terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Carnaval em Xapuri

O carnaval de xapuri será aberto oficialmente pelo prefeito Vanderley Viana às 19h da próxima sexta-feira, dia 1º de fevereiro, no Centro Cultural Caleb do Nascimento Mota.

Antes da abertura oficial, que irá escolher o rei e a rainha do carnaval 2008, será realizado o tradicional rancho pelas principais ruas da cidade.

O rancho reúne tradicionalmente vários foliões que acompanham a banda de música Dona Júlia Gonçalves Passarinho, que relembra as grandes marchinhas que fizeram história nos antigos carnavais.

A Fundação Municipal de Cultura e Desportos divulgou hoje a programação para o restante da quina carnavalesca com a participação de três bandas de Rio Branco, ainda a serem confirmadas.

O ponto alto da festa é a participação dos tradicionais blocos: a Turma da Pitu, Os Virgens e As Beijoqueiras, que todos os anos brigam ponto a ponto pelo título de melhor bloco do carnaval.

Campeãs do carnaval no ano passado, as beijoqueiras prometem entrar na avenida com a participação de mais de cento e cinqüenta mulheres.

Os virgens que ficaram com o vice no ano passado, prometem muito mais disposição e organização para levar o título este ano.

Já a Turma da Pitu, terceira colocada no ano passado, entrará na avenida com uniforme e hino novos. A turma também promete uma surpresa que irá agradar todos os foliões.

Joseni Oliveira
Agência de Notícias do Acre.

Armando Nogueira recebe Medalha da Ordem do Mérito das Comunicações

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, vai homenagear o jornalista Armando Nogueira com a Medalha da Ordem do Mérito das Comunicações, no Grau de Grã-Cruz, a mais alta condecoração. A cerimônia será realizada nesta terça-feira (29/01), no Rio de Janeiro, e contará com a participação do governador Sérgio Cabral.

A medalha, criada em 15 de março de 1982, é conferida a personalidades nacionais e estrangeiras que se destacam pelos serviços prestados às comunicações.

Armando Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre, em 1927. Aos 17 anos, foi para o Rio de Janeiro. Lá, formou-se na Faculdade de Direito, mas acabou se destacando como jornalista. Sua carreira começou em 1950, no Diário Carioca, passando pelas revistas Manchete, O Cruzeiro e no Jornal do Brasil. Em 1959, trabalhou na antiga TV Rio e depois assumiu a direção da Central Globo de Jornalismo.

O jornalista destaca-se por sua dedicação ao esporte brasileiro, com participação em várias Copas do Mundo. Com mais de dez livros publicados sobre o tema, atualmente participa do programa “Redação SporTV”, no canal de mesmo nome, e do CBN Brasil.

Serviço:

Entrega da Medalha da Ordem do Mérito das Comunicações a Armando Nogueira
Data: 29/01/08
Horário: 11h
Local: Palácio das Laranjeiras – Rio de Janeiro

Extraído do jornal Página 20.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Desabafos de um bom marido

Luís Fernando Veríssimo

Minha esposa e eu temos o segredo pra fazer um casamento durar: duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida, e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras, e eu às quintas.

Nós também dormimos em camas separadas. A dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo. Eu levo minha esposa a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento. 'Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!' ela disse. Então eu sugeri a cozinha.

Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras. Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'. Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.

Lembrem-se, o casamento é a causa número um para o divórcio. Estatisticamente, 100% dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'.

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'.

No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.

'Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes: o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.

Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.

Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei.- Quando você terminar de cortar a grama, eu disse, 'você pode também varrer a calçada.

'Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida. 'O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...'

Colhido no blog do Pitter Lucena.

Novo ciclo econômico e sustentável – Parte I

Seringueiros do Cachoeira, em Xapuri (AC), ganham independência e vivem na modernidade manejando as riquezas da floresta
Romerito Aquino
Assim como foram pioneiros em promover uma Revolução Armada no início do século passado e frear o avanço da pecuária sobre a floresta a partir da década de 70, os seringueiros acreanos revolucionam novamente a história da Amazônia promovendo, segundo historiadores, o quarto ciclo econômico da região.
De caráter absolutamente sustentável, o novo ciclo econômico começa em Xapuri, no Vale do Acre, com o uso múltiplo de algumas riquezas da floresta, como borracha, castanha, madeira, açaí e ecoturismo, que estão gerando muita renda para os seringueiros do Projeto de Assentamento Agroextrativista Chico Mendes, mais conhecido como seringal Cachoeira.
Leia a reportagem completa na Agência de Notícias Kaxiana.

Ultraje, fúria e recalque

Meu comentário sobre a "Carta aberta aos Romeiros", distribuída pelo prefeito de Xapuri durante a última procissão de São Sebastião, foi interpretada pelo professor Joscíres Ângelo como um ultraje, resultado de fúria e recalque contra a administração que ele assessora.

Sendo o significado do termo ultraje igual a ofensa, insulto ou difamação, de acordo com alguns dicionários da língua portuguesa, não entendo o porquê de tal manifestação, uma vez que o que fiz foi apenas discordar da maneira demagógica e populista com que o prefeito se dirigiu ao público.

Reconheço que ironizei sim a martirização política de Vanderley. É de causar frouxos de risos, como diz uma personagem do programa humorístico Zorra Total, da Rede Globo. No entanto, jamais tive a intenção de difamar ou ofender a ilustre pessoa do prefeito.

Ataques de ódio e ululação contra adversários não compõem o meu perfil. Muito menos guardo rancor de quem quer que seja. Se assim fosse, já teria seguido os passos daqueles que vivem a pleitear indenizações na justiça pelas muitas calúnias e ofensas já recebidas do prefeito via canal de TV.

Com o professor Joscires, a quem guardo imenso respeito, as farpas não são pessoais e espero que não as tome desta forma. São apenas resultado do embate de idéias, fator tão salutar ao fortalecimento do processo democrático, mas que infelizmente ainda não é bem compreendido por muita gente.

Paciência, que um dia chegaremos lá.

Boa semana a todos.

domingo, 27 de janeiro de 2008

O progresso

Roberto Carlos - Erasmo Carlos

Eu queria poder afagar uma fera terrível
Eu queria poder transformar tanta coisa impossível
Eu queria dizer tanta coisa
Que pudesse fazer eu ficar bem comigo
Eu queria poder abraçar meu maior inimigo

Eu queria não ver tantas nuvens escuras nos ares
Navegar sem achar tantas manchas de óleo nos mares
E as baleias desaparecendo
Por falta de escrúpulos comerciais
Eu queria ser civilizado como os animais

Eu queria ser civilizado como os animais

Eu queria não ver todo o verde da terra morrendo
E das águas dos rios os peixes desaparecendo
Eu queria gritar que esse tal de ouro negro
Não passa de um negro veneno
E sabemos que por tudo isso vivemos bem menos

Eu não posso aceitar certas coisas que eu não entendo
O comércio das armas de guerra da morte vivendo
Eu queria falar de alegria
Ao invés de tristeza mas não sou capaz

Eu queria ser civilizado como os animais
Eu queria ser civilizado como os animais
Eu queria ser civilizado como os animais

Não sou contra o progresso
Mas apelo pro bom senso
Um erro não conserta o outro
Isso é o que eu penso

Eu não sou contra o progresso
Mas apelo pro bom senso
Um erro não conserta o outro
Isso é o que eu penso

Clique aqui para ver clip.

Quando for até o meio-fio, olhe para o céu

A recessão não é a única ameaça que os EUA impõem ao mundo. Descobriu-se que um satélite espião norte-americano perdeu a energia que o mantinha boiando no espaço. Contém material danoso à saúde. E ruma, desgovernado, em direção à Terra.

Estima-se que a encrenca cairá sobre o planeta entre fevereiro e março. Onde? Autoridades do governo Bush dizem que não é possível prever. "As agências apropriadas estão monitorando a situação", limitaram-se a informar.

Assim, quando acionar a descarga e ouvir um estrondo, olhe à sua volta. Se estiver vivo, corra até o vizinho, para verificar o estrago. De resto, convém não aventurar-se além da calçada sem dar uma boa olhada para o céu. Boa sorte!

Escrito por Josias de Souza às 19h02 deste domingo na coluna Blog do Josias (Folha Online).

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sábia senhora da floresta

Cecília Mendes: 82 anos, 19 filhos e muito amor pela floresta

Élson Martins


Na chegada do ano 2008 teve muita festa para dona Cecília Mendes, madrinha símbolo das boas coisas que acontecem no seringal Cachoeira, nas proximidades de Xapuri. Ela recebeu o prêmio que leva o nome do sobrinho querido, Chico Mendes (assassinado em dezembro de 1988), e dia 1º de janeiro completou 82 anos, alegre, esperançosa, cheia de vida.
Não, não, a vida dela nunca foi fácil. Aos 11 anos de idade, trocou a cidade pela floresta e casou muito jovem. Teve 19 filhos, todos com parteira, criados no peito e sem conhecer médico.
Viúva há 13 anos, a imagem que faz do marido, Joaquim Mendes, irmão do pai do Chico, é a imagem dela mesma: só o pai deles pra trabalhar e criar todos eles! Naquele tempo o pobre morria de trabalhar e não pagava a conta, não sei por quê. O que aquele homem trabalhava! Cortava seringa o ano todinho. Quando terminava a seringa começava a quebrar castanha, e quando terminava tudinho ainda estava devendo um monte. Não tinha castanha, não tinha borracha, não tinha nada que pagasse a conta.
A casa em que vive no seringal, hoje, é mais movimentada que a sede da associação local dos extrativistas. É um entra-e-sai o tempo todo, de parentes, amigos ou visitantes que vão pedir conselho, entrevistá-la, tomar a bênção ou, simplesmente, tomar café com farofa de ovo e, se tiver sorte, saborear um guisado de paca com farinha. A sala é o cômodo menor e menos importante: mal cabe um sofá e uma TV no canto, além dos quadros da família pendurados na parede. É ligada à cozinha por um corredor estreito, com janelas à esquerda, e portas de entrada para dois ou três quartos à direita.
A cozinha, claro, é ampla, com jirau e porta que dão para o quintal. É o reinado de dona Cecília. Tem uma mesa grande no centro com bancos corridos laterais e tamboretes nas cabeceiras. Sobre ela permanecem pratos, xícaras, copos, garrafa de café, farinheira...o tempo todo. Resumindo: a cozinha é um centro de cultura onde se ouve e aprende os segredos da floresta.

Cidade... só pra batizar menino!
A senhora acha que o seringal está melhor agora ou antes?
Agora. Na verdade, nunca foi ruim. O que era ruim no seringal era o patrão. Antigamente, aqui era bom porque não tinha essas derrubadas, essa acabação de mata, a destruição doida que tá uma coisa triste. Todo dia eu penso nessa destruição da mata, secando água, se acabando tudo. Antigamente era uma beleza. As águas boas, as águas bonitas, um “sombrio” beleza. Tudo era bom. Muito calmo. Ainda ontem eu tava conversando com as meninas aqui, lembrando como antigamente era tão animado... O pessoal brincava a noite inteira. Botava uns três paus assim, um saco de carregar borracha, a cachaça vinha naquele frasqueirão; aí era um caneco dentro e o pessoal cantando e dançando, e de vez em quando o caneco no saco de cachaça, que nem água. Hoje vai fazer isso que morre gente...
E não morria ninguém antes?

Não. Nem brigavam.
Era fácil casar e separar no seringal?

Não era fácil não. Separar assim uma vez... só por um descuido... Pelo menos do meu alcance não existia essa danação!

A gente ouve muita história do que acontece na mata. Fala-se que a pessoa atira num animal e ele fica olhando, parado. Acredita nessas coisas?

Isso daí é verdade. Da mata o senhor não duvide de nada, porque na mata tudo tem.
Já passou por alguma situação dessas?

Não senhor, graças a Deus.

Mas tem medo da mata?

Todo mundo tem medo, né, seu Elson? Porque é na mata que moram os bichos. Eu tinha medo, sim, de andar na mata, e nem ando ainda!

O que a senhora teme?

Tenho mais medo da cobra. Mais do que da onça.

Viu alguma onça?

Morta, já, mas viva, não.

Com 19 filhos, sobrou tempo pra senhora trabalhar na roça, ou algo assim?

Coitada! Se eu fosse lhe contar minha vida era pior que a vida do Chico Mendes. Eu pra criar esses filhos sofri muito. Ainda ontem eu conversava com um deles dizendo: “Ah, meu filho, as coisas hoje em dia estão muito boas”. Sofrer, sofri eu. Que eu não vou contar riqueza porque eu não era rica.

Como era o seu dia-a-dia na floresta, no começo?

Minha luta de casa era lavar roupa pra fora, costurar pra fora, cuidar de um bando de menino, cuidar do tabacal, arrancar feijão, apanhar arroz. Tudo isso eu fazia.
E cozinhava também...
Cozinhava. Empregada da onde, né (risos). Se a gente não podia nem com a gente, ainda mais pagar empregada. Agora vim ter ajuda das minhas filhas quando elas ficaram grandinhas.

Quantas mulheres e homens a senhora teve?

Eu tive 10 mulheres e 9 homens. Uma mulher nasceu de sete meses, nasceu morta. Hoje tem 14 vivos.

É muita sorte a senhora ter 14 ainda vivos...

O senhor sabe que eu agradeço muito a Deus por ter sido uma mãe feliz. E digo por consciência: por causa dos meus filhos. Porque sempre acontece alguma coisa com um ou com outro, mas, Graças a Deus, nunca aconteceu nada muito grave.

A senhora ainda teme que a devastação da floresta ameace vocês?

Eu não acho difícil. Mas até agora ainda não soube. Mas tenho medo. Tenho um filho que é soldado lá em Rio Branco, e outro que trabalha lá. Com esses eu me preocupo e tenho medo, porque é na cidade que acontecem as coisas. O restante vive aqui em paz.

E agora já têm escola e saúde aqui?

Já. O Chico quando morreu já deixou escola aqui. Saúde tá meio lá, meio cá. Volta e meia falta um remédio.

A senhora cuidou da saúde de seus 19 filhos com que remédios?

Remédios da mata. Com chá, lambedor, eu sei que tratava dos filhos assim.

Teve algum contato com índios?

Não. Aprendi com minha mãe. Ela que sabia vários remédios do mato, medicina da mata.

Quantos netos a senhora têm?

Ah, meu filho, aí nós não podemos nem conversar. Passo o dia todinho e não acabo de contar [risos]. Já tenho três tataranetos.

Quando a senhora fala que o seringal antes era melhor, está se referindo a quê? Segurança?

Antigamente era melhor nos seringais porque era tudo à vontade. Não tinha quem mexesse nas matas. Quando a gente mexia era pra fazer um “ roçadozinho” pra plantar um milho, um arroz. Era muito bom de caça. Cidade era aquilo em que ninguém falava, a não ser pra batizar menino. Era uma vida bem tranqüila.

E televisão, rádio e luz, a senhora não gosta?

Eu gosto de luz. Televisão é coisa que não faço questão. Mas rádio eu gosto, porque fico sabendo as notícias, e se tiver uma família minha passando mal eu já sei aqui.

Entrevista feita em julho de 2005 com a participação de Júlia Feitoza e Marcos Dias, publicada pela Agência de Notícias Kaxiana.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Função das coisas

Marco André Lyrics

O juízo é feito pra perder
A orelha pra puxar
O cabelo pra cair
O relógio pra atrapalhar
O dente é feito pra doer
A onça pra cutucar
O dilúvio pra sobreviver
Cocorote pra se sossegar
Palavrão é feito pra dizer
Bicho de pé pra coçar
A coçeira é feita pra render
A rendeira pra se namorar
E o beijo é tudo o que se quer
Que se quer
Tua boca é feita pra pintar
Pra pintar
O nariz é feito pra torcer
O poder pra podar
Cotovelo pra doer
O chifre pra se acostumar
O delírio é feito pra tentar
A loucura para sugerir
A lenda pra oficializar
A ciência pra iludir
O saleiro é feito pra entupir
O Tupi pra falar
O espelho pra lua sair
Pensamento pra dissimular
A igreja pra perder fiel
O discurso pra iludibriar
O dedo é pra botar anel
A cabeça é pro chapéu andar
E o beijo é tudo o que se quer
Que se quer
Tua boca é feita pra pintar
Pra pintar
A igreja pra perder fiel
O discurso pra iludibriar
O dedo é pra botar anel
A cabeça é pro chapéu andar

"Mártir político" de Xapuri

Não é praxe minha, mas vou começar essa nota com uma frase de Ralfh Waldo Emerson, famoso escritor, filósofo e poeta americano:

"O maior enganado é aquele que engana a si próprio".

Em plena procissão de São Sebastião, no último domingo, fez-se distribuir por mãos pagas com o dinheiro público uma folha de papel em forma de uma carta aberta aos romeiros que vieram a Xapuri com o intuito de pagar suas promessas e fazer suas preces ao Santo mais do que se ater às chorumelas do prefeito Vanderley Viana, que um dia elogia e agradece ao governo do estado e no outro atira ofensas e acusações a se fazer de eterna vítima da sanha petista, como se PT e governo fossem necessariamente a mesma coisa.

Indendentemente das razões que o prefeito tenha para acusar o governo, deveria ele mesmo fazer um exame de consciência, sendo isso possível, e avaliar quem realmente provoca transtornos ao município faz três anos seguidos, a aporrinhar e iludir mais àqueles que inocentemente o apoiaram do que aos que sabiamente lhe evitaram e o fazem até hoje. Deveria explicar que os transtornos impostos a muita gente durante a festa foram causados pelo fato de haver comprado madeira ilegal sabe-se lá de quem. Quem é culpado disso???

Em pouco mais de meia dúzia de parágrafos, o prefeito desata todo o seu repertório de abobrinhas e reclamações já corriqueiras de perseguições sofridas, calúnias e difamações (olha quem fala) e complôs maquiavélicos armados contra um "homem de bem e batalhador". Contra ele, segundo seus redatores, ruge uma feroz máquina governamental, perigosa e opressora deste pobre homem do povo, "mártir político" de Xapuri. A quem será que acham que enganam, esses inocentes homens desta terra tola?

A carência de óleo de peroba na cara é tanta que apelam para Deus e São Sebastião, em defesa de suas inocências, em flagrante risco de prática de blasfêmia, impunemente e sem o menor peso na consciência. A propósito, gostaria de saber quanto da arrecadação com a venda de barracas de madeira ilegal destinaram à igreja do Santo Padroeiro, verdadeiro dono da festa que atraiu mais do 12 mil pessoas à cidade. Aguardo para publicar em primeira mão.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Geógrafos gaúchos em Xapuri

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Três geógrafos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) finalizam nesta sexta-feira uma etapa importante de um projeto de pesquisa que está sendo realizado na Reserva Extrativista Chico Mendes e em outras áreas protegidas do Brasil.
Tomás Rech da Silva (de chapéu de palha), Dilermando Cattaneo, ao lado direito deste locutor que vos escreve, e Carla Hirt estão em Xapuri desde o início desta semana visitando comunidades extrativistas do seringal Cachoeira e colocação Rio Branco, no seringal Floresta.
O incansável Raimundão de Barros recepcionou os geógrafos em Xapuri e os acompanhou nas visitas às localidades rurais. Na Rádio Educadora 6 de Agosto, onde a foto acima foi feita, eles falaram dos objetivos do projeto e da impressão que levam do contato com as comunidades da Reserva Chico Mendes.
O objetivo do trabalho do grupo de geógrafos é estudar a experiência dos moradores de áreas protegidas de gerir o território em que vivem. A pesquisa serve de base para o programa de Pós-gradução da Universidade Federal gaúcha e para o Núcleo de Estudos Geografia e Ambiente da instituição.

Projeto Sipam

A estrutura, as operações e os produtos gerados pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) serão apresentados na manhã de hoje, 17 de janeiro, ao ministro da Defesa Nacional da Bolívia, Walker San Miguel. A apresentação será realizada em La Paz pelo Diretor-Geral do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Marcelo de Carvalho Lopes, em reunião com cerca de 200 representantes do governo boliviano. É a principal missão já realizada pelo Sipam na Bolívia.

A reunião com autoridades bolivianas tem por objetivo difundir as atividades do Sistema de Proteção da Amazônia, o Sipam, e ampliar as possibilidades de integração com países vizinhos para aprimorar as ações em defesa da Amazônia. A Amazônia tem uma área total com mais de sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cerca de 65% inserida no território brasileiro.

O Censipam, órgão da Casa Civil da Presidência da República, realizou nos últimos anos ações de aproximação e planejamento de ações conjuntas com outros países vizinhos. Dentro dessa estratégia comitiva brasileira esteve em Lima, no Peru, em julho de 2007. Logo depois, autoridades peruanas visitaram o Centro Técnico e Operacional do Sipam em Porto Velho. A partir dessa integração já há trabalhos em parceria com o governo do Peru como, por exemplo, estudos hidrológicos realizados com o Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Peru (Senamhi).

Assessoria de Comunicação Social do Censipam

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

53 dias depois

Desde cedo que a turma de lacaios do prefeito lambanceiro de Xapuri atira rojões ao ar. O motivo do dispêndio de fogos e dinheiro é a conclusão das obras mais atrapalhadas e mal explicadas de toda a sua administração: a Rua Rodovaldo Nogueira. Se nem tudo o que Vanderley faz é ruim (nesse caso a recuperação da rua é muito importante para a população, sem dúvidas), ninguém duvida que toda ação do alcaide é bem servida de atropelos, confusões e se caracterizam por fugir sempre aos padrões e normas impostos pela lei.

Se há uma coisa que não tem motivos para comemoração é a conclusão das obras dessa rua. Além de estar bem claro, até para os leigos no assunto, como eu, que o serviço é de péssima qualidade, o processo de licitação é envolto em um mistério que ainda não foi explicado pelo prefeito ou seus assessores. O que aconteceu com a empresa que ganhou a licitação ninguém ficou sabendo oficialmente, somente através dos boatos que correm a cidade, uma vez que os serviços de preparação do terreno para receber a massa asfáltica que está sendo colocada hoje foi feito por funcionários da própria prefeitura. Uma vergonha.

Madeira ilegal

Parece que as denúncias feitas pelos vereadores João Ribeiro, Miranda e França, através da divulgação na imprensa de um pedido de explicações ao prefeito Vanderley Viana, sobre várias denúncias de irregularidades em sua gestão, começam a surtir efeito. Alertados da utilização de madeira ilegal para a construção de barracas para marreteiros os órgãos ambientais começaram a agir.

A madeira que estava de posse da prefeitura foi apreendida na tarde de ontem na cerâmica municipal. Entre os tipos de madeira pode haver castanheira, informação que ainda não foi confirmada pelas autoridades. Essa não é a primeira vez que a prefeitura é acusada de utilizar madeira ilegal. Quando da construção do centro cultural batizado de Kaleb do Nascimento Mota, entidades rurais denunciaram o uso de castanheiras na obra.

O Promotor de Justiça Mariano Jeorge afirmou que inquérito será aberto pelo Ministério Público para apurar as responsabilidades. A prefeitura alega que comprou a madeira de terceiros, tentando se eximir do crime de cortar ou mandar cortar madeira sem licença. Segundo um dos assessores de Vanderley não há castanheira em meio à madeira aprendida.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Acre dedica 2008 aos 20 anos da morte de Chico Mendes

Jornalistas contam como foram os últimos momentos da vida do líder seringueiro que defendeu a Amazônia com a própria vida

Val Sales

Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, se fosse vivo completaria 64 anos no dia 15 de dezembro. Ele morreu em uma tocaia aos 44 anos na tarde de 22 de dezembro de 1988. Sua história de luta pela organização dos seringueiros e preservação da floresta amazônica ficou conhecida por jovens e adultos do mundo inteiro.

Neste 2008 o Acre lembra os vinte anos da morte do homem que foi responsável pela mais eficaz militância ecológica já ocorrida no país, tornando-se símbolo da luta contra a devastação da floresta e conservação do modo de vida dos seus habitantes, fossem índios, seringueiros, ribeirinhos ou pescadores.

Mesmo depois de 20 anos, o brasileiro não fala em preservação do meio ambiente sem lembrar do nome de “Chico Mendes”. Os jovens da atual geração não o conheceram, mas aprenderam a admirá-lo e respeitá-lo como um herói. Muitos livros foram escritos sobre a sua luta e os momentos que antecederam sua morte.

Na obra “Terra: Sonho, Suor e Sangue”, escrita pelo jornalista, Cezar Negreiros, o também jornalista Francisco Dandão faz uma narrativa dos fatos e convida o leitor para uma viagem no tempo. Na forma de expressão do autor, quem lê passa a observar as últimas cenas da vida do líder e a ação covarde de seus algozes como se estivesse presente ao local.

“... Faltavam três dias para o Natal de 1988. Um sol de intenso rubor, com um brilho próprio de verão amazônico, recolhia os últimos raios de um outro entardecer. O palco era parecido com aquele das ações de anos atrás. Comerciantes voltavam os olhos para todas as direções, na esperança de fisgar algum cliente antes de encerrar as portas após mais um dia de nenhum movimento. Donas de casa submetiam-se a sua dose diária de hipnose, frente a uma novela global qualquer. Adolescentes pedalavam bicicletas indolentemente. Tudo como todo dia. Nada, mas nada mesmo, indicava que Xapuri estava tão próxima de sair do anonimato para virar o centro do mundo...”.

Leia a reportagem completa no jornal Página 20 deste domingo, 13/01.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Racismo é crime

O xapuriense Evaldo da Costa Garcia, chamado carinhosamente de DJ, acaba de lançar um blog dedicado a divulgar e combater as mais diversas formas de preconceito e discriminação, seja racial, social ou quaisquer outras que o ser humano possa ser capaz de inventar.

"Eu sou um negro muito feliz, pois tenho a cor mais forte do mundo. Não me sinto inferior a ninguém", diz ele na apresentação do seu perfil.

Evaldo é um daqueles sujeitos fortes, determinados, cheios do espírito de justiça e crescimento pessoal que a nossa cidade tanto precisa. Hoje foi à Rádio Educadora, onde trabalho, com um sorriso estampado no rosto, pedir que eu divulgasse o seu novo espaço na rede mundial.

O pedido, atenderei com imenso prazer, e o conteúdo do blog passarei a acessar todos os dias e recomendo.

Para conhecer o blog do Evaldo é só clicar aqui, adicionar aos seus favoritos, e aproveitar a leitura.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Prefeitura de Xapuri sob suspeita de corrupção

Vereadores do PT e PC do B solicitam explicações do prefeito Vanderley Viana quanto à enxurrada de denúncia contra sua administração.

Os vereadores do PT, José Maria Miranda e João Ribeiro de Freitas, e Raimundo Francisco da Silva Gondim (França), do PC do B, encaminharam ao presidente da Câmara de Xapuri, Ronaldo Cosmo Ferraz, do PMDB, um documento solicitando informações ao prefeito do município, Vanderley Viana de Lima, com relação a uma série de denúncias de irregularidades que estariam ocorrendo em sua administração, onde a própria figura do prefeito é citada como autora de atos suspeitos de corrupção, através do desvio de recursos públicos para manutenção de despesas pessoais.

Na justificativa do pedido de explicações, os vereadores relatam que têm recebido inúmeras denúncias de funcionários e populares, dando conta de que o prefeito Vanderley Viana está administrando os recursos públicos como se fossem de sua propriedade, desviando rendas devidas ao município. Um dos exemplos é a Cerâmica Municipal, cujo faturamento com as vendas de tijolos estaria sendo feito “por fora”, à revelia do conhecimento ou permissão da câmara, com o objetivo de custear despesas pessoais do prefeito, que receberia, pessoalmente, dinheiro das mãos do gerente da indústria.

Na esteira de denúncias de desvio de recursos, a esposa do prefeito e secretária de Ação Social, Iracema Cecília de Souza, teria comprado um veículo para o genro e diretor de divulgação da prefeitura, Josimar Tavares, além de manter com recursos do município o aluguel de uma casa de morada localizada à Rua Benjamin Constant, no centro da cidade. Ainda na secretaria da esposa do prefeito, vários pagamentos estariam sendo feitos a empresas para a aquisição de material de construção e alimentos que não são entregues ao município.

Na mesma secretaria, pagamento de viagens de barco nos rios Acre e Xapuri teriam sido feitos a um morador do bairro Sibéria, quando na verdade dinheiro era para o pagamento de dívidas para com o senhor Antônio José da Costa, conhecido popularmente como “Dapuí”, que se encontra na penitenciária de Rio Branco, acusado de tráfico de drogas. Denúncias dão conta também de desvio dos recursos destinados à reconstrução do Lar dos Vicentinos, no bairro da Bolívia, cuja obra foi apenas iniciada, estando os idosos instalados em uma casa alugada, no centro da cidade.

Os vereadores relatam também que no final de 2007 o prefeito teria efetuado pagamento de altos valores, através de laranjas, que seriam garis da própria prefeitura, em cujas contas foram lançados créditos que posteriormente foram sacados e entregues ao secretário Francisco Ferreira da Silva, o Neném Borges.

Na organização da Festa de São Sebastião, o prefeito estaria cobrando à revelia do Código Tributário Municipal o valor de R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais) por terreno, além da extração de madeira para a construção de barracas, o que configuraria, em tese, crime ambiental, uma vez que os vereadores desconhecem que o prefeito tenha licença ambiental para cortar madeira. O pagamento dos terrenos estaria sendo feito diretamente ao senhor Raimundinho do Erres Bar.

Os vereadores denunciam ainda que se tornou hábito do prefeito Vanderley Viana exigir dinheiro de credores e empresas que prestam serviços no município para manter suas despesas pessoais, entre elas o pagamento do seu veículo particular. Vanderley Viana teria, segundo os vereadores, cobrado de duas empresas que executam as obras de pavimentação de ruas, construção de uma quadra esportiva no bairro do Pantanal e construção de módulos sanitários no bairro da Bolívia, os valores de R$ 18.000,00 e R$ 9.000,00 para fins particulares, alegando ser para despesas da prefeitura.

O trio de parlamentares requereu à presidência da câmara a criação de uma comissão parlamentar para acompanhar a venda de terrenos na Festa de São Sebastião. Outro pedido feito é o de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito para apurar as denúncias que estão sendo apresentadas contra o prefeito e alguns membros de sua equipe.

Os vereadores requereram, em um prazo de 15 dias, as seguintes informações do prefeito de Xapuri:

1 – Cópias de todos os processos de pagamentos de serviços de pessoa física, efetuados pela Secretaria Municipal de Trabalho e Bem Estar Social, no período de fevereiro a junho de 2007, pagos com recursos próprios e com repasses federais;

2 – Cópias de todos os processos de pagamentos de serviços de pessoa jurídica, efetuados pela Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social, no período de fevereiro a julho de 2007, pagos com recursos próprios e com repasses federais;

3 – Cópias de todos os comprovantes de pagamento de todos os tijolos “vendidos” pela Cerâmica Municipal no período de julho a dezembro de 2007, bem como a relação de DAM’s expedidos pelo Setor de Cadastro;

4 – Relação de funcionários e/ou prestadores de serviços da Cerâmica Municipal, bem como cópias dos processos de pagamentos de salários dos mesmos, no período de agosto a dezembro de 2007;

5 – Cópias dos processos de pagamentos efetuados a garis como forma de quitação de salários dos meses de outubro a dezembro de 2007;

6 – Cópias dos comprovantes de boletos de pagamentos bancários dos terrenos vendidos a título de uso e ocupação do solo durante as festividades do Padroeiro;

7 – Cópia da Planta e Tabela de preços dos terrenos a serem vendidos pela prefeitura municipal a título de uso e ocupação do solo durante as festividades do padroeiro São Sebastião;

8 – Relação dos funcionários e/ou prestadores de serviços da SEMINFRA, bem como cópia dos processos de pagamentos de salários dos mesmos, no período de agosto a dezembro de 2007;

9 – Prestar esclarecimentos sobre o convênio do Ministério da Defesa de nº 574907, onde consta como objeto a pavimentação das ruas ESPERANÇA e AMADEU DANTAS, que já estão prontas, mas, segundo informações, foram calçadas com recursos próprios do município. Neste item está incluso o caso da Rua Rodovaldo Nogueira, cujas obras foram licitadas, mas que estão sendo realizadas com a estrutura da prefeitura.

Repórter desinformado

Sou mesmo um repórter muito desinformado. Somente hoje vim saber que a maioria dos vereadores de Xapuri aprovaram, no final do ano passado, um aumento de 50% no salário do prefeito Vanderley Viana. Justamente ele, que nos três anos de sua administração massacrou o funcionalismo público municipal, negando os reajustes previstos no Plano de Cargos e Salários, abusando da intransigência e se negando a qualquer diálogo com quem realmente trabalha e faz algo de importante para o município.

O salário do prefeito passa então de R$ 4.000,00 para R$ 6.000,00 com todos os zeros. Não entro no mérito de que quatro mil reais seja um salário alto ou baixo para um prefeito de um povoado com este. Agora, considero uma tremenda falta de respeito com a população e um desprovimento total de vergonha na cara de quem solicita tal aumento e mais ainda de quem irresponsavelmente aprova uma sacanagem destas. Xapuri é um cidade que está caindo aos cacos, as ruas estão intransitáveis, o lixo é coletado um vez a cada dois meses e o servidor do município recebe o mesmo salário durante praticamente todo este desastroso mandato.

Perdeu-se totalmente a noção do bom senso e, pelo que aparenta, perdeu-se também a capacidade de indignação do povo de Xapuri com esses absurdos. Essa atitude é uma risada na cara do povo que elegeu esse prefeito. E mais ainda na cara daqueles que foram recentemente demitidos de seus empregos provisórios sem uma causa bem explicada e que estão a amargar o desemprego e a incerteza de prover os alimentos de suas famílias. São pessoas que se deixaram iludir pelo canto da sereia e cairam numa armadilha terrível chamada Vanderley Viana.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Descartada febre amarela proveniente do Acre

A médica Maria Eugênia, do Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte, descartou clinicamente a possibilidade de febre amarela para os sintomas apresentados pelo fazendeiro G.J.R., de 48 anos, morador da cidade de Acrelândia. Eugênia aguarda os exames laboratoriais que estão sendo realizados na Fundação Ezequiel Dias para confirmar a avaliação clínica.

Geraldo Rocha está há oito dias internado no Felício Rocho. Ele começou a passar mal ( sentia dor de cabeça, febre) no dia 29 de dezembro e, no último dia 4 de janeiro, decidiu viajar a Cuiabá m busca de tratamento. Dali, partiu para Belo Horizonte porque tem parentes em Minas. "Pelo relato clínico da médica que cuida do paciente, está descartado o diagnóstico para febre amarela", assegurou, nesta quarta-feira, o secretário de Saúde do Acre, Osvaldo Leal.

O secretário determinou ao Serviço de Vigilância Epidemiológica acompanhamento permanente da situação no País. A técnica Elaine Costa mantém contato freqüente com a médica do fazendeiro de Acrelândia e confirma que o paciente está lúcido e tranqüilo, conversando normalmente.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, entre 2000 e 2007 foram registrados 20 casos suspeitos de febre amarela no Acre mas nenhum foi confirmado. O último caso de febre no Estado ocorreu em 1942 em Sena Madureira.

Edmilson Ferreira
Agência de Notícias do Acre


Saiba o que é a febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus conhecido como flavivírus.

A transmissão não é feita diretamente de uma pessoa para outra. O contágio ocorre através do mosquito que após picar uma pessoa infectada, pica outra, se essa não for vacinada contrai a doença. A febre amarela pode aparecer tanto em áreas urbanas, como silvestres e rurais. Sendo que, em áreas silvestres a transmissão é realizada pelo mosquito do gênero Haemagogus, que picam os macacos, principais hospedeiros e posteriormente o homem, já em áreas urbanas a transmissão é realizada pela pessoa não imunizada, que uma vez infectada em áreas silvestres, serve como fonte de infecção para o Aedes aegypty (mosquito da dengue).

O vírus e a evolução clínica da doença são semelhantes. A diferença está apenas nos mosquitos transmissores e no lugar onde a infecção foi adquirida. Os sintomas aparecem entre o terceiro e o sexto dia após a picada. A pessoa sente febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia e hemorragias de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina.

Apresenta curta duração, no máximo dez dias. Como não existe tratamento específico para febre amarela, este consiste em repouso, reposição de líquidos e uso de medicação sintomática, como o paracetamol, evitando os salicilatos, em função do risco de hemorragias. O diagnóstico é essencialmente clínico, em formas mais graves é realizado através do isolamento viral em amostras de sangue ou de tecido hepático.

A vacina é a única forma de evitar a doença. A primeira dose deve ser tomada a partir de 1 ano de idade e reforço a cada dez anos. A vacina é recomendada também a todas as pessoas que viajam para regiões endêmicas como: Centro Oeste, Norte, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina. Uma das formas de prevenção é estar informando a população sobre a doença e como evitá-la: não deixando águas paradas se acumularem em cisternas, caixas d'água, lata, pneus e vasos de plantas.

Situação em todo o País

Informe da Secretaria de Saúde de Minas Gerais esclarece a situação naquele Estado e no País. Com a chegada do verão, das chuvas e do calor, cria-se o momento propício para a reprodução dos mosquitos transmissores de dengue e febre amarela. Neste ano, há uma importante transmissão de febre amarela no Estado de Goiás, onde ocorreram casos humanos e epizootias (mortandade de macaco) em 28 municípios. Dentre estas mortes, houve também a confirmação de um macaco positivo, em um parque na zona urbana de Anápolis.

Até 1999, a vigilância deste agravo era pautada, exclusivamente, na ocorrência de casos humanos. A partir daquele ano, com a observação de morte de primatas não humanos em vários municípios de Tocantins e Goiás, tais eventos passaram a ser vistos como sinalizadores de risco de casos humanos de febre amarela.

Não existem medidas efetivas de controle destas populações de animais. Quando a epizootia ocorre nas proximidades de áreas urbanas ou nas áreas limítrofes destas com as áreas rurais, também está indicada a intensificação das ações de controle do Aedes aegypti, para que este não transmita a infecção nas cidades.

Em 2007, foram notificadas epizootias de primatas não humanos em nove estados do país: Goiás, Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Piauí, Distrito Federal e Rio Grande do Norte. No entanto, houve confirmação laboratorial para febre amarela apenas em Goiás, até o momento. Nestes Estados, houve registro de epizootias em 48 municípios. Em relação aos casos humanos, foram registrados seis casos em quatro estados: Amazônia, Pará, Roraima e Goiás.

"A vacina é o único meio de prevenir a febre amarela. Portanto, as pessoas devem atualizar sua carteira de vacinação", pediu Elaine Costa, do Serviço de Vigilância Epidemiológica do Acre.
Em entrevista coletiva o ministro da Saúde, José Gomes Temporão reafirmou que a situação está sob controle graças às medidas preventivas adotadas nos últimos anos.

Cachorro mata dono com tiro

Caçador morreu no estado americano do Texas quando seu cachorro pisou na escopeta.'Este é o acidente mais estranho que já vi em meus 20 anos de trabalho', disse o xerife.

Um caçador morreu no estado americano do Texas quando seu cachorro pisou na escopeta e disparou, atingindo o dono na perna, informou a polícia nesta terça-feira (8). Esta, porém, não foi a primeira vez que algo do gênero aconteceu nos Estados Unidos (clique aqui para ler outro caso).

"Este é o acidente mais estranho que já vi em meus 20 anos de trabalho", disse o xerife Joe LaRive, do condado de Chambers, próximo a Houston. Perry Price, um professor de matemática, tinha atirado em um ganso. Depois, ele depositou a escopeta na parte traseira de sua caminhonete, onde o cachorro estava, para ir buscar a presa. Os investigadores encontraram barro e as marcas das patas do animal na escopeta, segundo o xerife. Price foi levado a um hospital mas morreu devido à perda de sangue.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Aonde isso vai parar?

Funcionários da cerâmica de Xapuri lamentam a perda do emprego. Foram todos demitidos pelo prefeito Vanderley Viana sem mais explicações. Alguns comentam, na surdina, que o motivo foi a paralisação que fizeram em razão de vários meses de salários atrasados até o final de 2007.

É costume na cerâmica imperar a "lei do silêncio". Os oleiros comem o pão que o diabo amassou nas mãos de Vanderley e cia., mas não dão um pio sequer. Pois desta vez foi diferente. O Sr. Miguel, encarregado da olaria confirmou os motivos da demissão e prometeu levar o caso à justiça.

O profissional oleiro conta absurdos sobre a forma com que a cerâmica é conduzida pelos asseclas do prefeito. Segundo ele, é uma verdadeira "Casa de Mãe Joana". Os tijolos são vendidos na marra, sem recibo, muito menos DAM, e o dinheiro ninguém sabe para aonde vai.

Questionado porque, como encarregado, aceitava que esse tipo de coisa acontecesse, respondeu: "Era mandado e tinha medo de perder o emprego". A frase explica muito do que está acontecendo em Xapuri sem que haja uma reação para tamanhos descalabros.

Aonde será que isso vai parar?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O seringueiro ajuda a salvar a Terra

O extrativista e a dupla dependência

Ecio Rodrigues (*)

O uso sustentável do ecossistema florestal, na Amazônia, realizado por produtores extrativistas tem sido apontado como um caminho importante para garantir a manutenção da floresta e evitar sua substituição pelo plantio de cana-de-açúcar, criação de gado, ou outras culturas agrícolas, como a soja.

Espera-se que o extrativismo, praticado com inovações tecnológicas que lhe forneça sustentabilidade econômica e ecológica, possa atender as necessidades de consumo do produtor, impedindo que ele caia nas tentações, inúmeras por sinal, trazidas pela agropecuária. Tentações que, infelizmente, em sua maioria, ainda são criadas por uma ação pública deveras equivocada.

Ocorre que as populações tradicionais, incluindo aí os ribeirinhos, pescadores, seringueiros, castanheiros, caucheiros, balateiros, índios, carnaubeiros, quebradeiras de coco babaçu, entre outros, praticam a exploração de vários produtos da floresta, de maneira permanente e sustentável, há mais de cem anos. Empregam o denominado modo extrativista de produção que tem no ecossistema florestal seu principal estoque de matéria-prima. Isto é, a destruição da floresta significa a destruição desse estoque e, por isso, o extrativismo contribui para evitar os desmatamentos.

Por isso, o extrativismo e as respectivas populações tradicionais que o pratica precisavam de um modelo diferenciado de regularização fundiária para suas florestas. A criação de Unidades de Conservação de Uso Sustentável como, por exemplo, a Reserva Extrativista Chico Mendes no Acre, foi justificada com base na importância do extrativismo para a Amazônia. Hoje, em toda região amazônica, existe uma área maior que a do território acreano destinada às Reservas Extrativistas.

Nessas áreas, somente o uso múltiplo e de maneira sustentável do ecossistema florestal é legalmente recomendado como atividade econômica para criar emprego e renda. Por outro lado, a agropecuária com fins comerciais é legalmente proibida.

Faltava, por fim, conceber inovações tecnológicas que permitissem ampliar a eficiência do uso atual que as populações tradicionais fazem da floresta. Com novas tecnologias, esperava-se estar colaborando para promover a produtividade do modo extrativista de produção melhorando seu desempenho em termos econômicos, sociais e ecológicos. Alçando o extrativismo à condição de importante mecanismo para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Ao afirmar que o uso sustentável, praticado pelas populações tradicionais, é possível em nível de comunidades, a solução se encontraria no jeito de fazer. Tratava-se dessa maneira do emprego de uma tecnologia, denominada de Manejo Florestal de Uso Múltiplo, que foi desenvolvida na própria região amazônica, e já demonstrou ser capaz de promover a sustentabilidade do extrativismo florestal na região.

No caso específico das populações tradicionais e sua relação com a diversidade biológica da Amazônia, o manejo florestal de uso múltiplo mostra-se não só possível, mas, talvez, a única alternativa tanto para a permanência das populações no interior desse ecossistema, quanto para a conservação da própria floresta.

Isto é, parece ocorrer uma relação de dupla dependência: o extrativista, agora manejador florestal, depende dos recursos que maneja assim como a floresta depende dos manejadores para demonstrar seu potencial de geração de emprego e renda, e assim, continuar a existir.

Nos tempos de aquecimento global e desequilíbrio climático, onde a manutenção da floresta na Amazônia tornou-se um imperativo mundial, o extrativista e sua peculiar dupla dependência surgem como prioridade. Ao contribuir para evitar os desmatamentos e as queimadas, certamente, as populações tradicionais extrativistas estarão ajudando a salvar o planeta.
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(*) Ecio Rodrigues é professor da Universidade Federal do Acre (Ufac) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela UnB.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Marina Silva no The Guardian

A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, foi citada neste sábado em uma lista preparada pelo jornal britânico The Guardian com "as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta". Segundo o jornal, a lista, preparada por um painel de especialistas, identifica "os 50 homens e mulheres com o poder de nos salvar de nós mesmos".

No texto dedicado a Marina Silva, o jornal destaca sua história como "filha de um seringueiro brasileiro, passando sua infância coletando látex da floresta amazônica e protestando contra a destruição provocada pelos madeireiros ilegais".

"Em uma das grandes histórias políticas, ela passou de analfabeta aos 16 anos à mais jovem senadora do Brasil e agora é a mulher mais capaz de prevenir a total ruína da Amazônia", diz o texto. O jornal comenta que, sob sua gestão no ministério, o desmatamento na Amazônia caiu 75%, e vastas áreas de floresta foram destinados a comunidades indígenas.

"Mas o futuro, diz Silva, é arriscado. A única maneira de evitar uma perda no longo prazo é com ajuda internacional", diz o jornal, citando uma declaração da ministra: "Não queremos caridade, é uma questão da ética da solidariedade".

Leia mais no portal Terra

Perfil de Marina
Maria Osmarina Silva de Lima, a Marina do PT, mais tarde, Marina Silva, 44, começou sua carreira política militando nas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), ligada à Igreja Católica.
Em 1988 foi eleita vereadora de Rio Branco (AC). Dois anos depois, se elegeu deputada estadual e, em 1994, aos 38 anos, chegou ao Senado Federal como a mais jovem senadora do país.
Marina Silva se filiou ao PT em 1985 e lançou sua candidatura para deputada federal para ajudar o líder seringueiro Chico Mendes, morto em 1988, que era candidato a deputado estadual.
Apesar de estar entre os cinco mais votados, nem ela nem Chico Mendes se elegeram. Formada em História pela Universidade Federal do Acre, em 1985, Marina aprendeu a ler já adolescente ao se mudar para Rio Branco onde foi tratar uma hepatite.
O Seringal Bagaço, a 70 km de Rio Branco, onde nasceu, não havia escolas. O sonho de ser freira foi derrubado pela militância política. Na universidade, entrou para o PRC (Partido Revolucionário Comunista), grupo semi clandestino que fazia oposição ao regime militar.
Depois de formada, começou a dar aulas de história e participar do movimento sindical dos professores. Junto com Chico Mendes, em 1984, fundou a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Acre.
Marina Silva tem quatro filhos, Shalon, Danilo, Moara e Mayara.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Barracas padrão

Acusado de mandar derrubar uma barraca de ambulantes na festa do réveillon, o prefeito Vanderley Viana, pelo visto, mudou de estratégia para os festejos de São Sebastião, quando a cidade recebe, todos os anos, centenas de marreteiros de tudo quanto é lugar deste e de outros estados.

Este ano, ao invés de comprar o terreno para montar as barracas, muitos ambulantes já deverão comprar a estrutura para comercializar seus produtos pelo menos parcialmente montada, como pode ser visto na Rua Dr. Batista de Moraes, onde várias barraquinhas já estão sendo montadas em estilo padrão.

Longe de querer criticar a iniciativa e mais longe ainda de saber dos motivos que a movem, não posso negar que tudo fica mais bonito e organizado assim. Resta saber quem as venderão e quantas caberão à igreja de São Sebastião, verdadeira dona da festa.

Febre amarela em Goiás

Será enterrado neste domingo (6/1), em Petrolina, nos arredores de Goiânia, o corpo do trabalhador rural João Batista Gonçalves, de 31 anos, que estava internado na capital com suspeita de febre amarela. Ele pode ser a primeira vítima humana após o surto da doença que já provocou a morte de dezenas de macacos em 40 municípios goianos.

Apesar do diagnóstico apontar que a vítima tinha febre amarela, o laudo com a confirmação da causa da morte só será divulgado na próxima semana. Na segunda-feira técnicos do Ministério do Saúde vão a Goiânia para auxiliar na análise e identificações das causas da doença nos macacos e no trabalhador rural.

Em três animais foi confirmada laboratorialmente a presença do vírus da febre amarela - dois em Aparecida de Goiânia e um em Goiânia - o que deixou em alerta as autoridades de saúde no estado para o risco de reurbanização do vírus amarílico.

O último caso de febre amarela urbana registrado no País foi no Acre, em 1942.

João Batista morava em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital, mas análises preliminares apontam que ele pode ter sido contaminado fora da área urbana já que estava trabalhando há dois meses em uma fazenda de Uruaçu, a 287 quilômetros da capital.

Preparativos para a festa de São Sebastião

As equipes organizadoras das comemorações de São Sebastião em Xapuri se reuniram na noite de ontem para discutir os preparativos da programação da festa do padroeiro da cidade. A festa que é realizada há mais de 100 anos reúne na cidade milhares de romeiros de todo o Estado.

Fernanda Gomes (Agência de Notícias do Acre).

A reunião aconteceu às sete horas da noite na igreja matriz como objetivo de definir os detalhes da festa, segundo o pároco de Xapuri, padre Francisco das Chagas.

A programação inicia no dia 11 de janeiro com a celebração das novenas. A abertura será na Praça São Sebastião na margem do rio Acre e as demais atividades acontecerão na própria igreja.

Para o padre as expectativas para a festa do Santo este ano são as melhores. Ele explica que São Sebastião representa para os devotos de Xapuri uma figura de muita fé.

A festa de São Sebastião é realizada no dia 20 de janeiro e é considerada o maior evento religioso do município. O acontecimento religioso atrai turistas acreanos e romeiros de alguns estados da região norte.

A comemoração é realizada há mais de 100 anos em Xapuri por populares religiosos.

Contra o relógio

Funcionários da prefeitura correm contra o tempo para deixar a Rua Rodovaldo Nogueira em condições de servir como rota da procissão de São Sebastião, no próximo dia 20.

Exemplo das costumeiras trapalhadas ocorridas na atual administração municipal, as obras estão atrasadas há quase dois meses, depois de serem anunciadas com festa pela prefeitura.

Para piorar a situação, vândalos viraram alguns barris de piche, durante o feriado do ano novo, aumentando o prejuízo da população.

Os trabalhos, que deveriam estar sendo realizados por uma firma credenciada para tal, acontecem da forma mais primitiva possível, sem auxílio de nenhuma máquina, com gravetos sendo acesos debaixo dos barris de piche.

Muito pouco se fala sobre o assunto. A população desconhece. A prefeitura cala e a câmara consente, uma vez que não se manifesta. Caso esteja eu errado, o espaço está à disposição para os esclarecimentos.

O lixo e a dengue

Secretaria Municipal de Saúde e Funasa realizaram nesta última sexta-feira um arrastão contra a dengue no bairro do Pantanal, um dos que possuem maior índice de infestação predial (presença de focos do mosquito em domicílios).

Uma atenta moradora do bairro fez um pertinente questionamento aos agentes envolvidos no trabalho de conscientização. Como cobrar da comunidade que faça a sua parte, sem que a prefeitura cumpra com a sua?

A moradora se refere à coleta de lixo doméstica que é precária nos bairros periféricos. Os lixeiros estão sempre lotados, com o lixo à mercê de cães, ratos e urubus, que espalham os detritos nas vias públicas.

Realmente é impossível combater a dengue desta forma. A sorte é que não foram registrados (ainda) casos oficiais da doença na cidade neste ano. Caso contrário a situação seria alarmante.

Compromisso com o BB

Na última semana do ano passado os vereadores de Xapuri autorizaram de forma unânime, com a aprovação do projeto de lei nº 036 de 27 de dezembro de 2007, o prefeito Vanderley Viana a assumir com o Banco do Brasil compromisso de fidelidade nas operações financeiras do município pelo prazo de até 8 anos em troca de alguns tostões para serem investidos na "Estruturação da Malha das Vias Urbanas" do município de Xapuri.

Isso significa que o município ficará obrigado a manter pelo período de 8 anos (a não ser que haja a revogação da lei em um mandato futuro) relação bancária exclusiva com o Banco do Brasil, quanto à gestão de pagamentos, folha de pagamento de pessoal, transferência e manutenção de contas correntes. Parceria igual, segundo a prefeitura de Xapuri, já existem entre o banco e os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul e Brasiléia.

Um ponto positivo do projeto é o que prevê a "co-parceria" entre prefeitura e câmara na aplicação dos recursos aportados pelo banco em favor do município, destinados à recuperação de ruas. Talvez assim se evite o que aconteceu com a Rua Rodovaldo Nogueira, cujos serviços seguem a passos de cágado, sem que prefeitura ou vereadores expliquem, de forma pública e clara, o que realmente aconteceu com a história da licitação que tanto se comenta pela cidade.