terça-feira, 13 de setembro de 2011

Enem

A Secretaria Estadual de Educação se baseou nos avanços conquistados nos últimos anos para considerar positivo para o Acre o resultado do Enem - Exame Nacional do Ensino Médio - divulgado na última segunda-feira (12) pelo Ministério da Educação.

Entre os bons resultados apresentados, segundo a SEE, está o da curva ascendente de desempenho das escolas públicas acreanas, que tem se mantido ao longo dos anos em relação à média das escolas públicas do país. Outro dado foi a elevação da média geral dos Estados e, ainda, a elevação da nota específica de cada escola com a média de pontuação do Estado de 522 pontos, sendo a média nacional 537.

Segundo o Secretário de Estado de Educação e Esporte (SEE), Daniel Zen, no Acre, o compromisso do governo do Estado é garantir o acesso e a permanência de todos na escola, independentemente do local de moradia ou condição socioeconômica, o que levou a SEE a oferecer programas inovadores como o Asas da Florestania, que tem como objetivo garantir que os adolescentes e jovens da zona rural e locais de difícil acesso possam cursar e concluir o ensino médio.

Leia aqui a nota da Secretaria Estadual de Educação sobre o resultado do Enem.

Já visto pelo ângulo da classificação das escolas acreanas no exame, o resultado deixa claro que a educação no Acre tem muito ainda a avançar. Leia a seguir o comentário do blogueiro Maxsuel Maia, graduado em História/Licenciatura pela Universidade Federal do Acre:

Preocupante

“O Ministério da Educação acaba de divulgar a classificação geral de estados e municípios no ranking do ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio. Os números apresentados mostram o quanto o estado do Acre ainda precisa avançar para oferecer uma educação de qualidade, principalmente nas escolas públicas.

As escolas que pertencem à iniciativa privada aparecem encabeçando a lista do estado, já a escola pública que conseguiu a melhor colocação aparece apenas na décima posição. Mesmo quando comparado a outros estados da região Norte o desempenho do Acre é insatisfatório, sendo que a capital Rio Branco aparece apenas na 26º posição entre as cidades do Norte.

Os dados também não são muito animadores para a população xapuriense. A escola Divina Providência, principal escola de ensino médio do município, aparece apenas na 40º posição do ranking acreano, tendo pior desempenho do que algumas cidades bem menores e mais isoladas do estado, como Manoel Urbano, Mâncio Lima e Assis Brasil”.

Leia também: Haddad será convidado a debater distorção de resultados no Enem.

PAE Equador comemora 10 anos de criação

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A comunidade Polo Agroextrativista Equador, em Xapuri, comemorou 10 anos de existência no último final de semana em grande estilo. Durante a festa, realizada no último sábado (10), o governo do Estado deu sequência ao Programa de Inclusão Social e Desenvolvimento Econômico Sustentável (ProAcre), contemplando mais duas comunidades rurais com investimentos da ordem de R$ 173.655 em equipamentos, infraestrutura e insumos para a produção, através dos PDCs, ou Planos de Desenvolvimento Comunitário.

Veja a cobertura completa do evento na Agência de Notícias do Acre.

Peixe na Mesa

Acude 

A prefeitura de Xapuri fará o anúncio do inicio do programa Peixe na Mesa nesta quarta-feira (14). O ato se dará no salão paroquial da igreja de São Sebastião a partir das 8:30 da manhã. O programa contemplará cerca de 100 famílias em duas categorias: Agricultura Familiar, com a construção de 66 açudes, e Médio Produtor, com outros 44.

Outra ação que será anunciada na manhã desta quarta-feira é o programa de Mecanização de Terras que beneficiará mais de 200 hectares neste ano, segundo a secretária municipal de Agricultura Leide Aquino. “Cada produtor será contemplado com mecanização de 2 hectares de terra, visando-se, assim, atender a maior quantidade de pessoas possível” disse ela.

A Secretaria de Agricultura anunciará ainda incrementos no escoamento da produção através do programa de Recuperação e Abertura de Ramais que está em pleno andamento com três frentes de trabalho. Este ano, o município atingirá 16 linhas de produção, incluindo a região de abrangência da comunidade União, que até esse ano não contava com acesso por ramal.

"Cultura não é só eventos"

Texto extraído de comentário ao post Esses “carnavais” e “festivais” estão mesmo é fora de época, de autoria de Sérgio Roberto Gomes de Souza.

Clenes Guerreiro

Realmente essas são ideias interessantes (algumas até já acontecem dentro do município).

Acredito que Cleílson (ver comentário no post) respondeu muito bem sobre a questão do Arte na Ruína - ainda existe, só que sem seu ícone, o prédio abandonado e em ruínas da delegacia (o que não impediu que continuasse, mas novamente estamos procurando espaço).

Cabe salientar que o Arte na Ruína nasceu justamente devido à exclusão pelos gestores públicos, impedindo tal parte da cultura e os artistas de diferentes segmentos de mostrarem sua Arte. Como ficamos sem espaço, passamos a mostrar que a Arte estava em ruínas, utilizamos tal espaço para representar nossos sonhos e angústias juntamente com músicos, atores, contadores de histórias, dançarinos, artistas plásticos e alguns outros profissionais de apoio que estavam tão indignados quanto nós.

A luta pelo prédio e seu terreno se tornou uma constante em nosso caminho, virando uma questão judicial com apoio do governo do Estado, até que em um ganho de causa (antes que houvesse recurso), o atual dono levou ao chão o prédio (em janeiro desse ano) não construindo nada até hoje.

O Grupo não acabou, ficou sob coordenação de Cleílson Alves e seus projetos foram direcionados a outros espaços e (cabe destacar) outros municípios - e nisso a Fundação Municipal de Cultura poderia responder o porquê.

Aqui eu coordeno o grupo Fuxico de Contadores de Histórias de Xapuri, também atuante, e tem também o grupo Poronga (este ainda é atuante, mas não tenho muitas notícias, me parece que migrou para Epitaciolândia).

O Quadro atual da cultura local com ênfase nas artes e seus artistas passa, para variar, por um período de abandono - mas seus artistas continuam produzindo. Isso não é uma tarefa fácil, mas é necessário continuar lutando, como guerreiros que somos, se queremos que algo mude ou faça alguma diferença em Xapuri.

Questiono o gestor de cultura local que pouco ou nada faz para a continuidade da cultura em Xapuri. Como o autor do post muito bem pontua, "cultura não é só eventos".

A nossa parte continua sendo feita - isso pode facilmente ser vista com simples pesquisa no Google.

Nossos parceiros, ultimamente são MinC (principalmente através da Funarte), Museu do Xapury, a união entre os Grupos locais, blogs locais, e estamos firmando parcerias com fazedores de Teatro de outros municípios e estados [destaque ao grupo Floresta) para garantir trabalho.

De todo modo, acredito que podemos fazer a diferença, o que não se constitui em tarefa fácil, para ver se um dia poderemos ver algo de novo em reconfortantes horizontes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

“A turma da bota”

Laura Elisa

Venho aqui me manifestar em relação ao sensionalismo mesquinho que cerca o acontecimento infeliz com Anderson Mattos, o Mangaba.

Já fazem 9 dias do acontecido, e a população de Xapuri ainda fazem comentários maldosos e preconceituosos em relação a esse fato. O certo é que ninguém realmente sabe o que aconteceu naquela madrugada com certeza, já que o agredido não estava podendo falar (e agora encontra certa dificuldade na fala).

Tudo o que sabemos é o que a maioria das pessoas de Xapuri gosta de fazer: BOATOS. E que tem muita contradição no caso. Gostam tanto que só nessa semana o Anderson morreu 3 vezes.

Enfim, venho aqui apenas esclarecer ou lembrar aos leitores de seu blog que quem acertou a fivela na cabeça de Mangaba foi o rapaz de Brasiléia, Renan, e não Mairon, Marcelo e L.M.

Não estou dizendo que eles são culpados ou inocentes, apenas sendo imparcial e mostrando o lado deles e da família deles também, mas o massacre que as pessoas fazem com palavras e muitas vezes calúnias em relação a esses meninos é bem exagerada. Não podemos condenar as pessoas pelo erro de outros e nem por coisas feitas no passado.

Se formos olhar o passado, veremos que tanto a vitima quanto os acusados da agressão não estão tão diferentes assim.

A questão toda virou fato político. O tio político da vítima quer usar o caso para atingir a reputação do pai político dos acusados. Se fosse um incidente desse porte com outros individuos quaisquer não haveria tanta repercussão. Falo porque já ocorreu algo semelhante, porém com morte em  nossa cidade, mas como a vitima não "era importante" o caso ficou impune. Agora porque envolve 2 familias tradicionais, aí tem todo um cuidado, em especial, para colocar a vida política em jogo.

Outra coisa que vemos, como citei no começo, é a questão do sensionalismo mesquinho. As pessoas que nada sabem ofendem e xingam os meninos com palavras grosseiras e estupidas.

Chamá-los de vagabundos  (eles estudam, tem compromisso com o futuro, e não podemos esquecer que são jovens, bebem, brigam e tentam apartar briga de amigos idiotas).

Marginais? (porque marginais? eles não vivem à margem da sociedade, têm estrutura familiar, trabalham e brincam, se divertem). Pitboys? (eles são cowboys ou peões e não boys,) arruaceiros (não estou aqui para dizer que eles são inocentes ou nunca brigaram...). Denominá-los de "Gangue da bota" é bem pesado também (afinal, eles sempre organizam ou estão por dentro de fatos que promovam a onda sertaneja, a prova de laço em Xapuri).

Tudo bem, mas acredito que essas palavras atinjam mais ainda a família desses garotos. Porque condenar os pais pelo erro dos filhos? Os pais só mostram o caminho certo a ser seguido, o filho pode escolher atalhos, ou optar por seguir outro, e os pais não podem ser acusados caso as escolhas forem erradas.

Agora, o vice-prefeito e esposa não podem sair de casa que lá vem o bombardeio de interrogatórios. Os filhos devem ser punidos pelos pais e não os pais punidos pelos erros dos filhos.

Passados 9 dias, acredito ser o melhor que justiça resolver o caso, os fofoqueiros plantonistas ficarem na sua e as famílias resolverem entre o si o que deve ser resolvido.

A "Turma da Bota", vamos denominá-los assim, vai dar a volta por cima, assim como Mangaba vai se recuperar, torço pra isso.

Laura Elisa enviou o texto por e-mail e não forneceu maiores detalhes sobre si mesma.

Sinjac anuncia Prêmio José Chalub Leite 2011

Jornalismo Ambiental na Amazônia é a novidade entre as categorias do prêmio, que pagará R$ 50 mil aos melhores trabalhos.

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Assessoria Sinjac

O Sindicato dos Jornalistas do Acre (Sinjac) prevê para o fim do mês
de setembro ou começo de outubro o lançamento da edição 2011 do
Prêmio José Chalub Leite, que neste ano traz a categoria Jornalismo
Ambiental da Amazônia, na qual poderão concorrer profissionais de todos os Estados da região amazônica. “Conseguimos estabelecer parcerias que permitem a ampliação do Prêmio Chalub, com esta categoria que pretende potencializar o debate ambiental em nossa região”, disse o presidente do Sinjac, Marcos Vicentti.

Depois de consolidar o Chalub Leite como o maior prêmio do jornalismo
da Amazônia –e um dos maiores do País –o Sinjac quer agora a
consolidação do prêmio às reportagens ambientais visando, também,
divulgar o Congresso Nacional de Jornalismo que acontecerá em julho de 2012 em Rio Branco. Esse evento terá como tema a agenda socioambiental mundial e as mídias sociais, contando com a participação de jornalistas da América Latina e de países de língua portuguesa, além de convidados de outras partes do mundo. Entre outros eventos paralelos, a exposição de fotos dos índios isolados do Acre, feitas por Gleilson Miranda, trará uma pequena mostra da diversidade amazônica.

O 12º Prêmio José Chalub Leite disponibiliza R$50 mil para os primeiros
colocados nas diversas categorias do jornalismo. Melhores informações e mais detalhes serão divulgados no lançamento do prêmio.

A Oi se supera

Peço desculpas às pessoas que enviaram comentários e textos ao blog nos últimos dias e não os viram publicados com rapidez. Conto 5 dias que meu telefone residencial se encontra mais mudo que um poste, não podendo, assim, acessar a internet. Como não costumo postar no blog a partir dos computadores do trabalho, tenho postado pouco nos últimos dias. Como prova da superação da Oi, Xapuri passou mais algumas horas, nesta segunda-feira, com os serviços de telefonia móvel da empresa completamente inoperantes. Só Deus.

domingo, 11 de setembro de 2011

Esses “carnavais” e “festivais” estão mesmo é fora de época

Sérgio Roberto Gomes de Souza

Soube somente hoje, dia 10/12, o que havia acontecido com o Anderson “Mangaba”. Tinha acabado de chegar de viagem e meu filho me contou.

Procurei informações no Blog do Raimari e fiquei estupefato. Antes de tudo, desejo rápida recuperação e saúde ao Anderson, minha solidariedade ao Jéferson e a Bárbara, e que as medidas legais sejam tomadas contra a TURBA que promoveu o ato.

Um fato, no entanto, tem me chamado atenção: de um tempo para cá, várias são as prefeituras que recorrem a festas, carnavais fora de época, festivais os mais diversos (pirarucu, açaí, abacaxi, melancia) como forma de investir dinheiro público. A justificativa é sempre a mesma: "promover o turismo e gerar renda para o município”. Tenho dúvidas com relação a essas assertivas e também tenho dúvidas com relação ao formato do “entretenimento”.

O formato me parece repetir-se em todos os locais: uma banda ou cantor decadente vindo do cafundó do Judas, desfile com garotas da cidade para escolha da rainha, um festival de som automotivo a “futricar” mesmo os ouvidos mais pacientes e resignados e, como não podia deixar de ser, “cana”, muita “cana”.

Não pensem os “puritanos” que meus questionamentos estão assentes em um discurso moral, longe disso, meus posicionamentos têm um forte conteúdo POLÍTICO.

Investir em eventos onde expressões culturais das mais diversas se manifestem é, sem dúvida, algo interessante e digno de investimento público. Parece-me, no entanto, que esse não é o formato dos eventos que proliferam municípios afora.

No caso específico de Xapuri, penso que uma “agenda cultural” mais diversificada, talvez, tivesse um resultado mais eficaz. Tenho dúvidas se “fazer mais do mesmo” é a alternativa mais viável.

Obviamente não pretendo aqui apontar soluções, isso é por demais arrogante, mas fazer algumas sugestões, ressaltando que estas podem, inclusive, serem vistas pelos moradores da cidade como “sem pé ou cabeça”. Mas, vejamos:

1. Xapuri tem uma forte tradição esportiva, e aí não vou recorrer ao passado, mas vejo frequentemente em minhas idas a cidade, jovens e adultos jogando futebol ou outras atividades esportivas, seja no Ginásio Poliesportivo ou no Estádio Álvaro Felício. Nesses encontros, craques, projetos de craques ou esforçados pernas-de-pau misturam-se em uma representação de respeito à diversidade. São encontros solidários;

2. No Blog “História Multimídia de Xapuri” encontramos trabalhos de participantes de uma Oficina de Artes bem interessantes, feitos por artistas plásticos iniciantes. Nesse caso, faço ainda uma indagação: ainda existe o projeto arte na ruína?

3. Talentos musicais têm para todos os gostos: do bom swing do grupo “Babilônia”, passando pelo harmonioso samba do grupo “Frutos da Terra”, as irretocáveis sanfonas do Juvenal e do Zé da Porca e ativistas culturais como os músicos de primeiríssimo time Magão e Nader Sarkis, para citar alguns.

Como podemos ver, repertório é o que não falta. Mobilizá-los para que expressem essas diversidades de sons, ritmos e, obviamente, modos de vida, parece-me ser o mais difícil. Se mobilizados, poderíamos tornar Xapuri em um polo constante de atração. Uma agenda cultural mensal, discutida com artistas locais, consolidada e bem divulgada, poderia fazer que viajantes tivessem um bom motivo para virar na “manga” do entroncamento. É possível que funcionasse bem melhor que agendas esporádicas.

Óbvio que uma ação como essa precisa de um amplo processo de mobilização. Não se promove eventos culturais apenas com pagamento de cachês, estes são fundamentais, mas não se constituem no “fim”. É necessário que reuniões sejam articuladas, a sociedade e ativistas culturais sejam ouvidos, que a programação seja construída de forma democrática, coletiva, que o poder público, dentro de suas possibilidades financeiras, atue como um parceiro, principalmente através de políticas de financiamento e dê garantia de segurança e uma infraestrutura básica, mas não sendo “promotor de eventos”. Penso que esse não é seu papel.

O artista, precisa se “apropriar” dos projetos culturais e ser um militante efetivo para que esses eventos ocorram, mas não se espere que faça isso sem que participe ativamente da construção de todos os projetos, sem que se constitua em protagonista. Não se pode marcar um evento em Xapuri, motivados pelo fato de que Brasiléia ou Sena Madureira, para citar alguns exemplos – e não de forma pejorativa – já fazem. Um evento na cidade tem que dialogar com a multiplicidade de culturas que se representam na vivência de vários sujeitos e grupamentos sociais que lá residem, seja na cidade ou na floresta, tem que expressar as “várias Xapuris”.

Particularmente, leve-se em conta que não sou referência para coisa alguma e nem para ninguém, firmei posição: sempre estarei longe de carnavais fora de época ou festivais, seja de qual fruta, praia ou animal for. Não por preconceito, mas pelo fato de me sentir excluído, de saber que o “entretenimento” financiado com recurso público não me representa, não me insere, não foi feito para todos.

Sérgio Roberto é xapuriense e professor universitário (Ufac).

Ruas do Povo

Governo e prefeitura entregam pavimentação do bairro Laranjal

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O governador Tião Viana inaugurou neste sábado (10) em Xapuri, junto com o prefeito Bira Vasconcelos, a pavimentação em tijolos da rua Francisco Vieira dos Santos, mais conhecida como Rua do Laranjal, com cerca de 820 metros. A via é a primeira a ser entregue à população pelo programa Ruas do Povo.

No próximo dia 19, o governo do Estado abre nova licitação para pavimentação de ruas em Xapuri. Na terra de Chico Mendes estão sendo executados oito quilômetros de ruas. Na segunda fase, estarão completados outros dez quilômetros, o que para o prefeito Bira Vasconcelos contemplará  toda a necessidade do município.

Na ocasião, Bira Vasconcelos enalteceu o compromisso firmado com o governador Tião Viana em trazer obras como essas para Xapuri que, entre os municípios do Acre, é um dos que tem maior déficit em pavimentação de ruas. “O programa Ruas do Povo contempla uma eterna promessa de campanha, feita por muitos políticos, que está sendo cumprida em nossa administração”, comemorou.

A “Rua Laranjal”, no bairro de mesmo nome, em Xapuri, é uma das maiores que estará sendo entregue pelo governador Tião Viana. Tem ao todo 820 metros e entre seus moradores está dona Raimunda Gondim, 78, que já tinha perdido a esperança de que um dia sua rua pudesse receber algum benefício do poder público.

Moradora do local há  20 anos, ela conta que, como há muitos olhos d’água, a rua alagava durante o inverno e as pessoas eram obrigadas a andar com a sandália nas mãos para não sujar. Ela, que sempre ajudou o pessoal a se lavar depois de passar na lama, revela que agora “melhorou foi 100%”, já que os moradores não terão mais esse tipo de problema.

Mais animado ainda está  Raimundo Nonato da Silva, 53, morador de uma rua próximo ao Laranjal. Ele diz que antes da pavimentação da rua sofria muito para chegar ao aeroporto da cidade, onde é vigia. “Antes era muita lama. Até para passar de bicicleta era muito difícil, mas agora estamos tranquilos porque essa obra vem melhorar muito a nossa vida”, comemora.

Leia mais na Agência de Notícias do Acre.

sábado, 10 de setembro de 2011

MP conquista mudanças na Educação em Xapuri

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Agência de Notícias - MP/AC.

Durante as audiências cíveis e em audiências no Ministério Público do Estado do Acre (MPE), a promotora de justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel tomou conhecimento sobre a falta de oferta de ensino do 6º ao 9º ano, na zona rural do município de Xapuri. Tal fato obrigava os estudantes a cursarem o 5º ano várias vezes, apesar de aprovados. Além disso, havia muitas crianças sem acesso à escola, quer por falta de transporte, quer por falta de turmas e professores.

Diante das dificuldades apresentadas e na tentativa de encontrar uma solução, a promotora Diana Soraia Pimentel resolveu realizar uma reunião mais ampla, desta vez, com a presença de autoridades estaduais e municipais da área.  No dia 11 de agosto de 2010, com a participação de representantes da Secretaria Estadual de Educação, da Secretaria Municipal de Educação e de líderes rurais, foram apresentadas algumas listas de alunos que não estavam estudando por falta de escolas na comunidade onde residiam.

Então, o Ministério Público Estadual instaurou o Inquérito Civil nº 003/2010, fundamentado nos artigos 205 e 206 da Constituição Federal, os quais dispõem que a Educação é um direito de todos e dever do Estado, sendo princípio constitucional o da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Sendo o ensino obrigatório e gratuito um direito público subjetivo, é dever das autoridades propiciá-lo a todas as crianças e adolescentes, cabendo ao Ministério Público velar por tal direito.

Foi realizada diligência nos assentamentos, com a elaboração de minucioso relatório, contendo, inclusive, fotos de salas improvisadas e em péssimas condições.

No dia 8 de outubro de 2010, foi realizada uma a audiência pública na Associação dos Servidores Municipais de Xapuri, contando com a participação do Pró-Reitor da Universidade Federal do Acre, Gilberto Dalmolim, dentre outros representantes da UFAC, do Coordenador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre, em Xapuri, Sérgio Guimarães, além de diversas autoridades da área educacional, comunidade escolar e lideranças rurais.

Nesta audiência pública, foram elencados os seguintes problemas: falta de cursos presenciais de ensino superior em Xapuri, de professores, de transporte escolar, livros didáticos, de material e espaços adequados nas escolas e, especialmente, crianças e adolescentes da zona rural sem acesso ao ensino fundamental.

A Coordenadoria Geral da Secretaria Estadual de Educação de Xapuri apresentou a relação de 20 (vinte) escolas localizadas na zona rural do município, que não estavam oferecendo estudo do 6º ao 9º ano.

A Coordenadora do Ensino Fundamental do Estado do Acre, Francisca Bezerra da Silva, em audiência, na Promotoria de Justiça, declarou que nas comunidades Samaúma e Deixa Falar havia turmas formadas, mas não havia professores em número suficiente.

Problemas começam a ser solucionados

No dia 2 de setembro do ano passado, a Secretaria de Estado de Educação enviou um ofício à Promotoria de Justiça de Xapuri se comprometendo a tomar medidas para sanar os problemas e afirmando que estavam sendo estudados formatos possíveis de atendimento aos alunos isolados, os quais não formavam número suficiente para abertura de turmas.

Em janeiro deste ano, foi anunciada a implantação de várias turmas do 6º ano do ensino fundamental e do 1° ano do ensino médio visando a garantir educação para mais de duzentos alunos.  Trata-se da expansão do Programa Asas da Florestania, cuja finalidade é trabalhar a escolaridade de ensino fundamental e médio, em áreas rurais de difícil acesso no Acre. Além disso, foi firmado o compromisso de que as turmas formadas no ano passado teriam continuidade em 2011 e transporte escolar para atender estudantes de seis comunidades.

O IFAC, em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura de Xapuri, implantou, no município, dois cursos superiores: Tecnólogo em Gestão Ambiental e Ciências Naturais, sendo que cada um oferece 40(quarenta) vagas. Também serão oferecidos à comunidade cursos de Informática e Espanhol.

Já a Universidade Federal do Acre informou que estava em processo de discussão com as coordenações dos cursos de Pedagogia, Ciências Biológicas e Letras para viabilizar a implantação desses cursos na cidade. A expectativa é que pelo menos dois desses cursos sejam implantados ainda no segundo semestre deste ano.

O secretário municipal de Educação, João Ribeiro Freitas, também informou que medidas foram tomadas para garantir melhorias no ensino na zona rural. Ele declarou que, a partir das reivindicações feitas pelo Ministério Público Estadual, o transporte escolar em regiões já contempladas está mantido e que foi ampliado para outras comunidades, o que permitiu beneficiar cerca de 406 (quatrocentos e seis) estudantes.

Para comunidades muito distantes e com pequena quantidade de alunos, a providência tomada foi a de comprar bicicletas, garantindo o acesso do aluno à escola. Além de reformar as escolas, ampliar o número de vagas até na pré-escola, a Secretaria Municipal de Educação assinou um convênio com o IFAC, que visa a beneficiar os alunos que concluem o ensino médio com cursos pós- médio e superior, totalizando 160 contemplados.

Promotora visita comunidades e constata melhorias

A Promotora de Justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel visitou, no mês passado, três unidades de ensino situadas no seringal Floresta, constatando alguns progressos.

Nesse local, as crianças chegavam a levantar de madrugada e fazer um percurso de oito horas, entre ida e volta, para conseguirem estudar, em razão da falta de transporte. O estudante da escola União, Arão Silva, é um dos que enfrentavam essa rotina diariamente. “Eu acordava muito cedo e ia com medo porque perto da casa do Jerry (um colega) todo mundo dizia que tinha uma onça”, relatou o menino, que agora vai para a escola de carro.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Hora da Verdade

A partir desta sexta-feira (9), 20 heroicos acadêmicos do Curso de Economia da Ufac em Xapuri iniciam a defesa de suas monografias. Os trabalhos reúnem farto conteúdo sobre a nossa realidade econômica e social.

De acordo com o professor-orientador da turma, Carlos Estevão Ferreira Castelo, os 10 trabalhos melhor classificados pela banca examinadora deverão ser reunidos para a publicação de um livro, numa ideia que ainda está em estudo.

Este blogueiro, que abandonou o mesmo curso depois de algumas semanas, não poderá acompanhar o início das apresentações por estar em Rio Branco participando de Planejamento Estratégico da Secretaria Estadual de Comunicação.

Porém, como um dos aprovados no vestibular que foi obrigado a abandonar o curso algumas semanas após o início das aulas, fico feliz com o sucesso desses bravos xapurienses que superaram muitas dificuldades para alcançar a conclusão.

A seguir, a relação dos trabalhos e seus respectivos autores.

AVALIAÇÃO ECONÔMICA E FINANCEIRA DE UMA LOJA DE COSMÉTICOS EM XAPURI - Michele Oliveira da Rocha.

DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO DO BAIRRO PANTANAL - Richele Oliveira Fadul.

ESTUDO DE CASO DA FÁBRICA DE PRESERVATIVOS NATEX DE XAPURI/AC - Eliane Andrade De Sousa.

A DINÂMICA POPULACIONAL DE XAPURI E SUAS IMPLICAÇÕES SOBRE A PRODUÇÃO E A RENDA ENTRE 2000 E 2010 - Esmaily Negreiros Peixoto.

COMÉRCIO VAREJISTA DO MUNICÍPIO DE XAPURI – ACRE - Everaldo Nascimento de Castro

FÁBRICA DE PISOS: ESTUDO DE CASO - Vera Mendonça da Silva.

ESTUDO DOS FATORES CAUSADORES DA EVASÃO DO CURSO DE ECONOMIA DA UFAC (PEBEC XAPURI) - Sidirlene Matias de Freitas.

AVALIAÇÃO SOCIOECONÔMICA DO BAIRRO DA SIBÉRIA NO MUNICÍPIO DE XAPURI/AC - Joicinara Ferreira da Costa.

A MODALIDADE PREGÃO COMO BASE PARA OTIMIZAÇÃO DOS RECURSOS NAS LICITAÇÕES PÚBLICAS EM XAPURI ACRE - Ana Cláudia Araújo Nascimento.

ANÁLISE DO CRESCIMENTO DA ARRECADAÇÃO DO ICMS DO MUNICÍPIO DE XAPURI DE 1999 A 2008 - Silvanei Aquino de Oliveira.

ANÁLISE COMPORTAMENTAL DO EMPREENDEDOR DE XAPURI ACRE - Antônio Carlos da Silva Santos.

DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO DO PÓLO AGROFLORESTAL XAPURI II - Josué Pereira da Silva.

O PERFIL DO CONSUMIDOR VAREJISTA DE XAPURI - Cristiane Silva de Sales.

ESTUDO DE CASO: AGRICULTURA FAMILIAR NO PÓLO AGRO HORTIFRUTIGRANJEIRO UNIÃO - Clenes Alves da Silva.

DIAGNÓSTICO DO SETOR COMERCIAL VAREJISTA DE CONFECÇÕES NO MUNICÍPIO DE XAPURI - Deisiane Tomé de Oliveira.

DIAGNÓSTICO DO SETOR MOVELEIRO DE XAPURI ENTRE O ANO DE 2008-2010 - Armando Araújo de Oliveira Neto Ramos.

DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL DO “PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA” NO MUNICÍPIO DE XAPURI - Adelciane Ramos Araújo.

COMPORTAMENTO DO IPTU NO MUNICÍPIO DE XAPURI NO PERÍODO DE 2006 A 2010 - Nevisson Freire.

A PECUÁRIA BOVINA EM XAPURI - Marcília Menezes.

QUALIDADE DE VIDA DAS FAMÍLIAS DA RESEX “CHICO MENDES” - Ednilce Nicácio de Lima da Silva.

Parabéns a todos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estatísticas

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O blog atingiu nesta semana uma média de 450 visitas únicas por dia com pico de 799 acessos únicos na terça-feira (6), quando o assunto “Mangaba”, apelido do jovem Anderson Mattos, vítima de agressão no último final de semana em Xapuri, estava no auge de sua repercussão.

Visita única significa que o contador de acessos, que no caso do Xapuri Agora é o Sitemeter, só registra uma visita para cada endereço IP (protocolo de internet) de computador a cada período de 24 horas.

Não sou expert no assunto, mas, de maneira um pouco mais simples, significa dizer que um computador pode acessar uma determinada página na internet centenas de vezes em um mesmo dia, porém o contador só registrará um acesso a cada 24 horas.

Como computadores instalados em rede, em órgãos públicos e residências, costumam compartilhar o mesmo IP, o número de visitas termina por ser muito maior que a indicada nos mostradores do contador de acessos.

O desejo do blogueiro é de que a visitação do blog aumente sempre. Mas que faça crescer também a disposição dos xapurienses para discutir os muitos problemas da cidade, entre os quais está o crescimento da violência.

Clique aqui e aqui para conferir as estatísticas do blog.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Saneamento Básico

O governador Tião Viana solicitou nesta terça-feira, 6, ao presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Gilson de Carvalho Queiroz Filho, a inclusão de todos os 20 municípios acreanos com menos de 50 mil habitantes nos projetos de saneamento básico que serão financiados pelo órgão nos próximos meses.

Com essa proposta, o governador pretende chegar em 2014 com todos os 22 municípios do estado sendo abastecidos por água e esgotamento sanitário, além de terem todas as ruas pavimentadas pelo programa Ruas do Povo, que já vem sendo executado na maioria deles. O presidente da Funasa prometeu estudar o pedido feito pelo governador.

Leia mais na Agência de Notícias do Acre.

A velhice dos meninos do PT

Gina Menezes

Foi um misto de nostalgia e surpresa ao deparar dia desses com o senador Jorge Viana (PT-AC), quando pude constatar o óbvio e inegável poder do tempo sobre ele. Aos 53 anos, nem de longe é o “menino do PT”, como era tratado pelo então rival Edmundo Pinto. Pena que Pinto não viveu o suficiente para ver Viana se transformar no quinquagenário bem sucedido, nem o poder que detém há 20 anos. Parece óbvio essa conclusão infantil, mas não é.

Ao ver os cabelos prateados do meu herói da adolescência, pude constatar que necessito de novos “heróis”. Pena que o próprio Partido dos Trabalhadores acreano não reconheça isso. Há duas décadas, vejo o partido reinventar e reutilizar suas lideranças sem dar espaço as novas. Lendo na imprensa local a notícia de que o deputado estadual Ney Amorim, 34 anos, não levará o nome à disputa pela pré-candidatura à Prefeitura de Rio Branco, entreguei os pontos de vez.

Continuaremos a ter como estrelas os senhores petistas, que caminham a passos largos para os 60 anos e repetem, sem nenhuma originalidade, o adversário Flaviano Melo, aquele que levará na biografia o feito de ter tentado com que o PMDB no Acre nascesse e morresse com ele mesmo. O PT vai pelo mesmo caminho, porque os “meninos” se recusam a acreditar que a perpetuação de poder é utopia e imortalidade é sonho aquém da nossa realidade mundana.

A notícia que mencionava Ney Amorim era assinada pela assessoria de imprensa do próprio PT. O parlamentar nem se dignou a deixar que a assessoria dele assinasse a nota. Para que? Se a ideia foi mesmo do PT nada mais justo que o partido assinasse. Amorim pode não entender de momento político, mas entende de direito autoral.

Não é certo a ideia contraditória de tentar a perpetuação no poder pelas mãos de meia dúzia de pessoas. Incrível coincidência: quando Jorge Viana foi eleito prefeito de Rio Branco, em 1990, contava 31 anos de idade. Praticamente a mesma idade de Amorim, sendo que Viana jamais havia desempenhado mandato parlamentar. Ney está no segundo, como deputado estadual.

Naquela época, na distante década dos 1990, aos 13 anos, eu não faltava aos comícios. Praticamente obrigava minha irmã mais velha a me levar para ver o lindo e, juro, achava Jorge Viana alto, um homenzarrão. Ele povoava meus sonhos de adolescente como sua inteligência, juventude e beleza. Tão logo pude votar, comecei e continuei votando nele e nos seus também inteligentes amigos da Frente Popular do Acre.

Hoje, aos 31 anos, caminho pelos corredores da Assembleia Legislativa do Acre, onde trabalho, dividida entre confusão e decepção. O petista “jovem” da vez, Ney Amorim, que tem quase a mesma idade que a minha, não consegue espaço, tampouco recebeu o legado de “ menino do PT". Como assim? Minha geração endeusou os meninos que se tornaram cinquentões para que eles usurpassem os direitos dela? Na nota escrita por algum colega meu, o deputado Amorim afirma que não quer ser prefeito. Ou ele foi obrigado a concordar com isso ou ele não merece mesmo ser prefeito. A decepção é enorme. Seria a mesma coisa que eu, como jornalista, me negasse a ser correspondente internacional. Contrassenso puro.

Existe um falso absoluto no Acre de que apenas o PT pode indicar cabeça de chapa na Frente Popular do Acre. Todos os demais partidos, incluindo o sempre eterno aliado e subserviente PCdoB, não passa de coadjuvante. Por onde ando não se leva a sério que Perpetua Almeida com sua explosão de popularidade possa ser candidata a prefeita de Rio Branco, porque cometeu o erro fatal de não ser petista ou menina do PT.

O deputado federal Henrique Afonso, 47 anos, que ajudou a fundar a Frente Popular do Acre, apesar de ser só um pouquinho mais novo que os “meninos do PT", não têm o direito sequer de cogitar a ser candidato a prefeito. Se ele o faz com a cara e a coragem, como vem fazendo, é tido como um fanfarrão, piadista. Por quê? Coisas que a vã filosofia política não explica.

Henrique Afonso está no PV, mas foi no PT que se criou politicamente e de onde foi banido por motivos que não se explicam inteiramente. A única coisa que sei é que pode até ter sido “menino” na mesma época que Jorge e Tião Viana, foram do mesmo PT, mas não foi aceito como da mesma “turma”, portanto, está desclassificado segundo os manda chuvas da Frente Popular.

O engraçado é pensar que o conselho regente da FPA é formado por petistas. Enquanto os petistas reservam espaço dentro como quem reserva água no deserto, a oposição vai se beneficiando dessa infantilidade política. Exemplo disso é o ex-deputado federal Fernando Melo, pré-candidato a prefeito de Rio Branco pelo PMDB, com apoio do senador Sérgio Petecão (PSD), outro dissidente. A propósito, se dizia que Petecão não tinha luz própria e que deveria se conformar com o eterno posto de coadjuvante. Os 199.956 votos do senador Petecão mostraram que a análise da Frente Popular, especialmente do PT, estava errada.

Alguém pode questionar o que tenho a ver com isso. Mas tenho muito, pois, a exemplo de milhares de adolescentes, sonhei com a FPA, que agora vejo correr o risco de morrer caso não haja alternância de poder dentro da própria coligação. Pelo tempo perdido com esse sonho de adolescentes, peço: criem novas lideranças e nos façam sonhar outra vez.

Não venham argumentar sobre a capacidade ultra especial de Jorge Viana, Tião Viana, Gilberto Siqueira, Francisco Carioca e os demais iluminados cinquentões que dominam o ambiente político da Frente Popular. Não duvido da capacidade deles, mas peço que não duvidem da capacidade dos outros. Nem uma pesquisa cientifica me foi apresentada mostrando que Ney Amorim, Perpétua Almeida ou Henrique Afonso são menos capacitados. E mais: título acadêmico, mesmo que seja como professor de história pela Universidade Federal do Acre, como o de Carioca, não pode suprimir, competir ou servir de embasamento para contestar a voz popular que elegeu o não tão alfabetizado Sérgio Petecão.

Gina Menezes é jornalista.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

“Quem disse que estamos certos?”

Posto na íntegra, a seguir, texto enviado ao blog por Carlos Estevão Ferreira Castelo sobre o espinhoso episódio que se tornou o assunto mais “boatado” e polemizado do momento em Xapuri por envolver jovens membros de famílias de tradicionais políticos locais.

Como fui envolvido por alguns membros da família numa questão que de maneira pessoal não me diz respeito, sendo acusado, inclusive, de ter me posicionado a favor do vice-prefeito Eriberto Mota, como exponho no último post, tomo a liberdade de fazer alguns comentários em vermelho.

“Meu lado da história”

Carlos Estevão Ferreira Castelo

Anderson Pereira de Mattos, popularmente conhecido como “Mangaba” foi dura e covardemente espancado quando retornava para sua residência após o carnaval "fora de época" de Xapuri. Anderson sofreu ferimentos graves na cabeça. E dessa feita, foi transferido de Xapuri para Rio Branco em uma unidade do Serviço de Atendimento Médico de Urgência – SAMU. Em Rio Branco, sem conseguir falar, foi imediatamente submetido a uma cirurgia de emergência, após o médico que o atendeu constatar que se tratava de “lesões graves” (observa-se que o médico de Xapuri, formado na Bolívia, declarou que se tratava de “lesões leves”). Inclusive, não queria liberar a ambulância, pois achava que não havia necessidade. Penso que a atitude colocou a vida de Anderson em risco, segundo minha avaliação de leigo em medicina. Tristeza é o que sinto.

Anderson foi “operado” na tarde de domingo, e constatou-se o que o médico plantonista do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco já havia previsto: lesão no crânio (o que levará Anderson a se submeter a uma outra cirurgia reparadora, em fevereiro de 2012 – segundo o laudo emitido). Além da fratura no crânio, Anderson sofreu afundamento (também do crânio), que atingiu, exatamente, a região do cérebro responsável pela fala. Os prognósticos feitos pelo médico neurocirurgião que o atendeu são: “... a fala poderá voltar em uma semana, um mês... seis meses ou ...). Para tentar voltar a falar normalmente, Anderson deverá se submeter a seções de fonoaudiologia de forma sistemática (também segundo o laudo emitido). Agora, Anderson está em minha casa em Rio Branco/AC, em repouso. O médico que o acompanha decidiu não mantê-lo internado, pelo risco de infecções.

O objetivo desse relato então (feito com base nas anotações que Anderson fez em uma folha de papel, que está em poder da família, bem como no que presenciei no Hospital de Xapuri, e, ainda, no que testemunhei em Rio Branco) é esclarecer alguns ruídos, bem como eliminar problemas de interpretação causados pela “onda de boatos” que se estabeleceu em Xapuri após o trágico acontecimento. Claro que trata-se de “meu lado da história”. E, sendo assim, precisa ser analisado criticamente pelo leitor.

De pronto destaco. O caso é de polícia e não de política. Repito POLÍCIA e não POLÍTICA. Mesmo consciente que as duas “coisas” muitas vezes estão fortemente relacionadas. Creio ser necessário esclarecer este ponto, pois dois dos envolvidos na agressão são filhos do vice-prefeito de Xapuri, senhor Eriberto Mota. Inclusive, no meu primeiro comentário sobre o caso, no blog “Xapuri Agora”, destaquei essa relação de parentesco (como afirmado, baseado nas anotações que Anderson fez em um papel A4 ainda em Xapuri – no papel escreveu: “foi o Renan, o Marcelo, o Maycon... foram os filhos do Eriberto.... e do Nilberto...”

Se fossem os filhos da Dilma, ou mesmo do Governador Tião Viana, destacaria do mesmo modo, simplesmente para não deixar dúvidas. Além do mais, a primeira postagem no citado blog estava meio vaga, falava de uma tal “turma de pit boys”. Eu gosto das coisas claras e especificas.

Aqui eu entro. Como fiz um retiro em minha própria casa neste carnaval fora de época, fui informado por um amigo do que havia ocorrido com Anderson apenas no final da tarde de domingo (4). A informação chegou por telefone e de claro só dizia que o jovem havia sido espancado por um grupo de quase 10 indivíduos. Perguntada sobre quem havia agredido o Mangaba, a fonte respondeu: “Não sei direito. Era um pessoal dos Menezes e uns caras de Brasiléia”. Daí a razão de eu ter anotado apenas “uma turba (e não turma) de pit boys. Carlos Estevão deve ter percebido que a partir de quando postou comentário citando os filhos de Eriberto como alguns dos envolvidos, o mesmo post passou a ser atualizado com essas informações. Em se tratando de jornalismo, mesmo no caso de um simples blog, é necessário se ter garantia de fidelidade da fonte para, principalmente, se apontar nomes. Faço esse comentário porque considero que quando Carlos afirma que “gosta das coisas claras e específicas”, isso pode deixar entender que eu tenha omitido propositadamente os nomes dos acusados.

Penso que muitos interpretaram, erroneamente, o meu comentário. E logo começaram a espalhar, através da “rádio cipó”, em Xapuri, que “a família queria transformar a agressão em um fato político... atingindo assim o vice-prefeito”. Isso é o que chegou até “meus ouvidos”. O próprio vice teria falado algo nessa linha, em uma entrevista na Rádio Difusora Seis de Agosto de Xapuri. Como não tenho certeza disso, prefiro não comentar. Só diria: de minha parte NÃO. Nenhum motivo teria para tal. Não é de “meu feitio”. De novo: O CASO É DE POLICIA E NÃO DE POLÍTICA. Atualmente não me interessa “o que a administração xapuriense faz ou deixa de fazer”. Desde o episódio de D. Carmem Mota, a gestão atual de Xapuri é algo que pouco, ou nada, me motiva para agir.

Nos poucos minutos em que usou o microfone da Rádio Educadora, o vice-prefeito Eriberto Mota em nenhum momento fez afirmações de que a família da vítima queria transformar a agressão em fato político, e como prova disso tenho a gravação desse trecho do programa disponível a quem queira ouví-lo e degravá-lo. O que ele afirmou foi que temia que, pelo fato de ser vice-prefeito, as pessoas, de um modo geral, levassem o caso para o lado político. Não tomei conhecimento, também, de qualquer outra pessoa ou comentário afirmando tal coisa. Da parte que possa me tocar, afirmo que a primeira pessoa a se utilizar da célebre frase “O CASO É DE POLÍCIA E NÃO DE POLÍTICA” foi o advogado de Anderson em documento enviado a mim acusando-me de negar à família do prejudicado “o sagrado direito do contraditório”. Depois disso vi a mesma frase no blog do Joscíres (aqui) em repúdio a “algumas pessoas que tencionam a levar a questão para um lado político, em decorrência do envolvimento direto ou indireto dos filhos do vice-prefeito”. Mas é claro que isso foi apenas uma coincidência.

Portanto, o caso é de polícia e é dessa forma que deve ser tomado. Até porque a polícia de Xapuri necessita esclarecer o que verdadeiramente aconteceu. É isso que espero. Só isso. Inclusive, se Anderson tiver alguma culpa no acontecido, também ele deve ser responsabilizado, de acordo com as Leis do País (apesar de não acreditar muito nelas). O que não pode acontecer, é deixar o caso sem providências. Isso não. Se nada for feito, a violência, com certeza, se repetirá.

Segundo Anderson, ao se dirigir para sua residência após o carnaval, foi abordado pelo senhor Renan Dankar, que reside em Brasiléia e estuda (ou diz que estuda) medicina. Este, totalmente embriagado o provoca. Anderson, apesar de ser um jovem pacato (até onde sei nunca se envolveu em brigas na vida – diferentemente dos agressores que, semana antes, já haviam espancado um outro jovem de Xapuri segundo relatos que ouvi de uma senhora nos corredores do Hospital da cidade) reage à provocação do tal Renan (atitude que, apesar de aceitar os motivos, não concordo, pois penso que toda violência gera violência, sempre). O provocador Renan, segundo Anderson, corre em busca dos amigos. Aparece em seguida uma “turma” de “mais ou menos seis” (ele não lembra quantos realmente). O espancamento começa. Armados com cintos tipo cowboy, embriagados e enfurecidos, partem com tudo para o ataque de forma covarde (vários contra um é sempre covardia – como disse, não sei o número exato, pois não estava presente. E Anderson somente nominou alguns: Marcelo, Mayron, Renan, Leandro e mais três da rua da gaveta. Segundo ele, quando for necessário identificará todos...). O que justificaria tal atitude?

Anderson é socorrido e levado até o Hospital de Xapuri. Estava começando a jornada de ansiedade, indignação, preocupações, etc... da família, e dos amigos. No Hospital não tinha nenhum profissional para fazer um simples R-X. Foi necessário a família solicitar colaboração de um ex-funcionário, hoje policial militar (senhor Eberton Lunardi) para realizar tal tarefa. O que me fez refletir sobre as dificuldades que a população mais pobre deve enfrentar, quando procura ajuda no Hospital de minha terra. Tristeza, é o que sinto.

A ambulância do SAMU estava de partida para Rio Branco, com outro paciente. Poderia ter transferido Anderson também, mas o médico plantonista não permitiu. Bem, quem sou eu para colocar em discussão o parecer de um médico. Entretanto, penso que um paciente com lesão na cabeça, e com perda da fala, até onde entendo é caso grave, muito grave. Essa atitude colocou a vida de Anderson em risco. E se ele morre, quem seria responsabilizado? Tristeza, é o que sinto.

Anderson teve que esperar em uma cama não muito limpa (eu presenciei) a ambulância do SAMU ir até Rio Branco e retornar. Nesse intervalo, para família uma eternidade, outro médico boliviano foi chamado. O mesmo sentenciou, inclusive para o Delegado (segundo a mãe de Anderson): “não é grave, para mim nem precisaria ir para Rio Branco”. Tristeza, é o que sinto.

No Hospital de Xapuri “costuraram” a cabeça de meu sobrinho, sem sequer rasparem o cabelo no local afetado. O que causou estranheza do médico que “operou” Anderson em Rio Branco. Pelo que falou, ficou “admirado” com a conduta dos colegas. É por essas e outras que tenho sérias restrições com profissionais formados na Bolívia, sem qualquer tipo de preconceito com os irmãos daquele sofrido País. Tristeza, é o que sinto.

Chega enfim a ambulância do SAMU e, no corredor do Hospital, tenho que engolir calado a enfermeira reclamando: “só retorno depois de almoçar, pois estou desde manhã sem tomar café”. Nesses momentos, sempre penso que a melhor estratégia é procurar se colocar no lugar do outro. Entendi sua fome, mas não concordei. Tristeza, é o que sinto.

Anderson é finalmente transferido para Rio Branco, agora com a autorização de uma outra médica (não formada na Bolívia, ainda bem) que iniciava seu plantão. Deve ter percebido a gravidade e autorizou a transferência. No caminho, outra paciente, que também havia sido encaminhada para Rio Branco, entra em trabalho de parto. Anderson, mesmo gravemente ferido, colabora com a senhora e solicita que o motorista pare no Quinarí para o parto ser finalizado. Essa atitude me orgulhou muito, e deixa claro quem é Anderson Mattos. Orgulho, é o que sinto.

Em Rio Branco, Anderson chega ao pronto socorro e é, imediatamente, encaminhado para o centro cirúrgico. Enquanto corre risco de morte a “boataria” só cresce em Xapuri. “Querem transformar em um evento político”. É o que começa a “rolar”. Tristeza no fundo da alma, é o que sinto.

O blog de Raimari começa a divulgar, comentários surgem. Eu, como já afirmado, comentei também, isso para deixar claro que os “pit boys” citados pelo blogueiro tinham nome e sobrenome. Penso, ainda, que o fato de eu ter citado que Eriberto é vice-prefeito, tenha motivado alguns a estabelecerem alguma relação com a política partidária. Principalmente depois dos comentários que fiz no episódio recente envolvendo a D. Carmem, quando a mesma afirmou que Xapuri estava uma merda. Por isso, até compreendo a relação feita. Mas insisto. O Caso é de Policia e não de Política.

Eriberto ser vice-prefeito é um fato. Não acho que Carlos deva tomar para si a responsabilidade por se estabelecer a tal relação. Inevitavelmente, o caso ganharia essa conotação pelo fato de as famílias serem de certa forma influentes, conhecidas e com a presença de tradicionais militantes políticos em seus seios. O que se precisa é saber separar boatos e comentários irrelevantes de posições verdadeiras e idôneas. Fofoca e disse-me-disse não ajuda a resolver uma situação que mesmo sendo caso de polícia que deve encontrar solução no campo jurídico pertence também a pessoas com longa história de convivência social que, apesar dos pesares, vai continuar convivendo, quer queira-se ou não, neste pequeno povoado de algumas ruas e travessas.

Eriberto é um amigo de infância, já seus filhos não os conheço. Até onde sei Eriberto é um xapuriense pacato que, como muitos, leva uma vida honesta na cidade. Entretanto, me causa estranheza se dirigir até a rádio para esclarecer e mostrar preocupação com “seu amigo Jéferson”. Segundo o blogueiro Raimari, Eriberto se mostrou transtornado e até chegou a chorar. Mas se verdadeiramente estava preocupado pergunto: porque não telefonou para saber a real situação de Anderson? Porque não entrou em contato com a família para se colocar a disposição para ajudar no que fosse possível, e necessário? Ou mesmo para se mostrar solidário com seu amigo e companheiro de partido? Não seria o mínimo que se espera de um pai preocupado? Porque então a rádio? Isso, infelizmente, eu não entendo. Tristeza, é o que sinto.

Sim, Eriberto e sua irmã Eveline se emocionaram no estúdio da rádio afirmando preocupação com o fato em si e com o estado de saúde de Anderson. E uma das perguntas que fiz foi exatamente se ele já havia telefonado para o pai da vítima, ao que ele respondeu que não, mas que faria isso em seguida. Lamento que não tenha feito. A razão só ele pode explicar.

Mas, felizmente, outros se mostraram solidários e verdadeiramente preocupados. Vale citar o Rotchildes, o João Garrinha e seu filho Tales, o Mirco Soares, que ligou para seu amigo Jéferson e colocou sua filha médica à disposição (inclusive, quando me dirigia agora pela tarde para vender aulas na UFAC, a filha de Mirco já estava em minha casa fazendo os primeiros exercícios com Anderson. “É preciso pressa para que o Mangaba volte a falar”, disse-me ela). Gratidão, é o que sinto. Também vale agradecer a todos aqueles que se indignaram com a violência via blog e redes sociais. De novo: gratidão, é o que sinto. Agradeço também à direção do PC do B, que, por telefone, colocou-se a disposição do Pai de Anderson para colaborar com o seu restabelecimento.

Diferente de Rubinho, não tiro lição alguma da postura de ninguém. Até porque, como disse, a postura esperada era a da solidariedade. E isso meu amigo, não teve. A preocupação maior era outra, é o que penso. Mas quem disse que eu estou certo.

Devo assinalar que não vi uma notinha, um telefonema, nada, “nadica de nada”, dos organizadores do carnaval de Xapuri. Inclusive, vale notar, alguns são amigos de Anderson. De novo: tristeza, é o que sinto. Estavam mais preocupados em fazer acreditar que o evento foi um sucesso. Bira, meu velho, é preciso pensar no que acontece. Sem temer, sem cair, tomar as rédeas desse jogo, antes que seja tarde. Eu já havia escrito que as drogas licitas e ilícitas, bem como a violência, estão presentes nas noites xapurienses. Quem fala é um admirador de seu trabalho. Crítico, mas admirador.

Felizmente Anderson está melhorando, aos poucos. A partir de agora deverá enfrentar o maior desafio de sua jovem vida: recuperar a fala.

Perseverança, é o que recomendarei ao padrinho de minha filha Júlia.

Carlos Estevão Ferreira Castelo, xapuriense, professor da UFAC/CCJS e tio de Anderson.

Agora, concluo meus comentários afirmando com todas as letras que toda essa repercussão e polêmica se dão apenas por um motivo ou razão: POLÍTICA PARTIDÁRIA COMEZINHA. Um sentimento que reside no íntimo dos seus protagonistas locais lhes impedindo de enxergar à distância e separar as disputas de fatos de outra natureza e relevância. Senão vejamos: Eriberto vai à Rádio e diz temer que alguém transforme o caso em fato político pelo fato de ser vice-prefeito. José Everaldo, por sua vez, presume que o “alguém” citado pelo primeiro seja a família de uma pessoa que foi violentamente agredida e cujo estado de saúde está infinitamente acima das arengas político-paroquianas. Acredito que o conselho de Rubinho deva ser seguido. Vamos deixar que Jéferson, Eriberto e a Justiça resolvam a situação. É o que penso, mas, parafraseando o bom xapuriense Carlos Estevão, quem disse que estou certo?

Dor de Barriga

Não deveria, mas a maneira como algumas pessoas em Xapuri misturam intencionalmente política paroquiana com fatos da vida cotidiana continua a me surpreender. Aqui, a linha que divide fatos de qualquer natureza e querelas políticas partidárias é tão tênue, que se joga de lado o respeito por pessoas que procuram exercer o seu ofício com máxima retidão possível.

Esquece-se, inclusive, que qualquer cidadão acusado de delitos de qualquer tipo, o que não é o meu caso, assim como dessa e daquela atitude ou posicionamento ético-profissional, aí sim, eu entro forçadamente na questão, é inocente até que se prove o contrário. A presunção de inocência, apesar de princípio jurídico aplicado ao direito penal, pode ser invocado também em casos sem maior gravidade quando, por exemplo, você é gratuitamente tachado de mentiroso.

Todo esse preâmbulo se faz necessário para adentrar ao caso em questão, relacionado ao fato amplamente divulgado por este blog, ocorrido na madrugada do último sábado, quando Anderson Pereira de Mattos foi agredido por um grupo de jovens entre os quais estavam dois filhos do vice-prefeito Eriberto Brilhante da Mota, Mayron e Marcelo, ato repudiado inclusive por mim mesmo, cujo desfecho eu espero ser a responsabilização dos autores, independentemente de serem filhos de bacana ou de qualquer pau-de-arara.

Ocorre que, manhã da última segunda-feira (5), enquanto comentava e lamentava o ocorrido em meu programa de rádio, que vai ao ar na Rádio Educadora 6 de Agosto entre às 8:30 e 10:00 da manhã, me coloquei à disposição das famílias envolvidas no entrevero, Mota, Menezes e Pereira, de forma a permitir que cada uma delas, caso quisessem, se manifestassem sobre o assunto, uma vez que o episódio, por envolver pessoas influentes, causava grande repercussão cidade afora.

Momentos depois, recebo telefonema do ex-vereador José Everaldo Pereira, manifestando interesse de ir à Rádio Educadora falar sobre o assunto em questão. De pronto, disse a ele que já estava à sua espera, ao que ele respondeu não estar preparado naquele momento e que só iria à emissora no dia seguinte. Encerrei a conversa telefônica dizendo a ele que me encontrava à inteira disposição das famílias com relação à repercussão dada ao caso pelo meu programa.

Em seguida, chega à emissora o vice-prefeito Eriberto Mota que, convidado a se pronunciar sobre o caso, falou de sua preocupação com a situação da vítima, afirmando que não protegeria seus filhos de qualquer responsabilidade e lamentando o episódio ocorrido pelo fato de se considerar amigo do pai de Anderson, Jéferson Mattos, assim como do próprio José Everaldo, de quem foi colega de mandato como vereador. Chegou a chorar durante a conversa, cuja íntegra está na emissora à disposição de quem tiver interesse na mesma.

Na manhã desta terça-feira (6), acordo acometido de febre acompanhada de fortes dores abdominais e deixo de me dirigir à rádio para apresentar meu programa diário, como faço normalmente. Como a emissora não dispõe de uma equipe ampla que possibilite substituições sem que haja prejuízo em outro serviço, a emissora permaneceu apenas com programação musical no horário da manhã. Sequer lembrei-me, admito o lapso, que Everaldo ficara de ir ao programa.

Eis que meu telefone residencial toca e, impossibilitado de atender, solicito que seja informado ao senhor José Everaldo, que me aguardava na rádio acompanhado de seu irmão, Carlos Luís, e de um advogado, que não estava em condições de apresentar o programa. Quando me preparava para telefonar ao tio de Anderson Mattos para convidá-lo a ir à emissora no período da tarde, no programa do radialista Joseni Oliveira, me chega às mãos um patético documento manifestando “descontentamento e desagravo” pelo fato de a emissora não haver proporcionado à família de Anderson o “sagrado direito do contraditório”.

Assinado pelo advogado Suede Chaves da Cruz (OAB/AC 664), com procuração anexa outorgada pela vítima, Anderson Pereira de Mattos, o documento afirma equivocadamente que o vice-prefeito “prestou esclarecimentos” sobre o caso junto à emissora. Repito: a íntegra da participação do vice-prefeito está à disposição de quem nela tenha interesse e uma breve transcrição do que Eriberto disse está transcrita logo abaixo, aqui no blog.

Como o vice-prefeito não fez nenhum juízo de valor sobre o episódio que envolve seus filhos, a não ser se solidarizar com a família da vítima e garantir que não passaria a mão na cabeça dos filhos, não sei a que “contraditório” o advogado de Anderson Mattos se refere.  Mas apesar de pensar desta maneira, os microfones do meu programa continuam à disposição da família, não para desabafos ofensivos e passionais como o que recebi de uma irmã de José Everaldo, Maria da Luz Pereira, em uma nota de repúdio para ser publicada aqui no blog na qual se refere aos envolvidos na agressão com o termo “cães adestrados”, mas para posicionamentos sóbrios sobre a situação do rapaz e de como a família está acompanhando o trabalho da polícia no caso.

No mesmo documento, o advogado, em nome de seu representado, insinua que eu estivesse mentindo quando informei as razões pelas quais não compareceria  à emissora de rádio, lembrando-me que o “caso em tela é de POLÍCIA e não de política”. Ora, quem falou em política foram os autores do texto e isso, para mim, sem querer ser assertivo, pode ser sintomático. Pode denunciar a intenção de se levar o assunto para um lado político com o qual não tenho nenhuma ligação. Essa atitude pode evidenciar que esse circo se montou única e simplesmente pelo fato de os envolvidos serem filhos do vice-prefeito. Mas também posso estar enganado, é claro.

A manifestação do advogado traz ainda à luz uma acusação grave que precisa ser averiguada com rigor pela polícia para que a justiça haja com dureza. Segundo o documento, Anderson Mattos foi agredido por um grupo de marginais que compõem a denominada “Gang da Fivela”, composta principalmente pelo filho do vice-prefeito Eriberto Mota, Mairon Mota Menezes; por Leandro Menezes, filho do funcionário da Seaprof, Nilberto Menezes; Renan Dankar, filho de Rômulo Dankar, pelo filho de outro funcionário da Seaprof, Paulo Sérgio Oliveira, de nome Lorran, além de outro não identificado até o momento.

A polícia de Xapuri precisa esclarecer urgentemente se o que houve nesse malfadado carnaval fora de época foi apenas uma confusão de jovens empolgados, empurrados por certa frouxidão dos pais, cuja briga resultou em graves consequências que poderiam ser ainda piores, ou se a cidade está à mercê de uma perigosa quadrilha de marginais formada por filhos de algumas das melhores famílias da sociedade local.

De minha parte, fiz o que achei correto e considero que agi com extrema isenção e imparcialidade no trato com o caso em repercussão, lembrando aos que se atreverem cogitar o contrário que sou tão amigo e admirador de Eriberto Mota quanto de Jéferson Mattos. Divulguei  e comentei as informações que apurei na polícia e junto a testemunhas, algumas delas, inclusive, afirmando que foi a própria vítima que deu início à confusão, fato que, se confirmado pela polícia, não justificará as covardes agressões recebidas pelo jovem, mas, da mesma maneira, fará recair sobre ele certa e proporcional responsabilidade sobre o episódio.

Ademais, reafirmo a minha solidariedade às famílias envolvidas neste lamentável acontecimento, esperando que o ocorrido sirva de lição para todos, sem exceção, assim como me mantenho à disposição, tanto através deste blog quanto de meu programa de rádio, assim, é claro, que estiver recuperado dessa tão persistente quanto inconveniente dor de barriga.

Ruas do Povo

Laranjal começa a ser pavimentado

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Começa a se tornar real o sonho dos moradores do bairro Laranjal, em Xapuri, de andar sobre ruas calçadas. As dificuldades de uma das comunidades mais pobres e problemáticas do município, do ponto de vista social, que enfrenta a lama no inverno e a poeira no verão, tendem a diminuir com a pavimentação em tijolos de suas principais ruas pelo programa Ruas do Povo.

Junto com a pavimentação, o prefeito Bira Vasconcelos anuncia um incremento nas ações relativas ao bairro laranjal  e adjacências com a construção de uma quadra de esportes, item que a comunidade ainda não possui, além de investimentos na área de atendimento em saúde, outro benefício inexistente de maneira mais próxima àquela população.

“Na campanha fizemos compromisso com o povo do Laranjal e muitos acharam que nós seriamos apenas mais um a prometer. Hoje, começamos a escrever uma nova história no bairro, com qualidade de vida para a população, sem lama no inverno e sem poeira no verão”, disse, rimando, o prefeito petista que batizou 2011 como o “Ano da Infraestrutura” em sua administração. 

O programa Ruas do Povo pretende pavimentar 8 quilômetros de ruas em Xapuri até o Natal deste ano. No total, serão 28 ruas beneficiadas nas quais serão gastos mais de 5 milhões de tijolos.

Em dezembro, prefeitura e governo pretendem anunciar a pavimentação de mais 5 quilômetros de vias urbanas para o ano de 2012, o que faria com que Xapuri necessitasse de apenas mais 5 quilômetros de calçamento para ter a totalidade de suas ruas pavimentadas, segundo informações da própria prefeitura.

Peladão da Independência

Criado no ano de 1974 pelo vereador João Simão dos Santos, o saudoso “João Sabiá”, o Peladão da Semana da Pátria tornou-se uma das maiores tradições esportivas do município de Xapuri. O evento sobrevive ao tempo reunindo anualmente dezenas de times das zonas urbana e rural, a maior parte deles formada de última hora com jogadores de todas as idades.

No Peladão, a regra maior é ninguém poder calçar chuteiras. Os “atletas” jogam as partidas descalços enfrentando a alta temperatura do gramado seco pela estiagem, enchendo os pés de bolhas de sangue, em muitos casos. Nada disso representa dificuldade para a realização dos confrontos, sempre eliminatórios, que começam sempre no Dia da Amazônia (5) e terminam no dia da Independência do Brasil (7).

Cerca de 30 equipes estão disputando a festa esportiva deste ano, mas esse número já chegou a quase uma centena em outras edições. A decisão do torneio está marcada para às 8:30 da manhã do dia 7. O palco é o bom e velho estádio Álvaro Felício Abrahão.

A imagem é do blog Xapuri em Destaque.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Violência em Xapuri

Vice-prefeito Eriberto Mota se manifesta sobre envolvimento de filhos em agressão

Visivelmente emocionado, o vice-prefeito de Xapuri, Eriberto Mota, se dirigiu à Rádio Educadora de Xapuri na manhã desta segunda-feira para se pronunciar sobre o envolvimento de seus filhos, Mayron e Marcelo, na confusão da qual Anderson Pereira de Mattos saiu gravemente ferido, na madrugada do último sábado, após participar do Carnaval Fora de Época.

Eriberto Mota afirmou que está muito preocupado com o estado de saúde de Anderson, que é filho do ex-bancário Jéferson Mattos, de quem o o vice-prefeito diz ser amigo. Ele fez questão de deixar claro que, independentemente do grau de participação de seus filhos na agressão, jamais haverá de sua parte alguma intenção de protegê-los de suas responsabilidades.

“Antes de mais nada gostaria de dizer que estou muito triste com esse acontecimento, principalmente pelo de fato de o pai de Anderson ser meu amigo. Como pai, quero dizer que não tenho a intenção de defender ninguém e espero que a polícia apure o que aconteceu realmente e que cada um responda de forma justa por aquilo que fez”.

O blog não conseguiu apurar melhor os fatos na manhã desta segunda-feira porque, alegando estar com sua mesa cheia de “procedimentos”, o novo delegado titular de Xapuri, Antônio Carlos Marques, não atendeu ao meu pedido de prestar algumas informações sobre o caso que causa repercussão principalmente por envolver membros de três famílias tradicionais da cidade.

Informações de testemunhas dão conta de que os ferimentos mais graves sofridos por Anderson Mattos foram ocasionados por golpes de uma fivela de cinto cowboy desferidos por um estudante de medicina chamado Renan Dankar, amigo dos filhos do vice-prefeito. As pancadas foram tão fortes que quebraram o crânio da vítima.

Com base nas mesmas informações, a confusão teria começado depois que Anderson viu uma suposta namorada sua reunida com o grupo de amigos dos filhos do vice-prefeito. Após tomar satisfação com a garota, ele teria desferido um soco em Renan, a partir de quando começou a ser espancado por uma multidão até perder os sentidos no solo.

Segundo informações da família, Anderson foi submetido a uma cirurgia de emergência ainda na tarde do domingo (4) no Pronto-Socorro de Rio Branco, para onde foi encaminhado logo em seguida aos acontecimentos em Xapuri. Até o fechamento do post, não havia nenhuma informação sobre o seu estado de saúde.

Dia da Amazônia

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Frei Pilato Pereira

No dia 5 de setembro comemora-se o dia da Amazônia. A extensão da Floresta Amazônica abrange os estados brasileiros do Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão e parte do Mato Grosso. Mas a Amazônia vai além do território brasileiro. Ela também se expande para outros países da América do Sul, como: Venezuela, Guianas, Suriname, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. É um bioma transnacional, cuja preservação depende de todos os governos e sociedades de abrangência do território amazônico.

Toda a área da Amazônia corresponde a dois quintos da América do Sul e, praticamente, a metade do território brasileiro. Sabemos da grandiosidade da Floresta Amazônica em termos de extensão, mas ela também é grande, rica e impressionante em minerais, espécies vegetais, animais e reservas de água doce, por conta do grande volume de água dos seus rios.

Um dado muito significativo, é que na Amazônia estão um quinto das águas doces do mundo. É, portanto, a maior bacia hidrográfica do planeta, com extensão de sete milhões de quilômetros. Os principais rios que formam a bacia são, além do Amazonas, os seus afluentes: Negro, Trombetas e Japurá, à esquerda; e Madeira, Xingu, Tapajós, Purus e Juruá, na margem direita.

A Floresta Amazônica tem uma importância significativa para a normalidade da vida no planeta Terra. Ao absorverem carbono, por exemplo, suas árvores contribuem para o equilíbrio do clima mundial. Tudo isso mais a variedade de solos, altas temperaturas e muita chuva faz com que a Amazônia seja um ecossistema auto-sustentável, isto é, capaz de se manter com seus próprios recursos.

Com beleza tão exuberante e com tantas riquezas naturais, a Amazônia também tem a sua limitação e fragilidade que o ser humano precisa saber e respeitar. O solo do território amazônico tem baixa fertilidade. É apenas uma pequena camada muito superficial que é fértil para o cultivo. Cuja fertilidade persiste por pouco tempo, não mais que um ano de manejo. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e pecuária, como alguns políticos e empresários malucos e ambiciosos estão fazendo. Pois, sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega todos os nutrientes do solo e o torna extremamente pobre. É da própria natureza que o solo amazônico esteja apenas para a floresta e para quem souber conviver com ela.

Se a humanidade quer se servir da Amazônia, deverá deixá-la em paz. Os desmatamentos e disputas pelo domínio de suas terras, a caça e a pesca sem controle e o contrabando de animais e de plantas, são ações criminosas que ameaçam a sobrevivência da floresta. A intervenção equivocada do ser humano na Floresta Amazônica impede a utilização correta de seus recursos para o bem da humanidade. Se deixarmos a floresta em paz, ela nos trará a paz.

Frei Pilato Pereira é mestrando em Teologia PUC-RS. Escreve no blog Olhar Ecológico.

domingo, 4 de setembro de 2011

Já diz o velho ditado

“Boa romaria faz quem em sua casa está em paz”

Na noite/madrugada desse sábado de carnaval fora de época, nas proximidades da igreja de São Sebastião e a alguns metros do local onde se realiza a folia fora de hora, o jovem Anderson Matos, popularmente conhecido pela alcunha de “Mangaba” foi dura e covardemente espancado por uma turba de “pit boys”, sofrendo ferimentos na cabeça que o levaram a ser transferido para Rio Branco em uma unidade do Serviço Atendimento Médico de Urgência.

Testemunhas que presenciaram a selvageria afirmam que, depois de uma confusão iniciada sem motivo aparente, Mangaba foi agredido por quase uma dezena de indivíduos que lhe atiraram ao chão pisoteando-o impiedosamente. Um dos agressores, que seria oriundo do município de Brasiléia, teria desferido vários golpes na cabeça da vítima com a fivela de um cinto estilo cowboy que resultaram em enormes cortes na região da nuca.

Segundo os agentes de plantão na Delegacia Geral de Polícia de Xapuri na manhã deste domingo, três participantes da confusão foram presos por policiais do Bope presentes na cidade para a segurança do carnaval, mas liberados após assinarem Termo Circunstanciado de Ocorrência. Somente nesta segunda-feira (5), informações poderão ser levantadas com mais precisão sobre o caso, assim como sobre a situação da vítima das agressões.

O que chama atenção nesse caso é que tanto vítima quanto agressores são oriundos de famílias tradicionais de Xapuri. Anderson é filho do ex-bancário e maçom Jéferson Mattos com a funcionária pública Bárbara Mattos, da família Pereira, do popular José Bacú. Parte dos agressores são membros da família Menezes, sendo dois, segundo informações preliminares, filhos do vice-prefeito Eriberto Mota.

De acordo com Carlos Estevão Ferreira Castelo, que é tio da vítima, Anderson sofreu traumatismo craniano e passou por cirurgia de emergência no pronto socorro de Rio Branco ainda na tarde do domingo.

Apesar da perda total da fala em razão das agressões recebidas, Anderson conseguiu identificar, via escrita, os seus agressores para o delegado de Xapuri que compareceu ao Hospital no domingo pela pela manhã.

Apesar de vivermos numa cidade pequena e acanhada, o velho provérbio nunca esteve tão usual.

Menino Garrinha

Ficou mais experiente neste sábado, 3 de setembro, meu amigo João Mendes, o popular João Garrinha, proprietário, junto com a esposa Maria Nilce, da Pousada Chapurys, onde montou um importante acervo sobre a história de Xapuri.

Garrinha foi às lágrimas ao ser surpreendido pela família com uma homenagem em vídeo feita durante a festa de aniversário do neto João Adriano, realizada na Loja Maçônica de Xapuri, também neste sábado.

Como homenagem do blog, fui ao arquivo em busca da imagem acima, feita no ano de 2009, quando flagrei o menino João Garrinha soltando pipa em frente à pousada. Sinal de que, a despeito de castigar o corpo, o tempo nos conserva o espírito de criança.

Parabéns ao grande Garrinha, um dos patrimônios vivos da nossa gente.

Detalhe

Não passou desapercebido pelo público um pequeno detalhe na ornamentação da solenidade de abertura dos desfiles da Semana da Pátria deste ano. Duas fitas entremeadas em azul e branco circundando o palanque oficial deram um tom “para ver Xapuri renascer” à festa.

Para ver Xapuri Renascer foi o slogan mal sucedido, e o azul e o branco as cores oficiais da administração anterior, do ex-prefeito Wanderley Viana. Se percebeu a gafe, o prefeito Bira Vasconcelos optou por deixar transparecer o contrário.

Veja como foi o evento no blog Xapuri em Destaque.

Melk

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O Carnaval fora de época de Xapuri está tendo uma ausência importante. O sempre alegre e divertido Melk, cria dos amigos Ziláh e do Mirim, está em Jales, interior de São Paulo, onde faz tratamento de sério problema de saúde.

Tomo a liberdade de falar no assunto aqui no blog para desejar a ele sucesso nos procedimentos médicos e dizer que estamos a sua espera para comemorar, em pleno “Ninho do Urubu”, o título do Vasco da Gama na Copa do Brasil.

Dá-lhe, Melk. 

sábado, 3 de setembro de 2011

Presente de Grego

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O conhecidíssimo Damião Menezes, proprietário do famoso “Bar do Damião”, aniversariou esta semana. Feliz da vida com as homenagens recebidas dos amigos, o aniversariante convidou o advogado Júlio Oliveira para uma partidinha de sinuca, jogo no qual se gaba exímio praticante.

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O resultado do desafio foi, para Damião, um verdadeiro presente de grego. Perdeu a partida na qual o assessor jurídico da prefeitura de Xapuri usou como taco um cabo de vassoura, conforme denunciam as imagens registradas pela câmera de um telefone celular.

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Acima, o cruel advogado com a arma do crime nas mãos. “É um fato histórico que merece ser registrado nos anais”, disse.

Damião, por sua vez, não quis comentar o desagradável resultado da partida. Parabéns a ele. Pelo aniversário, obviamente.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Impressão ruim

Hoje, na coluna Poronga:

“A decepção do senador Randolfe Rodrigues, do PSOL do Amapá, que em comitiva tentou em vão visitar o Centro de Memória Chico Mendes e a Casa onde o líder seringueiro foi morto, em Xapuri, porque passavam das 18 horas, recomenda mais atenção dos responsáveis quanto ao significado daqueles espaços para o Estado, o país e o mundo.

Chico virou um símbolo universal. Portanto, a visitação não pode ser dificultada nem para quem está perto nem para quem chega de longe, como foi o caso do senador. Tinha um rapaz cuidando de outro prédio ao lado da Casa, mas ele agiu como policial, impedindo até que Randolfe entrasse pela portinhola da cerca e tivesse acesso ao quintal.

O rapaz parecia ter recebido orientação para agir daquela maneira, como um leão-de-chácara. Ele não cedeu nem quando foi apresentado ao senador. As explicações dadas ontem a este jornal por Elenira Mendes, a simpática filha de Chico Mendes com Ilzamar, não ajudam a corrigir essa situação, que contraria a história do homenageado.

Sim, o senador e sua comitiva saíram com a impressão de que a cidade de Xapuri não cuida tão bem quanto deve da imagem de seu valoroso líder seringueiro e ambientalista”.

Fumaça da Bolívia

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Evandro Ferreira

As imagens dos satélites da NASA/MODIS não deixam dúvida: a fumaça que estacionou sobre Rio Branco desde ontem (01/09) vem majoritariamente da Bolívia. Esta situação é favorecida pela direção do vento, que sopra no sentido noroeste. Com isso praticamente todo o Acre está encoberto por uma densa camada de fumaça de queimadas que estão sendo realizadas nas cercanias de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia.

Para piorar a situação, existe uma camada de nuvens estacionada sobre a nossa cidade, o que reforça a impressão de fumaça excessiva no ar.

Não é possível estimar o percentual de contribuição da fumaça de origem boliviana. Mas é certo que parte da fumaça que encobre Rio Branco também tem origem no leste do Acre. A primeira semana de setembro tem sido, historicamente, elegida por nossos agricultores como o período ideal para realizar queimadas. Nesta semana o número de focos de calor detectados no Acre sempre são mais elevados do que em outros períodos do ano.

Evandro Ferreira é pesquisador do Inpa-Ac e do Parque Zoobotânico da UFAC. Escreve no blog Ambiente Acreano.

É ilegal e desmata

Marina Silva

Via blog do Altino.

Na última semana, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) entregou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado seu relatório sobre o projeto do Código Florestal. Não surpreendeu.

Manteve todos os vícios de origem, que agridem a Constituição, trazem insegurança jurídica e incentivam novos desmatamentos. Poderia ter melhorado, agregando contribuições dos cientistas e especialistas ouvidos no Congresso.

Poderia ter esperado a reunião com juristas. Mas não. Passou recibo e assinou embaixo.

Já se esboça operação política para que, rapidamente, esses retrocessos sejam legitimados. No Senado, parece haver articulação entre governo e ruralistas para que se aprove o projeto com rito sumário na CCJ. É o que se depreende da manifestação pública da ministra do Meio Ambiente, sinalizando aprovação ao relatório, e das declarações da presidente da Confederação Nacional da Agricultura à imprensa sobre um suposto acordo com o relator na Comissão de Meio Ambiente, Jorge Viana (PT-AC), para votá-lo até outubro.

As coisas começam a ficar mais claras. Senão, como entender a lamentável decisão de entregar a relatoria de três das quatro comissões que analisam o Código no Senado para um mesmo senador, aquele que fez uma lei estadual flagrantemente inconstitucional, reduzindo a proteção das florestas em Santa Catarina, equívoco que, agora, está propondo para todo o país?

Repete-se o distanciamento entre a posição do Congresso e a vontade da sociedade, acrescido da tentativa de criar a falsa sensação de que o projeto é equilibrado e bom para as florestas. Isso não é verdade.

Nenhuma das sugestões dos ex-ministros do Meio Ambiente foram consideradas.

Tampouco as dos cientistas.

Segundo uma primeira avaliação do Comitê em Defesa das Florestas, integrado por CNBB, OAB, ABI, entidades ambientalistas, sindicais e empresariais, o relatório não só não corrige os retrocessos, mas os consolida e aprofunda (ver minhamarina.org.br).

Transferir competências da União para os Estados vai promover uma guerra ambiental e gerar legislações permissivas, antiambientais e irresponsáveis. Juristas de renome, como o ministro Herman Benjamin, do STJ, têm alertado para a necessidade de observância do princípio jurídico da "proibição de retrocessos".

Ele entende que o projeto reduz a proteção das florestas, em vez de ampliá-la.

O debate no Senado pode ser mais amplo, profundo e sem pressa. Todos os argumentos e questionamentos devem ser analisados com isenção. É inaceitável que a manobra rural-governista em curso coloque por terra a esperança depositada no Senado e nos compromissos de não retrocesso assumidos pela presidente Dilma.

Marina Silva escreve às sextas-feiras na Folha de S. Paulo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Elenira justifica

Elenira Mendes ligou à coluna Poronga para explicar que o Centro de Memória Chico Mendes e a casa onde viveu o pai ficam abertos a visitação pública entre 8 e 18 horas, todos os dias, salvo quando há prévia comunicação de visitas ilustres.

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A explicação dela foi uma resposta a informações publicadas na coluna e reproduzidas por este blog, segundo as quais o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) não teria conseguido, na última sexta-feira, visitar esses locais, que hoje são os principais pontos turísticos de Xapuri.

Sobre a precária situação em que se encontra o túmulo onde Chico Mendes está sepultado, Elenira afirma que a responsabilidade pela limpeza é da prefeitura de Xapuri. A identificação da lápide, segundo ela, está sendo providenciada para substituir a que fora furtada tempos atrás.

Recordar é viver…

Ela andou esquecendo algumas letras, sim. Mas é uma das maiores cantoras que o Brasil já viu.