo assim nunca fez tanto calor a essa hora.

No povoado, na praça deserta, baixou de repente um passarinho, e correu a voz:

- Tem um passarinho na praça.

E todo mundo foi, espantado, ver o passarinho.

- Mas, meus senhores, sempre houve passarinhos que pousam na praça.

- Pois é, mas nunca nessa hora.

A tensão no povoado aumentou e, como não podia deixar de ser, cresceu o desespero para ir embora, mas ninguém tinha coragem.

- Eu, sim, sou muito macho, gritou e um deles, e vou embora.

O corajoso pegou seus móveis, seus filhos, seus animais, meteu tudo numa carreta e atravessou a rua principal onde o pobre povo ficou vendo aquilo. Até o momento em que disseram:

- Se ele se atreve a ir embora, pois nós também vamos. E começaram a desmontar o povoado. Levaram embora as coisas, animais, tudo.

Um dos últimos a abandonar o povoado disse:

- Que não venha uma desgraça cair sobre o que sobra da nossa casa. E então incendiou a casa, e outros incendiaram outras casas.

Todos fugiram. No meio deles ia a senhora que tivera o presságio, clamando: - Falei que alguma coisa muito grave iria acontecer e disseram que eu estava louca.

A história contada há quase 42 anos parece muito com o comportamento da oposição no Acre. Sem rumo, sem proposta e sem credibilidade, os opositores apostam nos rumores, boatos e mentiras para tentar plantar o sentimento de que algo muito grave acontece no Estado.

Diariamente, eles trabalham para proclamar um caos que não existe, esquecendo-se, propositalmente, dos avanços experimentados no Acre nos últimos anos.

Sob a governança da Frente Popular, o Acre ganhou um rumo. Passou estar afinado com a boa política e a diminuir o fosso histórico entre o real e o discurso.

Citando outra obra de García Marquez, o Acre rompeu mais de 100 anos de solidão e de descompasso patrocinado por políticos que se preocupavam muito mais com os seus negócios particulares do que com o bem-estar da sociedade.

Agora, no ano em que completa 50 anos como Estado, o Acre vive um novo tempo. As perspectivas são as melhores. Chegou o momento da afirmação econômica com combate às desigualdades.

O governador Tião Viana terminou o primeiro ano de mandato com aprovação popular invejável. Conseguiu ampliar o diálogo com os diversos setores e demonstra a cada ação que fez a opção pelos mais humildes.

Os desafios são grandes. Mas estão longe do realismo fantástico pregado pela oposição.

Ninguém que sair e ir embora. O momento é de continuar a construção à altura dos nossos sonhos.

Ninguém veio apenas para fazer discurso. A população acreana está vendo e aprovando.

O jornalista Leonildo Rosas é Secretário de Comunicação do Governo do Acre.

No atacado

Operação da Polícia Civil prende 12 por tráfico em Xapuri

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Batizado de “Operação Chapurys”, um trabalho de investigação da Delegacia de Repressão ao Entorpecente (DRE) que durou cerca de 2 meses colocou atrás das grades 12 pessoas acusadas de envolvimento com o tráfico de drogas no município de Xapuri.

Sete dos indivíduos foram surpreendidos no amanhecer desta quinta-feira (29) por um efetivo de 36 agentes de várias delegacias coordenados por 3 delegados, que cumpriram 7 mandados de busca e apreensão expedidos pela justiça.

Os delegados de polícia Thiago Fernandes Duarte e Pedro Paulo Buzzolin, da DRE, e o titular da Delegacia Geral de Xapuri, Antônio Carlos Marques Mello, foram os responsáveis pelo ponto alto da ação deflagrada na manhã desta quinta-feira.

O secretário da Polícia Civil, Emylson Farias, acompanhou in loco a atuação de repressão ao tráfico no município de Xapuri, cidade natal do chefe de polícia. De acordo com ele, o Estado permanece firme e atento ao combate a este tipo de crime no Acre.

“Essa área não permite que a gente durma. É preciso estar vigilante em todos os níveis da segurança pública e a operação Chapurys, que faz alusão a uma histórica tribo indígena que povoou essa região do Estado é um exemplo”, afirmou o secretário.

Os acusados presos nesta quinta-feira são: Jardel Figueira Gadelha, 28 anos, José Roberto Silva do Nascimento, 33 anos, Marivânia Mendes Soares, 52 anos, Fábio Leite de Lima, 21 anos, Thiago Lima do Nascimento, 26 anos, Elivan da Silva, 30, anos e André Douglas de Lima, 33 anos.

André Douglas de Lima é apontado pela polícia o líder do grupo preso nesta manhã. Ele é considerado o coordenador de um esquema minucioso que envolve o transporte da droga para Xapuri, a preparação para a venda e a distribuição na cidade.

O delegado de Xapuri Antônio Carlos Marques Mello, disse aos jornalistas que cobriam a ação da polícia que essas prisões representam um duro golpe para o tráfico no município, que trará, consequentemente, um momento de muita tranquilidade para a população.

“A droga vai continuar existindo, mas temos a convicção de que um golpe duro foi aplicado contra esses indivíduos que alimentam a rede de tráfico região, tirando a paz das pessoas e refletindo em vários outros tipos de delitos”, destacou o delegado.

O delegado Thiago Fernandes, que foi titular em Xapuri até setembro do ano passado, afirmou que o sucesso da Operação Chapurys se deveu principalmente à parceria entre a Delegacia de Repressão ao Entorpecente e a Delegacia Geral de Xapuri.

“O trabalho conjunto, planejado e colocado em prática de maneira eficiente sempre renderá resultados positivos como esse em que a população pode respirar aliviada de se ver livre se sujeitos que se ocupam dessa atividade tão danosa para a sociedade”, frisou.

Durante entrevista ao programa Espaço do Povo, da Rádio Educadora de Xapuri, o secretário da Polícia Civil do Acre, Emylson Farias, disse que ações desta natureza irão ocorrer com bastante frequência no interior e na capital.

“Trata-se de uma determinação do governador Tião Viana para que não sejam medidos os esforços para tornar cada vez mais forte as ações concernentes a Segurança Pública, especialmente o combate ao tráfico”, observou.

Farias lembrou outras operações da polícia, que resultaram em diversas prisões e apreensões em todo Acre. Ele enfatizou que somente este ano a DRE já apreendeu mais 160 quilos de drogas, quantidade que já supera o que foi aprendido nos anos de 2009 e 2010.

O secretário também ressaltou a importância do Programa Ruas do Povo pelos diversos benefícios que produz à sociedade, entre os quais o de tornar possível o acesso da polícia em lugares onde não era possível a entrada de viaturas.

As imagens que ilustram o post são de Pedro Paulo, da Assessoria da Polícia Civil.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Camiseta do Braga

Camiseta Hino Acreano

“Só tá faltando tu comprar a minha camiseta com o hino acreano. Oferece pro João Garrinha. Eu tô morando no interior do Rio e, sem emprego, tô vendendo camisetas pela internet para os amigos. Você deposita 50 reais e eu mando imprimir em Rio Branco, na Ponto Sem Nó, e mando entregar aonde você estiver”.

Tá dado o recado. Quem quiser adquirir a camiseta do Braga é só entrar em contato pelo meu e-mail, que está ali ao lado, que dou as coordenadas. O cartunista Braga escreve e desenha aqui.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Genial

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial.

Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.

Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas. Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.

Esse monólogo é uma das mostras da genialidade de Chico Anysio, o maior humorista do Brasil.

domingo, 25 de março de 2012

Decibéis e desrespeito

Nada contra cavalgadas ou demais eventos do gênero, como o que foi organizado no último final de semana, fazendo parte da programação dos 107 anos da fundação de Xapuri. O problema do qual este post vai tratar é a imensa falta de respeito que parte dos proprietários de carros dotados de potentes equipamentos de som, que a pretexto de ocasiões como a acima citada, perturbam a ordem e roubam paz dos cidadãos que se reservam ao direito de ficar em casa.

Talvez seja hora de lembrar aos perturbadores da tranquilidade que o artigo 42 da Lei de Contravenções Penais, no capítulo referente à paz pública, assevera que perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheio, com gritaria ou algazarra, abusando de instrumentos sonoros, prevê pena de detenção que vai de 15 dias a três meses ou multa. Talvez também esteja na hora de se exigir com mais rigor que nossas autoridades façam valer a lei, para o bem da população.

Tornou-se fato corriqueiro em Xapuri essa prática desrespeitosa sem que ninguém tome providências. Não há qualquer fiscalização por parte dos órgãos ambientais. Quanto à polícia, esta só se manifesta mediante denúncias ou reclamações, mas não resolve o problema, não aplica a lei. Os responsáveis pelos abusos não respeitam a legislação exatamente porque não são apresentados a ela, não são levados à delegacia, não são colocados na frente de um juiz.

Na noite do último sábado (24), até por volta de 1 hora da madrugada, moradores da rua Cel. Brandão ficaram impossibilitados de assistir televisão, ler ou conversar; tiveram cerceado o seu direito sagrado ao sossego e ao sono em razão das pancadas que vinham de alto-falantes de potentes sons automotivos instalados em carros que iam e vinham em níveis ensurdecedores, certamente dirigidos por motoristas alucinados pelo álcool ou coisa pior. 

Faz algum tempo que sugeri aos vereadores de Xapuri propor uma lei municipal que regulamentasse a exploração dos serviços de propaganda volante, que funcionam na atualidade sem nenhum tipo de controle do poder público municipal, causando danos à saúde da população por conta do alto índice de poluição sonora que produzem. A mesma lei poderia enquadrar quem se aproveita de ocasiões festivas para atormentar os vivos e os mortos.

A necessidade de se disciplinar o uso de atividades sonoras em Xapuri é urgente. Nenhum cidadão pagador de impostos é obrigado a suportar o nível de ruído produzido por alguns veículos que abusam da poluição sonora, mesmo aqueles que fazem propaganda de lojas comerciais ou divulgação de eventos sem nenhum respeito a horário, local e ouvidos do povão.

É inadmissível que esses carros continuem a perturbar a paz e a tranquilidade da população, soltando seus decibéis até mesmo antes das 8 horas da manhã e depois das 5 da tarde. Também não é aceitável que deixem de guardar a distância regulamentar para escolas e hospitais, como tem ocorrido com frequência.

Pesquisando na internet, encontrei uma proposta de lei aprovada pela Câmara Municipal de Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo, que pode muito bem servir de orientação a quem, na Câmara de Xapuri, possa se interessar pelo assunto. Clique aqui para visualizar.

sábado, 24 de março de 2012

O adeus ao mestre

Morto ontem após meses de internação, Chico Anysio criou 209 personagens, muitos inesquecíveis, ao longo de 65 anos de carreira.

Chico Anysio

“Não tenho medo de morrer. Só acho uma pena, quando ainda tenho tanta coisa a fazer. Mas não posso lutar contra o inevitável”

Duzentos personagens, oito filhos, seis mulheres, várias declarações polêmicas, muita vontade de ajudar quem sempre viveu do humor, alguns desafetos no percurso, mas também gerações influenciadas por ele e um país de admiradores ao longo de 65 anos de carreira. Chico Anysio se vangloriava de ser nordestino, daqueles que não fogem à luta. E foi assim até o fim.

Maior humorista da TV brasileira, ele não se rendeu facilmente e, nos últimos três meses, travou um batalha pela vida, mas não resistiu. Chico morreu ontem, aos 80 anos, no Hospital Samaritano, em Botafogo, no Rio. “Não tenho medo de morrer. Só acho uma pena, quando ainda tenho tanta coisa a fazer, para ver, tanto filho para ajudar, tanto neto. Mas não posso lutar contra o inevitável”, disse Chico, em maio de 2011.

No começo do ano passado, o artista teve problemas cardiorrespiratórios e ficou no hospital por quase quatro meses. Durante os 110 dias, o humorista esteve por 78 deles num CTI, sendo que em coma induzido por 22. Chico se recuperou a tempo de comemorar seus 80 anos em casa, no dia 12 de abril de 2011.

A ideia inicial de Chico era estudar para ser advogado, mas a veia cômica e a necessidade de trabalhar mudaram seus planos. Ao longo da vida assumiu a identidade de dezenas de personagens – a citar, Professor Raimundo, Bozó, Painho, Coalhada, Alberto Roberto, Justus Veríssimo, Salomé, Bento Carneiro, Pantaleão, Nazareno, Haroldo e Azambuja, entre tantos outros. Nas suas contas, foram 209 personagens.

Ele se casou seis vezes – entre elas com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello. Ele deixa a mulher Malga di Paula e os filhos Lug de Paula, Nizo Neto, Rico Rondelli, André Lucas, Cícero Chaves, Bruno Mazzeo, Rodrigo e Vitória. A TV Globo reexibe hoje à noite o programa “Chico & Amigos”. No especial, Chico interpreta personagens que marcaram sua carreira. (Agências O Globo e Estado)

Carreira inclui programas no rádio e na TV, livros, música e filmes

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho nasceu em 12 de abril de 1931, em Maranguape, no Ceará. De família rica, seu pai tinha cinco filhos: Elano, Lupe, Lilia e Zelito, além do próprio Chico. Um incêndio mudou o destino da família, que perdeu todo o patrimônio. Aos oito anos, Chico se mudou com os parentes para o Rio.

A carreira começou na Rádio Guanabara. Tornou-se vascaíno, só para contrariar, porque o pai era botafoguense e eles moravam perto do Fluminense, o clube, onde fez amigos, cresceu e jogou bola à vontade. Até o dia em que, esperado para uma partida, foi em casa buscar o tênis e deu de cara com a irmã Lupi, que saía para fazer um teste na Rádio Guanabara. “Vou junto”, disse Chico. Aprovado nos testes para radioator e locutor, dizia sempre que tinha virado ator porque esquecera o tênis.

Morre Chico Anysio - Morreu nesta sexta-feita o humorista Chico Anysio. Dono de um repertÃ?rio extremamente variado, o cearense Francisco AnÃ?sio de Paula Ã? considerado um dos grandes nomes da histÃ?ria do humor brasileiro. Na foto, o humorista em 23/01/1973 no programa Chico City, na TV Globo. Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo

Com a fama no rádio, o humorista migrou para a TV e passou mais de 30 anos na Globo

Morre Chico Anysio - Morreu nesta sexta-feita o humorista Chico Anysio. Dono de um repertÃ?rio extremamente variado, o cearense Francisco AnÃ?sio de Paula Ã? considerado um dos grandes nomes da histÃ?ria do humor brasileiro. Na foto, o humorista em 23/01/1973 no programa Chico City, na TV Globo. Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo

Na TV, comandou programas como o “Chico City”  e “Chico Total”

Àquela altura, Chico já havia vencido vários concursos de calouros graças ao talento de imitar vozes famosas, entre locutores e artistas. Passou ainda pela Rádio Mayrink Veiga. Ao mesmo tempo atuou em atrações estreladas por Haroldo Barbosa, Antônio Maria e Sérgio Porto, entre outros. Com a fama no rádio, nada mais natural do que migrar para a TV, onde atuou em programas de humor como “Noites Cariocas”, “O Riso é o Limite” e “Praça da Alegria”.

O diretor Carlos Manga, para quem Chico Anysio já havia escrito 18 chanchadas da Atlântida, aproveitou o surgimento do videotaipe e propôs ao humorista gravar um programa com seus personagens. Surgia aí o “Chico Anysio Show”. Na TV, Chico Anysio passou também pela TV Excelsior e Record, como uma das estrelas dos programas “Essa Noite se Improvisa” e “Vamos Simbora”, com Wilson Simonal.

Chico também escreveu livros, era pintor e compôs várias músicas, muitas delas registradas por Dolores Duran. Com Arnaud Rodrigues, formou a dupla Baianos e Novos Caetanos, e gravou um disco. O humorista estava na TV Globo há mais de 30 anos, onde comandou “Chico City”, “Chico Anysio Show”, “Chico Total”, “O Belo e as Feras” e “A Escolinha do Professor Raimundo”. Como ator, fez participações especiais na minissérie “Engraçadinha” e no filme “Tieta”. Entre as novelas em que atuou na TV Globo estão “Feijão Maravilha” (1979), “Terra Nostra” (1999), “Sinhá Moça” (2006), “Pé na Jaca” (2006), e “Caminho das Índias” (2009).

Em dezembro de 2009, a direção da Globo se rendeu ao mestre e lhe abriu uma vaga no calendário de especiais de fim de ano com o “Chico & Amigos”, que será reexibido hoje à noite. Por cerca de uma hora, personagens das mais diversas etnias, estirpes e épocas se encontraram, todos na pele de Chico. O especial fez eco e a Globo resolveu resgatar Chico para o “Zorra Total”.  (Agências O Globo e Estado)

Personagens memoráveis

Morre Chico Anysio - Morreu nesta sexta-feita o humorista Chico Anysio. Dono de um repertÃ?rio extremamente variado, o cearense Francisco AnÃ?sio de Paula Ã? considerado um dos grandes nomes da histÃ?ria do humor brasileiro. Na foto, o humorista em 23/01/1973 no programa Chico City, na TV Globo. Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo

Professor Raimundo

O personagem, conhecido pelo gesto que acompanhava o bordão “E o salário, ó...”, foi criado em 1950, quando Chico trabalhava na rádio Mayrink Veiga. Muito imitada, “A Escolinha do Professor Raimundo” foi quadro de diversos programas humorísticos até 1990, quando ganhou seu próprio programa na Globo.

Pantaleão

Com um visual inspirado no imperador Dom Pedro II, usando óculos com uma das lentes escuras, é um aposentado que vive em sua cadeira de balanço, na companhia de Dona Terta, sua esposa, e Pedro Bó, menino que decidiu criar. Adora contar “causos” – todos ocorridos em 1927. Ficou marcado pelo bordão “É mentira, Terta?”

Azambuja

Típico malandro carioca, já foi jogador do time de Bonsucesso e arriscou-se por um tempo como cantor. Eterno desempregado, vive de aplicar pequenos golpes.

Popó

Museólogo aposentado, Apolônio Pandolé nasceu no dia 29 de fevereiro e só faz aniversário de quatro em quatro anos. Ele diz ter vivido com pessoas que nasceram há mais de 300 anos. Ninguém acredita, mas a verdade é que, apesar de afirmar ter 91 anos, Popó tem 364. Vive brigando com seu amigo Alpamerindo, a quem sempre diz “Você é idiota! Você é idiota!”.

Morre Chico Anysio - Morreu nesta sexta-feita o humorista Chico Anysio. Dono de um repertÃ?rio extremamente variado, o cearense Francisco AnÃ?sio de Paula Ã? considerado um dos grandes nomes da histÃ?ria do humor brasileiro. Na foto, o humorista em 23/01/1973 no programa Chico City, na TV Globo. Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo

Tim Tones

Sátira aos pastores evangélicos cujo único interesse é arrecadar ofertas, o nome do personagem faz referência a Jim Jones, fanático religioso norte-americano que organizou um suicídio em massa. Tim Tones enriqueceu com sua família por meio de uma falsa seita criada por ele, cujo bordão mais marcante é “Podem correr a sacolinha”. Mais atual impossível.

Haroldo

Ex-personal trainer homossexual, ele tenta de toda forma passar a imagem de heterossexual e atrair mulheres, mas é sempre lembrado pelo amigo Leon de seu codinome do passado: Luana.

Justo Veríssimo

O deputado federal pernambucano  é um político corrupto que só pensa em se arrumar e odeio pessoas de classe social mais baixa. Ficou conhecido pelos bordões “Tenho horror a pobre!” e “Quero que pobre se exploda!”.

Bozó

Sérgio Dias Magalhães Marinho, nome completo do personagem, dizia trabalhar na Rede Globo para se dar bem.

Bento Carneiro

Valdevino Bento Carneiro é um vampiro brasileiro que se apresenta como “aquele que vem do aquém do além, adonde véve os mortos”. Com um sotaque caipira, sempre acompanhado de seu assistente Calunga (interpretado por Lug de Paula, filho de Chico), nunca consegue assustar ninguém. Ao contrário: é um vampiro medroso. Sua frase célebre é “Minha vingança sará maligrina”.

Morre Chico Anysio - Morreu nesta sexta-feita o humorista Chico Anysio. Dono de um repertÃ?rio extremamente variado, o cearense Francisco AnÃ?sio de Paula Ã? considerado um dos grandes nomes da histÃ?ria do humor brasileiro. Na foto, o humorista em 23/01/1973 no programa Chico City, na TV Globo. Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo

Salomé

Idosa gaúcha , foi professora do presidente Figueiredo e sentia-se no direito de ligar para ele, a quem chamava de guri, para fazer sérias cobranças. Seu bordão era “Eu faço a cabeça do João Batista ou não me chamo Salomé”, brincando com o nome dos personagens bíblicos.

Fonte: agazetaonline.

Etapa final

Programa Ruas do Povo avança em Xapuri

O diretor-presidente do Depasa, Gildo César, explicou que serão pavimentadas 42 ruas de oito bairros (Sérgio Vale/Secom)

Da Agência de Notícias do Acre.

Na semana em que Xapuri, a princesinha do Acre, completa 107 anos de fundação o Governo do Estado lança a etapa final do programa Ruas do Povo no município. Isso significa dizer que até o final deste ano a cidade terá todas suas ruas pavimentadas.

A garantia de que o trabalho será executado e as ruas serão entregues à população foi dada pelo governador Tião Viana e pelo diretor do Depasa (Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento), Gildo César, no entardecer desta sexta-feira, 23.

Gildo César explicou que serão pavimentadas 42 ruas de oito bairros: Laranjal, Braga Sobrinho, Aeroporto, Sibéria, Constantino Melo Sarkis, Raimundo Hermínio de Melo, Centro e Pantanal. Para isso, serão investidos cerca de R$ 6 milhões nesta última fase do Ruas do Povo em Xapuri. O diretor do Depasa afirma que o Governo está cumprindo o que foi acordado em 2011 quando o governador garantiu àquela comunidade que todas as ruas de Xapuri estariam pavimentadas.

“Estamos iniciando aqui a última etapa. Em 2011 fizemos o investimento inicial de R$ 3,5 milhões e beneficiamos 28 ruas. Nesta última etapa nós estamos fazendo um investimento de R$ 6 milhões. Todas as ruas terão rede de água, rede de drenagem e pavimentação em asfalto”.

Governador Tião Viana, acompanhado por parlamentares e secretários de Estado, foi até Xapuri nesta sexta-feira, 23, lançar a última etapa do programa Ruas do Povo na cidade  (Sérgio Vale/Secom)

Para os trabalhos em Xapuri serão utilizadas 41 máquinas e um efetivo de mais de 100 homens que estão sendo empregados diretamente para atuarem na execução das obras. “Com essa etapa do Ruas do Povo o Governo do Estado terá feito 60 ruas em Xapuri e o investimentos aqui serão na ordem de R$ 10 milhões. Esse é o melhor presente que a cidade poderia ganhar”, observa o diretor do Depasa.

Xapurienses agradecem

A solenidade de lançamento da última etapa do programa de pavimentação e saneamentos do Estado aconteceu numa rua de nome singular para ocasião: Rua Alegria, no bairro da Cageacre. O local não poderia ter nome mais adequado para expressar o sentimento dos moradores que serão beneficiados pelas obras. No palanque da solenidade estavam secretários e parlamentares que nasceram na cidade e externaram sua satisfação em ver que o Governo investe naquela comunidade.

O secretário de Polícia Civil, Emylson Farias, xapuriense, reconhece que o governador Tião Viana e sua equipe batalhou para conseguir recursos para investir em infraestrutura nos municípios do Acre. “Nós vamos ser um dos primeiros municípios a ter rede de esgoto e pavimentação completos. Isso é inclusão. Isso é saúde, é segurança. A segurança pública não podia sequer entrar aqui [no bairro Cageacre] até pouco tempo atrás e hoje nós estamos aqui num momento diferente”, pontuou Farias.

O vereador do município, José Cecílio, disse que as obras de infraestrutura são o melhor presente que a cidade poderia ganhar na semana em que completa mais um ano de fundação. “Não poderíamos ter um presente melhor que esse”, disse.

Parlamentares garantem apoio para projetos de infraestrutura

O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Élson Santiago e os parlamentares Éber Machado, Manoel Morais, Walter Prado, Geraldo Pereira participaram do ato de lançamento da última etapa do Ruas do Povo em Xapuri e garantiram ao governador Tião Viana e ao diretor do Depasa que o Executivo terá apoio do Legislativo quando necessário para que mais obras estruturais sejam realizadas no Estado.

O deputado estadual Éber Machado parabenizou Tião Viana, pois, segundo o parlamentar, o governador está tendo um olhar de estadista para com o Acre e seu povo. “Se queremos um futuro, nós temos que criá-lo e Xapuri a partir de hoje será mais que a princesinha do Acre. Hoje a gente vê o orgulho dos xapurienses, dando depoimentos felizes aqui”.

Élson Santigo, presidente da Aleac, lembrou que ano passado esteve na cidade para entregar a primeira fase de ruas executadas pelo Depasa e contou que presenciou Tião Viana anunciando que o município teria outra etapa do programa. “E Tião está cumprindo o que prometeu gente e por isso, nós do Poder Legislativo só temos a agradecer o trabalho que o governador vem fazendo e dar todo apoio aos projetos do Governo que chegam na Casa”, declarou o parlamentar.

Um marco para a princesinha do Acre

O vice-governador César Messias disse que nunca a cidade recebeu tantos recursos por parte do governo estadual. “São R$ 28 milhões de reais investidos em Ruas do Povo e distribuição de água para a população. Isso é o perfil de um governo que está investindo diretamente na qualidade de vida da população”.

Bira Vasconcelos, prefeito da cidade, complementou o que César Messias disse ressaltando que as obras de pavimentação de ruas elevam não apenas a qualidade de vida, mas também a autoestima da comunidade que terá um ambiente melhor para viver.

“Tião tem mostrado que não é irmão de Xapuri, é pai porque cuida muito melhor. Ele cuida de Xapuri como um pai cuida de um filho. Não dá para imaginar o Acre sem o Ruas do Povo. Essa é a marca que o governador estabeleceu. Ninguém tira esse mérito do Ruas do Povo de Tião Viana. Essa é a grande marca do governo dele”.

O governador Tião Viana observou que Xapuri será um novo marco na Amazônia por se tornar a primeira cidade da região a ter todas as ruas pavimentadas  (Sérgio Vale/Secom)

O governador Tião Viana observou que Xapuri será  um novo marco na Amazônia por se tornar a primeira cidade da região a ter todas as ruas pavimentadas. “Xapuri será a primeira. Isso me orgulha muito”.

Além disso, a pavimentação e o saneamento básico será um marco no bom desenvolvimento da sociedade. Como médico e professor universitário Tião ressalta que com água e pavimentação haverá um número bem menor de crianças doentes, a mortalidade infantil cairá consideravelmente, as internações de idosos também cairão.

“As mães e pais vão poder colocar uma calça branca e sair de suas casas para ir a igreja, a praça ou a casa de um amigo sem se enlamear. Isso é direito, é cidadania básica e me dá alegria no coração poder fazer isso por essas pessoas”, concluiu.

Ruas do Povo – Última Etapa em Xapuri

Mais de 100 empregos diretos;

42 ruas de 8 bairros beneficiadas com pavimentação e saneamento;

41 máquinas utilizadas para execução das obras;

Investimentos na ordem de R$ 6 milhões.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Xapuri completa 107 anos e ganha mais obras

Maria de Nazaré, seu esposo e um dos 30 netos que mora com ela (Assessoria Depasa)

Jane Vasconcelos, da Assessoria Depasa

Maria de Nazaré Ribeiro do Nascimento mora na Rua da Alegria, no bairro Cageacre, em Xapuri. É mãe de 12 filhos e acha que tem uns 30 netos: dois deles moram com ela e, como não têm onde brincar, eles passam muito tempo dentro de casa. A rua onde moram não tem nenhum tipo de beneficiamento e a esperança de Maria está no anúncio que será feito pelo governador Tião Viana nesta sexta-feira, 23, sobre a segunda etapa do programa Ruas do Povo no município.

“Vai ser legal se fizerem essa rua, porque quando chove alaga tudo. É muita lama, meu vizinho tá até vendendo a casa dele, eu tô esperando isso aqui melhorar”, disse dona Maria.

Luciano Rodrigues de Menezes, 63 anos, dois filhos, mora há 17 anos no local e foi um dos que ajudou a abrir as ruas do bairro. “Quando eu cheguei aqui tinha só cinco moradores, hoje são quase duzentos. Já vieram várias vezes na nossa rua e continua tudo do mesmo jeito, vamos ver se agora muda alguma coisa. Eu tô começando a acreditar, com toda essa movimentação de máquinas e gente trabalhando”, disse Luciano.

As equipes já começam a se movimentar na cidade para trabalhar nos bairros Laranjal, Braga Sobrinho, Aeroporto, Sibéria, Constantino Melo Sarkis, Raimundo Hermínio de Melo, Sena, Pantanal e Cageacre. O investimento será superior a R$ 6 milhões e a expectativa é que sejam gerados mais de 70 empregos diretos.

O casal Beatriz e Raimundo de Oliveira moram no bairro Hermínio de Melo, na Rua São Peregrino,  em uma pequena casa onde também funciona um mini salão de beleza. Quando chove, o atendimento fica prejudicado. “A água invade nossa casa e dificulta muito o trabalho, gasto um absurdo de água para lavar o local que fica tomado pelo esgoto. Meu sonho é ver essa rua feita, aí eu pago com gosto os impostos.” Xapuri será beneficiada também com drenagem, o que vai mudar a vida de muitos moradores.

O lançamento oficial da obra será na sexta-feira, 23, no bairro da Cageacre, localizado na entrada da cidade, próximo ao aeroporto. O lançamento será às 16 horas, dentro da programação comemorativa dos 107 anos do município. Ano passado foram beneficiadas 26 ruas da cidade.

No local já estão sendo montadas duas tendas para que os moradores possam acompanhar toda a programação que irá marcar o inicio da segunda etapa.

O diretor-presidente do Depasa, Gildo Cesar, ressaltou a importância do momento. “Para nossa equipe, é especial poder fazer parte dessa festa de 107 anos de Xapuri começando por aqui essa segunda etapa do programa. O Ruas do Povo muda a vida das pessoas com dignidade e respeito”, disse o diretor.

quinta-feira, 22 de março de 2012

“Eletroproblema”

Dizem alguns brincalhões que a inconstância da Eletrobrás se deve ao fato de a empresa patrocinar o Vasco da Gama. Mas, brincadeiras à parte, os aborrecimentos causados pela distribuidora aos seus consumidores com toda certeza são infinitamente maiores que as decepções que o time da Cruz de Malta costuma causar à sua legião de torcedores.

Não bastassem os constantes apagões, picos de energia, oscilações e outros fenômenos típicos da empresa que vende a luz, agora os consumidores enfrentam uma onda de aumentos inexplicáveis nos valores da conta mensal. Algumas pessoas reclamam que suas faturas do mês de março foram emitidas com valores até 300% mais altos que a média dos meses anteriores.

Outro fato é que desde o final do ano passado, por falta de leituristas, a Eletrobrás vem faturando o consumo das unidades por um critério que só seria admissível em casos extremos nos quais a leitura dos relógios medidores não fosse possível. A empresa vem emitindo as cobranças com base na média de consumo dos últimos 12 meses.

Pela mesma razão, a empresa não tem feito a entrega em domicilio das faturas de energia elétrica, o que tem obrigado os consumidores a se dirigir ao escritório da Eletrobrás em Xapuri para receber as cobranças. Como os clientes não são obrigados a isso, muitos não tomaram essa providência e acumularam vários meses de débitos.

De acordo com informações prestadas pelo escritório local da Eletrobrás Distribuição Acre, o problema começou a ser resolvido a partir do começo do mês de março. Coincidência ou não, foi exatamente nesse momento que as reclamações quanto à cobrança de valores exorbitantes começou a chegar ao setor de atendimento ao cliente da empresa.

O ‘siribolo’ foi parar na mesa da promotora de justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel, que no ano passado já havia ajuizado uma ação civil pública contra a empresa em razão dos constantes apagões. Nesta quarta-feira (21), um representante da empresa se reuniu com Diana Soraia e prometeu providências imediatas quanto aos problemas.

Na manhã desta quinta-feira (22), a promotora se dirigiu a Rádio Educadora 6 de Agosto para fazer vários esclarecimentos sobre a situação. Segundo ela, a empresa se comprometeu em fazer revisões caso a caso nas contas dos consumidores e que a mesma é obrigada a fazer o parcelamento dos débitos acumulados por razão da não entrega das cobranças.

Diana Soraia orientou os consumidores que se sentem prejudicados pela Eletrobrás Distribuição Acre a procurar a empresa a partir da próxima segunda-feira e exigir que seus direitos sejam respeitados. A promotora pediu para que em casos necessários, as pessoas acionem o Procon no município para fazer valer os seus direitos de consumidores.

Vamos então torcer para que as coisas voltem a clarear para todos nós, os sofridos consumidores da Eletrobrás Distribuição Acre em Xapuri, assim como clarearam para o simpático Vasco da Gama, na partida da última quarta-feira contra o terrível Libertad, do Paraguai, pela primeira fase da Taça Libertadores da América.

Segurança na fronteira

R$ 150 milhões para segurança nos 11 estados fronteiriços

Os 11 estados brasileiros que fazem fronteira terrestre com países da América do Sul poderão apresentar propostas ao governo federal para receberem recursos para a área de segurança pública. O Acre é um dos que podem aproveitar os R$ 150 milhões disponibilizados no âmbito do Plano Estratégico de Fronteiras, cujas regras foram publicadas através de portaria no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (21/3).

O convênio a ser firmado para o repasse prevê que a verba deverá ser utilizada na estruturação de unidades especializadas de fronteira ou de polícias rodoviárias estaduais; em unidades para atuação em vias fluviais; no fortalecimento de ações de inteligência; em inovações tecnológicas de monitoramento e controle de fronteira; e no reaparelhamento de postos integrados de fiscalização. O objetivo é a redução dos crimes transfronteiriços.

Os estados deverão especificar quais ações serão realizadas, quantas pessoas serão abordadas, a previsão da quantidade de apreensões de armas e drogas e prisões que devem ser efetuadas, além do total do efetivo policial a ser empregado. A cada seis meses, os estados deverão apresentar os resultados das operações.

As propostas devem ser apresentadas pelos governos estaduais até 23 de abril. A análise será feita pelos Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteiras ou Câmaras Temáticas de Fronteiras de cada unidade da federação. Além do Acre, também podem acessar os recursos os estados do Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Desde junho de 2011, quando foram assinados os termos de adesão com os estados, um total de R$ 37 milhões para investimentos em projetos estruturantes de fronteira nos estados acima citados já foram liberados pelo governo. Além disso, as Polícias Federal e Rodoviária Federal já receberam mais de R$ 17 milhões.

As informações são do Portal do Ministério da Justiça.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mais Ruas do Povo

40 novas ruas serão pavimentadas em Xapuri. Governo lança nova etapa no município na próxima sexta-feira (23), no bairro da Cageacre.

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O Depasa – Departamento de Pavimentação e Saneamento do Acre – acaba de anunciar a nova etapa do programa Ruas do Povo em Xapuri. O lançamento oficial da obra será na sexta-feira, 23, no bairro da Cageacre localizado na entrada da cidade próximo ao aeroporto, às 16 horas, dentro da programação comemorativa dos 107 anos do município.

O município de Xapuri será beneficiado nesta segunda etapa do programa com mais 40 novas ruas pavimentadas. As obras foram divididas em dois lotes, o investimento será de mais de R$ 6 milhões de reais. Os bairros beneficiados são: Laranjal, Braga Sobrinho, Aeroporto, Sibéria, Constantino Melo Sarkis, Raimundo Hermínio de Melo, Sena, Pantanal e Cageacre.

A expectativa do governo é de que os serviços gerem mais de 70 empregos diretos. Na semana passada foi realizada uma reunião de trabalho que contou com a participação do prefeito Bira Vasconcelos, do diretor-presidente do Depasa, Gildo César, e representantes da empresa que será responsável pelas obras no município.

“Nós acreditamos nesse programa e vamos fazer o que for possível para ajudar, afinal nossa população está sendo beneficiada com novas ruas pavimentadas”, disse o prefeito.

O diretor-presidente do Depasa, Gildo César, afirmou que o grande objetivo do programa Ruas do Povo é construir um novo tempo para Xapuri.

“Mais uma vez estamos trabalhando para bater as metas estabelecidas pelo governador Tião Viana e o nosso principal objetivo é trabalhar para ajudar na construção de um novo tempo para os moradores dos municípios contemplados com o programa.”

Conheça as ruas que serão beneficiadas com o programa esse ano e confira se a sua está contemplada:

Rua Francisco Vieira dos Santos

Rua da Cerâmica

Rua Rotary

Rua Raimundo Hermínio de Melo

Rua Chico Mendes

Rua Professora Rita Maia

Rua Guilherme Ferreira

Rua da Variante até a entrada do Laranjal

Rua Candido Pereira Castelo

Rua do Rodeio do Chico Faustino

Rua Marcos R. Gonçalves

Rua Luiz Severino

Rua da Goiaba I

Rua da Goiaba II

Travessa da Bolívia

Rua Beatriz dos Santos

Rua C. Rosa de Deus

Rua Evaristo S. da Silva

Rua Amadeus Dantas

Rua Maria Campos

Rua Esperança

Rua José Ribeiro

Rua Maria de Brito

Rua Chico Dulce

Rua Chico Mendes

Rua Enéas Rodrigues

Beco da Amizade

Rua São Peregrino

Rua Luiz Severino

Rua José Avelino

Rua Coelho Filho

Rua Petrônio Rodrigues

Rua Rodovaldo Nogueira

Rua Luiz Ramos de Albuquerque

Rua dos Xapurys

Rua João Antônio de Carvalho

No ano passado foram beneficiadas 26 ruas em Xapuri.

As informações são de Jane Vasconcelos, da Assessoria Depasa.