A Bancada dos Vereadores do PT na Câmara de Xapuri encaminhou à Promotoria de Justiça, nesta quinta-feira (15), Ofício de nº 001/2008, que leva ao conhecimento do promotor Mariano Jeorge de Souza Melo atos de suposta improbidade administrativa praticados pelo prefeito Vanderley Viana de Lima (PPS). Os vereadores João Ribeiro de Freitas, José Maria Miranda e José Cecílio Evangelista acusam, com base em denúncias populares, o prefeito de vender ou doar a terceiros bens do patrimônio público municipal sem autorização da Câmara.
Os bens relacionados pelo trio de parlamentares constam de um trator agrícola, da marca New Holland 5630, registrado no patrimônio municipal sob o número 0338, um perfurador de solo, número de patrimônio 0186, um arado com rodas 3x26x4.75 e um arado de três discos, os dois últimos sem informação sobre registro patrimonial. Todos os bens são pertencentes à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sedema). A bancada petista pede ainda informações sobre o sumiço de dois micro-ônibus escolares da Secretaria Municipal de Educação.
Os vereadores pedem no documento que o promotor de justiça intervenha na “falta de respeito” com que o prefeito do município trata a câmara e as leis municipais e o obrigue a responder aos fatos denunciados desde o início do ano. Em janeiro passado, os vereadores José Maria Miranda, João Ribeiro de Freitas e Raimundo Francisco Gondim, este último do PC do B, solicitaram ao prefeito, via requerimento aprovado em plenário, uma série de informações e documentos sobre uma série de denúncias de irregularidades na prefeitura. Vanderley Viana deveria atender à solicitação em um prazo de 15 dias, mas passados mais de 4 meses, as muitas perguntas não foram respondidas.
Na justificativa do pedido de explicações, os vereadores relatam que têm recebido inúmeras denúncias de funcionários e populares, dando conta de que o prefeito Vanderley Viana está administrando os recursos públicos como se fossem de sua propriedade, desviando rendas devidas ao município. Um dos exemplos é a Cerâmica Municipal, cujo faturamento com as vendas de tijolos estaria sendo feito “por fora”, à revelia do conhecimento ou permissão da câmara, com o objetivo de custear despesas pessoais do prefeito, que receberia, pessoalmente, dinheiro das mãos do gerente da indústria.
Na esteira de denúncias de desvio de recursos, a esposa do prefeito e secretária de Ação Social, Iracema Cecília de Souza, teria comprado um veículo para o genro e diretor de divulgação da prefeitura, Josimar Tavares, além de manter com recursos do município o aluguel de uma casa de morada localizada à Rua Benjamin Constant, no centro da cidade. Ainda na secretaria da esposa do prefeito, vários pagamentos estariam sendo feitos a empresas para a aquisição de material de construção e alimentos que não são entregues ao município.
Na mesma secretaria, pagamento de viagens de barco nos rios Acre e Xapuri teriam sido feitos a um morador do bairro Sibéria, quando na verdade dinheiro teria sido destinado ao pagamento de dívidas para com o senhor Antônio José da Costa, conhecido popularmente como “Dapuí”, que esteve preso na penitenciária de Rio Branco, acusado de tráfico de drogas, antes de falecer há alguns meses. Denúncias dão conta também de desvio de recursos destinados à reconstrução do Lar dos Vicentinos, no bairro da Bolívia, cuja obra foi apenas iniciada, estando os idosos instalados em uma casa alugada, no centro da cidade.
Os vereadores relatam também que no final de 2007 o prefeito teria efetuado pagamento de altos valores, através de laranjas, que seriam garis da própria prefeitura, em cujas contas foram lançados créditos que posteriormente foram sacados e entregues ao secretário Francisco Ferreira da Silva, o Neném Borges.
Na organização da Festa de São Sebastião deste ano, o prefeito teria cobrado, à revelia do Código Tributário Municipal, o valor de R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais) pelos terrenos vendidos a ambulantes, além de adquirir, para a construção das barracas, madeira ilegal que foi apreendida pelo Imac. Os pagamentos dos valores referentes aos terrenos não era realizado através de documento de arrecadação (DAM) e sim para os próprios funcionários da prefeitura, encarregados da venda dos mesmos.
Os vereadores denunciaram ainda, na época, que se tornara hábito do prefeito Vanderley Viana exigir dinheiro de credores e empresas que prestam serviços no município para manter suas despesas pessoais, entre elas o pagamento do seu veículo particular. Vanderley Viana teria, segundo os vereadores, cobrado de duas empresas que executam as obras de pavimentação de ruas, construção de uma quadra esportiva no bairro do Pantanal e construção de módulos sanitários no bairro da Bolívia, os valores de R$ 18.000,00 e R$ 9.000,00 para fins particulares, alegando ser para despesas da prefeitura.
O trio de parlamentares requereu à presidência da câmara a criação de uma comissão parlamentar para acompanhar a venda de terrenos na Festa de São Sebastião. Outro pedido feito foi o de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito para apurar as denúncias que estão sendo apresentadas contra o prefeito e alguns membros de sua equipe. Até hoje, nada aconteceu.
Veja a seguir as informações e documentos solicitados ao prefeito de Xapuri pelos vereadores:
1– Cópias de todos os processos de pagamentos de serviços de pessoa física, efetuados pela Secretaria Municipal de Trabalho e Bem Estar Social, no período de fevereiro a junho de 2007, pagos com recursos próprios e com repasses federais;
2 – Cópias de todos os processos de pagamentos de serviços de pessoa jurídica, efetuados pela Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social, no período de fevereiro a julho de 2007, pagos com recursos próprios e com repasses federais;
3 – Cópias de todos os comprovantes de pagamento de todos os tijolos “vendidos” pela Cerâmica Municipal no período de julho a dezembro de 2007, bem como a relação de DAM’s expedidos pelo Setor de Cadastro;
4 – Relação de funcionários e/ou prestadores de serviços da Cerâmica Municipal, bem como cópias dos processos de pagamentos de salários dos mesmos, no período de agosto a dezembro de 2007;
5 – Cópias dos processos de pagamentos efetuados a garis como forma de quitação de salários dos meses de outubro a dezembro de 2007;
6 – Cópias dos comprovantes de boletos de pagamentos bancários dos terrenos vendidos a título de uso e ocupação do solo durante as festividades do Padroeiro;
7 – Cópia da Planta e Tabela de preços dos terrenos a serem vendidos pela prefeitura municipal a título de uso e ocupação do solo durante as festividades do padroeiro São Sebastião;
8 – Relação dos funcionários e/ou prestadores de serviços da SEMINFRA, bem como cópia dos processos de pagamentos de salários dos mesmos, no período de agosto a dezembro de 2007;
9 – Prestar esclarecimentos sobre o convênio do Ministério da Defesa de nº 574907, onde consta como objeto a pavimentação das ruas ESPERANÇA e AMADEU DANTAS, que já estão prontas, mas, segundo informações, foram calçadas com recursos próprios do município. Neste item está incluso o caso da Rua Rodovaldo Nogueira, cujas obras foram licitadas, mas que foram realizadas, em parte, com a estrutura da prefeitura.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Patrimônio Nacional
Iphan promove o tombamento da Casa de Chico Mendes como Patrimônio Histórico Nacional
O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou hoje, 15 de maio, o tombamento da Casa de Chico Mendes, em Xapuri, onde o líder sindical e ambientalista foi assassinado há 20 anos.
A reunião do Conselho ocorreu no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, administrado pela conselheira do Iphan, Angela Gutierrez.
A presidente do Instituto Chico Mendes e filha do seringalista que lutou pela preservação sustentável da Amazônia, Elenira Mendes, compareceu à reunião. Ela conta sobre a importância do tombamento da casa, onde funciona um centro de memória do seringueiro.
"Nós sempre tivemos o cuidado de preservar a casa. Desde que meu pai foi assassinado, nós não moramos mais lá, para manter tudo como era: os móveis estão no mesmo lugar a casa vizinha se mantém exatamente como era. Mas, com o tempo, fica difícil evitar que a rua seja asfaltada e que a região mantenha as suas característica, sem instrumentos legais para assegurar essa proteção".
Mesa onde Chico Mendes jogou dominó pouco antes de receber o tiro fatal
Queijo de Minas
Na mesma reunião do Conselho Consultivo do Iphan, o registro do modo artesanal de fazer queijo-de-minas como patrimônio imaterial brasileiro foi aprovado por aclamação. Este é o 13º bem imaterial do Brasil, junto ao ofício das baianas do acarajé e o modo de fazer viola-de-cocho.
"O queijo, este produto de origem milenar que os exploradores do ouro trouxeram para Minas, é hoje uma das maiores expressões da chamada mineiridade", argumenta a conselheira do Iphan, Angela Gutierrez, em seu parecer.
"Seja como alimento ou como manifestação cultural, está presente no cotidiano e no imaginário de todos os mineiros. Esse saber, do modo de produção queijeira, passado de pai para filho, de geração a geração, este conhecimento garantiu ao longo dos séculos a sustentabilidade das famílias, assim como representa também ajuda imprescindível à economia familiar", complementa ela.
Luta pela terra
Agricultor luta para não perder terras em que vive há 15 anos

O agricultor Sebastião Olímpio Alves, 52 anos, pai de 3 filhos menores de idade, residente na colônia 3 Irmãos, vive um drama de difícil solução. Está ameaçado de perder quase a totalidade da área de terra onde mora e trabalha desde 1993 - uma propriedade rural de 24 hectares, na margem do Rio Acre, seringal Aquidaban, no município de Xapuri. Esta propriedade teria, segundo ele, sido doada aos seus avós há muitos anos pelo pai da juíza de direito Maria Tapajós Santana Areal, José Santana, proprietário de terras na região.
Sebastião Olímpio diz que as terras sempre foram ocupadas pelos herdeiros de seus avós, mas que com a divisão do Incra, ocorrida em ano incerto, estabelecendo ali uma área de assentamentos, o título das terras foi emitido em nome de Albertina Costa de Santana, sua tia, sendo que a mesma não recebeu o documento em vida. Ele afirma que passou a trabalhar nas terras, que estavam abandonadas, no ano de 1993, por ordem de sua mãe, Laura Costa Alves, irmã de Albertina. Desde então, passou a ser acusado de invasor das terras por Hércules Santana, esposo de sua falecida tia, Albertina.
Hércules Santana, também já falecido, apresentou à justiça documentos que comprovam que Albertina Costa de Santana teria lhe transmitido a propriedade das terras que, posteriormente, foram repassadas por ele a uma senhora de nome Maria de Nazaré, que teria sido sua companheira após o falecimento da primeira esposa. Acionado na justiça, Sebastião Olímpio já foi despejado das terras por duas vezes, mas sempre retornou ao lugar. Ele contesta a legitimidade dos documentos que lhe tiram o direito sobre as terras.
No último dia 7 de maio, o caso teve um desfecho adverso para Sebastião. Segundo ele, assinou um acordo judicial, na vara cível da comarca de Xapuri, através do qual ficará com apenas 4 hectares de um total de 24, cabendo o restante à Maria de Nazaré, representante do espólio de Hércules Santana, que vive em Rio Branco e não conhece as terras, de acordo com o agricultor. Sebastião afirma que assinou o acordo judicial “sob pressão” e que não estava ciente dos termos constantes no mesmo.
Sebastião Olímpio afirma que quando chegou à localidade, as terras estavam abandonadas, sem nenhuma benfeitoria. Durante esses 15 anos, o agricultor formou pasto para gado e plantou roçados, onde colhe arroz, feijão e milho para sua subsistência e para venda na cidade, além de construir sua casa de morada. Ele diz que não tem para aonde ir e que em apenas 4 hectares não terá condições de produzir para o sustento de sua família.
Analfabeto, Sebastião pediu para que seu caso fosse divulgado pela imprensa, como forma de ter o caso revisto pela justiça. Ele procurou, na tarde de ontem, o Promotor de Justiça de Xapuri, Mariano Jeorge de Souza Melo, de quem recebeu a informação de que, após ter assinado o acordo, nada mais poderá ser feito para reverter a sua situação. No próximo dia 24 de maio, as terras serão medidas por ordem judicial. Caso não se retire da área que coube à outra parte, o agricultor deverá mais uma vez ser despejado pela justiça.

O agricultor Sebastião Olímpio Alves, 52 anos, pai de 3 filhos menores de idade, residente na colônia 3 Irmãos, vive um drama de difícil solução. Está ameaçado de perder quase a totalidade da área de terra onde mora e trabalha desde 1993 - uma propriedade rural de 24 hectares, na margem do Rio Acre, seringal Aquidaban, no município de Xapuri. Esta propriedade teria, segundo ele, sido doada aos seus avós há muitos anos pelo pai da juíza de direito Maria Tapajós Santana Areal, José Santana, proprietário de terras na região.
Sebastião Olímpio diz que as terras sempre foram ocupadas pelos herdeiros de seus avós, mas que com a divisão do Incra, ocorrida em ano incerto, estabelecendo ali uma área de assentamentos, o título das terras foi emitido em nome de Albertina Costa de Santana, sua tia, sendo que a mesma não recebeu o documento em vida. Ele afirma que passou a trabalhar nas terras, que estavam abandonadas, no ano de 1993, por ordem de sua mãe, Laura Costa Alves, irmã de Albertina. Desde então, passou a ser acusado de invasor das terras por Hércules Santana, esposo de sua falecida tia, Albertina.
Hércules Santana, também já falecido, apresentou à justiça documentos que comprovam que Albertina Costa de Santana teria lhe transmitido a propriedade das terras que, posteriormente, foram repassadas por ele a uma senhora de nome Maria de Nazaré, que teria sido sua companheira após o falecimento da primeira esposa. Acionado na justiça, Sebastião Olímpio já foi despejado das terras por duas vezes, mas sempre retornou ao lugar. Ele contesta a legitimidade dos documentos que lhe tiram o direito sobre as terras.
No último dia 7 de maio, o caso teve um desfecho adverso para Sebastião. Segundo ele, assinou um acordo judicial, na vara cível da comarca de Xapuri, através do qual ficará com apenas 4 hectares de um total de 24, cabendo o restante à Maria de Nazaré, representante do espólio de Hércules Santana, que vive em Rio Branco e não conhece as terras, de acordo com o agricultor. Sebastião afirma que assinou o acordo judicial “sob pressão” e que não estava ciente dos termos constantes no mesmo.
Sebastião Olímpio afirma que quando chegou à localidade, as terras estavam abandonadas, sem nenhuma benfeitoria. Durante esses 15 anos, o agricultor formou pasto para gado e plantou roçados, onde colhe arroz, feijão e milho para sua subsistência e para venda na cidade, além de construir sua casa de morada. Ele diz que não tem para aonde ir e que em apenas 4 hectares não terá condições de produzir para o sustento de sua família.
Analfabeto, Sebastião pediu para que seu caso fosse divulgado pela imprensa, como forma de ter o caso revisto pela justiça. Ele procurou, na tarde de ontem, o Promotor de Justiça de Xapuri, Mariano Jeorge de Souza Melo, de quem recebeu a informação de que, após ter assinado o acordo, nada mais poderá ser feito para reverter a sua situação. No próximo dia 24 de maio, as terras serão medidas por ordem judicial. Caso não se retire da área que coube à outra parte, o agricultor deverá mais uma vez ser despejado pela justiça.
Movimentos sociais lamentam saída de Marina
Organizações de defesa do meio ambiente rechaçam saída de Marina da Silva
Movimentos sociais, do campo, de defesa do meio ambiente são unânimes em concordar: a saída da ministra do meio ambiente, Marina Silva, é uma derrota para o desenvolvimento sustentável do país e uma vitória do agronegócio. A ministra entregou sua carta de demissão - de caráter irrevogável -, na manhã da última terça-feira, ao presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Em nota do Greenpeace, diretor da organização para a campanha da Amazônia, Paulo Adario, disse que "o pedido de demissão da ministra Marina comprova o descaso do governo Lula com a causa ambiental e também com a proteção da Amazônia". Já o Movimento dos Sem Terra (MST), disse que o governo está em dívida com o povo em relação à política ambiental.
O MST, em nota de lamento pela saída da ministra, apontou nove razões para exemplificar esse descaso governamental. Entre elas estão: a aprovação das variedades de milho transgênico, que vão trazer enormes prejuízos para toda a agricultura familiar e camponesa; a liberação de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que terão graves impactos ambientais; o projeto de transposição do rio São Francisco.
E, em uma infeliz coincidência - já que a Medida Provisória (MP) foi aprovada pela Câmara no mesmo dia da demissão de Marina -, foi submetida a aprovação da MP 422, que legaliza a grilagem de terras na Amazônia em propriedades controladas. Com a mudança, agora, poderão ser concedidos, pela União, até 1.500 hectares de terra, sem que necessite de licitação.
O projeto, que sequer foi discutido com o Ministério do Meio Ambiente, ainda precisa ser votado no Senado. Os apoiadores do projeto justificam a busca por aprovação dizendo que essas terras já estão ocupadas. Mas a grilagem de terras é crime no país e, ao invés de punir os culpados, a lei está sendo mudada para beneficiá-los. Além disso, uma possível aprovação da MP contribuiria para o desmatamento da Amazônia.
Para a organização de proteção do meio ambiente, WWF, esses exemplos são mostras das contrariedades que a ministra vinha sofrendo, desde que assumiu o cargo em 2003. No entanto, a WWF atribui a Marina inúmeros avanços na área ambiental.
Entre os avanços estão: "a política florestal, com um inovador sistema de concessões de florestas públicas, as medidas de monitoramento, prevenção e combate ao desmatamento, a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a gestão de unidades de conservação federais, os esforços para a aprovação da Lei da Mata Atlântica no Congresso e a criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)".
(Envolverde/Adital)
Movimentos sociais, do campo, de defesa do meio ambiente são unânimes em concordar: a saída da ministra do meio ambiente, Marina Silva, é uma derrota para o desenvolvimento sustentável do país e uma vitória do agronegócio. A ministra entregou sua carta de demissão - de caráter irrevogável -, na manhã da última terça-feira, ao presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Em nota do Greenpeace, diretor da organização para a campanha da Amazônia, Paulo Adario, disse que "o pedido de demissão da ministra Marina comprova o descaso do governo Lula com a causa ambiental e também com a proteção da Amazônia". Já o Movimento dos Sem Terra (MST), disse que o governo está em dívida com o povo em relação à política ambiental.
O MST, em nota de lamento pela saída da ministra, apontou nove razões para exemplificar esse descaso governamental. Entre elas estão: a aprovação das variedades de milho transgênico, que vão trazer enormes prejuízos para toda a agricultura familiar e camponesa; a liberação de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que terão graves impactos ambientais; o projeto de transposição do rio São Francisco.
E, em uma infeliz coincidência - já que a Medida Provisória (MP) foi aprovada pela Câmara no mesmo dia da demissão de Marina -, foi submetida a aprovação da MP 422, que legaliza a grilagem de terras na Amazônia em propriedades controladas. Com a mudança, agora, poderão ser concedidos, pela União, até 1.500 hectares de terra, sem que necessite de licitação.
O projeto, que sequer foi discutido com o Ministério do Meio Ambiente, ainda precisa ser votado no Senado. Os apoiadores do projeto justificam a busca por aprovação dizendo que essas terras já estão ocupadas. Mas a grilagem de terras é crime no país e, ao invés de punir os culpados, a lei está sendo mudada para beneficiá-los. Além disso, uma possível aprovação da MP contribuiria para o desmatamento da Amazônia.
Para a organização de proteção do meio ambiente, WWF, esses exemplos são mostras das contrariedades que a ministra vinha sofrendo, desde que assumiu o cargo em 2003. No entanto, a WWF atribui a Marina inúmeros avanços na área ambiental.
Entre os avanços estão: "a política florestal, com um inovador sistema de concessões de florestas públicas, as medidas de monitoramento, prevenção e combate ao desmatamento, a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a gestão de unidades de conservação federais, os esforços para a aprovação da Lei da Mata Atlântica no Congresso e a criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)".
(Envolverde/Adital)
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Projeto provoca mudanças no Tribunal do Júri
Um projeto aprovado pela Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, altera o funcionamento do Tribunal do Júri e acaba com a possibilidade de um segundo julgamento no caso de condenações superiores a 20 anos, como acontece na atualidade.
Foi desse benefício que se utilizou o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, acusado do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang. Depois de ter sido condenado a 30 anos de prisão no primeiro julgamento, foi absolvido no segundo, realizado na semana passada.
O projeto será enviado para sanção presidencial. Se sancionado, entra em vigor em dois meses e pode influir no julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pela morte da menina Isabella.
O projeto aprovado na Câmara também reduz a duração do processo. Atualmente há três audiências antes do julgamento para a instrução do processo. Pelo novo texto, haveria apenas uma audiência, na qual todas as provas serão produzidas.
A Câmara reduz também as possibilidades de adiamento do julgamento. Com a proposta aprovada, o adiamento só aconteceria em casos considerados excepcionais, e o réu poderia ser julgado mesmo se não comparecesse à sessão.
Leia mais sobre o caso do assassinato da missionária Doroty Stang, no portal Globo.com
Foi desse benefício que se utilizou o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, acusado do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang. Depois de ter sido condenado a 30 anos de prisão no primeiro julgamento, foi absolvido no segundo, realizado na semana passada.
O projeto será enviado para sanção presidencial. Se sancionado, entra em vigor em dois meses e pode influir no julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pela morte da menina Isabella.
O projeto aprovado na Câmara também reduz a duração do processo. Atualmente há três audiências antes do julgamento para a instrução do processo. Pelo novo texto, haveria apenas uma audiência, na qual todas as provas serão produzidas.
A Câmara reduz também as possibilidades de adiamento do julgamento. Com a proposta aprovada, o adiamento só aconteceria em casos considerados excepcionais, e o réu poderia ser julgado mesmo se não comparecesse à sessão.
Leia mais sobre o caso do assassinato da missionária Doroty Stang, no portal Globo.com
Soltando fogos

Antônio Alves - O espírito da coisa
Marina saiu do governo, chutando o pau da barraca. Comemoram os barões do agronegócio, os madeireiros, pecuaristas e devastadores em geral. Comemoram mais ainda os amigos de Marina, aliviados por ela ter escapado com a vida e a dignidade intactas da armadilha política em que Lula a colocou. Agora vamos ver como ele se vira, sem a salvaguarda que a Ministra lhe dava.
Tem muita gente fazendo análises, diagnósticos, prognósticos. Não tenho a mínima vontade de escrever e nem de ler essas coisas cheias de lógicas e razões. Quero apenas comemorar o fato de que alguém, enfim, teve coragem de dizer: olha, Lula, pega teus 70% de aprovação e teu investiment greidi e enfia no PAC.
Como vão ficar as coisas? Ora, do jeito que já vinham ficando. É simples: chegou a hora, anunciada pelos profetas loucos dos barrancos acreanos, em que toda estratégia e tática se resume no lema “quem for tatu que cave, quem for macaco que se atrepe”.
A Terra treme? O mar balanceia? Estou cantando e bailando, viva São João!
Charge: JB Online
Confirmado. É Minc, o ministro do MMA
Lula confirma escolha de Carlos Minc para vaga de Marina
Blog do Josias de Souza Nos bastidores do poder
O substituto de Marina Silva na pasta do Meio Ambiente será mesmo Carlos Minc, hoje secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. O próprio Lula confirmou a escolha. “É o Minc?”, perguntou-lhe um repórter, na saída de solenidade do Itamaraty. E o presidente, seco: “É”.
Como Marina, Minc dedica-se à causa ambiental. É deputado estadual. Foi eleito pelo PT. Tornou-se, no ano passado, secretário de governo da administração Sérgio Cabral (PMDB).
Minc é um entusiasta dos biocombustíveis. Pressionando aqui, você assiste a uma entrevista recente do novo ministro. Enaltece o etanol e o biodiesel. Conta que, ao ser convidado para a secretaria de Meio Ambiente do Rio, resistiu uma, duas, três vezes.
Lula não teve tanto trabalho quanto Sérgio Cabral. Bastaram uma sondagem, na noite da véspera, e um convite, nesta quarta. Em viagem a Paris, Minc disse “sim” antes mesmo de conversar com o presidente. Cabral fez as vezes de pombo-correio.
Entre a sondagem e convite ao novo minsitro, Lula esteve com Jorge Viana (PT), ex-governador do Acre. Ele não quis sentar-se na cadeira de Marina.
Blog do Josias de Souza Nos bastidores do poder
O substituto de Marina Silva na pasta do Meio Ambiente será mesmo Carlos Minc, hoje secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. O próprio Lula confirmou a escolha. “É o Minc?”, perguntou-lhe um repórter, na saída de solenidade do Itamaraty. E o presidente, seco: “É”.
Como Marina, Minc dedica-se à causa ambiental. É deputado estadual. Foi eleito pelo PT. Tornou-se, no ano passado, secretário de governo da administração Sérgio Cabral (PMDB).
Minc é um entusiasta dos biocombustíveis. Pressionando aqui, você assiste a uma entrevista recente do novo ministro. Enaltece o etanol e o biodiesel. Conta que, ao ser convidado para a secretaria de Meio Ambiente do Rio, resistiu uma, duas, três vezes.
Lula não teve tanto trabalho quanto Sérgio Cabral. Bastaram uma sondagem, na noite da véspera, e um convite, nesta quarta. Em viagem a Paris, Minc disse “sim” antes mesmo de conversar com o presidente. Cabral fez as vezes de pombo-correio.
Entre a sondagem e convite ao novo minsitro, Lula esteve com Jorge Viana (PT), ex-governador do Acre. Ele não quis sentar-se na cadeira de Marina.
Minc é mais um vez anunciado ministro
O portal G1 informa, neste momento, que Carlos Minc, secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, é o novo ministro do Meio Ambiente. O Palácio do Planalto não confirma oficialmente a informação.
Minc já havia sido anunciado e "desanunciado" como o sucessor de Marina, por setores da grande imprensa, nas últimas 24 horas.
De Paris, Minc disse à Globo News ter prometido ao governador do estado, Sérgio Cabral, que não iria para Brasília.
"Não conversei com o Lula, não conversei com a Marina e, com o Sérgio Cabral, eu disse que a Marina tinha emitido uma carta e a única coisa que ele me falou é o seguinte: 'o Lula vai me ligar, você me promete, de pés juntos, que você não vai para Brasília'. E eu prometi de pés juntos para ele que eu não vou para Brasília", disse ele.
O presidente Lula teve um encontro na manhã desta quarta-feira (14) com o ex-governador do Acre, Jorge Viana, também cotado para o cargo. Ele saiu do encontro sem falar com a imprensa. Leia a reportagem completa do G1.
Minc já havia sido anunciado e "desanunciado" como o sucessor de Marina, por setores da grande imprensa, nas últimas 24 horas.
De Paris, Minc disse à Globo News ter prometido ao governador do estado, Sérgio Cabral, que não iria para Brasília.
"Não conversei com o Lula, não conversei com a Marina e, com o Sérgio Cabral, eu disse que a Marina tinha emitido uma carta e a única coisa que ele me falou é o seguinte: 'o Lula vai me ligar, você me promete, de pés juntos, que você não vai para Brasília'. E eu prometi de pés juntos para ele que eu não vou para Brasília", disse ele.
O presidente Lula teve um encontro na manhã desta quarta-feira (14) com o ex-governador do Acre, Jorge Viana, também cotado para o cargo. Ele saiu do encontro sem falar com a imprensa. Leia a reportagem completa do G1.
Instituto Chico Mendes incentiva artesanato
Fernanda Gomes - Rádio Educadora de Xapuri
Na próxima quinta-feira, 15 (amanhã), o Instituto Chico Mendes em parceria com o Sebrae, irá promover um encontro com os artesãos de Xapuri. A reunião será realizada a partir das 8h na Fundação Chico Mendes e tem como objetivo fazer um levantamento dos produtos artesanais confeccionados no município, nas zonas urbana e rural.
Segundo o Instituto Chico Mendes, no município, cerca de 35 pessoas trabalham com a confecção de produtos artesanais, com trabalho reconhecido na região. “As entidades querem potencializar o artesanato da região”, explica a presidente da instituição, Elenira Mendes.
Não há informações de que a produção do artesanato em Xapuri seja feita através de associações, mas vale ressaltar que pequenas cooperativas, principalmente compostas por mulheres, trabalham com base no cooperativismo. Um exemplo é a cooperativa “Mãos de Mulher”.
A partir do diagnóstico dos produtos artesanais produzidos em Xapuri, o Sebrae e o Instituto Chico Mendes querem apoiar essas iniciativas artesanais tendo como ponto de partida o apoio à potencialidade destacada nos últimos anos.
Na próxima quinta-feira, 15 (amanhã), o Instituto Chico Mendes em parceria com o Sebrae, irá promover um encontro com os artesãos de Xapuri. A reunião será realizada a partir das 8h na Fundação Chico Mendes e tem como objetivo fazer um levantamento dos produtos artesanais confeccionados no município, nas zonas urbana e rural.
Segundo o Instituto Chico Mendes, no município, cerca de 35 pessoas trabalham com a confecção de produtos artesanais, com trabalho reconhecido na região. “As entidades querem potencializar o artesanato da região”, explica a presidente da instituição, Elenira Mendes.
Não há informações de que a produção do artesanato em Xapuri seja feita através de associações, mas vale ressaltar que pequenas cooperativas, principalmente compostas por mulheres, trabalham com base no cooperativismo. Um exemplo é a cooperativa “Mãos de Mulher”.
A partir do diagnóstico dos produtos artesanais produzidos em Xapuri, o Sebrae e o Instituto Chico Mendes querem apoiar essas iniciativas artesanais tendo como ponto de partida o apoio à potencialidade destacada nos últimos anos.
Jorge Viana
EDUARDO BRESCIANI
Do G1, em Brasília
O ex-governador do Acre, Jorge Viana (PT-AC), admitiu ter se encontrado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta quarta-feira (14), mas não quis confirmar se recebeu o convite para assumir o ministério do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva, que pediu demissão nessa terça-feira (13).
Ele deixou o gabinete de seu irmão, o senador Tião Viana (PT-AC), há pouco para se encontrar com Marina na residência dela, que fica na Asa Sul, bairro nobre de Brasília.
Viana afirmou que a conversa com o presidente foi também como “amigo”. “Conversei com ele como presidente e como amigo”. Ele afirmou que qualquer anúncio ou revelação do tema da conversa teria de vir do Palácio do Planalto.
Viana afirmou estar numa situação confortável na empresa Helibrás, que fabrica helicópteros, na qual atua como presidente. Ele destacou estar conseguindo uma grande experiência na área empresarial. “Estou aprendendo muito lá. É uma experiência diferente para um político".
Do G1, em Brasília
O ex-governador do Acre, Jorge Viana (PT-AC), admitiu ter se encontrado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta quarta-feira (14), mas não quis confirmar se recebeu o convite para assumir o ministério do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva, que pediu demissão nessa terça-feira (13).
Ele deixou o gabinete de seu irmão, o senador Tião Viana (PT-AC), há pouco para se encontrar com Marina na residência dela, que fica na Asa Sul, bairro nobre de Brasília.
Viana afirmou que a conversa com o presidente foi também como “amigo”. “Conversei com ele como presidente e como amigo”. Ele afirmou que qualquer anúncio ou revelação do tema da conversa teria de vir do Palácio do Planalto.
Viana afirmou estar numa situação confortável na empresa Helibrás, que fabrica helicópteros, na qual atua como presidente. Ele destacou estar conseguindo uma grande experiência na área empresarial. “Estou aprendendo muito lá. É uma experiência diferente para um político".
terça-feira, 13 de maio de 2008
PSDB e PMDB anunciam aliança em Xapuri
Empurrado pelos bons resultados obtidos nas últimas pesquisas, o PSDB é mais um partido que está prestes a bater o martelo quanto à candidatura própria nas eleições municipais deste ano em Xapuri. Na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira, o vereador Clemilton Lima afirmou que a aliança entre seu partido e o PMDB já está praticamente fechada. A confirmação definitiva deve sair na próxima sexta-feira.
A informação foi ratificada ainda durante a sessão de hoje pelo presidente da Câmara, vereador Ronaldo Cosmo Ferraz. O engenheiro José Graciano será o vice na chapa de Marcinho Miranda. Apesar do clima de definição entre as duas siglas, a situação ainda é de disputa interna no PMDB, onde o vice-prefeito João Dias e outros setores do partido não aceitam a manobra que pôs José Graciano na condição de pré-candidato.
O racha no partido foi inevitável, após a decisão tomada na semana passada com a presença do deputado Chagas Romão. A aliança deve findar por não render os resultados esperados pelo PSDB, pois membros da ala insatisfeita garantem que a militância do PMDB não irá à campanha unificada em torno da dupla Marcinho e Graciano. Lideranças e eleitores deverão se dividir entre as várias correntes e grande parte dos votos do partido se espalhará.
A informação foi ratificada ainda durante a sessão de hoje pelo presidente da Câmara, vereador Ronaldo Cosmo Ferraz. O engenheiro José Graciano será o vice na chapa de Marcinho Miranda. Apesar do clima de definição entre as duas siglas, a situação ainda é de disputa interna no PMDB, onde o vice-prefeito João Dias e outros setores do partido não aceitam a manobra que pôs José Graciano na condição de pré-candidato.
O racha no partido foi inevitável, após a decisão tomada na semana passada com a presença do deputado Chagas Romão. A aliança deve findar por não render os resultados esperados pelo PSDB, pois membros da ala insatisfeita garantem que a militância do PMDB não irá à campanha unificada em torno da dupla Marcinho e Graciano. Lideranças e eleitores deverão se dividir entre as várias correntes e grande parte dos votos do partido se espalhará.
A carta de demissão da ministra Marina Silva
“Caro presidente Lula,
Venho, por meio desta, comunicar minha decisão em caráter pessoal e irrevogável, de deixar a honrosa função de Ministra de Estado do Meio Ambiente, a mim confiada por V. Excia desde janeiro de 2003. Esta difícil decisão, Sr. Presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal.
Quero agradecer a oportunidade de ter feito parte de sua equipe. Nesse período de quase cinco anos e meio esforcei-me para concretizar sua recomendação inicial de fazer da política ambiental uma política de governo, quebrando o tradicional isolamento da área.
Agradeço também o apoio decisivo, por meio de atitudes corajosas e emblemáticas, a exemplo de quando, em 2003, V. Excia chamou a si a responsabilidade sobre as ações de combate ao desmatamento na Amazônia, ao criar grupo de trabalho composto por 13 ministérios e coordenado pela Casa Civil. Esse espaço de transversalidade de governo, vital para a existência de uma verdadeira política ambiental, deu início à série de ações que apontou o rumo da mudança que o País exigia de nós, ou seja, fazer da conservação ambiental o eixo de uma agenda de desenvolvimento cuja implementação é hoje o maior desafio global.
Fizemos muito: a criação de quase 24 milhões de hectares de novas áreas de conservação federais, a definição de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em todos os nossos biomas, a aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, do novo Programa Nacional de Florestas, do Plano Nacional de Combate à desertificação e temos em curso o Plano Nacional de Mudanças Climáticas.
Reestruturamos o Ministério do Meio Ambiente, com a criação da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro; com melhoria salarial e realização de concursos públicos que deram estabilidade e qualidade à equipe. Com a completa reestruturação das equipes de licenciamento e o aperfeiçoamento técnico e gerencial do processo. Abrimos debate amplo sobre as políticas socioambientais, por meio da revitalização e criação de espaços de controle social e das conferências nacionais de Meio Ambiente, efetivando a participação social na elaboração e implementação dos programas que executamos.
Em negociações junto ao Congresso Nacional ou em decretos, estabelecemos ou encaminhamos marcos regulatórios importantes, a exemplo da Lei de Gestão de Florestas Públicas, da criação da área sob limitação administrativa provisória, da regulamentação do art. 23 da Constituição, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. Contribuímos decisivamente para a aprovação da Lei da Mata Atlântica.
Em dezembro último, com a edição do Decreto que cria instrumentos poderosos para o combate ao desmatamento ilegal e com a Resolução do Conselho Monetário Nacional, que vincula o crédito agropecuário à comprovação da regularidade ambiental e fundiária, alcançamos um patamar histórico na luta para garantir à Amazônia exploração equilibrada e sustentável. É esse nosso maior desafio. O que se fizer da Amazônia será, ouso dizer, o padrão de convivência futura da humanidade com os recursos naturais, a diversidade cultural e o desejo de crescimento. Sua importância extrapola os cuidados merecidos pela região em si, e revela potencial de gerar alternativas de resposta inovadora ao desafio de integrar as dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento.
Hoje, as medidas adotadas tornam claro e irreversível o caminho de fazer da política socioambiental e da economia uma única agenda, capaz de posicionar o Brasil de maneira consistente para operar as mudanças profundas que, cada vez mais, apontam o desenvolvimento sustentável como a opção inexorável de todas as nações.
Durante essa trajetória, V. Excia é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade. Ao mesmo tempo, de outros setores tivemos parceria e solidariedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental.
Tenho o sentimento de estar fechando o ciclo cujos resultados foram significativos, apesar das dificuldades. Entendo que a melhor maneira de continuar contribuindo com a sociedade brasileira e o governo é buscando, no Congresso Nacional, o apoio político fundamental para a consolidação de tudo o que conseguimos construir e para a continuidade da implementação da política ambiental.
Nosso trabalho à frente do MMA incorporou conquistas de gestões anteriores e procurou dar continuidade àquelas políticas que apontavam para a opção de desenvolvimento sustentável. Certamente, os próximos dirigentes farão o mesmo com a contribuição deixada por esta gestão. Deixo seu governo com a consciência tranqüila e certa de, nesses anos de profícuo relacionamento, temos algo de relevante para o Brasil.
Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.
Marina Silva”
Venho, por meio desta, comunicar minha decisão em caráter pessoal e irrevogável, de deixar a honrosa função de Ministra de Estado do Meio Ambiente, a mim confiada por V. Excia desde janeiro de 2003. Esta difícil decisão, Sr. Presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal.
Quero agradecer a oportunidade de ter feito parte de sua equipe. Nesse período de quase cinco anos e meio esforcei-me para concretizar sua recomendação inicial de fazer da política ambiental uma política de governo, quebrando o tradicional isolamento da área.
Agradeço também o apoio decisivo, por meio de atitudes corajosas e emblemáticas, a exemplo de quando, em 2003, V. Excia chamou a si a responsabilidade sobre as ações de combate ao desmatamento na Amazônia, ao criar grupo de trabalho composto por 13 ministérios e coordenado pela Casa Civil. Esse espaço de transversalidade de governo, vital para a existência de uma verdadeira política ambiental, deu início à série de ações que apontou o rumo da mudança que o País exigia de nós, ou seja, fazer da conservação ambiental o eixo de uma agenda de desenvolvimento cuja implementação é hoje o maior desafio global.
Fizemos muito: a criação de quase 24 milhões de hectares de novas áreas de conservação federais, a definição de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em todos os nossos biomas, a aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, do novo Programa Nacional de Florestas, do Plano Nacional de Combate à desertificação e temos em curso o Plano Nacional de Mudanças Climáticas.
Reestruturamos o Ministério do Meio Ambiente, com a criação da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro; com melhoria salarial e realização de concursos públicos que deram estabilidade e qualidade à equipe. Com a completa reestruturação das equipes de licenciamento e o aperfeiçoamento técnico e gerencial do processo. Abrimos debate amplo sobre as políticas socioambientais, por meio da revitalização e criação de espaços de controle social e das conferências nacionais de Meio Ambiente, efetivando a participação social na elaboração e implementação dos programas que executamos.
Em negociações junto ao Congresso Nacional ou em decretos, estabelecemos ou encaminhamos marcos regulatórios importantes, a exemplo da Lei de Gestão de Florestas Públicas, da criação da área sob limitação administrativa provisória, da regulamentação do art. 23 da Constituição, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. Contribuímos decisivamente para a aprovação da Lei da Mata Atlântica.
Em dezembro último, com a edição do Decreto que cria instrumentos poderosos para o combate ao desmatamento ilegal e com a Resolução do Conselho Monetário Nacional, que vincula o crédito agropecuário à comprovação da regularidade ambiental e fundiária, alcançamos um patamar histórico na luta para garantir à Amazônia exploração equilibrada e sustentável. É esse nosso maior desafio. O que se fizer da Amazônia será, ouso dizer, o padrão de convivência futura da humanidade com os recursos naturais, a diversidade cultural e o desejo de crescimento. Sua importância extrapola os cuidados merecidos pela região em si, e revela potencial de gerar alternativas de resposta inovadora ao desafio de integrar as dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento.
Hoje, as medidas adotadas tornam claro e irreversível o caminho de fazer da política socioambiental e da economia uma única agenda, capaz de posicionar o Brasil de maneira consistente para operar as mudanças profundas que, cada vez mais, apontam o desenvolvimento sustentável como a opção inexorável de todas as nações.
Durante essa trajetória, V. Excia é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade. Ao mesmo tempo, de outros setores tivemos parceria e solidariedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental.
Tenho o sentimento de estar fechando o ciclo cujos resultados foram significativos, apesar das dificuldades. Entendo que a melhor maneira de continuar contribuindo com a sociedade brasileira e o governo é buscando, no Congresso Nacional, o apoio político fundamental para a consolidação de tudo o que conseguimos construir e para a continuidade da implementação da política ambiental.
Nosso trabalho à frente do MMA incorporou conquistas de gestões anteriores e procurou dar continuidade àquelas políticas que apontavam para a opção de desenvolvimento sustentável. Certamente, os próximos dirigentes farão o mesmo com a contribuição deixada por esta gestão. Deixo seu governo com a consciência tranqüila e certa de, nesses anos de profícuo relacionamento, temos algo de relevante para o Brasil.
Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.
Marina Silva”
Ministra Marina Silva pede demissão

Marina Silva deixou hoje o Ministério do Meio Ambiente, surpreendendo o seu próprio staff. Deverá reassumir a sua cadeira no Senado Federal. Em carta de demissão enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela menciona o caráter irrevogável do pedido. O Palácio do Planalto não confirmou o recebimento. Surpresos, assessores da ministra não arriscaram explicar os motivos que a levaram ao pedido de demissão. A carta de demissão entregue nesta terça ainda não foi divulgada.
No Senado houve esperneio. A líder do PT, Ideli Salvatti (SC), praticamente suplicou à ministra que reconsidere seu gesto. Também não deve ter lido a carta escrita pela ministra e de teor desconhecido até às 17h20. E acenou: "Caso ela prefira retornar ao Senado será recebida de braços abertos, pelo patrimônio político que ela representa, por sua liderança política proeminente".
Marina só deverá falar a partir desta quarta-feira. Os assessores do MMA preferiram não revelarr o teor da carta enviada ao presidente Lula sobre o pedido de exoneração. De acordo com a assessoria, apenas o Palácio do Planalto poderia divulgar a carta.
Dois fatos ocorridos na semana passada concorreram para a decisão de Marina: na quinta-feira, durante solenidade de lançamento do Plano da Amazônia Sustentável (PAS), no Palácio do Planalto, deixaram de ser anunciadas as metas do plano combinadas antes por Marina, o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O outro fato foi a gestão do plano ter sido entregue ao ministro da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, Mangabeira Unger. Este chegou a ser um crítico ácido do governo. Antes de ser convidado para o novo cargo, declarou que Lula comandava um governo corrupto.
Sentindo-se desprestigiada, Marina decidiu sair. Nem o embate com lideranças rurais que insistem em aumentar a área de derrubadas de floresta ou a demora em aprovar a construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Porto Velho (RO) a desgastara tanto. No final do ano passado, por decreto, ela enquadrou 36 municípios amazônicos como os maiores desmatadores do País. Foi um corre-corre: prefeitos bateram às portas dos gabinetes se deputados e senadores, pedindo para sair da lista.
Na semana passada, a ex-ministra foi aclamada no plenário do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, durante a Conferência Nacional do Meio Ambiente, em Brasília. A platéia gritava: "Marina presidente!".
(Montezuma Cruz e Chico Araújo - Agência Amazônia).
História
Marina Silva filiou-se ao PT em 1985. Participou das Comunidades Eclesiais de Base, de movimentos de bairro e do movimento dos seringueiros. Em 1984 foi fundadora da CUT no Acre. Chico Mendes foi o primeiro coordenador da entidade e Marina, a vice-coordenadora. Nas eleições municipais de 88 foi eleita vereadora por Rio Branco. Em 1990 foi eleita deputada estadual. Foi eleita pela primeira vez para o Senado em 1994, pelo PT do Acre. Em 2002 foi reeleita.
Foi designada Ministra de Estado do Meio Ambiente pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva e tomou posse em 1º de janeiro de 2003. No Senado Federal, é vice-presidente da Comissão de Assuntos Sociais e membro titular da Comissão de Educação. Foi vice-presidente da Comissão Especial do Congresso de Combate à Pobreza, criada por proposta de sua autoria. Foi líder da bancada do PT e Bloco de Oposição no ano de 1999.
"Perco a cabeça, mas não perco o juízo".
Comentário da jornalista Míriam Leitão, em seu blog:
Derrota para o meio ambiente
Marina aguentou desaforo e falava sozinha
"Encontrar razões para explicar a saída da ministra Marina Silva é fácil.
A ministra Marina Silva foi desrespeitada várias vezes, perdeu inumeras brigas dentro do governo, e viu nos últimos meses o desmatamento voltar a crescer.
Esta semana foi divulgado o Plano Amazônia Sustentável que tinha muito mais espaço para as obras do PAC do que para qualquer projeto concreto para proteger a Amazônia da pressão que estes projetos representam.
Entre os vários desaforos que ela engoliu está a viagem espalhafatosa do ministro Mangabeira Unger a Amazonia com a autorização de fazer um planejamento para a região. Assunto que ele mostrou não dominar.
A política industrial fala de tudo, mas não tem nenhum incentivo ou exigência para que as empresas contempladas respeitam regras mínimas de sustentabilidade.
Enfim, esse assunto está alheio completamente do atual governo. Ela estava falando sozinha.
Ela mesma havia dito que perdia o pescoço mas não perdia o juizo. Pode ter achado que ficar era definitivamente perder o juizo, num governo que nunca deu de fato importância para o meio ambiente.
A saída de Marina Silva enfraquece o governo Lula. Ela é um ícone e por isso a saída será vista - aqui e lá fora - como mais uma vitória do grupo que acha que meio ambiente é barreira ao desenvolvimento".
Olho gordo na Câmara
Assistir a uma sessão da Câmara de Vereadores de Xapuri seria uma tarefa tremendamente enfadonha, caso não fosse, até certo ponto, engraçada. Na reunião desta terça-feira, discutiu-se quem é o pai do PAC, se Lula ou FHC, enquanto os vereadores Pedro de Aquino (Dem) e Clemilton Lima (PSDB) disputavam a paternidade do pedido que levou a prefeitura a executar uma espécie de meia-sola de operação tapa buracos no bairro Sibéria. Em meio ao bate-boca, o presidente da casa, Ronaldo Ferraz, tropeçou num mastro e derrubou a Bandeira Nacional que nada tinha a ver com a confusão.
Entre os assuntos mais sérios, os vereadores da bancada do PT chamaram a atenção dos demais para o sumiço de um trator Agrale, de propriedade do município, que teria saído de Xapuri em cima de um caminhão para lugar incerto e não sabido. Suspeita-se que a máquina tenha tomado o rumo de uma empresa particular, credora da prefeitura, a título de pagamento de uma suposta dívida não honrada pelo município. A bancada petista solicitou, via requerimento, explicações do prefeito sobre o assunto.
Na pauta de votações, entre os projetos mais relevantes estava o que dispõe sobre a doação do prédio do Museu do Xapury ao Estado do Acre. O museu funciona no prédio da antiga prefeitura, na rua principal da cidade, que foi cedido pelo município ao governo do estado, na gestão passada, por um prazo de cinco anos, o que causou um ataque de fúria no prefeito Vanderley Viana. O projeto, no entanto, não foi votado hoje. Na última hora a matéria foi retirada da pauta e será apreciada somente na próxima semana.
Inaugurado em 3 de agosto de 2004, o Museu do Xapury, se transformou em motivo de polêmica entre o governo estadual e o prefeito Vanderley Viana, que por diversas vezes ameaçou invadir e tomar à força o prédio, como chegou a fazer no caso da Rádio Educadora 6 de Agosto, que teve os seus equipamentos também cedidos ao governo. A invasão rendeu um processo na justiça federal ao prefeito. A cessão foi feita pelo antecessor de Vanderley, o ex-prefeito Júlio Barbosa.
A sessão desta terça-feira recebeu um público bem maior que o de costume. Na platéia estavam vários pré-candidatos a vereador de diversos partidos. Não se sabe se procuravam aprender alguma coisa com os atuais titulares da vereança ou se botavam olho gordo nas cadeiras mais vulneráveis. O certo é que alguns dos atuais parlamentares se mostraram desconfiados com a presença tão próxima da concorrência.
Entre os assuntos mais sérios, os vereadores da bancada do PT chamaram a atenção dos demais para o sumiço de um trator Agrale, de propriedade do município, que teria saído de Xapuri em cima de um caminhão para lugar incerto e não sabido. Suspeita-se que a máquina tenha tomado o rumo de uma empresa particular, credora da prefeitura, a título de pagamento de uma suposta dívida não honrada pelo município. A bancada petista solicitou, via requerimento, explicações do prefeito sobre o assunto.
Na pauta de votações, entre os projetos mais relevantes estava o que dispõe sobre a doação do prédio do Museu do Xapury ao Estado do Acre. O museu funciona no prédio da antiga prefeitura, na rua principal da cidade, que foi cedido pelo município ao governo do estado, na gestão passada, por um prazo de cinco anos, o que causou um ataque de fúria no prefeito Vanderley Viana. O projeto, no entanto, não foi votado hoje. Na última hora a matéria foi retirada da pauta e será apreciada somente na próxima semana.
Inaugurado em 3 de agosto de 2004, o Museu do Xapury, se transformou em motivo de polêmica entre o governo estadual e o prefeito Vanderley Viana, que por diversas vezes ameaçou invadir e tomar à força o prédio, como chegou a fazer no caso da Rádio Educadora 6 de Agosto, que teve os seus equipamentos também cedidos ao governo. A invasão rendeu um processo na justiça federal ao prefeito. A cessão foi feita pelo antecessor de Vanderley, o ex-prefeito Júlio Barbosa.
A sessão desta terça-feira recebeu um público bem maior que o de costume. Na platéia estavam vários pré-candidatos a vereador de diversos partidos. Não se sabe se procuravam aprender alguma coisa com os atuais titulares da vereança ou se botavam olho gordo nas cadeiras mais vulneráveis. O certo é que alguns dos atuais parlamentares se mostraram desconfiados com a presença tão próxima da concorrência.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
PV confirma pré-candidatura de Elenira
O presidente regional do Partido Verde, Miguel Scarcello, esteve em Xapuri no último final de semana. Veio bater o martelo sobre a pré-candidatura de Elenira Mendes à prefeitura do município. Contrariando a opinião e o desejo de muita gente, a filha de Chico Mendes sustenta a posição e já fala como futura postulante à cadeira de prefeita da combalida Xapuri.
Scarcello e Elenira almoçaram, no sábado, com o presidente da executiva municipal do PC do B, João Honorato Cardoso, o provável vice na chapa. Em seguida se reuniram com o pré-candidato do PT, Ubiracy Vasconcelos, para deixá-lo a par da decisão do partido em lançar candidatura própria. Elenira havia afirmado, dias atrás, que mesmo não sendo candidata, não apoiaria o candidato petista.
Elenira havia negado também que o ex-governador Jorge Viana lhe pedira para desistir da idéia de se candidatar. Jorge Viana havia, segundo ela, apenas opinado à sua mãe (Ilzamar Mendes) sobre a sua candidatura. Para ele, Elenira representa melhor o nome e os ideais do pai estando à frente da instituição que preside do que na prefeitura de Xapuri.
O PV é a segunda dissidência local da Frente Popular, depois do PSB de Manoel Moraes. Além de brigar pela prefeitura de Xapuri, o PV vai tentar conquistar pelo menos uma vaga na câmara de vereadores. Em outros dois municípios do Acre o partido pretende indicar candidatos ao cargo de vice-prefeito. Um desses municípios é Plácido de Castro.
Scarcello e Elenira almoçaram, no sábado, com o presidente da executiva municipal do PC do B, João Honorato Cardoso, o provável vice na chapa. Em seguida se reuniram com o pré-candidato do PT, Ubiracy Vasconcelos, para deixá-lo a par da decisão do partido em lançar candidatura própria. Elenira havia afirmado, dias atrás, que mesmo não sendo candidata, não apoiaria o candidato petista.
Elenira havia negado também que o ex-governador Jorge Viana lhe pedira para desistir da idéia de se candidatar. Jorge Viana havia, segundo ela, apenas opinado à sua mãe (Ilzamar Mendes) sobre a sua candidatura. Para ele, Elenira representa melhor o nome e os ideais do pai estando à frente da instituição que preside do que na prefeitura de Xapuri.
O PV é a segunda dissidência local da Frente Popular, depois do PSB de Manoel Moraes. Além de brigar pela prefeitura de Xapuri, o PV vai tentar conquistar pelo menos uma vaga na câmara de vereadores. Em outros dois municípios do Acre o partido pretende indicar candidatos ao cargo de vice-prefeito. Um desses municípios é Plácido de Castro.
domingo, 11 de maio de 2008
Candidatos ficha suja
Dos 27 TREs do país, 17 são contra candidatura de quem responda a processo judicial
De O Globo Online
Reportagem de Carolina Brígido e Isabel Braga, publicada na edição deste domingo no jornal "O Globo", mostra que a Justiça Eleitoral está unida para barrar, nas eleições municipais deste ano, a candidatura de políticos com a ficha suja.
Levantamento feito pelo "Globo" revela que presidentes de 17 dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) defendem que pessoas com muitos processos judiciais sejam impedidas de concorrer a cargos nas prefeituras e câmaras de vereadores.
A reportagem mostra que o movimento contraria a legislação brasileira, que só proíbe a candidatura de quem tem condenação final, mas a intenção dos dirigentes de tribunais é tentar separar o joio do trigo e dar ao eleitor melhores opções nas urnas - ou pelo menos alertá-los sobre candidatos-problema.
De acordo com a reportagem, os líderes do movimento pela moralização das candidaturas defendem mudança na Constituição, mas já antecipam que essa proposta dificilmente seria aprovada pelo Congresso, já que muitos deputados e senadores respondem a processos na Justiça.
Dê sua opinião sobre o assunto na enquete ao lado.
De O Globo Online
Reportagem de Carolina Brígido e Isabel Braga, publicada na edição deste domingo no jornal "O Globo", mostra que a Justiça Eleitoral está unida para barrar, nas eleições municipais deste ano, a candidatura de políticos com a ficha suja.
Levantamento feito pelo "Globo" revela que presidentes de 17 dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) defendem que pessoas com muitos processos judiciais sejam impedidas de concorrer a cargos nas prefeituras e câmaras de vereadores.
A reportagem mostra que o movimento contraria a legislação brasileira, que só proíbe a candidatura de quem tem condenação final, mas a intenção dos dirigentes de tribunais é tentar separar o joio do trigo e dar ao eleitor melhores opções nas urnas - ou pelo menos alertá-los sobre candidatos-problema.
De acordo com a reportagem, os líderes do movimento pela moralização das candidaturas defendem mudança na Constituição, mas já antecipam que essa proposta dificilmente seria aprovada pelo Congresso, já que muitos deputados e senadores respondem a processos na Justiça.
Dê sua opinião sobre o assunto na enquete ao lado.
sábado, 10 de maio de 2008
Os partidos se movimentam
O jornal O Rio Branco noticia, na sua edição deste sábado, que em uma reunião realizada na tarde de ontem entre as principais lideranças do PMDB no Estado, incluindo o deputado federal Flaviano Melo, o deputado estadual Chagas Romão e o senador Geraldinho Mesquita, a direção do partido decidiu que está fora dos planos efetivar uma aliança com qualquer partido que componha a Frente Popular do Acre (FPA).
A decisão dos peemedebistas põe fim à cogitação feita por uma ala do PSB de Xapuri que defendia a tese de que o vice de Manoel Morais saísse de dentro do PMDB, que definiu o nome do engenheiro José Graciano como o pré-candidato do partido. De acordo com representantes da direção estadual do partido a intenção é não abrir precedentes em alianças com Frente Popular. Para os peemedebistas é fundamental continuar fazendo oposição a FPA.
Em Xapuri, a discussão interna do PMDB continua acirrada. O vice-prefeito João Dias, que havia sido apontado como pré-candidato a prefeito há algumas semanas, não aceitou a idéia de o partido não levar à frente uma candidatura própria, se recusando a compor qualquer chapa como candidato a vice-prefeito, e foi tirado do páreo, através de uma manobra arquitetada pelas principais lideranças partidárias.
A propósito, manobras nesses momentos de definição de candidaturas a cargos eletivos são bem comuns ao PMDB. O próprio prefeito Vanderley Viana se utilizou de artimanhas para vencer a forte oposição que tinha de importantes setores do partido para ser candidato nas eleições passadas. Prova disso foi o pontapé que o prefeito, depois de eleito, deu no partido, excluindo-o quase que totalmente de sua administração e batendo com a porta na cara de figuras expressivas como Flaviano Melo e Chagas Romão.
Outro fato político de Xapuri bastante comentado nas colunas políticas da imprensa estadual é a possível aliança entre PPS e PSDB, que uniria o prefeito valentão Vanderley Viana e o vereador “Karatê Kid” Clemilton Lima, como prefeito e vice nas eleições de outubro. Marcinho Miranda, o pré-candidato tucano, estaria sendo convencido a abandonar o objetivo de ser prefeito de Xapuri.
Quanto a Marcinho Miranda abandonar sua séria intenção em ser candidato, considero a hipótese improvável, dentro desta conjuntura. Talvez abrisse mão caso fosse ele o candidato a vice. Aliás, essa possibilidade já foi cogitada e, posteriormente negada por Marcinho. Já com relação à união entre Vanderley e Clemilton, essa é uma aventura bem possível de acontecer, mas de um prognóstico bastante desastroso, em todos os sentidos.
A relação entre os dois sempre foi mantida à base da máxima “uma mão lava a outra” e marcada por períodos intercalados de amor e ódio. Aliado na campanha vitoriosa de Vanderley à prefeitura, nas eleições passadas, Clemilton Lima passou a perna no prefeito já no dia da posse e da eleição da mesa diretora da câmara, quando o grupo da situação foi derrotado com a sua ajuda. Na oportunidade foi ameaçado de morte por Vanderley e chegou a andar com segurança pessoal por algumas semanas.
Pouco tempo depois, o vereador estranhamente desistiu da ação por ameaça que movia contra o prefeito na justiça e passou a defendê-lo energicamente na tribuna da câmara. Segundo comentou-se na época, um cargo na administração municipal oferecido à esposa do vereador teria esfriado os ânimos entre os dois aliados brigões. A trégua, no entanto, não durou muito. Logo estavam, os dois, às voltas com momentos ora de brigas, ora de afagos e conchavos.
Em 2006, o então Secretário Municipal de Educação, José Everaldo Pereira - espécie de assessor especial e poderoso do prefeito -, em documento encaminhado à Mesa Diretora da Câmara, denunciou a relação promíscua existente entre prefeito e vereador, quando tachou Clemilton de “pedinte de porta de gabinete” e lhe atribuiu alguns predicados ofensivos, como "trambiqueiro e venal", entre outros bem piores.
Se confirmada a aliança, será essa a dupla que poderá vencer as eleições em outubro: dois políticos desgastados pelo tempo, retrógrados e limitados, que nada têm de bom para oferecer a uma cidade que necessita urgentemente de uma administração moderna, versátil, inovadora e desamarrada da grande infinidade de vícios que infestam e contaminam a administração pública há muito tempo e que resultaram na situação de precariedade e inépcia a que estamos submetidos na atualidade.
A decisão dos peemedebistas põe fim à cogitação feita por uma ala do PSB de Xapuri que defendia a tese de que o vice de Manoel Morais saísse de dentro do PMDB, que definiu o nome do engenheiro José Graciano como o pré-candidato do partido. De acordo com representantes da direção estadual do partido a intenção é não abrir precedentes em alianças com Frente Popular. Para os peemedebistas é fundamental continuar fazendo oposição a FPA.
Em Xapuri, a discussão interna do PMDB continua acirrada. O vice-prefeito João Dias, que havia sido apontado como pré-candidato a prefeito há algumas semanas, não aceitou a idéia de o partido não levar à frente uma candidatura própria, se recusando a compor qualquer chapa como candidato a vice-prefeito, e foi tirado do páreo, através de uma manobra arquitetada pelas principais lideranças partidárias.
A propósito, manobras nesses momentos de definição de candidaturas a cargos eletivos são bem comuns ao PMDB. O próprio prefeito Vanderley Viana se utilizou de artimanhas para vencer a forte oposição que tinha de importantes setores do partido para ser candidato nas eleições passadas. Prova disso foi o pontapé que o prefeito, depois de eleito, deu no partido, excluindo-o quase que totalmente de sua administração e batendo com a porta na cara de figuras expressivas como Flaviano Melo e Chagas Romão.
Outro fato político de Xapuri bastante comentado nas colunas políticas da imprensa estadual é a possível aliança entre PPS e PSDB, que uniria o prefeito valentão Vanderley Viana e o vereador “Karatê Kid” Clemilton Lima, como prefeito e vice nas eleições de outubro. Marcinho Miranda, o pré-candidato tucano, estaria sendo convencido a abandonar o objetivo de ser prefeito de Xapuri.
Quanto a Marcinho Miranda abandonar sua séria intenção em ser candidato, considero a hipótese improvável, dentro desta conjuntura. Talvez abrisse mão caso fosse ele o candidato a vice. Aliás, essa possibilidade já foi cogitada e, posteriormente negada por Marcinho. Já com relação à união entre Vanderley e Clemilton, essa é uma aventura bem possível de acontecer, mas de um prognóstico bastante desastroso, em todos os sentidos.
A relação entre os dois sempre foi mantida à base da máxima “uma mão lava a outra” e marcada por períodos intercalados de amor e ódio. Aliado na campanha vitoriosa de Vanderley à prefeitura, nas eleições passadas, Clemilton Lima passou a perna no prefeito já no dia da posse e da eleição da mesa diretora da câmara, quando o grupo da situação foi derrotado com a sua ajuda. Na oportunidade foi ameaçado de morte por Vanderley e chegou a andar com segurança pessoal por algumas semanas.
Pouco tempo depois, o vereador estranhamente desistiu da ação por ameaça que movia contra o prefeito na justiça e passou a defendê-lo energicamente na tribuna da câmara. Segundo comentou-se na época, um cargo na administração municipal oferecido à esposa do vereador teria esfriado os ânimos entre os dois aliados brigões. A trégua, no entanto, não durou muito. Logo estavam, os dois, às voltas com momentos ora de brigas, ora de afagos e conchavos.
Em 2006, o então Secretário Municipal de Educação, José Everaldo Pereira - espécie de assessor especial e poderoso do prefeito -, em documento encaminhado à Mesa Diretora da Câmara, denunciou a relação promíscua existente entre prefeito e vereador, quando tachou Clemilton de “pedinte de porta de gabinete” e lhe atribuiu alguns predicados ofensivos, como "trambiqueiro e venal", entre outros bem piores.
Se confirmada a aliança, será essa a dupla que poderá vencer as eleições em outubro: dois políticos desgastados pelo tempo, retrógrados e limitados, que nada têm de bom para oferecer a uma cidade que necessita urgentemente de uma administração moderna, versátil, inovadora e desamarrada da grande infinidade de vícios que infestam e contaminam a administração pública há muito tempo e que resultaram na situação de precariedade e inépcia a que estamos submetidos na atualidade.
Imagem do descaso

Os vereadores de Xapuri deveriam procurar saber por que motivo esse ônibus escolar, de propriedade do município, encontra-se abandonado em uma oficina mecânica, no município vizinho de Epitaciolândia. A foto foi apanhada no blog Xapuri News, do professor Joscires Ângelo, e é emblemática da situação de descaso com o patrimônio público que o município atravessa.
Uma lição ao desgoverno
Prefeitura cruza os braços e comunidade rural constrói ponte

A comunidade do ramal do Fura, na zona rural de Xapuri, acaba de reconstruir a ponte que lhes permite acesso à estrada da Borracha, único meio de se chegar à cidade. A obra foi inaugurada no final de semana passado, com muita festa por um motivo especial: a obra foi realizada por conta da própria comunidade, sem contar com um único prego da prefeitura do município, que virou as costas aos apelos da população que esteve por mais de um mês isolada da zona urbana.

A iniciativa dos produtores da região é um bom exemplo de que, mesmo com o descaso da administração municipal, e possível, com base na cooperação, resolver muitos problemas comuns a todos. A ponte, que fica localizada a cerca de 250 metros do portal de entrada da cidade, espécie de elefante branco recém-inaugurado pela prefeitura de Xapuri, desabou no dia 11 de março passado, após ficar por dois anos em estado precário.
Na época em que a ponte ruiu, o secretário de obras da prefeitura, Francisco Ferreira da Silva, o Neném Borges, informou que a prefeitura se reuniria com a comunidade para discutir as providências a serem tomadas. No entanto, nada aconteceu e se não resolvessem reconstruir a ponte por iniciativa própria, os moradores ainda estariam enfrentando imensas dificuldades para chegar à cidade, pois a única forma de se fazer isso era atravessando o leito do igarapé.
Na foto abaixo, o estado em que ficou a ponte após o desabamento.

A comunidade do ramal do Fura, na zona rural de Xapuri, acaba de reconstruir a ponte que lhes permite acesso à estrada da Borracha, único meio de se chegar à cidade. A obra foi inaugurada no final de semana passado, com muita festa por um motivo especial: a obra foi realizada por conta da própria comunidade, sem contar com um único prego da prefeitura do município, que virou as costas aos apelos da população que esteve por mais de um mês isolada da zona urbana.

A iniciativa dos produtores da região é um bom exemplo de que, mesmo com o descaso da administração municipal, e possível, com base na cooperação, resolver muitos problemas comuns a todos. A ponte, que fica localizada a cerca de 250 metros do portal de entrada da cidade, espécie de elefante branco recém-inaugurado pela prefeitura de Xapuri, desabou no dia 11 de março passado, após ficar por dois anos em estado precário.
Na época em que a ponte ruiu, o secretário de obras da prefeitura, Francisco Ferreira da Silva, o Neném Borges, informou que a prefeitura se reuniria com a comunidade para discutir as providências a serem tomadas. No entanto, nada aconteceu e se não resolvessem reconstruir a ponte por iniciativa própria, os moradores ainda estariam enfrentando imensas dificuldades para chegar à cidade, pois a única forma de se fazer isso era atravessando o leito do igarapé.
Na foto abaixo, o estado em que ficou a ponte após o desabamento.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
A fábrica de idiotas
Luciano Pires
Escola Sem Partido. Tomei contato com essa organização recentemente. O site deles é o escolasempartido.org. Cheguei até eles depois que soube da polêmica causada quando denunciaram a contaminação político-ideológica das escolas brasileiras em todos os níveis, ao comentar o conteúdo de alguns livros e cartilhas de uma grande rede de ensino.
Esse problema – a contaminação político-ideológica nas escolas – é antigo. Os estudantes sempre foram solo fértil para as pregações ideológicas. São mentes jovens, dispostas a mudar o mundo, ávidas por modelos e por heróis. Num ambiente assim, os “tchê-guevarismos” fazem sucesso e a garotada tem a cabeça feita por “educadores” que se dizem revolucionários e trabalham para formar jovens que servirão de instrumentos para projetos de poder. E as escolas transformam-se em fábricas de idiotas.
Alguns desses “professores” transformaram-se em ídolos da garotada, que não percebe que está sendo doutrinada. Cabe a cada um de nós reagir – como pais, como estudantes, como contribuintes. Por isso convido você a conhecer o trabalho da Escola Sem Partido, reproduzindo aqui as dicas que eles publicaram para perceber quando um professor está tentando doutrinar ideologicamente os alunos. Você, ou seus filhos, podem estar sendo vítimas quando o professor:
• se desvia, freqüentemente, da matéria-objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional;
• adota ou indica livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica;
• impõe a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas;
• exibe aos alunos obras de arte de conteúdo político-ideológico, submetendo-as à discussão em sala de aula, sem fornecer os instrumentos necessários à descompactação da mensagem veiculada e sem dar tempo aos alunos para refletir sobre o seu conteúdo;
• ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas;
• ridiculariza, desqualifica ou difama personalidades históricas, políticas ou religiosas;
• pressiona os alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos;
• alicia alunos para participar de manifestações, atos públicos, passeatas, etc.;
• permite que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas;
• encaminha o debate de qualquer assunto controvertido para conclusões que necessariamente favoreçam os pontos de vista de determinada corrente de pensamento;
• não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas;
• omite ou minimiza fatos desabonadores da corrente político-ideológida de sua preferência;
• transmite aos alunos a impressão de que o mundo da política se divide entre os “do bem” e os “do mal”;
• não admite a mera possibilidade de que o “outro lado” possa ter alguma razão;
• promove uma atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus;
• não impede que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos;
• utiliza-se da função para propagar idéias e juízos de valor incompatíveis com os sentimentos morais e religiosos dos alunos, constrangendo-os por não partilharem das mesmas idéias e juízos.
Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista.
Escola Sem Partido. Tomei contato com essa organização recentemente. O site deles é o escolasempartido.org. Cheguei até eles depois que soube da polêmica causada quando denunciaram a contaminação político-ideológica das escolas brasileiras em todos os níveis, ao comentar o conteúdo de alguns livros e cartilhas de uma grande rede de ensino.
Esse problema – a contaminação político-ideológica nas escolas – é antigo. Os estudantes sempre foram solo fértil para as pregações ideológicas. São mentes jovens, dispostas a mudar o mundo, ávidas por modelos e por heróis. Num ambiente assim, os “tchê-guevarismos” fazem sucesso e a garotada tem a cabeça feita por “educadores” que se dizem revolucionários e trabalham para formar jovens que servirão de instrumentos para projetos de poder. E as escolas transformam-se em fábricas de idiotas.
Alguns desses “professores” transformaram-se em ídolos da garotada, que não percebe que está sendo doutrinada. Cabe a cada um de nós reagir – como pais, como estudantes, como contribuintes. Por isso convido você a conhecer o trabalho da Escola Sem Partido, reproduzindo aqui as dicas que eles publicaram para perceber quando um professor está tentando doutrinar ideologicamente os alunos. Você, ou seus filhos, podem estar sendo vítimas quando o professor:
• se desvia, freqüentemente, da matéria-objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional;
• adota ou indica livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica;
• impõe a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas;
• exibe aos alunos obras de arte de conteúdo político-ideológico, submetendo-as à discussão em sala de aula, sem fornecer os instrumentos necessários à descompactação da mensagem veiculada e sem dar tempo aos alunos para refletir sobre o seu conteúdo;
• ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas;
• ridiculariza, desqualifica ou difama personalidades históricas, políticas ou religiosas;
• pressiona os alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos;
• alicia alunos para participar de manifestações, atos públicos, passeatas, etc.;
• permite que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas;
• encaminha o debate de qualquer assunto controvertido para conclusões que necessariamente favoreçam os pontos de vista de determinada corrente de pensamento;
• não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas;
• omite ou minimiza fatos desabonadores da corrente político-ideológida de sua preferência;
• transmite aos alunos a impressão de que o mundo da política se divide entre os “do bem” e os “do mal”;
• não admite a mera possibilidade de que o “outro lado” possa ter alguma razão;
• promove uma atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus;
• não impede que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos;
• utiliza-se da função para propagar idéias e juízos de valor incompatíveis com os sentimentos morais e religiosos dos alunos, constrangendo-os por não partilharem das mesmas idéias e juízos.
Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista.
"Pecuária extensiva é antiprodutiva"

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse na manhã desta sexta-feira, no programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República, quando respondeu perguntas de jornalistas de todo o país sobre a III Conferência Nacional de Meio Ambiente e o lançamento do Plano Amazônia Sustentável, que a pecuária extensiva por hectare é antiprodutiva e que o manejo florestal feito de forma adequada, com uso da tecnologia é muito mais rentável.
Com relação a uma afirmação feita no final de abril pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, Assuero Veronez, ao jornal Folha de São Paulo, de que a floresta tem baixíssimo valor econômico, a ministra respondeu que 50% da chuva na região é produzida pela própria floresta, “que tem um grande valor em si mesma e presta um serviço ambiental de equilíbrio ao país e ao mundo”.
"Na lógica anterior, iniciada na década de 70, tinha valor a propriedade desmatada; na lógica atual tem valor a propriedade que consegue preservar seus ativos ambientais. As medidas estão sendo tomadas exatamente para que se tenha uma inversão da lógica anterior", disse a ministra.
Sobre a declaração do presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros, Manoel Cunha (veja), sobre o avanço da pecuária na Reserva Extrativista Chico Mendes, Marina Silva disse que o Ministério do Meio Ambiente tem trabalhado uma forte agenda de criação de planos de manejo das Reservas, como o da própria Resex Chico Mendes que acaba de ser concluído, e que são voltados para o manejo florestal comunitário com o objetivo de que os extrativistas não desmatem acima do que está previsto na lei.
A ministra disse ainda que o Programa de Comunidades Tradicionais, que será lançado brevemente, estará dando uma resposta para a situação das reservas extrativistas para que elas tenham eficiência, mas de acordo com a natureza a que foram criadas. "Uma atividade de baixo impacto que viabilize econômica e socialmente as comunidades ali presentes, mas que não tenham atividades contrárias à sua preservação, como as que o presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros mencionou.
Ouça a entrevista com a ministra Marina Silva na íntegra no programa Bom Dia Ministro.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Bom Dia Ministra
Emissora de rádio de Xapuri participa de entrevista com a ministra Marina Silva, nesta sexta-feira, direto de Brasília.
A Rádio Educadora de Xapuri foi convidada a participar, nesta sexta-feira (9/5), do programa "Bom Dia Ministro" - produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido via satélite para rádios de todo o país. A entrevistada do dia será a Ministra Marina Silva, do Meio Ambiente. Na pauta do programa está a III Conferência Nacional do Meio Ambiente, que está sendo realizada em Brasília e debate as mudanças do clima. É a primeira vez que um país realiza um processo participativo com todos os setores da sociedade para discutir o tema, que é destaque no cenário internacional.
A conferência foi aberta ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Marina Silva. Ela avalia que "o ministério deu mais um passo importante na construção da cidadania brasileira ao combinar o processo da Conferência Nacional do Meio Ambiente com o enfrentamento das mudanças globais do clima”. As propostas aprovadas durante a Conferência serão entregues ao Comitê Interministerial de Mudança do Clima e ajudarão na formulação da Política e do Plano Nacional sobre Mudança do Clima.
Sobre o desmatamento, a maior fonte de emissão de gases de efeito estufa no País, a ministra destaca a redução de quase 60% nas taxas anuais de desmatamento da Amazônia, para 11 mil quilômetros quadrados, conseguida por uma forte ação governamental nos últimos quatro anos, não reduziu a geração de riquezas e benefícios na região. Ao mesmo tempo, preservou um capital físico – em recursos florestais, genéticos, culturais e humanos – que certamente beneficiará as futuras gerações de brasileiros.
Outro tema da entrevista desta sexta-feira é o Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado nesta quinta-feira pelo presidente Lula da Silva. O PAS consiste em uma política de desenvolvimento regional baseada na valorização da diversidade amazônica e conta com estratégias e orientações para as políticas de governo federal, estaduais e municipais, além de apresentar aos setores produtivos e à sociedade caminhos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, em sintonia com o Plano Plurianual 2008-2011 e o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
Durante a solenidade de lançamento do Plano Amazônia Sustentável, o presidente Lula também assinou um compromisso pela Amazônia com os governadores dos nove estados que compõem a Amazônia Legal. A proposta de elaboração do PAS surgiu em 9 de maio de 2003, em Rio Branco, durante reunião entre o presidente Lula e os governadores dos estados da Região Norte. Na ocasião, foi aprovado o documento Amazônia Sustentável e assinado Termo de Cooperação. Em junho do mesmo ano, foi criada a Comissão de Coordenação Interministerial do PAS.
No "Bom dia Ministro" desta sexta-feira nós participaremos fazendo até duas perguntas à ministra Marina Silva, de acordo com a produção do programa. O convite é motivo de muita honra para toda a equipe da nossa emissora.
A Rádio Educadora de Xapuri foi convidada a participar, nesta sexta-feira (9/5), do programa "Bom Dia Ministro" - produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido via satélite para rádios de todo o país. A entrevistada do dia será a Ministra Marina Silva, do Meio Ambiente. Na pauta do programa está a III Conferência Nacional do Meio Ambiente, que está sendo realizada em Brasília e debate as mudanças do clima. É a primeira vez que um país realiza um processo participativo com todos os setores da sociedade para discutir o tema, que é destaque no cenário internacional.
A conferência foi aberta ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Marina Silva. Ela avalia que "o ministério deu mais um passo importante na construção da cidadania brasileira ao combinar o processo da Conferência Nacional do Meio Ambiente com o enfrentamento das mudanças globais do clima”. As propostas aprovadas durante a Conferência serão entregues ao Comitê Interministerial de Mudança do Clima e ajudarão na formulação da Política e do Plano Nacional sobre Mudança do Clima.
Sobre o desmatamento, a maior fonte de emissão de gases de efeito estufa no País, a ministra destaca a redução de quase 60% nas taxas anuais de desmatamento da Amazônia, para 11 mil quilômetros quadrados, conseguida por uma forte ação governamental nos últimos quatro anos, não reduziu a geração de riquezas e benefícios na região. Ao mesmo tempo, preservou um capital físico – em recursos florestais, genéticos, culturais e humanos – que certamente beneficiará as futuras gerações de brasileiros.
Outro tema da entrevista desta sexta-feira é o Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado nesta quinta-feira pelo presidente Lula da Silva. O PAS consiste em uma política de desenvolvimento regional baseada na valorização da diversidade amazônica e conta com estratégias e orientações para as políticas de governo federal, estaduais e municipais, além de apresentar aos setores produtivos e à sociedade caminhos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, em sintonia com o Plano Plurianual 2008-2011 e o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
Durante a solenidade de lançamento do Plano Amazônia Sustentável, o presidente Lula também assinou um compromisso pela Amazônia com os governadores dos nove estados que compõem a Amazônia Legal. A proposta de elaboração do PAS surgiu em 9 de maio de 2003, em Rio Branco, durante reunião entre o presidente Lula e os governadores dos estados da Região Norte. Na ocasião, foi aprovado o documento Amazônia Sustentável e assinado Termo de Cooperação. Em junho do mesmo ano, foi criada a Comissão de Coordenação Interministerial do PAS.
No "Bom dia Ministro" desta sexta-feira nós participaremos fazendo até duas perguntas à ministra Marina Silva, de acordo com a produção do programa. O convite é motivo de muita honra para toda a equipe da nossa emissora.
América vingador
Ainda na capital acreana. Rio Branco amanheceu, nesta quinta-feira, sem o constante desfile de camisas rubro-negras e o sorriso debochado dos flamenguistas, comuns desde o domingo passado. O clima de festa acabou cedo para a maior torcida do país. Danado, esse América do México. Logo retorno para atualizar as informações sobre a "Princesinha do Acre".
terça-feira, 6 de maio de 2008
Direito de Resposta
A professora Rachide Sarkis, Coordenadora de Ensino da Escola Estadual Infantil Latife Zaine Kalume, onde estuda meu filho Raimari Cardoso Júnior, de cinco anos, enviou a seguinte mensagem como Direito de Resposta aos comentários feitos por mim na postagem Algumas verdades:
Em resposta a postagem do incidente ocorrido na quinta-feira, dia 1º de maio.
Caro amigo Raimari,
Estou extremamente ofendida enquanto servidora da escola infantil em que seu filho, Raimari Jr., estuda. Visto afirmação que você faz no seu blog, dizendo que a escola nem se quer procurou saber notícias de seu filho, o qual sofreu esse incidente no dia 1º de maio, quinta-feira e não no dia 02/05 conforme você menciona.
O que me parece é que não está havendo comunicação entre você e sua esposa, pois tanto eu como a Profª. Moncada, atual gestora dessa citada instituição, estamos mantendo contato com sua esposa, Márcia (via celular), para saber notícias do pequeno Jr., como também levando à mesma uma palavra amiga. Inclusive levo ao seu conhecimento que pedi à minha mãe para junto a um grupo de fiéis que rezassem pelo seu filho, por vocês pais e também por nós, servidores da escola, pois estamos sentindo muito pelo incidente ocorrido. (Enfatizo que durante esse mês de maio, todas as noites estão acontecendo corrente de orações à Mãe de Jesus na Igreja de São Sebastião. E que tamanha é nossa Fé).
Na oportunidade, enfatizo ainda que nas reuniões de Pais e Responsáveis, pedimos aos presentes que não dessem e nem tão pouco deixassem seus filhos trazerem dinheiro, inclusive moedas para a escola, visto que não é permitido por essa instituição vendas de qualquer guloseima. (Aliás, não consta em nossos arquivos assinatura de presença sua e nem da mãe do pequeno Júnior na lista de presença das reuniões realizadas). Apesar de termos conhecimento (por sua esposa), que a dita moeda era de uma coleguinha e que o Raimari Júnior pegou e a levou à boca.
Como adultos e pais que somos, sabemos que incidentes assim acontecem também sob os nossos olhares, em casa, infelizmente. Imagina numa sala de aula com uma única Profª. (não estou aqui querendo justificar). Não se trata de falta de cuidados, somos sujeitos a tudo!Gostaria de ressaltar, que não trabalhamos com tais materiais, pois não consideramos para uso na educação infantil como pedagógicos.
Encarecidamente, peço a especial gentileza do nobre amigo que aceite esse comentário que ora faço, tratando-se de democracia e direito a resposta (espaço de comentários).
Cordialmente,
Profª. Rachide Sarkis, atual Coordenadora de Ensino da Escola Estadual Infantil Latife Zaine Kalume.
Que Deus proteja o pequeno Raimari Júnior, como todos nós!
◙ Reconheço a confusão de datas, o incidente aconteceu no dia 1º de maio, realmente. Esclareço, no entanto, que quando postei o texto, no último domingo (4/5), às 16:06, nem eu nem minha esposa haviamos recebido qualquer telefonema dos dirigentes da escola. Esses só aconteceram a partir da manhã da segunda-feira, dia 5 de maio. Não atualizei as informações por ter ficado sem acesso à internet nos últimos dois dias.
Quero dizer que não tive a intenção de ofender a ninguém, senão expressar o que pensava e sentia naquele momento. Também não tive o objetivo de atingir a ninguém de modo particular com meus comentários, mas sim de cobrar responsabilidades e cuidados que cobraria de minha esposa ou de mim mesmo, caso o incidente tivesse ocorrido em minha casa.
A falsa premissa de que "acidentes acontecem" não deve servir de justificativa para a ocorrência de fatos lamentáveis como esse. Antes, acredito que acidentes se evitam. E quando isso não acontece é sinal que algo está errado e deve ser consertado. É apenas isto que quero deixar claro, sem querer alimentar polêmicas com pessoas que estimo e respeito ou atribuir culpas a quem quer que seja.
Em resposta a postagem do incidente ocorrido na quinta-feira, dia 1º de maio.
Caro amigo Raimari,
Estou extremamente ofendida enquanto servidora da escola infantil em que seu filho, Raimari Jr., estuda. Visto afirmação que você faz no seu blog, dizendo que a escola nem se quer procurou saber notícias de seu filho, o qual sofreu esse incidente no dia 1º de maio, quinta-feira e não no dia 02/05 conforme você menciona.
O que me parece é que não está havendo comunicação entre você e sua esposa, pois tanto eu como a Profª. Moncada, atual gestora dessa citada instituição, estamos mantendo contato com sua esposa, Márcia (via celular), para saber notícias do pequeno Jr., como também levando à mesma uma palavra amiga. Inclusive levo ao seu conhecimento que pedi à minha mãe para junto a um grupo de fiéis que rezassem pelo seu filho, por vocês pais e também por nós, servidores da escola, pois estamos sentindo muito pelo incidente ocorrido. (Enfatizo que durante esse mês de maio, todas as noites estão acontecendo corrente de orações à Mãe de Jesus na Igreja de São Sebastião. E que tamanha é nossa Fé).
Na oportunidade, enfatizo ainda que nas reuniões de Pais e Responsáveis, pedimos aos presentes que não dessem e nem tão pouco deixassem seus filhos trazerem dinheiro, inclusive moedas para a escola, visto que não é permitido por essa instituição vendas de qualquer guloseima. (Aliás, não consta em nossos arquivos assinatura de presença sua e nem da mãe do pequeno Júnior na lista de presença das reuniões realizadas). Apesar de termos conhecimento (por sua esposa), que a dita moeda era de uma coleguinha e que o Raimari Júnior pegou e a levou à boca.
Como adultos e pais que somos, sabemos que incidentes assim acontecem também sob os nossos olhares, em casa, infelizmente. Imagina numa sala de aula com uma única Profª. (não estou aqui querendo justificar). Não se trata de falta de cuidados, somos sujeitos a tudo!Gostaria de ressaltar, que não trabalhamos com tais materiais, pois não consideramos para uso na educação infantil como pedagógicos.
Encarecidamente, peço a especial gentileza do nobre amigo que aceite esse comentário que ora faço, tratando-se de democracia e direito a resposta (espaço de comentários).
Cordialmente,
Profª. Rachide Sarkis, atual Coordenadora de Ensino da Escola Estadual Infantil Latife Zaine Kalume.
Que Deus proteja o pequeno Raimari Júnior, como todos nós!
◙ Reconheço a confusão de datas, o incidente aconteceu no dia 1º de maio, realmente. Esclareço, no entanto, que quando postei o texto, no último domingo (4/5), às 16:06, nem eu nem minha esposa haviamos recebido qualquer telefonema dos dirigentes da escola. Esses só aconteceram a partir da manhã da segunda-feira, dia 5 de maio. Não atualizei as informações por ter ficado sem acesso à internet nos últimos dois dias.
Quero dizer que não tive a intenção de ofender a ninguém, senão expressar o que pensava e sentia naquele momento. Também não tive o objetivo de atingir a ninguém de modo particular com meus comentários, mas sim de cobrar responsabilidades e cuidados que cobraria de minha esposa ou de mim mesmo, caso o incidente tivesse ocorrido em minha casa.
A falsa premissa de que "acidentes acontecem" não deve servir de justificativa para a ocorrência de fatos lamentáveis como esse. Antes, acredito que acidentes se evitam. E quando isso não acontece é sinal que algo está errado e deve ser consertado. É apenas isto que quero deixar claro, sem querer alimentar polêmicas com pessoas que estimo e respeito ou atribuir culpas a quem quer que seja.
PMDB sem rumo
Evandro Cordeiro, da coluna Na minha opinião (Notícias da Hora) diz que foi vazia a reunião do PMDB em Xapuri, no último final de semana.
"Da cúpula estadual do partido, apenas o deputado Chagas Romão compareceu. E explica-se a aparição de Romão. Ele tem um acerto de contas a fazer com o prefeito Wanderley Viana (PPS), quem teria lhe traído na eleição passada. Romão investiu tudo o que tinha na eleição de Wanderley. Depois do pleito, nem o carro colocado à disposição por Chaguinha na campanha o prefeito quis alugar", diz o colunista.
Já o colunista Luis Carlos Moreira Jorge, do jornal A Gazeta, que veio a Xapuri no final de semana acompanhar o encontro do PMDB, constata a divisão de idéias e de interesses - existente dentro do partido - que tenho antecipado aqui neste blog em algumas postagens. Há, no PMDB, correntes favoráveis a todos os manifestos candidatos à prefeitura do município, até mesmo ao prefeito Vanderley Viana, considerado o Judas peemedebista.
Fontes em Xapuri acrescentam que nesta reunião foi aplicada uma rasteira no vice-prefeito João Dias, que já havia sido declarado pré-candidato do partido. João Dias é o único que aposta em uma candidatura própria e não aceita ser vice de ninguém, em desacordo com o que pretendem as demais correntes partidárias. Para tirá-lo do páreo teria sido maquinada uma manobra de última hora, que resultou na indicação do ilustre desconhecido Graciano como pré-candidato do PMDB.
Inconformado com a decisão, que teve o endosso de Chagas Romão, João Dias se nega a tirar o cavalo da chuva e promete ir à convenção do partido, no próximo mês de junho. Na reunião da última segunda-feira sua presença não era esperada, mas compareceu para ratificar sua decisão de dar seguimento a disputa pela indicação do partido. A disputa ainda deve render um bocado, mas conhecendo os adversários internos de João Dias como conheço, me arrisco a dizer que sua causa é quase perdida.
"Da cúpula estadual do partido, apenas o deputado Chagas Romão compareceu. E explica-se a aparição de Romão. Ele tem um acerto de contas a fazer com o prefeito Wanderley Viana (PPS), quem teria lhe traído na eleição passada. Romão investiu tudo o que tinha na eleição de Wanderley. Depois do pleito, nem o carro colocado à disposição por Chaguinha na campanha o prefeito quis alugar", diz o colunista.
Já o colunista Luis Carlos Moreira Jorge, do jornal A Gazeta, que veio a Xapuri no final de semana acompanhar o encontro do PMDB, constata a divisão de idéias e de interesses - existente dentro do partido - que tenho antecipado aqui neste blog em algumas postagens. Há, no PMDB, correntes favoráveis a todos os manifestos candidatos à prefeitura do município, até mesmo ao prefeito Vanderley Viana, considerado o Judas peemedebista.
Fontes em Xapuri acrescentam que nesta reunião foi aplicada uma rasteira no vice-prefeito João Dias, que já havia sido declarado pré-candidato do partido. João Dias é o único que aposta em uma candidatura própria e não aceita ser vice de ninguém, em desacordo com o que pretendem as demais correntes partidárias. Para tirá-lo do páreo teria sido maquinada uma manobra de última hora, que resultou na indicação do ilustre desconhecido Graciano como pré-candidato do PMDB.
Inconformado com a decisão, que teve o endosso de Chagas Romão, João Dias se nega a tirar o cavalo da chuva e promete ir à convenção do partido, no próximo mês de junho. Na reunião da última segunda-feira sua presença não era esperada, mas compareceu para ratificar sua decisão de dar seguimento a disputa pela indicação do partido. A disputa ainda deve render um bocado, mas conhecendo os adversários internos de João Dias como conheço, me arrisco a dizer que sua causa é quase perdida.
domingo, 4 de maio de 2008
Algumas verdades
Estou em Rio Branco desde o último sábado. Vim ver daqui o Flamengo se sagrar bi-campeão estadual e igualar os 30 títulos do meu Fluminense pela primeira vez na história do futebol do Rio de Janeiro, o mais charmoso do país. O Flamengo não é melhor que seus rivais históricos, mas é um time vencedor. Superou a persistente incompetência do tricolor e o eterno estigma de perdedor do Botafogo, em minha opinião o melhor entre os quatro grandes. O Vasco inexiste na atual realidade do futebol carioca.
Não estou aqui, porém, por motivos festivos, muito menos para fugir da festa dos antipáticos flamenguistas de Xapuri ou da carreata rubro-negra que a estas horas já deve estar acontecendo. Meu caçula, de cinco anos de idade, engoliu, na última sexta-feira, na escola que freqüenta, uma moeda de tamanho desconhecido. Vivo, nos últimos dois dias, uma maratona de consultas médicas e radiografias. A maldita moeda não avança pela via natural. Na próxima quarta-feira, o garoto passará por uma avaliação de um médico cirurgião para a retirada do objeto por esta alternativa que esperamos não se tornar necessária.
Não bastasse a falta de qualidade do ensino que é ofertado em nossas escolas, nossos profissionais também pecam nas tarefas mais básicas. Como entender que numa escola de educação infantil uma criança tenha acesso a objetos miúdos, como moedas e caroços de feijão, que resultam quase sempre em incidentes lamentáveis e desagradáveis como o que enfrentamos neste momento? Até agora, a direção da escola não nos deu um telefonema sequer para saber a situação em que está o aluno que nos entregou neste estado, na última sexta-feira.
Este texto não se trata de mero desabafo, mas de uma crítica extremamente necessária, que muitas vezes temos vontade de fazer contra o que presenciamos no nosso dia-a-dia, mas que deixamos somente para os momentos em que somos diretamente afetados pela falta de amor e de devoção ao ofício que muitos escolheram seguir, mesmo que sem vocação alguma. Serve também de alerta e apelo por um cuidado maior com os filhos que confiamos aos cuidados do Estado para orientá-los e educá-los.
Na função de radialista, tenho recebido várias reclamações e denúncias quanto a má atuação de muitos profissionais do setor público. O Estado deve, urgentemente, instituir em escolas, hospitais ou qualquer outro órgão de atendimento à comunidade, mecanismos que fiscalizem de forma eficaz a qualidade dos serviços oferecidos. É inadmissível que pessoas bem pagas para o mau serviço que prestam continuem a fingir que trabalham. Professores mal humorados e desqualificados, médicos que abandonam o plantão nos hospitais e daí por diante.
Daqui a pouco eu volto. Para torcer - em casa - pelo meu Flusão na Libertadores, na espera de dias melhores, de mais amor e dedicação pelo compromisso que temos pelo futuro de nossa pequena e infeliz cidade, com meu filho vivo e sem um objeto metálico nos intestinos, espero.
Não estou aqui, porém, por motivos festivos, muito menos para fugir da festa dos antipáticos flamenguistas de Xapuri ou da carreata rubro-negra que a estas horas já deve estar acontecendo. Meu caçula, de cinco anos de idade, engoliu, na última sexta-feira, na escola que freqüenta, uma moeda de tamanho desconhecido. Vivo, nos últimos dois dias, uma maratona de consultas médicas e radiografias. A maldita moeda não avança pela via natural. Na próxima quarta-feira, o garoto passará por uma avaliação de um médico cirurgião para a retirada do objeto por esta alternativa que esperamos não se tornar necessária.
Não bastasse a falta de qualidade do ensino que é ofertado em nossas escolas, nossos profissionais também pecam nas tarefas mais básicas. Como entender que numa escola de educação infantil uma criança tenha acesso a objetos miúdos, como moedas e caroços de feijão, que resultam quase sempre em incidentes lamentáveis e desagradáveis como o que enfrentamos neste momento? Até agora, a direção da escola não nos deu um telefonema sequer para saber a situação em que está o aluno que nos entregou neste estado, na última sexta-feira.
Este texto não se trata de mero desabafo, mas de uma crítica extremamente necessária, que muitas vezes temos vontade de fazer contra o que presenciamos no nosso dia-a-dia, mas que deixamos somente para os momentos em que somos diretamente afetados pela falta de amor e de devoção ao ofício que muitos escolheram seguir, mesmo que sem vocação alguma. Serve também de alerta e apelo por um cuidado maior com os filhos que confiamos aos cuidados do Estado para orientá-los e educá-los.
Na função de radialista, tenho recebido várias reclamações e denúncias quanto a má atuação de muitos profissionais do setor público. O Estado deve, urgentemente, instituir em escolas, hospitais ou qualquer outro órgão de atendimento à comunidade, mecanismos que fiscalizem de forma eficaz a qualidade dos serviços oferecidos. É inadmissível que pessoas bem pagas para o mau serviço que prestam continuem a fingir que trabalham. Professores mal humorados e desqualificados, médicos que abandonam o plantão nos hospitais e daí por diante.
Daqui a pouco eu volto. Para torcer - em casa - pelo meu Flusão na Libertadores, na espera de dias melhores, de mais amor e dedicação pelo compromisso que temos pelo futuro de nossa pequena e infeliz cidade, com meu filho vivo e sem um objeto metálico nos intestinos, espero.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Caso Ivair Higino vai a júri no dia 28
No próximo dia 28 de maio Xapuri terá o julgamento de maior repercussão dos últimos 20 anos. O Tribunal do Júri desta comarca vai, enfim, levar ao banco dos réus os acusados pelo assassinato do sindicalista Ivair Higino de Almeida, ocorrido em 1988, meses antes de o líder sindical Chico Mendes ter o mesmo fim.
Vão a julgamento Cícero Tenório Cavalcante, Oloci Alves da Silva e Gentil Alves da Silva, os dois últimos, respectivamente, filho e sobrinho de Darly Alves da Silva. Os réus e as 16 testemunhas arroladas no processo já estão intimados para a Sessão do Tribunal do Júri, que será presidida pelo juiz Anastácio Lima de Menezes Filho.
Os advogados de defesa ainda podem requerer o desaforamento do julgamento para a comarca de Epitaciolândia.
Ivair Higino foi assassinado na madrugada de 17 de junho de 1988, numa emboscada na porta de casa, na BR-317. O crime aconteceu em um momento de extrema tensão entre trabalhadores rurais e grandes proprietários de terra. Ivair era um dos braços direitos de chico Mendes na realização dos empates. Os dois estão sepultados lado a lado no cemitério da cidade.
Depois de se arrastar por quase duas décadas, o caso deve ter finalmente uma conclusão.
Vão a julgamento Cícero Tenório Cavalcante, Oloci Alves da Silva e Gentil Alves da Silva, os dois últimos, respectivamente, filho e sobrinho de Darly Alves da Silva. Os réus e as 16 testemunhas arroladas no processo já estão intimados para a Sessão do Tribunal do Júri, que será presidida pelo juiz Anastácio Lima de Menezes Filho.
Os advogados de defesa ainda podem requerer o desaforamento do julgamento para a comarca de Epitaciolândia.
Ivair Higino foi assassinado na madrugada de 17 de junho de 1988, numa emboscada na porta de casa, na BR-317. O crime aconteceu em um momento de extrema tensão entre trabalhadores rurais e grandes proprietários de terra. Ivair era um dos braços direitos de chico Mendes na realização dos empates. Os dois estão sepultados lado a lado no cemitério da cidade.
Depois de se arrastar por quase duas décadas, o caso deve ter finalmente uma conclusão.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Palanque televisivo
Se a Justiça Eleitoral não coibir, o “Jornal Xapuri”, levado ao ar diariamente pela assessoria de comunicação do prefeito Vanderley Viana, através da retransmissora do SBT, se transformará em um verdadeiro palanque da campanha à reeleição. Atualmente, o programa já faz uma intensa promoção política do prefeito, se abstendo da informação e priorizando a propaganda, que é feita de forma clara e descarada.


Em uma das edições, o apresentador Josimar Tavares, com um título de eleitor na mão, anuncia obras da prefeitura e exalta a figura do prefeito, ao mesmo tempo em que faz repetidos lembretes de que aquele documento (o título de leitor sendo mostrado para a câmera, como se vê na foto) é uma arma importante para o povo eleger os seus vereadores e “saber se vai reconduzir o prefeito ao seu cargo”.
Diariamente, o “jornal” exibe imagens do manifesto candidato à reeleição fazendo visitas a residências, apertando a mão de populares, discursando em inaugurações, além de outras artimanhas já bem conhecidas da prática eleitoreira. Isso sem falar dos costumeiros discursos feitos pelo prefeito ao vivo, quando costuma se defender das críticas que recebe, agredindo moralmente os seus adversários, sem esquecer, é claro, de se fazer de vítima e de coitado.
As regras recém divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, referentes à propaganda eleitoral nos meios de comunicação, dizem que os veículos impressos podem emitir opinião favorável a determinado candidato, desde que não cometam abusos nem excessos. Já as emissoras de rádio e televisão não podem dar tratamento privilegiado nem veicular opinião favorável ou contrária a candidato, partido ou coligação.
As emissoras também não podem divulgar filmes, novelas ou minisséries ou qualquer outro programa que faça alusão ou crítica a candidato. A Justiça Eleitoral promete ser rigorosa com os abusos cometidos, principalmente com a propaganda eleitoral antecipada que, pelo que se vê nas imagens da TV Xapuri, pode estar está acontecendo de forma não muito dissimulada, por trás de um programa dito jornalístico.
Um erro não conserta o outro.
Se o Projeto de lei de nº 03/2008, ao qual me refiro no post Mais 8 meses de cabide, não for inconstitucional, como assegura o presidente da Câmara de Xapuri, Ronaldo Ferraz, que os vereadores que o aprovaram melhor o expliquem à população. O espaço deste blog está disponível para esse fim e publicará integralmente os esclarecimentos que venham a ser feitos.
Se o caso de que trata o projeto é realmente de excepcional interesse público, a câmara teria, no meu modo ver, a obrigação de questionar o município sobre o porquê de haver primeiramente contratado os funcionários e somente depois disso solicitado autorização ao legislativo para fazê-lo. Os vereadores não somente deixaram de tomar essa providência, como corroboraram o ato irregular praticado pela prefeitura.
Pesquisando-se em vários textos de leis sobre contratações de servidores por necessidade temporária de excepcional interesse público, nota-se que três critérios se sobressaem de forma universal quanto às justificativas para se utilizar deste expediente:
Ora, ora... Quer dizer então que a prefeitura precisa fazer contratações para suprir a falta de funcionários que requerem direitos trabalhistas, como férias e licenças? Não seria mais adequado estabelecer um eficiente calendário de férias? Os vereadores acham que não. Quanto às aposentadorias, quando começam a ameaçar o funcionamento da administração, não ensejam a convocação de concurso público regular?
São algumas perguntas que merecem respostas da parte dos representantes do Poder Legislativo, já do que o Executivo ninguém espera por mais nada que se refira à transparência de seus atos. Não convêm a um poder representativo como a câmara resumir sua atuação a colocar panos quentes nas situações embaraçosas criadas pela atual administração e alegar que isso também acontece aqui e acolá.
É verdade também que atos que objetivam a burla da legislação vêm acontecendo nos últimos anos em vários lugares do Brasil, tanto na esfera federal quanto na estadual, abrindo precedentes para contratações realizadas de forma arbitrária. Todos sabem, no entanto, que um erro não conserta o outro. Regra que no caso de Xapuri, costuma ser seguida de maneira contrária.
Se o caso de que trata o projeto é realmente de excepcional interesse público, a câmara teria, no meu modo ver, a obrigação de questionar o município sobre o porquê de haver primeiramente contratado os funcionários e somente depois disso solicitado autorização ao legislativo para fazê-lo. Os vereadores não somente deixaram de tomar essa providência, como corroboraram o ato irregular praticado pela prefeitura.
Pesquisando-se em vários textos de leis sobre contratações de servidores por necessidade temporária de excepcional interesse público, nota-se que três critérios se sobressaem de forma universal quanto às justificativas para se utilizar deste expediente:
- atendimento a situações de calamidade pública;
- combate a surtos epidêmicos;
- atendimento a situações excepcionais na área de educação.
Ora, ora... Quer dizer então que a prefeitura precisa fazer contratações para suprir a falta de funcionários que requerem direitos trabalhistas, como férias e licenças? Não seria mais adequado estabelecer um eficiente calendário de férias? Os vereadores acham que não. Quanto às aposentadorias, quando começam a ameaçar o funcionamento da administração, não ensejam a convocação de concurso público regular?
São algumas perguntas que merecem respostas da parte dos representantes do Poder Legislativo, já do que o Executivo ninguém espera por mais nada que se refira à transparência de seus atos. Não convêm a um poder representativo como a câmara resumir sua atuação a colocar panos quentes nas situações embaraçosas criadas pela atual administração e alegar que isso também acontece aqui e acolá.
É verdade também que atos que objetivam a burla da legislação vêm acontecendo nos últimos anos em vários lugares do Brasil, tanto na esfera federal quanto na estadual, abrindo precedentes para contratações realizadas de forma arbitrária. Todos sabem, no entanto, que um erro não conserta o outro. Regra que no caso de Xapuri, costuma ser seguida de maneira contrária.
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